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sábado, 22 de julho de 2017

A casa

"A casa" é uma das mais lindas canções escritas por Rodrigo Leão para Adriana Calcanhoto, e publicada no disco "Alma Mater" talvez já com dez anos, onde Adriana canta como sempre. Deixo aqui o video que alguém construiu, um scrap, e que escolhi porque pode ler a letra que é a de uma maravilhosa canção do amor perdido e recuperado. Ler com atenção. Mais uma grande canção de Rodrigo Leão que acompanha com o seu "ensemble".


Rodrigo Leão e Scott Matthew

Fui ver ontem em Faro, no Teatro das Figuras, e foi bom, para quem gosta da magia da música de Rodrigo Leão, da voz melancólica de Scott, e das maravilhosas canções que escrevem. Ouviu-se um pouco de tudo, os dois juntos, só o Scott com guitarra, só o "ensemble" de RL, onde prepondera a violinista Viviana Tupikova, russa que trabalha há muitos anos com o músico português sendo a autora dos belos solos de violino que aparecem em todos os trabalhos de Rodrigo Leão, um espetáculo muito emotivo e cheio de secretismo. Valeu a pena fazer mais 200 km para os ouvir.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Barbara Weldens

Sabem quem é ? Nem eu !!! Jamais ouvi esse nome nem identificava como cantora francesa. Pois ouvi hoje, pois foi noticia quando morreu em palco durante um espetáculo, aparentemente vitima de electrocução. Tal como o saudoso Jimi Hendrix.  Como tenho o Spotify fui logo ouvir a Bárbara e fiquei agradado com o seu primeiro e único álbum, saído em Fevereiro, Para se ver de que artista se trata ganhou em 2010 o prémio Jacques Brel como revelação, E agora participava num festival Leo Ferré. Tinha 35 anos. Impressiona-me que alguém morra assim, uma artista em pleno local onde era suposto dar felicidade aos outros. Triste.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ana Gomes

Não se trata de uma senhora deputada hiperactiva e guinchona lá do Parlamento Europeu, mas sim da sua homónima de 20 e poucos anos cantora de jazz, mas que em lugar de cantar standards em inglês que toda a gente conhece, optou por cantar jazz em português com canções mais prosaicas de Tozé Brito, autor de grandes sucessos, todas canções de amor cantadas com muito swing, e sensualidade. Excelente esse disco "Balanço" que agora gravou e que nos embala, e que convida ao amor mais intenso e ao afecto entre pessoas. Gostei muito e para já vai estar dia 27 no EDPCoolJazz, a mostar o seu talento. Para quem usa o Spotify, coisa que recomendo a todos os melómenos como eu, pode ouvir JÁ. E começar a amar !!!

domingo, 9 de julho de 2017

Vi e gostei

São do inicio dos anos 80, já após os meus melhores tempos, jamais poderia ver ao vivo, mas este ano a RTP mostrou em directo, será serviço público, não sei ! Sei que gostei bastante do espectáculo dos Depeche Mode no Alive 2017. Não sendo fã inveterado desta banda sou apesar de tudo apreciador destas bandas que são anti acústicas, e fazem da sonoridade eletrónica o seu forte. Aprecio a sua perenidade e admiro uma banda de sexagenários (ou quase) a ser aplaudida e acompanhada por tanta juventude. Bonito de ver, muitos ficaram pelo caminho, ou estão agora na irrelevância, mas estes são verdadeiros sobreviventes, apesar de não terem mudado grande coisa ao seu registo inicial. Uma música que agrada, não causa transtorno, cheia e bem ritmada. Os anos 80 no seu melhor revistos sem saudosismos trinta anos depois, Não é para todos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Luiza e Salvador

Estes manos são mesmos talentosos. Já nos tempos dos Ídolos lembro a Luiza com 15 anos quase a ganhar, julgo que foi segunda, e o Salvador alguns anos depois a ir longe. Quinze anos depois a "miúda" agora já com trinta anos sai-se com esta música genial, de alguém madura que viveu anos de amor. Uma verdadeira canção de "dor de corno", elegante, bonita, sedutora e bem escrita. Cantada pelo irmão Salvador, que muito deve ter suado para fazer aquela voz. E a Eurovisão ? Assim como assim não ganharíamos, melhor é melhor !!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Doors

Fiquei a saber pela comunicação social que fez ontem 50 anos da publicação do disco "The Doors", primeiro LP dos Doors, grupo de Los Angeles que afinal marcou o meu mundo de jovem, desde logo pela supremacia do seu vocalista, performer, letrista, e tantas outras coisas, que se tornou um ícone mundial, nem sempre pelo seu grande talento. Nesse disco estão grandes temas como "Break on Through", "Light my fire", "The End" ou "Alabama song" versão de música de Kurt Weil e de Brecht. A banda formada em 1965 resistiu até 1973, embora em 1971 Jim Morrison tenha sucumbido em Paris, onde se encontra sepultado. Em 2002 a banda foi reactivada e ainda hoje se mantém, mas o impacto que teve até 1971 foi irrepetível. Para os adolescentes como eu, a banda tornou-se conhecida em Portugal com o seu album "Waiting for the sun", com um sucesso chamado "Hello I love you". Mas quando se penetra no seu mundo descobrem-se coisas bem mais interessantes, e a magia dos Doors perdura até hoje, em todo o mundo, e é um fenómeno de sucesso pós-morte !!! Jim faz parte de uma lista de génios fugazes que marcaram profundamente os jovens do inicio dos anos 70 e cuja morte lhes deu uma áurea especial, como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Brian Jones (dos Rolling Stones)  ou Otis Reading, todos falecidos em plena ascenção, Se dia 4 de Janeiro passou a ser o Dia dos Doors em Los Angeles. só posso aplaudir, em nome dos grandes momentos que nos proporcionaram.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Delicadeza

Depois do fim da sua participação nos Madre Deus, Teresa Salgueiro iniciou carreira a solo com a sua excelente voz e gravou temas de outros autores em dois discos. Agora lança "Horizonte", onde além de cantar também compõe os temas do disco. Tenho estado a ouvir e tudo e tão bonito, tão delicado, que parece vindo de um outro mundo onde não há feio, não há maldade e não há mau gosto. Ela própria nos apresenta a sua voz como filigrana fazendo de cada tema uma pérola fina. O contrário do que é vulgar, a afirmação de mais do que uma cantora que nos espanta. Eu gosto, recomendo. Para quem tem saudades dos Madre Deus e não só.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Triste e solitário

Novo trabalho dos Rolling Stones, agora que são septagenários. Nunca fui um grande fã da "maior banda de rock do mundo", vamos lá saber porquê, mas desta feita convenceram, com um conjunto de canções todas elas do "blues" tradicional americano, bem interpretadas e com muito "swing". Já ouvi tudo várias vezes, vantagem de ter "streaming" para os fãs é de ficar rendido, para os não fãs, meu caso, ficamos arrependidos de não ser. Grande fdp este fulano que parece que o tempo dela conta ao contrário... que inveja ! Ao que parece até foi pai outra vez, e as "pedras ainda rolam ".

Fui ver ontem Jorge Palma no Teatro das Figuras em Faro. Deus sabe que me custou, mas talvez não volte a ver, Foi a primeira, será a última. Sacrificio bem empregue, pois o homem com todas as qualidades e defeitos só pode ser genial ! Este espectáculo tem por base o disco " Só" que editou há 30 anos, e a fazer juz Palma apresenta-se só, apenas com o seu piano como acompanhamento. Improvisado, anárquico, belo, intimo, cru, melancólico, alegre, em preto e branco, mal enjorcado, credível, com momentos de génio, com momentos de falha, tudo  o que é da natureza humana lá se encontra, cantou bem, cantou mal, tocou de forma extraordinária, acompanhou-se como se de uma orquestra se tratasse. A páginas tantas, parou e tocou de enfiada os três andamentos da Sonata nº8 para piano, opus 13, de Beethoven, como se de um concerto clássico se tratasse, e ali ficámos extasiados a ver quando é o músico ligeiro se enganava, mas o músico clássico não deixou. Depois arrancou com Leo Ferré. Leonard Cohen e Bob Dylan, como se o seu talento não fosse suficiente. Terminou a cantar " Portugal Portugal, enquanto estiveres à espera ninguêm te pode ajudar". Terminou, não ! O público pediu encore, e Palma voltou e tocou mais seis músicas. Parecia que ainda estava a gostar mais do que o público.

domingo, 6 de novembro de 2016

Z de Zambujo

Novo disco apenas com músicas de Chico Buarque, ouvi e acho formidável. Longe de ser um disco de versões o cantor permanece idêntico a si mesmo e canta Chico Buarque recriando e introduzindo o seu próprio estilo. Estamos verdadeiramente perante mais um trabalho de António Zambujo, onde na sua forma de cantar em bom português interpreta canções de Chico. E as canções nem são as mais conhecidas, algumas nunca tinha as ouvido, pelo que caminhou caminhos mais dificeis, pouco óbvios, contando com algumas colaborações, entre elas do próprio Chico que canta em dueto uma canção para mim totalmente desconhecida, é como se tivesse escrito novas músicas para a voz caracteristica do alentejano. Grande interprete e grande disco, talvez não seja um sucesso imediato, mas para os muito apreciadores de Zambujo, é mais um trabalho excelente. Chama-se "Até pensei que fosse minha".

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Deliciosa

A rapper nortenha Capicua acaba de publicar um livro-disco de nome "Mão Verde" que é uma delícia. Em principio é destinado às crianças, mas depois emenda a mão e diz que é para todos os "peter pans", o que quer dizer para todos os que não querem crescer, as crianças-grandes. Tenho estado a ouvir e as letras são uma maravilha, e as músicas são rap embora mais ligeiro do que a Capicua costuma fazer. Conta com a colaboração de Pedro Geraldes dos Linda Martini. Aqui alguns exemplos:

"Desconfia de quem não gosta dos animais
Se não gosta de plantas desconfia ainda mais
Desconfia de quem detesta chocolates
Desconfia de quem não gosta de Chico Buarque
Desconfia de quem diz que não gosta de livros
Desconfia de quem diz ser de poucos amigos
Desconfia de quem nunca se despenteia
Goza com os outros deixa toda a gente feia
Desconfia de alguém que nunca fez uma viagem
Desconfia mais de quem não faz reciclagem
Desconfia de quem nem no chuveiro canta
Não gosta de música e não dança não dança
Desconfia de quem diz cor de rosa é pra meninas
Rapazes nunca choram nem brincam às casinhas
Desconfia de quem não gosta do que é diferente
Não gosta de crianças não gosta de gente
Desconfia de quem não gosta de comer ervilhas
Desconfia de alguém que não tem umas sapatilhas
Desconfia de alguém que nunca está de mau humor
Desconfia de quem não tem sequer humor
Desconfia muito de quem desconfia muito
Desconfia muito de quem não gosta sequer do mundo"

Retirado de uma canção chamada "Confio(des)confio". Muito divertido e certeiro. Pra crianças, claro ...

sábado, 23 de abril de 2016

Ludovico

Tinha pensado passar o dia a ouvir Prince enquanto fazia outras coisas, quando descubro que devido à sua mania de não permitir a utilização da net para se divulgar vi que estava ausente do Spotify. Apenas se encontram meia duzia de musicas, algumas das quais em participações noutros discos. Fiquei desiludido mas paciencia, que fazer. Lembrei-me então ter ouvido referência a um italiano., compositor e pianista que está a dar dois espectáculos em Portugal há muito esgotados, já com alguma idade de seu nome Ludovico Einaudi. Sou sincero que jamais tinha ouvido esse nome e tive curiosidade de ouvir. Ter o Spotify permite esses caprichos. E é magnífico, um autor de primeira água que acabo por descobrir de uma forma inaudita. Afinal Deus escreve direito por linhas tortas. Vale mesmo a pena ouvir, e para quem gosta de Michael Nyman é uma abordagem musical muito próxima.

sábado, 9 de abril de 2016

Quinteto Lisboa

Estou a ouvir o CD do Quinteto Lisboa, e é maravilhoso. Uma melopeia de uma beleza e tranquilidade que arrepia. Minimalista e pura a música que nos é trazida pelo Quinteto lembra bem o que parece ser, a musica inicial dos Madre Deus, pois lá estão dois músicos do sua formação inicial, José Peixoto e Fernando Jùdice, a que se junta a composição de João Gil, e duas vozes, uma masculina Paulo De Carvalho (sim ele mesmo) e Maria Berasarte, uma castelhana que canta melhor em português que muitas portuguesas. Assim só. E falta uma coisa importante, as letrras de João Monge. O melhor dos dois mundos, Madre Deus e Trovante, evocado de uma forma minuciosa que parece crochet. Está fadado ao sucesso, pena que os projectos do João Gil não têm perna grande, mal começam acabam logo. Este merece bom destino.

terça-feira, 1 de março de 2016

Moços

Chegou-me via Biblioteca Municipal de Castro Verde o CD "Nos bancos da minha escola" dos "Moços d' uma cana".  São 10 os moços, todos tocam a recuperada viola campaniça, e cantam muito bem com acompanhamento ou no registo do cante tradicional. Um excelente registo que é musica celestial para os ouvidos de um "alfacinha" de gema, quando n ais para os verdadeiros alentejanos. Fiz ouvir na sessão de pintura na Aldeia de Palheiros, e as senhoras reconheceram tudo na sua infância, uma reação muito abonatória do rigor do cantar dos Moços ! Ao Município de Castro Verde só posso endereçar parabéns pelo que tem feito para não deixar morrer estas músicas e dar-lhes dignidade com excelentes produções discográficas que se venderiam bem se fossem promovidas, mas isso já têm de ser outras instâncias. Magnífico.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tais Quais

Um CD que é uma espécie de "hapenning" alentejano, onde estão musicas, pequenos "sketches", e outras palavras, numa reunião que parece uma "Resistência" em versão alentejana. Os protagonistas são conhecidos, Vitorino, Tim, Palma, Celina, entre outros, e no palavreado, Serafim. Saliento entre outras a versão do "Circo de Feras" dos Xutos em cante alentejano. Mais um projecto de João Gil. A ouvir "Os Fabulosos Tais Quais", embora seja um trabalho que não fica para a história, claro, quem é que fica ?

domingo, 6 de dezembro de 2015

Maria Mendes

Mais uma voz do jazz português, que já obtém apreço internacional, embora por cá seja ainda pouco conhecida. Está na Holanda, e tem agora vários espectáculos em Portugal, e acaba de publicar o segundo CD, "Innocentia", que tenho estado a ouvir e mostra a sua grande capacidade vocal, e um conjunto de músicas em português e inglês (alguns standards, entre outras). Certo que o jazz, sobretudo o vocal, ainda não está nos tops, nem precisa, mas para quem gosta cá está um trabalho a ouvir. Já tem um percurso como cantora de jazz na Holanda e outros países e até já cantou no célebre Blue Note em NY, a única portuguesa que lá actuou. Está no Spotify, para quem quiser, e é muito bom.

domingo, 6 de setembro de 2015

Helena Caspurro


O nome é estranho, mas a sua música é envolvente, as palavras são esculpidas e originais, começando  no título dos seus 3 albuns, "Mulher Avestruz", "Colapsopira" e "Paluí". Canta muito bem, toca piano ainda melhor, é professora na Universidade de Aveiro, licenciada em Filosofia, Piano, e doutorada em composição. é quase desconhecida, e até já teve uma música numa telenovela da TVI. Mais um grande talento da música portuguesa. O José Duarte dedicou uma semana do "5 minutos de jazz". Afinal o jazz é a sua praia.

sábado, 5 de setembro de 2015

Sara Paço

Mais um talento que emerge. Uma voz poderosa, por vezes lembra a saudosa Amy Winehouse, uma imagem agradável, e uma capacidade de composição enorme,
letras e músicas de que é sempre autora, e já escreveu mais de 100. Album "Wacking up the drums" de 2014, o video é da sua actuação deste ano no Sudoeste. É a jovem Sara Paço.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Márcia


É já um valor seguro na cena musical em Portugal, embora muita gente ainda não conheça esta cantora, compositora, que escreve canções para si e para vários artistas. Agora tem novo CD já o terceiro, de nome "Quarto Crescente", e é muito bom. Um misto de musica portuguesa com brasileira pois trem um produtor brasileiro. Fica aqui um exemplo do seu talento e um clip bem feito que é um mistério para mim.