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quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Nebraska
Vão-me dizer que ando a ver filmes demais. Talvez ! Mas tenho tempo e com o calor melhor estar no AC. Desta vez vi Nebraska de Alexander Payne e fiquei empolgado. É aquele filme que todos os filhos e todos os pais deveriam ver, que devia ser mostrado em todas as aulas de educação cívica, assim como o "Daniel Blake". O filme é de 2013 e comprei na FNAC por 5 euros. Vi agora devagarinho. Vou contar um pouco. Um pai idoso quase demente, recebe uma daquelas cartas promocionais a dizer "ganhou um milhão de dólares", o resto está escrito em letras pequenas... Mas para receber tem de atravessar 3 estados e fazer 1200 km. Convence-se de que é mesmo verdade e foge várias vezes de casa para a pé ir buscar o seu prémio imaginário. Todos o tentam demover mas nada o faz recuar. Quer comprar uma carrinha, embora não conduza, e um compressor de ar, só isso, com o dinheiro, um sonho de vida. Todos o contrariam e desdenhar, mas o seu filho David não, Embora sabendo que é mentira, disponibiliza-se para ir com o pai em viagem de dias, levantar o prémio que sabe não existir, apenas para o pai viver mais uns dias de felicidade. O resto é uma história de amor de pai e filho, jamais escrita, e o epilogo final muito forte e comovedor, de gestos que não imaginamos neste mundo, movido pela cultura do dinheiro, e em que filho não desvia do seu caminho pelo pai. Uma história muito real, provando que a ficção também pode ultrapassar a realidade.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Aquarius
Quem não viu que veja, eu não tinha visto. Um filme brasileiro que nos enche, sobretudo a nós que estamos a viver aquele momento da vida em que damos já mais valor às memórias que a muitas realizações, e que ainda queremos a partir delas realizar bem os dez ou quinze anos de vida que nos faltam, antes da queda definitiva. Aquarius é um filme que se baseia na ideia simples de uma sexagenária pretender manter a casa onde sempre viveu, foi feliz numas coisa infeliz noutras, amou, teve e criou seus filhos, ouviu as suas músicas, e pretende morrer. Contra esta ideia simples e razoável, a ganância de uma imobiliária do progresso, que quer derrubar o prédio para construir uma torre de habitação de luxo. Mas para além desta história vamos desdobrando as memórias, relendo a sua relação amorosa, a sua relação com o cancro, ela é mastectomizada, e a sua relação com filhos, aquilo que lhe resta depois de anos de vida preenchida com as coisas do costume. Sónia Braga, faz aqui de Clara e penso que também de Sónia Braga ela mesmo, também vitima do cancro da mama. Faz pensar muito a quem deu muito, e no momento de se recolher não tem direito às suas memórias.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Os algoritmos têm as costas largas
Título estranho este. Algoritmos são fórmulas matemáticas que aplicadas na programação permitem que se execute de forma automática um tarefa. São muito falados hoje porque ajudam a criar perfis de utilizador e assim fazerem propostas comerciais. Tás a ver, nós consultamos o site do Continente à procura de manteiga, a partir daí todos os dias que se abra o computador querem-nos fazer comer manteiga à força !!! è um algoritmo que faz isso. Ora vem isto a propósito do filme "Money Monster" ultimo realizado pela pequena grande Jodie Foster, com George Clooney no papel principal, Ele apresenta um programa da TV de aconselhamento financeiro. Os espectadores seguiram os conselhos, e de um dia para o outro perdem 800 milhões. Um desses espectadores pega numa bomba e sequestra em directo o apresentador e pessoal da TV, quer saber para onde foi o dinheiro. Vem logo a explicação, o algoritmo que apoia a decisão de investimentos, falhou. houve um crash qualquer e lá foi o dinheiro. A habitual desculpa muito conhecida em Portugal "foi o sistema". Pois, só que neste caso a matemática ultrapassa o ser humano em honestidade. Na realidade o algoritmo foi "enganado" por decisões tomadas pelo CEO da empresa, que sacou uns trocos, e fazia por si investimentos para o seu bolso que se revelaram ruinosos. Assim deixem os algoritmos em paz, eles fazem o que se lhes manda, e melhor meter na cadeia alguns que ainda hoje se passeiam pela baixa !!! Vejam o filme, é muito bom.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Whiplash, vontade sem limites
Vi "Whiplash" já do ano passado, curioso que é do mesmo realizador que este ano fez o aclamado "La La Land". É dos filmes mais incentivadores que vi desde sempre. Para quem não conhece o enredo, é simples e resume-se a uma jovem que sonha em ser baterista de jazz. Para mim tem ainda esse suplemento, pois adoro jazz, e jamais vi algo que elevasse tanto o esforço de alguém que quer muito, muito que até vai conseguir. Teimosia, obsessão, fixação, excesso, quando se quer tudo vale. Esforço, trabalho, irracional, animal, preparado para tudo e para todos os trambolhões, os desânimos, os desaforos. Quando se quer muito, até desistir pode ser uma forma de conseguir ! Vencer a barreira de alguém que parece nascido para nos contrariar, para deitar ao chão, e nos diz na cara que essa é uma forma de incentivar... de destruir o lado de auto comiseração que há em nós, o lado medíocre que se conforma com a média, o lado que nos pede descanso na luta, que abranda o guerreiro, que propõe tréguas, que levanta a bandeira branca a léguas do objectivo, que propõe a paz de espirito quando o mar está por atravessar. Grande lição, grande filme pequeno, pequeno grande filme !
domingo, 19 de março de 2017
Daniel Blake
Vi agora disponivel em DVD o filme de Ken Loach, "Eu, Daniel Blake", segundo muitos um dos grandes filmes de 2017, apesar de ter passado ao lado dos Óscares. Normal, num filme que denuncia o grande embuste em que se tornou o sistema de segurança social britânico e boa parte dos sistema do estado providência, afectado pelas políticas de redução de custos, e que levou a que o Estado Social em muitos casos se tenha tornado num sorvedouro de dinheiro público mas não ao serviços do cidadão mas sim de uma casta de funcionário públicos que tudo pode, tendo todos os direitos e poucos deveres, de uma insensibilidade social que repugna, servindo um monstro que alimentam, para devorar, desanimar, humilhar e fazer desistir qualquer necessitado que dele venha a precisar. E este filme não é de direita, não é ataque ao sistema público, toda a gente sabe quais as tendências políticas de Ken Loach , e são bem de esquerda. Este é o tal filme que todos os prestadores públicos deveriam ver nas suas sessões de formação, pois mostra a dimensão deste polvo que asfixia o cidadão mais fragilizado.
domingo, 12 de março de 2017
Vedações
Para que servem as vedações ? Para nos proteger do exterior e impedir que "entrem", ou para nos proteger no interior e impedir que "saiam" ? Com grandes interpretações de Denzel Washington e de Viola Davis (Óscar para melhor actriz em papel secundário 2017), o filme "Vedações" relata a vida de um casal Rose e Max, seus filhos, sua amante, seu amigo, seu irmão demente na América dos anos 50, onde os negros viviam dentro de "vedações" construidas pelo segregacionismo, e o preconceito. Uma família quer ter uma vida normal e decente, mas nem tudo está acessível. Pode-se tocar música mas não jogar basebol. Pode-se carregar os bidons do lixo mas não conduzir o camião. Mas não é o preconceito o cerne deste filme, é o drama de um pai que quer reproduzir junto dos filhos os seus valores de submissão, mas para estes já é tarde e outros valores se levantam. E de uma mulher que de forma heróica, como sempre nas mulheres, quer equilibrar o amor entre os contrários, e ao mesmo tempo queria ser feliz. Quase uma peça de teatro, sem efeitos, sem exteriores, e um diálogo e argumento que vale pelo resto. Denzel, também realiza. Estamos cada vez mais perante um Clint Eastwood negro !!!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Escrever direito por linhas tortas
É como posso descrever a estranha situação passada na grande noite dos Óscares de ontem, em que se anunciou o prémio mais importante, melhor filme, para LA LA LAND quando afinal tinha sido MOONLIGHT a ganhar. Na realidade para mim, que vi os dois, não dizendo que Moonlight seja um grande filme, não tenho dúvida alguma de que é um obra cinematográfica sólida, enquanto La La Land, é uma sucessão de boas músicas e bailados certinhos, mas com um argumento fútil. E para mim sem argumento não há cinema. Assim tudo acabou por bater certo e é bem um exemplo de escrever direito, embora por linhas sinuosas.
domingo, 12 de fevereiro de 2017
La La Land
Fui ver ontem aqui mesmo em Ourique o filme que ganha e vai ganhar tudo o que há para ganhar nos prémios de cinema deste ano. Trata-se de um musical, o que surpreendeu muitos dos espectores que não sabiam ao que iam, e ainda bem, quer dizer que têm o hábito do cinema seja qual for o filme (embora esse não seja o meu caso). è um musical bem feito, bom som, musicas interessantes, bailados, cenas imaginativas, coloridas, e bem integradas, guarda roupa bonito, mas tem um problema, o argumento é minimalista, fútil, desinteressante, o que para mim mata o filme. Tem pouco conteúdo, e o que tem é vulgar, resumido aquilo que sabemos, Hollywood, máquina de destruir sonhos, e que nalguns casos os realiza, mas raramente, e com alto preço. Acho que nada justifica tanto alarido á volta deste filmezinho... Boa nota para as interpretações de Ema Stone e Ryan Gosling.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Moonlight
Estreou hoje, já fui ver, é candidato a vários Oscares, que vai perder para a "Melodia do Amor", pois esta "melodia" é do desamor. Este é um filme negro, pois em todo o filme apenas se vêm negros, todos os actores e figurantes são negros, talvez algum branco em que não tenha reparado, e em todo o filme encontramos muitos silêncios, é um filme longo, na medida em que o tempo real é muito grande, passa-se em três momentos da vida de um jovem negro, infância, adolescência e idade adulta, em todas é vítima do abandono, da incúria e da violência física e psicológica, e para atingir a liberdade tem de se tornar "num deles". É um homosexual jamais assumido, numa vida de becos sem saída, entregue à sua sorte, a sorte de quem parece nascer no lado errado da vida. Um filme que nos deixa tristes e incomodados, não sei se recomendo a quem procura passar um bom bocado no cinema. Recomendo a quem procure compreender as raizes profundas da deliquência, sem a justificar. Ao luar os negros ficam azuis...
domingo, 22 de janeiro de 2017
Silêncio
Fui ver o último filme de Martin Scorcese, "Silêncio". Excelente, na minha opinião. Para além de uma excelente adaptação do livro de Shusaki Endo, que li há muitos anos, lança ideias para a actualidade, em que uma religião pretende a "conversão" da outra, tal como há 400 anos no Japão os missionário católicos pretendiam, alargar a fé onde já existiam outras fés, no caso o budismo. Hoje o catolicismo caminha numa dimensão ecuménica, convive bem com outras religiões, embora ainda subsistam focos de fricção entre cristãos, ou entre o islamismo e os cristãos. Na altura a expansão da fé colidia com muitos interesses e este filme mostra e documenta essa realidade. Fica para mim a admiração pela pulsão da fé que movimenta os "convertidos", a dimensão da sua resistência que parece ser a dimensão da sua fé, mas porquê? O que lhes trouxe a condição de cristãos que lhes permite resistir a tanta atrocidade. Vale a pena ver e pensar.
sábado, 31 de dezembro de 2016
Cartas da Guerra
Ultimo dia do ano vi "Cartas da Guerra", filme de Ivo Ferreira realizado a partir do livro de António Lobo Antunes, com o mesmo nome, este escrito com base nas cartas escritas pelo autor à esposa, enquanto cumpriu serviço militar em Angola no inicio dos anos setenta. Maria José lê as cartas, melhor os "aerogramas" enquanto se vêm imagens de momentos da guerra, e não sobretudo cenas de guerra, mas momentos do dia a dia de quem cumpre o serviço militar numa terra do fim do mundo, numa guerra sem sentido e sem rumo. Filme a preto e branco via com os olhos de quem por muito pouco escapou aquela guerra, pois deveria ter sido incorporado em 1972. Um amor foi interrompido e o jovem médico foi catapultado para aquele cenário incerto e para uma vida militar que é muito mais do que fazer guerra. É também integrar-se temporariamente numa comunidade sem condições de vida para além das suas tradições em contraste com a experiência destes jovens que para ali eram enviados para combater e sobreviver.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Mustang
Candidato este ano nos Óscares a melhor filme estrangeiro, vi agora o filme turco Mustang, do realizador Deniz Erguven, e fiquei maravilhado. A Turquia é um tema actual, pela sua situação geo-estratégica. pela sua vontade eterna de adesão à UE, pela sua mistura de país feudal e industrializado, pelo seu islamismo que reaviva cada vez que precisa de ganhar batalhas políticas, e pela sua democracia de fachada, fundada numa sociedade arcaica, obscurantista e violadora dos básicos direitos humanos, em particular dos das mulheres. Mustang é a história de cinco adolescentes que por uma vez fizeram o que todas as meninas fazem no Ocidente, ou talvez um décimo do que estas fazem, mas observadas foram denunciadas à avó e tio que delas cuidam, pois sãos orfãs. Perante os desacato de tomar banho vestidas no mar, junto com rapazes, são encerradas em casa, grades nas janelas, e para evitar problemas vão sendo casadas com jovens respeitáveis mas que não conhecem, em arranjos com os pais. O filme descreve a forma como as cinco irmãs reagem a tais imposições, e a maneira como isso afectou as suas curtas vidas. Já sabíamos mas contado é outra coisa.
sábado, 9 de abril de 2016
Ponte dos espiões
Último filme de Spielberg, deu o Óscar para melhor actor secundário a Mark Rylance, no papel de um espião soviético preso nos EUA e placa giratória da história em que um espião é trocado por um piloto americano preso na URSS e um jjovem estudante detido na RDA. Sem ser uma obra extraordinária, é um excelente filme onde a componente humana aparece para além das diferenças de projecto político, e onde um advogado de seguros é catapultado para a politica internacional, apenas porque os países querem fazer "real politik". Mesmo no mais duro e gélido ambiente da guerra fria, quem se lembra há lugar para o respeito mútuo, o reconhecimento e o agradecimento, mesmo que os politicos não queiram. Gostei bastante, não sei se estreou mas está em DVD.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Renascido
Vi agora o chamado filme do ano, vencedor dos Óscares de melhor actor e realizador entre outros. Leonardo di Caprio, bem merecido, mas para além de dar o primeiro e merecido Óscar ao italo americano, não se entende para que mais serve este filme, longo, chato, sem história, sem chama e sem assunto, para além de uma história que é menos interessante que a do primeiro livro que li na vida "David Crockett". Uma verdadeira perda de tempo, e todo ele um arrepio, parece mesmo que até me constipei só de o ver.
terça-feira, 1 de março de 2016
Um thriller extraordinário
Se calhar ninguém está a ver mas passa na RTP2, pelas 22h00 uma mini série de 6 episódios de origem francesa que é um thriller extrordinário para quem gosta de mistério, suspense, aliado a uma história de vida. Chama-se "Témoins", e traduzido para "As testemunas". É muito bom e depois de gravado pode-se ver tudo que seguida, que nos corta a respiração. O desempenho de dois actores como Thierry Lhermitte e a muito bela Marine Dompnier, esta num papel envolvente de uma agente da Judiciária em crise de casamento, enquanto se afunda num caso maior que ela própria. Muito bom.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Rapariga Dinamarquesa
Em dia de Oscares vi um dos filmes envolvidos, embora com poucas possibilidades, no Oscar de melhor actor para Eddie Redmayne (o mesmo que fez de Stephen Hawking na "Teoria de Tudo"). "A Rapariga Dinamarquesa", filme acerca de um transexual, pintor e da sua esposa também pintora, baseado numa história real passada nos anos 30. O filme é de uma grande beleza e dramatismo, e reconcilia-nos com uma "espécie humana" hoje cada vez mais dominada pela perseguição do diferente, pela discriminação do outro por razões de raça, sexo, religião, orientação sexual, onde é sempre possivel encontrar mais uma razão para alimentar os ódios de estimação. Aqui une-se em lugar de desunir, dá-se em lugar de retirar, ama-se o outro em lugar de o odiar, confia-se em lugar de duvidar. Mais uma grande interpretação do actor principal. Filme que inspira, mesmo aqueles que têm dificuldade em aceitar.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Perdido em Marte
Uma aventura de ficção cientifica que me deslumbrou, pela capacidade de contar uma história que poderia ser dramática, com humor e criatividade. A história do astronauta Mark Watney, por Matt Damon, é a história da capacidade do humano para ir mais longe, resolver problemas na medida em que eles se colocam, e nunca perder de vista o objectivo de sobreviver. Revejo-me muito nisto, com as devidas distâncias. O filme passa-se em três frentes, Marte, a nave mãe Hermes, e a NASA e todos confluem para o mesmo fim. Prova mesmo de que nunca estás sozinho, mesmo perdido em Marte, e se não estás sozinho salvas-te. A ver.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Stephen
Ainda não tinha visto e vi agora, quase um ano depois do actor Eddie Redmaine ter ganho o Oscar com este papel, o filme "A teoria de tudo", que recria a vida mágica e quase inacreditável do físico Stephen Hawking, e da sua esposa durante anos, Jane. Não seria possivel a vida ser mais surpreendente do que foi, naquilo que reserva para um ser humano. E só uma pessoa muito excepcional suportaria tal peso. A prova viva de que o homem tem uma grande capacidade de adaptação, infinita talvez. Mas a prova de que um génio precisa do apoio mais básico para chegar a génio, e do que esse apoio muitas vezes vive escondido, não se mostra nem se impõe. Por muitas razões vale a pena ver, que não para perceber a vida científica do fisico e cosmologo, essa vai muito para além do nosso entendimento.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Guia para um final feliz
Filme de 2013, do mesmo realizador de "Joy", com o qual Jennifer Lawrence ganhou Óscar para melhor actriz principal. Vi agora levado pela curiosidade de ter visto mais dois filmes do mesmo autor. Tem mesmo um final feliz, muito bonito afinal, lamechas, não sei, mas por vezes apetece algum romantismo decadente ou lamechice militante. O final é mais que provável, menos provável é que resulte da junção de dois personagens loucos, desprezados por todos, e sem curriculo, que não seja uma "galdéria", viuva de um policia, e um bipolar obecado pela esposa infiel, e acabadinho de sair do manicómio. Mais, um filme sobre o triunfo da vontade, chateia, mas prefiro assim do que aquelas sagas que nos condenam às guerras dos mundos. Baseado em milhares de histórias verídicas, mas em nenhuma em especial. É cinema !
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Joy
Há algum tempo não ía ao cinema, não é assim que podemos manter a actividade e proporcionar ao público acesso ao que se faz. Fui ver "Joy", ultimo filme de David O. Russel, com a candidata a Óscar de melhor actriz em 2016, Jennifer Lawrence, e já "oscarcizada" em 2013, ao que julgo. História bem americana de uma lutadora na vida, que suporta e serve de esteio a uma família totalmente disfuncional, do ex marido ao pai, irmão, mãe tudo gente que nasceu para a atirar para a valeta. Joy, é uma mulher de força que quer vencer, mas tudo na vida a destrói, começando na sua família mais próxima e em tudo o que se mete algo corre mal. Até que chega a um canal de televendas onde uma ideia que ela criou, e onde tudo investiu vai tentar ser vendida, com o tradicional folclore do comércio agressivo bem americano. E não digo mais. Joy é um exemplo de perseverança, resistência e vontade de vencer contra todas as adversidades. Interessante sem ser magnífico. Fica pelo menos o desempenho de Jennifer, grande actriz !
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