Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas hospitalares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crónicas hospitalares. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de março de 2017

Heartmate 3

Não é ficção cientifica mas uma realidade até em Portugal, onde foi hoje aplicado o primeiro dispositivo de assistência cardíaca, ou jornalisticamente chamado "coração artificial". E quem o implantou, pois o mesmo Professor José Fragata que me fez o transplante e antes tinha feito o "by pass". Parece coisa simples, uma bomba que leva o sangue de um ventriculo ineficaz, directamente à aorta, fazendo um by pass ao aurículo esquerdo. Assim temos meio coração a funcionar bem, e a outra metade quase parada, mas continua lá, e o débito desviado por essa bomba mágica que substitui a "bombagem natural" a fazer  pelo ventrículo esquerdo. Não há transplante, não há um penoso processo de medicação imunosupressora ou outra, riscos de contaminação. Apenas um pequeno detalhe, é preciso carregar ao fim do dia. E qual electrodoméstico, ligamo-nos à corrente ! Como se percebe este dia diz-me qualquer coisa, vítima que sou da mesma "insuficiência cardíaca" fatal, que mata sem piedade, em silêncio e sem dôr (até que é uma boa forma de morrer...) Hoje o meu "herói" a quem devo directamente a vida esteve em todos canais e explicar tudo com a mesma simplicidade de todos os dias, e disse uma coisa maravilhosa " a saúde tem custos mas não tem preço". Ao vê-lo não me esqueço que para mim ele foi o último elo da cadeia, meteu a mão na massa, mas outros estão na minha cabeça, desde a primeira detecção por alguém que podia não o ter feito, o acompanhamento de quatro anos de uma cardiologista na provincia, o suporte hospitalar, e o acompanhamento nestes últimos 6 anos e que vai continuar, pelo menos por mais seis.... Afinal o Prof. Fragata apenas "marcou o golo !!! E como é normal no jogo, o golo é que é notícia !

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Neue Herz

Há seis anos estava a acordar de um dos maiores sonos transformadores da minha vida. Adormeci na véspera pelas nove da noite a acordei cedo com uma prenda de Natal tardio dentro do peito, um novo coração, novo, quer dizer, usado em bom estado. Relembro que de todos os orificios naturais do corpo humano saíam fios e tubos, de todos menos um, mas em contrapartida alguns  orificios foram abertos para colocar mais e mais fios, sondas e cateteres, pois os naturais não chregavam. Rodeado de máquinas que falavam entre si e com o pessoal hospital uma linguagem zipada, de plins e plums, de grandes bastidores onde toda a fieirada dava entrada, para de acordo com a informação decidiam a cada minutos quantos minutos de vida me concediam. O pessoal entrava e saía mascarado com fatos de proteção, luvas. máscaras e dentro do isolamento em que estava o ar era rarefeiro, a pressão alta e tudo era assético e perfeito, numa pesadelo climatizado, ventilado e ligeiramente aquecido. Abri os olhos e as máquinas conversavam comigo, numa linguagem que não entendia, assim como o título deste post. Até que alguém mascarado se aproximou e disse, "bom dia, benvindo à vida" de novo.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Após

Longa ausência destas lides a que vou tentar pôr fim. Eu já sabia que no dia em que alguma infeção me tocasse seria uma luta fastidiosa para me livrar das bactérias. E de facto assim foi. Duas semanas de febre, dois antibióticos diferentes, pois o primeiro tomado durante dias não debelou a infeção, quatro quilos perdidos, muitas dias na cama e várias noites de insanidade, febre alta e muitas hesitações. No final a febre cedeu, e já há uns bons dias que as coisas estão a normalizar. Não foi falta de cuidado, mas teria de chegar um momento em que não conseguiria evitar o que afinal este ano aconteceu a muitas centenas de milhares de pessoas, a infeção das vias respiratórias. Agora as coisas começam a normalizar e tudo vai regressando ao "normal". Estamos agora a voltar a actividades mais normais. Felizmentes poucos terão dado pelaa falta.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Os enfermeiros estão a mais ?

Decorreu na passada semana em Coimbra a 10ª Conferência dos Centros Colaboradores da OMS em Enfermagem e entre os vários ecos para a comunicação saiu um número que indica que em muitas enfermarias do país temos 3 enfermeiros por turno para se ocupar de 25 doentes, o que dará cerca de 1 para 8 doentes, ao que se acrescenta um ou dois auxiliares. Será verdade ? Pela minha longa experiêmcia hospitalar acredito que sim, numa enfermaria normal. Será demais ? Não sei, mas se fizermos contas em 3 turnos, teremos 9 enfermeiros  mais 6 auxiliares, para as tais 25 pessoas internadas. Se comparar com aquilo que a minha filha me conta do sistema inglês, público ou privado, por lá cada doente tem um enfermeiro a 100%, mais 1 ou 2 auxiliares para todos. fazendo as mesmas contas, como lá se trabalha em dois turnos de 12 horas, teremos 50 enfermeiros mais 4 auxiliares, para as mesmas 25 pessoas internadas, ou seja de 15 profissionais  em Portugal passamos a 54 na Inglaterra para os mesmos 25 doentes. Pois é, já se percebeu porque é que os ingleses precisam tanto de enfermeiros, que em Portugal estão a mais, sorte a deles, pois o nosso serviço é "minimalista" e faz contas de mercearia, pois decerto que os ingleses também sabem fazer contas, e o que gastam em salários poupam nos custos das complicações associadas à falta de acompanhamento. E o doente agradece .

sexta-feira, 9 de maio de 2014

SNS ( versão pós-troyca), uma crónica pessoal

Após esta estadia pelo hospital público a que chamo "a minha segunda casa", e onde sou sempre muito bem tratado pelo pessoal, pois sou um utente "fidelizado" há sete anos, devo confessar que estamos já perante algo diferente, com as medidas que não ferindo o essencial da função hospitalar, atingem o conforto dos doentes. É a saúde pós-troyca. Vejamos alguns exemplos. Começamos pela manhã, ao tomar banho temos de nos limpar a lençóis da cama, pois não existem toalhas, e preparar para procurar gel de banho que escasseia, e nos banheiros a falta de renovação transforma-os em "piscinas", pois a água escorre para fora, e desleixo gera desleixo, o desleixo dos utentes acaba por tornar tudo numa enxovia. Assim melhor tomar banho cedo, levar gel de casa e pedir à familia toalhas de banho. Já agora comprar uns pijamas, pois os que fornecem vieram da prisão de Alcoentre... A meio da manhã acabaram com um iogurte que era fornecido pelas 11 horas, assim comida só ao almoço. Apenas se exceptuam os diabéticos ( me !!! que sorte...) que mantêm este "casse-croute". O pessoal corre dum lado para o outro, pois houve reduções, mas mais do que isso é nitido que a desmotivação impera, o que em alguns afecta o desempenho, com impacto no doente. Têm de dar a cara por decisões que os ultrapassam. Felizmente não faltam medicamentos, nem equipamentos, mas falta "alma". Os medicamentos hospitalares que se trazem para casa, como no meu caso, só são dados para um mês, o que implicaria deslocações, dispendiosas para quem mora longe. Claro que a acção gera reação, e eu que já sou "rato hospitalar", encontro sempre estratégias para contornar estas "pedrinhas na engrenagem", que provocam o efeito contrário ao pretendido por estes que vêm a gestão da saúde como a "gestão de uma fabrica de sabonetes". Mas o essencial salva-se, os cuidados de saúde são bons, e os exames fazem-se sem restrições, falo por mim que neste periodo fiz duas ecografias, um TAC, um Dopler, um cateterismo (onde sofri como um cão...), um ecocardiograma, um RX, um ECG, e muitas dezenas de análises. Fiquei de "papo cheio", espero que a troyca não saiba... assim a saúde pós-troyca é igual à outra, mas em versão "desconfortável", esperemos que fique só assim !!!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Hospitais

A presidente da APGH, em entrevista hoje na Antena 1, afirma que muitos dos gestores hospitalares não cumprem a lei dos compromissos para poder comprar produtos básicos hospitalares. Segundo Marta Temido, penso que assim se chama, entre ser condenado por desobediência ou por homicidio por negligência optam pela primeira condenação. Diria que se a afirmação não viesse donde vem eu teria duvidas em acreditar, tal a enormidade. Recordo que esta lei obriga a que todas as compras do Estado só possam ser feitas quando houver garantia de receitas que as paguem. Parece uma medida de elementar bom senso, mas se uma empresa só produzisse uma encomenda com a garantia de que esta será paga, a economia estaria paralisada. Assim vai-se "driblando" a lei para poder servir os utentes, como muitos médicos alteram a prescrição para evitar que doentes que residem a 200 km do Hospital apenas recebam medicamentos hospitalares para um mês, como é a regra, e assim pouparem deslocações inúteis e riscos evitáveis. Parece impossível que a palavra flexibilidade não diga nada aos nossos legislsdores, e que se empurre a responsabilidade para cima dos que têm de dar a cara. É sempre o mexilhão que apanha com o bater da onda...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

SNS ao vivo e a cores

Reconheço que o ministro Macedo tem sido razoável nas medidas tomadas, mas mesmo assim as coisas estão a mudar. Há a visão dos que estão todos os dias nos hospitais, os funcionários, dos que ouvem falar ou lêm os jornais, e daqueles como eu, que utilizam o SNS com alguma frequência, e quando vão "mergulham a fundo" naquela máquina. Foi o que fiz ontem. E que grande diferença, para pior. Claro o essencial mantêm-se, a competência, o esforço e a relação. Mas os cortes estão a deixar marcas e nota-se. Não falo das taxas moderadoras, pois feliz ou infelizmente estou isento. Falo na redução de pessoal que implica retirar funções, por exemplo, eu fazia a recolha de sangue na enfermaria, agora os enfermeiros deixaram de fazer e passamos para o recolha das consultas externas, onde um transplantado, imunodeprimido espera no neio de centenas de pessoas, umas com tosse outras com gripe outras sabe-se lá o quê, ultima coisa que se recomenda a um doente transplantado, mesmo protegido com máscara. Depois, para realizar um ECG, fui atendido noutro local, por uma técnica que estava furiosa, pois ao mesmo tempo que fazia o ECG, realizava uma prova de esforço com outro utente. Na cantina não havia iogurtes, e para se descobrir um pacote de leite foi dificil pois são contados à unidade. Os medicamentos são dados para um mês, quando vou á consulta de dois em dois meses, pelo que teria de voltar lá de propósito buscar, felizmente os médicos reconhecem a estupidez da medida em casos concretos, e dão a volta ao receituário pata evitar o pior. Já não vale a pena falar da dificuldade em consumiveis, como gel de banho ... Claro tudo isto são pormenores, que aliados a tudo o resto irritam o pessoal, baixa a qualidade do atendimento, acaba por irritar os utentes, que pressionam ainda mais o pessoal, que tende a exteriozar o seu descontentamento sobre os utentes, chegando no final a pedir desculpa pela forma como falam (aconteceu comigo). Isto só mostra que os cortes são feitos sem uma análise da forma de assegurar o serviço mais eficiente, ou seja, primeiro corta-se de depois logo se vê como vamos fazer. Bolas, não estraguem aquilo que funciona bem. Claro, depois de tanta volta e tanta novidade mal resolvida e mal comunicada vim de lá "arrasado" (fisica e psicológicamente),

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Lágrima

Hoje, enquanto almoçava, nas noticias da SIC uma reportagem feita em Portugal, que se passa em Portugal. No Hospital de S.Marta, a minha segunda casa, um pequenino coração artificial, com capacidade para 25 mililitros, isto é um oitavo de uma garrafinha de Compal Light... instalado num bébé de três meses que estava muito próximo da morte, já sem esperança. Pode assim aguardar serenamente um dador para que se faça o transplante cardíaco definitivo. Em entrevista o Prof. Fragata, o cirurgião que fez o meu transplante, explicava, como quem conta melancias, a "simplicidade" da operação e a sua inovação, pois jamais se tinha implantado numa criança tão nova, e explicava, com um dos corações artificiais na mão, a dificuldade de compatibilizar tudo isto com um corpo tão pequenino. Sei que sou particularmente sensível a esta problemática, sei que este professor é mágico, e as suas mãos fazem milagres que nem imagino, o que sem querer me fez verter uma lágrima. Afinal é bom viver em Portugal !!!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ausência

Durante dois dias estive ausente por visita rotineira ao Hotel de S. Marta, onde voltei aos meus domínios hospitalares. Tudo bem nas análises, nos raios X, nas eco, nos electrocardiogramas, a máquina que comanda, e me foi tão gentilmente cedida continua a dar boa conta de si, embora não se possa ocupar dos problemas dos outros, isto é,  dos do pâncreas, dos circulatórios, da coluna, e de outros que teimam em chatear, para que eu possa ter ocupação...  Vá lá que já não é mau, pois sem esta máquina nem sequer me poderia preocupar com os outros problemas. Tenho uns problemazitos. logo existo !

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mais uma visita de rotina

Hoje novo retorno a S.Marta, novo ciclo de exames, análises e outras "malfeitorias" obrigatórias para que tudo esteja controlado. É um dia sempre penoso, pelas condições precárias pouco apropriadas para a minha coluna, e pela espera, sobretudo pela sempre infinita espera que se prolonga para o meio da tarde. Tem se ser, e o que tem de ser...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um dia na segunda casa

Dia longo o de ontem na minha na segunda casa. As visitas começam a tornar-se penosas. O dia começa cedo, pois há que estar pelas 8h00, para que a agulha que já está à espera entre na veia, retirando o sangue, por sistema muito, dadas as cinco páginas de resultados que se espera obter. Depois os exames rotineiros, Eco, Raio x, ECG, consulta, em que se "espreita" para o coração, para ver como se apresenta, se as válvulas "batem", se o ruído é normal ou há algum "rater", mas o pior é a espera por resultados, que desta feita se prolongou até cerca das cinco da tarde, tudo isto com pouco conforto, em termos de "alojamento". Nesta vez, por mudança do prestador de "catering", talvez para um miserávelmente barato, a confusão no "cantina" era grande, mantendo-se a maravilhosa marmita azul. Do serviço nada a dizer, da competência, no que possa avaliar, a melhor. Mas viver aquele dia custa. O fundamental  estava bem, a medicação é para manter, mas o estado geral é pouco simpático com mazelas que não matam mas moem. Mais um dia que, não sendo o melhor, vi o sol. Há cerca de dois anos isso não era evidente como se pode ver por este registo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mais uma rotina

Hoje estou de visita à minha "segunda casa" para mais uma rotina habitual. Mais um dia complicado e muito duro de passar, pela espera, pela incerteza, pela panóplia de exames e outros mimos. Uma coisa eu sei, vou comer da marmita azul. Não sabem o que é, mas é uma caixa isotérmica, tipo lancheira de pic nic, onde o almoço dos transplantados é fornecida. A gente habitua-se a tudo ...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mais uma visita, mais uma viagem

Após mais uma visita à minha "segunda casa", penosa e complicada, embora com todos os parâmetros dentro de lugar, no que mostra algum desvio entre o que dizem os exames e o que sentem os pacientes. Mas enfim, aceito que os exames podem ter que prevalecer. Agora retomo os meus posts. A chuva apareceu e parece que ficará uns dias, aqui no Baixo Alentejo agradece-se, mas ontem em Lisboa incomodou. Interesses contraditórios.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Visão

Dentro dos inumeráveis dias mundiais hoje é o Dia Mundial da Visão. Hoje de manhã recebi logo más notícias, acerca da influência de outras patologias sobre a visão, bem como do impacto de medicações tomadas para outras patologias sobre a mesma. Na cabeça da lista estão a diabetes, como doença que pode actuar sobre a visão, e na caso dos medicamentos estão os corticóides, embora haja outros. OOppss !!! tenho ambos cá em casa...

sábado, 8 de setembro de 2012

Visita na casa amarela

Só agora retomo. Na realidade após a visita na casa amarela fico em papas durante dois dias. Tudo correu bem, e até me foi retirado mais um dos medicamentos que tomava já há algum tempo, o que eu chamava "o meu querido prazol", que há 3 anos me protegia de todos os outros medicamentos, enfim um "metamedicamento".  Mas esta visita cansa muito, pois após a volta a S. Marta, onde todas as capelinhas são visitadas, chega as 10, 10h30, e nada mais para fazer até às 3 da tarde, quando chegam os resultados. Mal sentado, mal apoiado. e lá se aguenta o passar das horas. Acaba por ser desesperante. Mas tem de ser. e Já disse o que acontece quando tem de ser.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Segunda casa

Hoje passo o dia enfiado na minha segunda casa. Mais frequentes que as visitas da troyca são as minhas visitas a S. Marta para controlo "do memorando de entendimento", em que me emprestaram um coração perante determinadas condições, e o programa consiste em confirmar que se cumpre. Tem de ser. E aquilo que tem de ser tem muita força. Até porque Deus sabe o que faz...

sábado, 4 de agosto de 2012

Hospitais em avaliação

Publicado hoje o relatório de avaliação dos centros hospitalares. 69 dos 164 obtiveram nota máxima nos 5 critérios de avaliação, o que parece ser um resultado muito bom. Na especialidade que mais me interessa, cardiologia, nenhum obteve essa nota. O Hospital de S. Marta obteve nota intermédia no item "excelência médica", e do que conheço, não é preciso mais. Temos que perceber que a excelência custa dinheiro, não é de borla, e muitas vezes a "máquina ultimo modelo", não é imperativa para a qualidade, pois não podemos confundir qualidade prestada, satisfação do utente e excelência. A excelência é algo mais, muito mais que a simples qualidade do serviço prestado, já a satisfação pode até existir sem existir qualidade do serviço. O ponto que eu previlegio é este último, E para mim como utente chega. Se calhar nalguns casos até já temos "qualidade a mais" (isso também existe... e não é bom).

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Novas da segunda casa

Comigo tudo bem, tirando as mazelas do costume. As análises parecem bem e apresentam uma boa perspectiva. As novas por lá deram notícias pouco boas. Quatro ou cinco "colegas" de ofício transplantado, faleceram nas últimas semanas. Deles, três eu conhecia, um deles sucumbiu ao próprio transplante, quer dizer na operação, outro estava em mau estado, pois das regras que lhe impuseram nenhuma seguiu... e finalmente o mais jovem de todos, ficou-se em morte súbita. Dos outros nada sei em concreto nem os conhecia. Todos sabemos que estamos numa manobra de risco, que as coisas não são lineares, e que, como em qualquer terapia a eficácia é o que é. mais vale fazê-la do que não a fazer, apesar dos perigos, riscos, estatísticas, e outras coisas que não gostamos de saber. Paciência e vamos tocar para a frente pois cada pessoa é um caso e cada caso tem uma perspectiva própria e um plano. Cumpra-se o plano.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sem surpresas ?

Hoje nova visita á minha "segunda casa". Desta vez à sexta feira, para contornar a greve de ontem, e seus imprevistos. Até já tinha saudades, pois agora o período de acompanhamento alargou um pouco. De resto o mesmo do costume, espero sem surpresas. As surpresas são indesejáveis e agora cada vez menos, se bem que a minha nova situação de transplantado e o inverno não se dêm assim muito bem. As constipações prolongam-se por meses, esta tenho há cerca de uma ano, o frio amendronta-me um pouco, e o risco de infeções respiratórias, ou outras, é real, e o inverno "caldo de cultura" para essas situações. É um ciclo que recomeça todos os meses, uma via sacra que me torna um eremita, na "catedral" de S. Marta.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Macedo não abre excepções

Segundo afirmações do Ministro da Saúde, os hospitais vão mesmo ter de cumprir a "lei dos compromissos" aprovada recentemente. Isto quer dizer uma coisa óbvia. Só se gasta quando se pode pagar. Assim os hospitais só vão poder assumir compromissos de compra quando puderem pagar nos 90 dias seguintes... Tendo em conta o que se sabe, 3000 milhões de dívida do SNS, já toda a gente percebeu que vai ser dificil, e que em calhando sobrará para o mesmo de sempre, o utente. Mas vendo a coisa de outro modo, haverá que fazer algo se não queremos a falência do sistema, e nestes casos a terapia de choque por vezes é o melhor remédio. Paguem, desenrasquem-se, cortem onde puderem, arranjem fontes de financiamente alternativo, mas não fiquem a dever. Senão como vamos moralizar todo o resto da economia, quando o Estado é o maior caloteiro ? Macedo, você não podia decidir doutra forma ! Mas, veja lá, não deixe faltar as aspirinas...