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terça-feira, 9 de novembro de 2010

A propósito de ostras chegamos à "choucroute"


Cá vai a historieta prometida num post anterior. Em 1993 ou 94, eu e o Luis Mira pertencíamos ao Comité de Direcção da Fábrica de Setúbal da Renault, eu na Qualidade ele no Pessoal. Como acontecia todos os anos, o Comité ía em conjunto a França assistir a um evento do grupo chamado "Forum du Progrés", ou de nome parecido. E lá fomos 7 ou 8 membros, nos quais o Luis era a mais recente aquisição.

Tudo de avião, instalámo-nos num Hotel que creio ter sido o Pyramide na Porte S. Cloud, e toca a ir jantar. Decisão tomada, uma Maison d'Alsace da Boulevard des Capucines. O grande grupo abanca e de imediato se inicia pelas tais ostras francesas (por vezes terão adquirido a nacionalidade no prato), excelentes, das que o Luis diz no seu livro que não lhe passavam pela goela há já algum tempo.

Terminadas as ostras sem restrições passa-se à especialidade da casa, a célebre "choucroute" alsaciana, prato para estômagos fortes, e muito bem servida, uma só travessa para todos que teria mais de um metro de comprimento...

Já tudo saciado para além do razoável para a hora avançada, talvez onze e meia da noite, e regado a boa cerveja, passa-se a sobremesas. Coisas levezinhas para todos, frutinha fatiada ou parecido. Quando chega a vez do Luís pedir a sua, ele, com a maior calma do mundo diz "Para sobremesa quero uma choucroute".... O criado atrapalhado, acabou por constatar que era mesmo a sério, e lá acabou por mandar vir mais uma da cozinha, a qual se preparava para encerrar, que o Luis comeu regalado enquanto nós petiscávamos a frutita e pensávamos como se levantaria na manhã seguinte. Posso garantir que se levantou fresco como uma alface, apesar da ter comido a "choucroute" e ainda não ter dispensado uma sobremesa de verdade.