Mostrar mensagens com a etiqueta Memória de viagens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memória de viagens. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Noruega, destino improvável 10 (e último)

Oslo City Hall onde se podem admirar gigantescos paineis pintados
Nem foi preciso tomar pequeno almoço no nosso bar, pois na estação de CF uma boa cafetaria, onde a máquina de cachorros já estava em produção, havia café em pacotes para por no leite e sumos variados, coisa que se engoliu antes de subir a bordo. O comboio já estava na gare e subimos  para retomar a viagem de regresso a Oslo. As paisagens paradisiacas, a tranquilidade, a vida organizada que se sentia, sem excesso ou espavento que deixava para trás já causava saudade. E pensava que apenas visitaramos uma pequenissima parte do Sul da Noruega, pois o pais estendia-se por muitos milhares de km para Norte até ao Cabo Norte, e havia ali tanto para ver, e nós apenas com uma pequena amostra ficaramos maravilhados.
Cabo Norte, ficou por visitar, pudera dista de Oslo 1960 km, e é o ponto mais setentrional da Europa
O trajecto de retorno foi identico e a chegada a Oslo deu-se pelas 15h00, aproximadamente. Tempo para instalar em Hotel próximo, com trajecto a pé pelo centro da cidade, e saida para algumas compras de ultima hora, pois amanhã cedo iriamos para Torp apanhar o voo da Ryanair para Londres, e depois para o Porto. O Hotel da cadeia Rainbow, muito comum na Noruega, era bom, quartos excelentes mas muito quente como sempre, carregado de edredons que tivemos de retirar para não sufocar. O final de tarde deu para se comer em restaurante, coisa rara, mas simples e não muito caro. Uma volta por Oslo à noite, mas msemo de férias não encontrei grande entusiasmo pela vida nocturna. Talvez no fim de semana fosse diferente. Dia seguinte oitavo dia, estar no avião por volta das 8h00, mas a 110 km de Oslo, o que implicava ainda uma viagem de autocarro especifica para o avião da Ryanair.
Estação CF de Oslo, ponto obrigatório para todas as viagem dado que sabem bem o que é um centro intermodal
O autocarro ía cheio e em Torp todos vieram no avião, Mais um dia em Stansted, e chegada ao Porto já pelas 22h. Vamos agora fazer as contas e ver se ir à Noruega foi caro. Feitas as contas em coroas e feito o cambio para euros, gastou-se para 2 pessoas, oito dias, 412 euros em alimentação, 477 euros em avião, 620 euros em cruzeiros, comboios e autocarros e 767 euros em hoteis, sem dúvida o que me pareceu mais caro na Noruega, e acabamos por "gostar" das 4 noites na tal Crowded House, que embarateceu o custo hoteleiro... mais 247 de compras várias, e totaliza 2276 euros, duas pessoas oito dias. Aceitável !!!
Podem perguntar porque chamei a estas crónicas "destino improvável", porque não devem encontrar muitos portugas suficientemente "loucos" para recusarem nas férias as propostas de Tunisia, Cabo Verde, Porto Seguro, Cancun, ou Sul de Espanha, e irem meter-se nos fjords da Noruega. Mas repito, é uma opção lindissima e fresca para o verão, desde que o tempo ajude, foi o caso. Pensámos que teríamos de regressar para ver mais um pouco, mas infelizmente a saúde traiu-me e agora só mesmo ...a Ericeira.

Noruega, destino improvável 9

Bergen vista da porta do funicular a nossos pés
Hoje é o sexto dia de viagem e tudo se aproxima do fim. Aproveita-se o dia para conhecer melhor Bergen, a segunda maior cidade da Noruega, cidade portuária, escondida junto ao mar, entre dois fjords ( Sognefjord a Norte e Hardangerfjord  a Sul) ,que a protegem das gélidas influencias do interior e lhe dão um clima temperado todo o ano. Em Bergen nasceu Edvard Grieg, compositor de Peer Gynt, a mais conhecida obra prima do autor, que faleceu em 1904, e na actualidade para quem gosta de musica, é o berço dos "Kings of Convenience", dupla norueguesa muito inspirada em Simon&Garfunkel. Depois é apenas uma pequena cidade, muitos jardins, flores, e edificios antigos. Sobre Bergen uma montanha, afinal a vertente de um fjord, onde é possivel subir num funicular, e donde se desfruta de uma panoramica sobre a cidade, o porto e o mar.
Casa onde viveu Edvard Grieg
Na subida há uma paragem para ver a casa onde nasceu Grieg, o compositor do romantismo que honra a Noruega, e que foi contemporaneo do dramaturgo Ibsen, este faleceu em 1906,e finalmente chegamos ao final da viagem de funicular, e abre-se a porta para grandes jardins floridos, muitas máquinas a "debitar" cachorros, muita criançada a passear com os pais, esplanadas, isto a muitos metros de altura e com a cidade de Bergen aos pés. Resta-nos descer de novo e aproveitar para um passeio pelo porto, onde existe animação permanente, com músicos a tocar na rua, esplanadas cheias as pessoas a apanhar os ultimos raios de sol de um verão que por estas paragens termina logo no inicio de Setembro até se mergulhar na grande noite do Ártico.
Vista nocturna de Bergen
O ciclo de vida destas pessoas é determinado pelas estações, onde não é ? mas aqui estas são extremas, sobretudo o Inverno é longo. Não consigo imaginar todas as imagens que vi em versão de Inverno, pois acredito que tudo se transforma radicalmente com o gelo, a neve e os dias curtos de 2 ou 3 horas. O quadro de Munch, "O grito", que referi dá-nos bem a imagem dessa luz, ou da falta dela, e do que isso pode interagir com a pessoa humana. Já agora a decepção de que ainda não falei. Na busca de hotel em Bergen caí sobre uma tal Crowded House, que propunha preços abordáveis, e parecia razoável pelas fotos na net, mas ao chegar verificou-se que era um grande bar no rés do chão, e os quartos eram nos andares  superiores, mas eram pouco mais do que quartos com um divã para dois, edredon e quase sem mobilia, nem WC tinha que era comum para o andar, assim um espécie de casa de passe numa zona para marinheiros, mas com ambiente razoável e boa limpeza. Ficou barato mas aquém do que procurava, e recomenda os cuidados da reserva na net. Pensamos mudar, mas aguentei firme, pois pouco tempo lá se estaria, nem para isso tinha condições. Paciência, hoje já nem me lembro, enquanto do resto ficou marcado fortemente.
Comboio de regresso a Oslo muito cedo
Amanhã muito cedo sairiamos para apanhar o comboio de regresso a Oslo, pelas 7h00 com chegada a Oslo pelo meio da tarde.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Noruega, destino improvável 8

Voringfossen, maior queda de água da Noruega e respectivo vale
Estamos em Eidfjord, acabámos de sair do barco, bem como a totalidade dos turistas, os restantes passageiros seguem para as próximas paragens. Tinha sido recomendada a visita à Voringfossen e na realidade já um pequeno autocarro nos aguarda para subir por estrada estreita e com muitas curvas, primeiro junto às águas e depois quando se inicia a subida vamos perdendo de vista o fjord e vamos pela parte baixa da queda de água, que nesta altura do ano já não tem muita água. O seu desnível é de cerca de 150 metros, e tem vários braços na queda. Paramos para ver e fotografar, mas é nos dito que vamos agora subir à parte alta da queda, onde se encontra uma pequena pousada de madeira e um miradouro que permite ver a queda, estamos sobre ela mesmo, e todo o vale, por onde a água escorre até ao mar. Dizem-nos que uma das obras do celebrado compositor norueguês Edvard Grieg, foi aqui inspirada. A paisagem é de uma grandeza que nos enche.
Terminada a visita regresso pelo mesmo caminho, e de novo estamos em Eidfjord, onde o Parque Natural dispõe de um Museu que visitamos, e onde ficamos com noção da importância do local. Afinal a Vorinfossen é o local mais visitado da Noruega, mas nós nem notámos, dada a calma. Almoço e aproxima-se a hora de regressar. A espera faz-se no pontão onde o nosso barco regressa para nos levar .
Cais em Ulvik e o barco que nos levou... é o mais pequeno claro !!!
A viagem de regresso, para ser diferente envolve agora um trajecto de barco até Ulvik, cerca de 30 minutos, no outro lado  do fjord, onde sairemos para procurar uma carreira de autocarro até Voss, donde se regressa a Bergen por comboio, o mesmo em que viemos de  Oslo.
Ulvik, vista do alto, ao fundo o embarcadouro
 Ulvik é uma pequena vila, onde deixamos o barco, e onde temos de encontrar a paragem de autocarro. Com alguma dificuldade encontramos, após pedir ajuda a umas senhora simpáticas, e até tivemos de correr, pois ele já vinha a caminho, pelas 15h30. Fomos os unicos a optar por este regresso, os restantes regressaram a Norheimsund no barco. Apanhado ao autocarro fomos viajando pela beira do fjord, rente às paredes muito altas, e agora tinhamos uma vista do fjord a partir da terra firme, até que a estrada vira para o interior e vamos vendo verdes pradarias, terrenos agricolas, serpenteando a estrada pelas encostas.
Do autocarro temos vista a partir de terra sobre o Hardangerfjord
O comboio em Voss era às 16h42, mas não tinhamos receio do perder, pois tudo funciona ao minuto. A realidade é que pelas 16h30, após uma hora de autocarro e muitas paragens com entrada e saida de pessoas, chegamos a Voss. Havia apenas que aguardar no cais que o comboio chegasse, a estação está numa descida inclinada, onde o comboio que partira de Oslo pelas 10h30, entra com algum cuidado, e pára pelas... 16h42. Fazemos regresso a Bergen de novo cheios e cansados, mas a vista plena de imagems belas.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Noruega, destino improvável 7

Norheimsund, ponto de partida da viagem de barco pelo Hardangerfjord
Vamos iniciar o quinto dia de viagem e estamos em Bergen, depois de recuperar das emocões do dia anterior. Para este dia tinha um voucher que iria permitir visitar o outro grande fjord junto de Bergen, o Hardangerfjord. O voucher compunha-se de uma viagem em autocarro de carreira, barco, de novo autocarro que nos conduziria ao comboio para regresso a Bergen, Pelo meio, opcional, uma visita à maior queda de água da Noruega, a que aderimos, e iriamos de autocarro, cujos bilhetes se venderiam no barco. Tudo público, tudo a requerer uma organização pessoal milimétrica, pois no que depende deles os transportes estão no local certo ao minuto. Assim pelas 7h00 já estavamos na estação central de camionagem em Bergen, onde numa das pistas nos aguardava um autocarro normalissimo, que iria conduzir-nos a Norheimsund, onde iniciaria a viagem de barco. Teriamos de percorrer cerca de 80 km de autocarro, e a viagem iniciou-se mal o relógio marcou as 7h30. Poucas pessoas , ainda algum frio a bordo, uns turistas outros não. Após sair de Bergen por estradas estreitas mas bem asfaltadas fomos subindo a montanha que rodeia a cidade, e com paisagens campestres muito verdes, a humidade está em todo o lado, e as pessoas que aguardam nas paragens, incluindo muitas crianças, estão protegidas para o frio de final de Agosto. Muita agricultura, muitas boas casas de madeira, muitos Volvos e carros japoneses no quintal de muitos agricultores, de repente começamos a descer, um tunel longo e muito inclinado com diversas curvas no interior, e ao sair depara-se uma paisagem do fjord com a agua a reflectir a luz estamos muito alto, e ao fundo vê~se uma vila ainda grande à beira das águas calmas de um lago, é o nosso destino, Nurtheimsund, mas teremos de descer por uma estrada sinuosa e sempre na ravina, até o autocarro entrar na vila onde pára.É-nos dada indicação para sair e indicado um barco que nos espera e a boa parte dos passageiros. O autocarro segue para o seu destino que não sei qual seria (não me lembro).
Ancoradouro de partida em Norheimsund
No pontão um barco tipo cacilheiro, parecido com os que vão à Trafaria, mas muitas outras embarcações de recreio, veleiros entre outros. Entramos para o barco sentamo-nos no deck exterior a imagem das águas calmas e o sol e o ar frio, enchem-nos de tranquilidade e expectativa para o que vai seguir-se. Instala-se a máquina dos cachorros a bordo, uma menina toma conta dela, e outra vai tomar conta dos comandos da embarcação, ajudada por um jovem, que distribui uns papéis, e contacta com os passageiros, pois alguns compram ali o seu bilhete. O barco partiu pelas 10h00, pelo fjord, que nesta zona ainda tinha as margens relatvamente baixas. A viagem ia no sentido do interior o mar ficava-nos pelas costas, e as margens íam aumentando a sua altura. A primeira paragen deu-se em Utne, pequena vila ribeirinha, e partimos de novo agora já numa paisagem mais agreste, com as altas paredes  do fjord a tapar a  luz. Chegamos a Lofthus onde um belissimo hotel, e parques de campismo dominam a paisagem.
  
Hotel Ullensvang em Lofthus, onde não me importava de passar uns dias
Seguem-se várias paragens, até chegarmos a Eidfjord, pelas 12h, onde descemos, pois o barco segue para o seu destino, e apenas na viagem de retorno nos apanha de novo pelas 15h00. Durante estas 3 horas foi proposto no barco que visitassemos a Veringfossen, uma queda de água, a maior do país, para onde havia autocarro para ir e voltar e visitassemos o museu do parque natural, antes de almoçar. E assim aconteceu.
Eidfjord e vista do ancoradouro

domingo, 31 de agosto de 2014

Noruega, destino improvável 6

Partida em Flam
Um fjord é um vale em forma de U, com paredes verticais de muitas centenas de metros, sendo na Noruega invadido por mar, a profundidade é equivalente à altura das paredes, muito profunda então. Fazem um rendilhado na costa com braços multiplos que se estendem em muitas dezenas de quilómetros para o interior. Flam, onde nos encontramos, encontra-se no interior final do Sognefjord, um dos dois grandes fjords junto a Bergen, e vamos iniciar um trajecto que nos levará ao mar, e pelo mar navegaremos pelos canais entre pequenas ilhas até ao porto de Bergen.
Uma escuridão onde a luminosidade mal penetra
A viagem demora cerca de seis horas, das 15h30 até depois das 21 horas, num catamaran de dois andares, que faz transporte público, mas também leva os turistas, cerca de dois terços são mesmo turistas. A duração da viagem deriva do facto de atracar em 9 localidades ribeirinhas atá Bergen, onde entram e saem pessoas e mercadorias, pois muitas dessas localidades são apenas acessíveis por barco. Os fjords têm muito pouca terra firme até às paredes, de 0 até 500m, mas estas zonas são habitadas e nelas se cultiva verduras, horticolas e até vinha e pomares de fruta. Os campos são cuidadosamente cobertos com panos que são colocados e retirados em função do tempo, mas até no Inverno a agricultura é possivel e pelos vistos florescente.. Após a partida entramos num vale profundo e escuro, pois as paredes não deixam quase penetrar a luz do sol e durante os primeiros quilómetros é assim, maravilhoso, encontramos muitos braços mas o piloto lá se orienta no caminho certo, pois a mim parece tudo igual, como num escuro labirinto, até que o fjord alarga para talvez mais de 1000m de largura e a luminosidade entra de frente, quebrando essa escuridão azulada. O barco passa por outros em sentido contrário e a sensação da nossa pequenez face aquela paisagem gigantesca é esmagadora. Surge uma pequena localidade  e o barco aponta para ela, que se aproxima, vemos pequenas estalagens, muitas casas, pessoas, e o pontão de atracagem, onde se faz a primeira paragem. Estamos em Aurland.
Aurland, primeira paragem
Entram pessoas, saem mercadorias, bidons, pequenos contentores, e percebe-se que alguns comerciantes vêm buscar encomendas.A paragem é curta, apenas alguns minutos, e de novo nos fazemos ao mar, pois lá ao fundo num outro braço para onde o barco se dirige já se distingue outra localidade, Leikanger, onde ao aproximar se distingue um grande hotel constituido por vários edificios não muito grandes. A bordo instala-se a tradicional máquina de cachorrros, onde as salsichas rolam sobre rolos, e são servidas dentro de um pão perfurado. Na Noruega encontramos estas bancas por todo o lado. Os passageiros fazem fila para os cachorros. Novas localidades se seguem, percebendo-se que muitas vezes o barco volta a trás para entrar num outro braço do fjord, pois tem uma localidade de paragem que não fica no alinhamento. Tudo transpira calma e equilibrio, e o final da tarde de Agosto aproxima-se o que dá uma luminosidade que tudo cobre. As águas essas são azuis muitos escuras devida à profundidade.
Balestrand, mais uma paragem
Segue-se Balestrand, Vik, Nordeide, Lavik, Rysjedalsvika, Solleibotn, Vardetange, entre outras de nomes estranhos. As margens agora são mais baixas, até percebermos que já estamos em mar aberto, embora protegidos por ilhas rasas que começamos a contornar.
Atracagem do catamaran em Rysjedalsvika
A noite já caiu, pelo que a terra já só se distingue pelas luzinhas sinalizadoras, pois a nevegação é confusa, para nós que não conhecemos, e ao fundo  distingue-se a claridade de Bergen, onde se chega depois das 21h00, onde o barco atraca finalmente. Saimos e a fome de um dia pleno aperta. Comemos alguma coisa nos bares do porto, que são muitos e nas esplanadas, cheias em todos os bares.
As espalanadas do porto de Bergen
A temperatura não recomendaria a esplanada mas nada que não se resolva, pois todas as cadeiras têm uma manta que os clientes colocam nas pernas ou nas costas mediante o frio que sintam, e fica-se na esplanada a ver os edidficios tipicos do porto, iluminados. Grande dia.

sábado, 30 de agosto de 2014

Noruega, destino improvável 5

Estação de Myrdal e comboio para Flam
Deixemos a decepção para mais tarde e vamos atacar um dos melhores percursos feitos. Tinha comprado um voucher que inclui um trajecto de comboio, Bergen a Myrdal, igual ao do dia anterior mas em sentido contrário, um trajecto de comboio Myrdal a Flam, e um trajecto de barco, Flam a Bergen. Assim na hora marcada apanhou-se o comboio na estação de Bergen e de novo subimos até aos 860m de altitude em Myrdal. O comboio era o que retornava a Oslo. Em Myrdal já estava estacionado outro comboio, e mais de metade dos viajantes fizeram o mesmo que nós, sairam e tomaram o novo comboio que nos era anunciado como "o mais alto do mundo", isto porque iamos descer os mesmos 860 m mas num percurso de cerca de 20 km, com desnivel maximo de 5,5% !!!
O comboio inicia a descida e prepara-se para descer 860m em 20 km
Para o fazer a composição dispunha de duas locomotivas, uma à frente outra à ré, uma puxava a outra travava !!!,o desnivel era tal que alguns dos tuneis se sobrepunham aos outros como numa espiral (existem 12 tuneis) , sempre em baixa velocidade, Apercebemo-nos que estavamos a descer a vertente de um fjord, o Sognefjord, a paisagem era deslumbrante, verde, floresta e quedas de água sempre à beira do vale de Flamsdalen.
Vale de Flamsdalen visto do comboio
Após uns minutos de percurso o comboio parou na linha numa descida muito inclinada. Vimos os passageiros a descerem para a linha, e percebemos o espectáculo, numa ponte passava a torrente de uma queda de água, e no meio do nevoeiro em cima de uma enorme rocha uma cantora cantava para nós, canções tipo Enya, misteriosas e belas, o que criava uma ambiencia de maravilha.
No meio da bruma uma cantora cantava para nós
Terminada esta pausa, fomos avisados para voltar a bordo, e o comboio retomou a sua marcha sempre em plano inclinado até se chegara Flam, junto ao mar mas no fundo do fjord. Entretanto nas 10 estações intermédias habitantes aproveitavam o comboio que não era puramente turistico, para as suas deslocações. Flam era uma pequena vilória, tudo em madeira, e percebemos pelo pequeno museu ferroviáriao lá existente que foi criada para albergar os construtores de tão exótica linha ferroviária que apresentava o maior desnível em todo o mundo.A construção começou em 1924 e foi inaugurada em 1940.
Flam, estação ferroviária e embarcadouro
Flam era também um embarcadouro para barcos de recreio e catamarans que faziam o retorno a Bergen por água, demorando a viagem cerca de seis horas de barco o que iriamos fazer depois de almoço. Por coincidência estava na água no meio da baia o paquete Funchal, na altura ainda ao serviço de operadores da Noruega. De Flam, ao olhar para a direita ou esquerda só se viam arribas verticais de muitas centenas de metros de altura e nós tão pequeninos lá no fundo. Dizem que este é o terceiro lugar mais visitado da Noruega, e para mim é inesquecível. Apesar disso vive-se ali uma imensa calma, os serviços são disponiveis sem exageros, e enquanto esperamos o barco, comemos e visitamos nucleos museológicos que mostram fotos da obras, e recriam a escola, a bomba de gasolina e outras instalações recuperadas da época da construção. Dali só se sai de barco ou comboio. Após a visita chega o catamaran para Bergen e tomamos lugar a bordo para mais uma longa viagem pelo fjord até entrarmos no mar e regressar. Fica para a próxima.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Noruega, destino improvável 4

Cidade de Bergen
Quem olha no mapa terá a mesma reação que eu tive, a distância entre Oslo e Bergen parece curta em linha recta, são apenas 304 km, pelo que não se imagina uma viagem de 7 horas de comboio, com algumas paragens. A razão está na altitude, pelo que para seguir o percurso entre estas duas cidades costeiras, há que ultrapassar diversos fjords, e tal não pode ser feito na cota do mar pois não há espaço, e as margens dos fjords chegam a ter desniveis de mais de mil metros a pique. Assim o comboio tem de subir até 1380 metros de altitude, e voltar a descer até ao mar em Bergen o que proporciona ao viajante uma sensação extraordinária, temos a clara noção da subida e sobretudo das descidas que são alucinantes, sentimos a inclinação e o esforço de travagem. Das 19 estações de percurso mais de metade estão acima dos 1000 metros e são pequenas localidades de cerca de 1000 habitantes, cheias de estancias de inverno, e em pleno verão podemos ver glaciares e restos de neve apesar da temperatura ser amena. Nas paragens o comboio demora sempre algum tempo para podermos sair um pouco e fotografar. Existe sempre muita gente a entrar e sair e no comboio vão bicicletas, e muita gente equipada a rigor para alta montanmha. Em muitos troços da linha, sobretudo em zonas muito desniveladas, a linha está protegida por tuneis de madeira para proteger das avalanches de neve. As estações nessas zonas estão construidas em madeira. O comboio teria uma dúzia de carruagens , com linha electrificada, e o conforto era aceitável, e em todas as estações muita gente, o que afasta a ideia de um país desertificado.
Estação de Nesbyen (1300 m)
Assim saimos pelas 10h30, e passadas os suburbios de Oslo, inicia-se uma lenta subida, e ao fim de cerca de 100 km de percurso estamos en Nesbyen, a 1300 m de altitude. A partir daí mantemos durante mais de 100 km a altitude media de 1000m, com sucessivos desniveis, e uma paisagem de montanha verde,mas sem arvores, observando sempre montanhas com residuos de neve até Myrdal, nos 860 m, a estrela da companhia onde está o caminho de ferro mais alto do mundo, de que falarei mais tarde.
Estação de Myrdal (860 m)
A partir daí iniciamos a descida, as florestas reaparecem. e em cerca de 50 km descemos dos 860 m até ao nivel do mar em Voss. A partir de Voss até Bergen percorremos a margem do fjord, e o percurso é plano, no final entramos num longo tunel que nos leva praticamente até à estação de Bergen, onde chegamos de alma cheia cerca das 18 horas.
Voss
Bergen é uma cidade portuária, de microclima quente, pois está protegida pelas margens do fjord. Foi aí que houve uma pequena decepção mas fica para a próxima...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Noruega, destino improvável 3

No segundo dia de viagem estava destinado para conhecer a capital, Oslo, e alguns dos pontos de interesse. A temperatura era amena para Agosto, 14 ou 15 graus durante o dia, uma caloraça durante a noite, pois os hoteis estão mais pensados para o frio, e em pleno verão apresentam grossos edredons, que temos de afastar do nosso corpo de  latinos. A cidade é pequena, talvez 300 000 pessoas, sem grande monumetalidade, pelo que começamos pelo ponto que mais me interessava, o Museu Munch, sendo que aprecio particularmente este pintor, Edvard Munch, autor do celebrado "O Grito", que não pude ver ao vivo pois tinha sido roubado no ano anterior, por uns manfios que pura e simplesmente entraram pela porta da frente, tiraram o quadro da parede e sairam por onde entraram, numa prova do "à vontade" que se vive no país. Deste  quadro existem 4 versões todas do autor, e muitas réplicas que estão expostas, sendo que um dos originais valeu 120 milhões de dólares num leilão em 2012.
Dado que a cidade é pequena fizemos várias visitas a pé, ao Parlamento, Palácio Real, onde se podem visitar os jardins, e quase entrar dentro do Palácio. As construções são simples, e os noruegueses aproveitam bem o pouco sol, nas esplanadas, que estão por todo o lado. De tarde estava pensada um visita ao Museu Viking, que fica já fora de Oslo,em Bigdoy, situada em frente do Oslo, mas na "outra margem" do fjord, sendo que o acesso se faz por barco ou autocarro, sendo que este o contorna. Optou-se por ir de autocarro e regressar de barco, sendo a distancia talvez metade da de Lisboa a Almada. O museu mostrava alguns dos aspectos das navegações viking, sendo o mais emblemático um enorme barco viking, onde se fizeram ao Atlântico, com as famílias, muito antes do descobridores portugueses. Próximo fica ainda o Museu Kon Tiki, que não se visitou, e que recria as viagens do cientista Thor Heyerdhal numa barcaça, de nome Kon Tiki.
O regresso foi de barco, mas nada de catamarans ou coisas afins, apenas uns pequenos vapor, que levavam umas 50 pessoas, e vão ligando as duas margens logo têm passageiros suficientes. Voltamos à praça junto á margem onde se situa o Municipio e o Edificio do Nobel, onde é apresentado o Nobel da Paz, unico em Oslo, dados que os restantes são em Estocolmo. Tomado o elétrico e de novo o comboio, regressamos a Ski. As maioria das estações de caminho de ferro até lá são em madeira, o que me surpreendeu e os arredores são compostos mais por pequenas vivendas com quintal verde do que grandes prédios.  Viajou ao nosso lado no comboio uma rapariga que regressava a casa. e na estação em que saiu tinha o cão à espera dela, que mal saiu veio ter com ela e acompanhou no regresso a casa. Isto dá uma boa ideia da dimensão da vivência local. No dia seguinte esperava uma viagem longa até Bergen.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Noruega, destino improvável 2

Para mim foi uma experiência nova. Pela primeira vez fiz uma viagem totalmente planeada por mim na net, e com todas as escolhas de percursos, marcações, pagamentos, bilhetes de comboio, barcos e autocarros na net, com a particularidade de todos serem transportes publicos. No terreno nãeo houve quaisquer improvisos ou modificações, e as surpresas foram boas, apenas uma decepção, mas arranjou-se. Primeiro escolhi os percursos a fazer, partindo do principio de que numa viagem de 7 dias, teria uma gama limitada, com um país tão grande em extenção. Assim fiquei por Oslo e Bergen, e não passei para Norte, seria para outra viagem que planeava fazer. Vi quais os trajectos propostos pelo Turismo local, que em geral se compunham de uma mistura de vários transportes, barco, comboio e autocarro, comprados num voucher único, com todas as indicações de locais e horas onde se devia esperar, e que foram sempre cumpridas ao minuto, apesar de tudo ser muito simples, sem estradas exuberantes nem autocarros espampanantes. Os hoteis foram marcados, com uma confirmação por telefone para dar uma hora de chegada mais exacta. Primeira surpresa o facto de a maioria dos hotéis estarem cheios, com dificuldade de marcar, sobretudo os mais baratos. Assim na hora de partir estava tudo marcado e confirmado, e fez-se bem, pois no terreno não há lugar a improvisos. A partida deu-se a 16 de Agosto, no Porto, na altura unica base da Ryanair em Portugal, e ia-se preparado para um dia no aeroporto de Stansted, com umas cartas de jogar, livros e mapas para ler. Chegamos a Londres pelas 10h, e a espera prolongou-se até às 19h, mas duas horas antes a fila formou-se com muita gente em fila no nosso voo de  Oslo, gente exuberante, com camisolas de clubes de futebol, cachecóis e muitas crianças acompanhadas com o pai. No voo percebeu-se que tinha havido um jogo do Arsenal em Londres., e os noruegueses vieram a Londres com os miudos ver a bola e regressavam, Eram noruegueses adeptos do Arsenal. Pudera com viagens a este preço... Chegou-se a Oslo pelas 21h, a Oslo não a Torp, a 110 km da capital, mas como previsto lá estava um autocarro, de que já tinha bilhete que nos levou e aos arsenalistas eufóricos à capital, por estradas desertas, sem autoestrada, mas que chegou à central de camionagem em Oslo, no mesmo edificio da estação de comboio, onde pelas 0h10 tinha  um comboio que levava a um vila dos suburbios, chamada Ski, onde tinha marcado hotel e se chegou pela 1h00, e mal entramos na porta estava já um funcionário a receber e desejar boa noite. Impecável. Tudo batia certo com a net.

Noruega, destino improvável 1

Agora que muitos estão de férias, sendo que para mim as férias são apenas uma boa recordação, gostaria aqui de recordar um percurso feito há verca de 10 anos, e que para muitos estaria fora das suas escolhas, até das minhas, mas que me causou uma grande satisfação, falo da Noruega. Um país caro, distante, pouco veraneante, de clima instável, assim fora das decisões dos que buscam a praia, o calor e a multidão. Daí nesses idos de 2005, ter pensado tal viagem, e hoje adoraria lá voltar, mas já não pode ser, pois o mais longe que posso ir é mesmo a bela Ericeira. Estava à procura de bilhetes para uma ida a Londres, ou coisa parecida e apercebi-me que na Ryanair a partir do Porto, fazia-se a viagem para Londres barata, e poderia ir a partir dali para a Irlanda, Lituania ou coisa parecida, quando me apercebi que por mais 1 centimo, acreditem que é verdade, poderia fazer a viagem Londres Oslo, com o regresso por 10 euros, bolas, bingo !!! Porque não tentar? Apenas um contra, teria de passar um dia inteiro em Standsted, pois chegava do Porto pelas 10h e partia para Oslo pelas 19h, com chegada a Oslo próximo das 21h, e a chegada não era bem a Oslo, mas a um aeroporto a cerca de 110 km de Oslo, Sandefjord  Torp ... pois a Ryanair lá fora não tem benesses. Mesmo assim pesados os prós e contras parecia uma boa solução de conhecer um novo país, fresco no Verão, gelado no Jnverno, assim tratava-se agora de organizar tudo o resto, e partir na aventura. A viagem ir-se-ia revelar surpreendente relevando para o dominio dos mitos as opiniões prévias que indiquei. Segue em próxinos episódios.

domingo, 22 de junho de 2014

Manaus by me

Hoje só se fala em Manaus, futebol oblige !!! A mim recorda-me, ao ver as imagens, 3 ou 4 dias que passei em Manaus em Novembro de 1995, uma experiência inesquecível para o bem e para o mal. Integrada numa visita de um mês ao Brasil, em que se deu uma enorme volta ao país, que ainda não era a Meca do turismo de praia em Portugal. Manaus é uma ilha !!! só lá se chega de avião ou de barco, embora a 2000 km da costa atlântica, eu cheguei de avião, ía do Rio com escala em Brasília, e aterramos já depois do meio dia no aeroprto internacional Eduardo Gomes, que era uma pequena gare, onde estavam três ou quatro aviões da TAM, companhia onde voamos, e ao sair sentia-se um calor intenso e um cheiro adocicado muito forte e agradável, de autocarro fomos para o hotel Amazonas, no centro, um hotel no limite do razoável. As ruas apresentávam uma degradação impressionante, o trânsito caótico e autocarros velhos e ferrugentos, mas tudo parecia ter um sentido no caos. De tarde fomos à praia, na Ponta Negra, apanhamos transporte público, mas o aspecto dos amazonenses era muito diferente dos brasileiros que tinhamos conhecido até ali, baixos, atarracados, cor escura e um ar um pouco simiesco, e causavam receio, na praia, que era no rio, havia milhares de pessoas e nós europeus muito branquinhos a dar nas vistas, e a ser olhados como seres estranhos e com razão. Para chegar à praia o autocarro atravessava favelas e favelas sem fim, onde a miséria era total. No regresso a mesma coisa, as ruas esburacadas, os passeios inexistentes e os esgotos a céu aberto, eram substituidos no centro por esgotos, embora as tampas estivessem ausentes. À noite no Hotel um excelente jantar, filetes de pirarocu, o tal peixe gigante, pescado no rio, que chega aos 300 kilos, e que mais tarde vimos ao vivo no mercado, a ser esquartejado e vendido aos bocados como se de carne de vaca se tratasse. Excelente de sabor, a que sempre acrecentavam um sabor tropical. Saida à noite, e a surpresa total. As ruas estavam desertas de pessoas, mas das tampas de esgoto milhares de baratas saiam, e outros insectos tomavam conta do espaço público, aconselhando o regresso ao Hotel aos mais sensíveis, era o meu caso que detesto tais bichos. No dia seguinte visitamos o museu do Amazonas e a célebre Ópera, lindissima, construida peça por peças com material que foi da Europa e que subiu o Amazonas de barco. Um vislumbre para a vista e para o engenho humano, vindo dos gloriosos anos da borracha, entretanto caídos no esquecimento. Visitamos o mercado, o porto onde milhares de embarcações acostavam, pois todo o transporte de mercadorias se faz de barco e o rio é navegável além dos 2000 km até Belém, a juzante,  mais 1700 para montante até S. Gabriel da Cachoeira. A presença de paquetes enormes era uma surpresa a 2000 km da costa mostrando a dimensão do rio. Muita gente vivia nessas embarcações. Uma visão espetacular. No dia seguinte visita de barco ao célebre encontro das águas, um espectáculo único, onde os rios Negro e Solimões, se juntam e  dão origem ao Amazonas, juntando as águas negras do rio Negro  e as lamacentas do Solimões, que durante quilómetros não se misturam.  Ali a largura do rio é tal que não se avistam as margens, parecia mar. A ida a Manaus não fica completa sem uma visita ao rio, às aldeias indias onde se pode conviver com eles e as suas crianças, que para ganhar uns tostões nos nostram aves, cobras. macacos e preguiças, que pegam nas suas mãozinhas pequeninas, sem medo. Uma visita nocturna no rio mostra-nos os jacarés bebés que são procurados e fotografados pelos turistas, quando os seus olhos brilham ao foco de lanternas dos meninos condutores de canoas, e uma pesca às piranhas, nem sempre conseguida. Foram dias inesquecíveis, apesar da chuva torrencial que muitas vezes aparecia nem se sabe de onde vinha. Regressamos pois faltava muito Brasil. No aeroporto todos os brasucas vinham carregados com electrodomésticos, pois os brasileiros vão comprar a Manaus estes aparelhos por ser zona franca, o que atraiu muita industria para compensar a quebra da borracha.
Apanhamos um avião que era um verdadeiro autocarro. Já vinha da cidade de Boavista, capital do estado da Roraima, quase na Venezuela, e a partir de Manaus parava em Santarém, mais uma pequena cidade Amazónica, S.Luis, no Maranhão, Belém no Pará, e Fortaleza, nosso destino final. Logo ao levantar voo, uma enorme trovoada e um relâmpago fez o aparelho perder muitos metros numa queda violenta, causou o maior medo que já tive em viagem de avião, era a Amazónia a deixar a sua marca. Jamais esquecerei estes dias que agora recordo com saudade. Recomendo uma visita, pois segundo vejo agora alguns dos aspectos mais negativos estão ultrapassados, cerca de vinte anos depois.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Memória de viagens (1)

Neste momento a minha disponibilidade fisica e mental para viajar, algo de que sempre gostei, está muito limitada. Ficam as memórias de viagens que fiz, umas proporcionadas pela vida profissional, outras por férias ou pretextos vários. Hoje fico-me pelo Alentejo e vou a Lisboa, mas com um programa monótono, a ida ao hospital. Dos confins da memória gostava de retirar registos de viagens anteriores, umas ficaram pelo que se viu, outras pelo que marcaram e ainda outras pelo que se viveu. Ao longo de 40 anos conheci algum mundo, incluindo naturalmente Portugal, nunca fui a África, Ásia ou América do Norte, à Grécia, Turquia ou Hungria, nem a Berlim, Moscovo ou Atenas, nunca fui a Alfandega da Fé, Campo Maior ou Aguiar da Beira. Mas fui á Tunísia (afinal Àfrica ), França, Suécia ou Noruega, Brasil, México, Itália ou Espanha, Áustria ou Bélgica, entre outros. Contextos diferentes, situações nada comparáveis, a maioria das vezes só, outras com companhia, ou mesmo em grupos organizados. Ao longo do ano vou dando conta e descrever a memória que me resta. Vou começar pela última ida ao estrangeiro que fiz, a Espanha, por um motivo bem concreto e definido.