Crato vai a Berlim, e isso traz-me à memória a célebre frase de John Kennedy, que reproduzo no título, dita numa Berlim sitiada por arame farpado e muros acabados de construir, onde tudo dependia de voos que vinham do exterior da cidade rodeada, como uma ilha, pelo regime comunista de Erich Honecker, um verdadeiro modelo para os comunistas portugueses e de todo o mundo, que agora vilipendiam a srª Merkel, claro o seu modelo era outro....
Vem também a propósito recordar (para um momento em que a imagem da Alemanha está associada apenas à srª Merkel, na altura uma rapariga de 7 anos que vivia na Alemanha comunista), o esforço, trabalho e sacrificio do povo alemão para construir um país para onde hoje todos se voltam, com esperança, inveja ou ódio.
Vem também a propósito saber que Crato vai assinar um acordo que pode revolucionar o ensino em Portugal, o sistema dual, o qual não é nenhuma novidade. O sistema esté implementado em Portugal pela Câmara de Comércio Luso Alemã há já muitos anos, com resultados espectaculares, nomeadamente com emprego quase assegurado a todos os formandos. Para pormenores fica aqui o site, mas basicamente implica um dia de formação teórica para quatro dias de formação prática em empresas. Claro para isso é preciso existirem empresas com características formadoras. Penso que se trata de um bom sistema, que dá equivalência ao 12º ano, mas recordo que muitas das nossas escolas secundárias também já apostam neste tipo de solução, a diferença é que o sistema dual é perfeiamente estruturado e bem monitorizado para evitar "desvios". À alemã. Venha ele.
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domingo, 4 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
Triste
É o minimo que se pode dizer da postura de Alberto João nas eleições do PSD Madeira. Triste as pessoas não saberem retirar-se a tempo. Triste o espectáculo que deu face ao seu opositor que também é companheiro de partido, e dizem que chegou a ser delfim. Triste o seu mau perder ( e ele até ganhou, imagine-se se perdesse, o que esteve por um fio...). Triste um lider referir-se como se referiu ao percurso do opositor, às suas ambições, até ao seu aspecto físico. Já está para além de tudo o que é aceitável, e o grande problema é como é que o PSD se livra desta "encomenda", pois se não se livra, e se o PS consegue arranjar um candidato credível, coisa que não tem acontecido, as próximas eleições regionais estão compometidas.
Seguro segura-se
Num discurso de ir às lágrimas, puxando de todos os seus "melhores" argumentos, Seguro não vai aceitar o convite de PPC para a célebre "refundação". Os argumentos de Seguro fazem lembrar as pessoas que não querem cortar despesas pois pensam que vão sempre arranjar um trabalhinho suplementar para ganhar uns cobres... Também seria dificil aceitar, depois da relação desastrada que o Governo tem mantido com o PS. Assim o Governo vai ter de se "amanhar" sozinho com o FMI, e tem muito por onde procurar, pois se há algumas despesas virtuosas, temos também muita coisa a repensar, a Educação, por exemplo onde se gasta muito mais que a média europeia, com os resultados que se sabe. A grande dúvida é se terá o Governo competências, ou mesmo vontade, de tratar de forma séria, o que quer dizer sem ceder a soluções fáceis, o problema da despesa pública. Tenho dúvidas.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Afinal havia outra
Segundo o "comentador" ou "porta voz informal" Marques Mendes, a tal proposta de refundação já é mais do que uma proposta. Até já aterrou na Portela, uma equipa de técnicos do FMI que vai "assessorar" o Governo na tomada das medidas para suportar o corte dos 4 000 milhões. A ideia até não é má, só se espera que não se enganem de novo nas contas, como aconteceu com a estimativa do impacto da austeridade na recessão. E têm até Fevereiro para apresentar os resultados concretos. Então será que o convite ao PS não passa de um convite para uma cerimónia que já está a realizar-se ? Agora não se sabem as medidas pensadas mas foram dados exemplos, e, por exemplo, passar determinados serviços para gestão de privados, ou é um negócio que se suporta por si, e tem vantagens para o Estado, ou será um novo encargo, bem maior, e nós sabemos bem como certos privados são exímios em espremer o Estado, que se deixa espremer por certos funcionários pouco escrupulosos...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Zeri i popullit ...
A banalização das manifestações relembra os melhores (ou piores consoante o ponto de vista...) dias do PREC. Banalizar, desvaloriza, e torna já indiferente a presença de uns rapazolas ( alguns alcoolizados) em frente da AR, mas desvaloriza as verdadeiras ondas de expressão da vontade das pessoas, como o 15 de Setembro. Claro que, a CGTP, passando a imagem de esquerda ordeira, também se vai servindo indirectamente, para criar clima para a greve geral já convocada. Não gosto de ver o que se passou hoje depois da aprovação do OE. Primeiro uma manif da CNA (????), a seguir vêm os portuários, que agora não trabalham nem lutam, e estão a usufruir do seu fundo de greve há cerca de dois meses perante um país a ver as exportações a "apodrecer" nos portos, depois vem a CGTP, e o inevitável Arménio, bota discurso, baza, e deixa lugar aos radicais, para fazerem o trabalho sujo, atirar garrafas e deitar fogo a 2 ou 3 caixotes do lixo . Parabéns à nossa PSP, que apesar de ter agentes bem mais enpobrecidos e explorados que muitos dos manifestantes, tem dado provas de capacidade de encaixe, profissionalismo, bom senso e moderação. E muito cuidado com o mito do "povo ordeiro", não é do povo que vem o problema...
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Remodular
Sedentos que estão de dar notícias, ontem toda a comunicação social, comentadores, opinadores, "leaders de opinião", senadores e outros senhores, opinaram sobre uma coisa a que chamaram eufemisticamente ou por vergonha a mini-remodulação. Na realidade nem mini nem micro. Saiu um secretário de estado, por motivos alheios, e entrou um novo, ao que parece, por necessidade de preparar com atenção o regresso aos ditos mercados e para reforçar acompanhamento das privatizações. Nada que tenha algum impacto político significativo. Mas as notícias são as que temos. E os opinadores também. Para mim, mais significativo foi o Dr Marques Mendes "anunciar" ao país que até final do ano serão "de certeza" extintas 1150 freguesias. Claro que os números redondos são sempre falsos... Mas espero que não seja como a Parque Expo, extinta há ano e meio e ainda lá está.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Era possível acabar com a crise se "eles" quisessem
Hoje no Jornal i, para quem quiser ler aqui, um artigo de Paul Krugman, Nobel da Economia, retirado de um livro recente, ao que julgo, em que mais uma vez nos indica um caminho que poderia ser seguido pela UE para conduzir ao fim da crise. Claro que para isso seria necessário a Alemanha prescindir, ou ser obrigada a prescindir, daquilo que está a ganhar com a crise, ou seja, financiamento sem juros, ou mesmos com juros negativos, e deixar de preconizar políticas luterano-punitivas aos "pecadores", sem no entanto se perder o rigor orçamental. A ideia, já exposta por Krugman, seria de utilizar as diferenças salariais entre Norte e Sul, para estimular o Norte a comprar e o Sul a exportar, de forma a equilibrar as economias dos países em dificuldades.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
A tempestade perfeita
Vem a notícia de que as receitas fiscais já caíram 4,9% só este ano. Apesar do aumentos de impostos, nomeadamente IVA, as profecias auto realizaram-se. Quem falou em fadiga fiscal, acertou. Agora, a receita cai, a despesa não desce (ainda ontem Medina Carreira pôs a nu que a despesa orçamentada para 2013 aumenta relativamente a 2012 ), o deficit aumenta em valor, e mais ainda em % do PIB pois este está a reduzir devido à recessão. Se deficit aumenta, mais medidas de austeridade (quais ???), mais recessão, mais quebra de receitas, e voltamos ao principio. A isto chama-se uma "espiral recessiva", ou no mar "uma tempestade perfeita". E nós, os nossos empregos, pensões, filhos, netos, salários, depósitos, quem os tem, casas, bens, no meio dela. Nada bom augúrio. E á frente um Governo em desnorte. Podemos confiar ...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Diz a toda a gente... que é segredo !
Continua a grande "palhaçada" nacional chamada segredo de justiça. Tal como aconteceu a Sócrates, e a tantos outros, agora PPC. Ainda o CD com as escutas não tinha saído da PGR, e já estava nas capas dos jornais, a vender os poucos que se vendem, e que se julga que com estes truques se aumenta tiragens. Mas o que dizia era pouco ou nada, como convém para aguçar apetite para os próximos episódios. Uma vez julgado na opinião pública, é dificil recuperar, pois todo o fim de semana a notícia abriu os telejornais, para afundar na lama a imagem de um político que deve ser julgado por outras razões, as políticas. Prioridade para a Drª Joana Vidal é mesmo limpar o Ministério Público desta e doutras pragas que envenenam a Justiça, e corroem a democracia. Será assim tão complicado seguir o rasto do CD, ou pura e simplesmente não há problema e estas situações contam com a complacência dos elementos do MP ?
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Sem almoço
Numa escola do Agrupamento de Quarteira foi negada a refeição a uma criança, que ficou a comer lanches todo o dia, por falta de pagamento de 30 euros por parte dos pais. Sem defender estes pais, nem atacar ou defender a presidente do agrupamento, julgo que este o estado a que chegámos, já não se aplicam as regras da austeridade, mas cada um aplica a "sua" austeridade, crueldade gera crueldade, e pelos exemplos que vêm de cima, aplica-se com cegueira regras que se julga existir, adivinha-se o que será esperado, e é por aí que vamos. Crato mandou a IGE, que julgo já analisou o caso, e fez bem, mas fica este clima de constrangimento que poderá gerar mais decisões monstruosas.
sábado, 13 de outubro de 2012
Nobel da Paz
Atribuir o Nobel da Paz a uma organização como a União Europeia é uma notícia que não poderia deixar de comentar. Numa Europa à beira do colapso, entende-se como um "balão de oxigènio", não me parece. Não precisa nem seria suficiente. Agora, relembrar que a Europa teve duas Guerras Mundiais nascidas e criadas no seu Centro, esteve dividida pela Cortina de Ferro, perdeu a democracia em muitos dos países, viveu o maior drama que a Humanidade alguma vez viu produzido pelo Homem, falo do Holocausto, viveu a tardia guerra dos Balcãs, e apesar disto tudo, no espaço da União, desde 1945 vive-se em paz, em democracia, e em relativo bem estar, é caso para salientar. Apesar das críticas, apoesar das quebras de solidariedade, apesar dos riscos ainda hoje vale mais ser europeu do que outra coisa qualquer. Compara-se com o prémio atribuido a Obama... mas Obama quando o recebeu não tinha dado provas de nada, enquanto a história da UE fala por si.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A frota do grupo parlamentar do PS
Certo que a demagogia tem limites, e cada vez que contratualmente se termina um contrato de locação financeira de um automóvel, se a necessidade se mantém, há que trocar por outro, e quatro carros para um grupo parlamentar de 78 deputados, não parece exagero. Por isso me parece "estranho" este tipo de comentários na imprensa, parecendo que não há mais que noticiar. Também comparar o aluguer de Audi A5 com um Renault Clio, julgo que não colhe, vistas as coisas de forma isolada, pois poderia haver uma orientação global para baixar a gama de veiculos, isso sim seria uma boa decisão, agora não para uns e sim para outros. Também aqui a imagem do Estado está em causa. O que também não entendo é porque é que a presença de VW Sharan, na frota do Estado é tão pequena, quando é construido em Portugal, e com elevada integração nacional, criando muito postos de trabalho no país.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Vale tudo ?
Vamos a ver se eu entendo... o Estado queria contabilizar um valor que baixaria o deficit em 0,7%, relativo a uma "concessão" à privatizável ANA de uma actividade que já desempenha desde que existe, seria assim uma receita extraordinária "maquilhada". Ora como se sabia que que as receitas das privatizações, podem abater na dívida pública mas não no deficit ( diferença entre receitas e despesas, e a receita de uma privatização não é considerada "receita do Estado", como são os impostos,por exemplo), fizeram uma manipulaçãozinha, que foi, agora "concessiona-se", (ou seja arrenda-se pelo seu valor), "encaixa-se" contabilisticamente o valor que nem chega a entrar, e como não se trata de venda, poderia abater-se no deficit, que baixa 0,7%, mais tarde, até final do ano ao que dizem, privatiza-se, e com o dinheiro da privatização, cobre-se o valor já contabilizado mas ainda não pago. Assim se transformava numa receita elegível para abater ao deficit aquilo que na realidade não o era. O problema é que parece que o Eurostat não anda a dormir e veio avisar hoje que já "topou" a jogada do experto Gaspar, e seus assessores. Se é para nos poupar a alguma austeridade até alinhava, mas estas "malabarices", como dizia o outro, pagam-se, pois afinal trata-se apenas de adiar o desastre, ou a solução. Será que até eu, um ignorante em contabilidade, entendi bem ???
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Estamos anestesiados... aproveitem para mexer nos bolsos
Já se previa que o IRS ía ser o bombo da festa nisto que o ministro chama, pois sabe do que fala, "um enorme aumento de impostos". Enquanto ele fala nós adormecemos, enquanto adormecemos, ele aproveita para mexer nos nossos bolsos, enquanto mexe nos bolsos, taxas, sobretaxas, taxas de solidariedade, retenções, e outras formas "soft" de fazer um agravamento "hard", nós vamos ficando mais pobres, enquanto empobrecemos mais dificil é pagar impostos, quanto mais dificil maior o incumprimento, quanto maior o incumprimento menores as receitas. Depois queixam-se... do desvio nas receitas.
Não diz se é transitório, pelo contrário, enquanto a dívida da "desbunda" não estiver controlada, o melhor é manter a mão no bolso dos portugueses. Só não diz claramente quanto vai taxar as transações financeiras. E nada é anunciado que estimule o crescimento, o que quer dizer que cada vez mais o pagamento da dívida parece ser uma miragem. E eu até penso que o ministro suporífero nem é o maior responsável.
Não diz se é transitório, pelo contrário, enquanto a dívida da "desbunda" não estiver controlada, o melhor é manter a mão no bolso dos portugueses. Só não diz claramente quanto vai taxar as transações financeiras. E nada é anunciado que estimule o crescimento, o que quer dizer que cada vez mais o pagamento da dívida parece ser uma miragem. E eu até penso que o ministro suporífero nem é o maior responsável.
domingo, 23 de setembro de 2012
Comer e calar, o coração não deixa
Sou das pessoas que sabe a verdade do que está escrito nesta cartaz. O poder do coração é imenso, e tomá-lo de assalto, como alguns dos nossos decisores querem fazer é difícil. Um povo de cordeiros torna-se num grupo de leões. Basta que se estique a corda, ou se toque numa parte dolorosa do coração, que este reage, pula donde está e resiste ao assalto. É o que se passa agora. Quando o botão da injustiça é tocado, quando os políticos não têm mais em conta a realidade, e decidem sem usar a cabeça, acontece que as pessoas são tocadas, e transformam-se. E aí, cuidado pois não há como fazer parar um coração em fúria. Como dizia alguém parafraseando uma publicidade conhecida, "há uma linha que separa a austeridade da imoralidade", e há mesmo e convém não a ultrapassar. O coração é muito amplo, enorme, e pode aceitar muita coisa (como eu sei bem), mas nada de o forçar a cortar as amarras com aquilo que o violenta. A partir daí, os ministros não vão poder sair à rua, as medidas tomadas são todas contestadas, o benefício da dúvida é abolido, e não se acredita em mais nada. Comer e calar não ! Se é preciso faz-se, mas percebendo como, porquê, com verdade, com justiça, comprende-se que todos colaborem. Agora, mentiras não. Quanto vale o deficit actual ? ninguém diz ! Porquê a dimensão da austeridade 2013 se é só preciso baixar 0,5% no deficit ( de 5 para 4,5%) ? silêncio !!! Porque é que a frota automóvel é toda nova (viram as matrículas e caracteristicas dos carros que saiam de Belém na noite do conselho de estado ) ? não se explica !!! Porque não se taxa as transações financeiras ? Moita, carrasco !!! isto o coração não consente...
sábado, 1 de setembro de 2012
Riscos
Um candidato MPLA a deputado resumiu tudo "Não há risco do MPLA perder as eleições !". E disse tudo quanto precisavamos de saber. Se não há risco, a eleição é certa, se é certa é viciada. Pena, um país com a dimensão e a importância de Angola estar afundado nesta marabunta. E quem sofre é o povo. Caramba, vejam como se faz em Cabo Verde, até em Timor Leste, que têm um sistema decente. Eu sei que não é fácil, quando os interesses instalados têm a dimensão que se suspeita, de facto não há que correr riscos.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Borges diz como é
O Estado não é bom gestor de televisão, é a opinião do Dr Borges. Uma verdade absoluta, um axioma, não carece de demonstração, mas porquê ? Porque é que bons gestores, gerem mal se o fizerem em nome do Estado ? Simples, as tutelas políticas é que transformam bons em maus gestores porque muitas vezes lhes impõem regras absurdas para satisfazer interesses. Agora a gestão da televisão não se resume à gestão financeira.
Quanto à RTP parece que já não se vende, aluga-se... uma concessão a um operador que, na opinião do Dr Borges até pode ser financeiro, e por muitos anos, para que a próxima geração não tenha de se preocupar, isto é alguém que no negócio só procura lucro, independentemente dos conteúdos, da programação ou do papel de serviço público, que seria reduzido aos serviços mínimos. Como dizia o outro "com palavras destas as esperanças são poucas".
Já agora aproveita-se e fecha-se a RTP2. E a rádio, que está integrada no grupo, o que lhe vai acontecer ? Mistério.
Quanto à RTP parece que já não se vende, aluga-se... uma concessão a um operador que, na opinião do Dr Borges até pode ser financeiro, e por muitos anos, para que a próxima geração não tenha de se preocupar, isto é alguém que no negócio só procura lucro, independentemente dos conteúdos, da programação ou do papel de serviço público, que seria reduzido aos serviços mínimos. Como dizia o outro "com palavras destas as esperanças são poucas".
Já agora aproveita-se e fecha-se a RTP2. E a rádio, que está integrada no grupo, o que lhe vai acontecer ? Mistério.
Referendo nas ilhas encantadas
O Dr Alberto João continua imparável na sua senda pelo rídiculo e pelo anedotário nacional, cobrindo de vergonha o PSD que lhe tem de aparar o jogo. É insuportável, e bem se mostra como é possível manter um mentecapto 30 e muitos anos num Governo, só porque se tem medo de se perder eleições se se afrontar a "fera". Agora quer um referendo, mas não se sabe para quê, nem ele diz, é para saber se "concordam com o sistema". Cuidado, se pergunta se querem independência, o pessoal da Madeira dirá que não, o do Continente que sim. Está tudo ao contrário. Depois quer outra Constituição, mais poderes, quando já tem tantos que até dá para gastar e esconder as dívidas. Tenha juízo. Numa altura em que está de tanga é que quer poderes, agora que perdeu a confiança de todos, é que quer mais autonomia... É mesmo para rir.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Assustador
Entrevista de ontem de António Ramalho, Presidente das Estradas de Portugal, na SIC Noticias, para ficarmos a saber, objectivamente qual a situação das PPP Rodoviárias, e os riscos que se correm. Ora segundo o entrevistado:
1. As últimas 7 autoestradas cuja decisão foi tomada no Governo Sócrates, salvaguardados os números da altura, não têm tráfego que as possa justificar, e parece já não terem no momento da decisão, pelo que há que de imediato, como disse, "não deitar dinheiro bom em cima de dinheiro mau" e enquanto é possível, renegociar, reduzir, evitando mais este encargo inútil que não tem quem o pague, a não ser os do costume ou os filhos deles.
2. As infraestruturas já construídas têm uma dimensão "industrial" sobredimensionada. Por exemplo, existe um centro de manutenção, super equipado, em cada 100 km, com esquadras de polícias, oficinas, camas para o pessoal, escritórios, etc etc,na maioria sem qualquer uso, nem se prevê que venham a ter. Outro exemplo, os pórticos de cobrança das novas ex SCUT, custam mais de 1000 milhões de euros, quando ñós já tinhamos tecnologia de excelência na Via Verde, e que poderia ter sido usada. O número de câmaras de vigilância é excessivo, e a sua gestão é um custo insuportável.
3. Estão a auditar para saber se as compensações pagas aos concessionários são adequadas ou excessivas. Mas duma maneira ou de outra uma certeza, não se poderá pagar. O volume da dívida da empresa aos concessionários, a partir de 2014 subirá de forma astronómica e em 2020 passará dos actuais 3000 milhões para 14000 milhões, isto é, cerca de 10% do PIB. Ao pé disto o orçamento da saúde e da educação são amendoins... escusado será dizer que é impagável.
4. Ficou ainda no ar outra ideia, não totalmente "dita". As decisões tomadas no Governo Sócrates, não só não implicaram em muitos casos qualquer pagamento inicial, remetendo toda a dívida para os outros pagarem, como terá havido pagamento dos concessionários ao Estado, com agravamento dos pagamentos posteriores, o que indica que o Estado poderá ter utilizado os concessionários para se financiar, e apresentar aqueles deficits expéctaculares, remetendo para as calendas o pagamento, quando já estivessem a estudar filosofia...
5. Durante a entrevista surgiram imagens de uma entrevista com o Secretário de Estado Paulo Campos, pai destas embrulhadas e actual deputado do PS. Dizia o sr que "não havia problema de deixar as dívidas para os filhos e netos, pois também lhes deixamos as estradas que duram muito anos". Só um pormenor, vão ter que pagar o que não decidiram construir, sujeitando-se às decisões destes iluminados pouco escrupulosos e incompetentes, e pelos vistos ainda vão pagar os deficit dos seus antepassados.
É assustador...
1. As últimas 7 autoestradas cuja decisão foi tomada no Governo Sócrates, salvaguardados os números da altura, não têm tráfego que as possa justificar, e parece já não terem no momento da decisão, pelo que há que de imediato, como disse, "não deitar dinheiro bom em cima de dinheiro mau" e enquanto é possível, renegociar, reduzir, evitando mais este encargo inútil que não tem quem o pague, a não ser os do costume ou os filhos deles.
2. As infraestruturas já construídas têm uma dimensão "industrial" sobredimensionada. Por exemplo, existe um centro de manutenção, super equipado, em cada 100 km, com esquadras de polícias, oficinas, camas para o pessoal, escritórios, etc etc,na maioria sem qualquer uso, nem se prevê que venham a ter. Outro exemplo, os pórticos de cobrança das novas ex SCUT, custam mais de 1000 milhões de euros, quando ñós já tinhamos tecnologia de excelência na Via Verde, e que poderia ter sido usada. O número de câmaras de vigilância é excessivo, e a sua gestão é um custo insuportável.
3. Estão a auditar para saber se as compensações pagas aos concessionários são adequadas ou excessivas. Mas duma maneira ou de outra uma certeza, não se poderá pagar. O volume da dívida da empresa aos concessionários, a partir de 2014 subirá de forma astronómica e em 2020 passará dos actuais 3000 milhões para 14000 milhões, isto é, cerca de 10% do PIB. Ao pé disto o orçamento da saúde e da educação são amendoins... escusado será dizer que é impagável.
4. Ficou ainda no ar outra ideia, não totalmente "dita". As decisões tomadas no Governo Sócrates, não só não implicaram em muitos casos qualquer pagamento inicial, remetendo toda a dívida para os outros pagarem, como terá havido pagamento dos concessionários ao Estado, com agravamento dos pagamentos posteriores, o que indica que o Estado poderá ter utilizado os concessionários para se financiar, e apresentar aqueles deficits expéctaculares, remetendo para as calendas o pagamento, quando já estivessem a estudar filosofia...
5. Durante a entrevista surgiram imagens de uma entrevista com o Secretário de Estado Paulo Campos, pai destas embrulhadas e actual deputado do PS. Dizia o sr que "não havia problema de deixar as dívidas para os filhos e netos, pois também lhes deixamos as estradas que duram muito anos". Só um pormenor, vão ter que pagar o que não decidiram construir, sujeitando-se às decisões destes iluminados pouco escrupulosos e incompetentes, e pelos vistos ainda vão pagar os deficit dos seus antepassados.
É assustador...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Investimento gorado
Já na altura me parecia mais uma socratisse, mais um projecto megalómano do conhecido empresário Alexandre Alves, lembram-se da FNAC, não esta dos livros e CD, mas a Fábrica Nacional de Ar Condicionado, que nos anos 80 dominava o mercado deste tipo de equipamentos ainda antes da entrada de japoneses e coreanos no negócio e que pertencia a este empresário, conhecido como "vermelho", pelas suas tendências políticas, clubisticas e de gestão ( a FNAC sempre foi uma cooperativa). Explodiu de uma forma pouco clara e seguramente as dívidas ainda andam por aí... Agora Sócrates ía colocar~lhe nas mãos uns milhares de milhões, em 2010, para projectos de painéis solares, menina dos olhos do nosso actual candidato a filósofo. Como se esperaria mais uma barracada que não tem fim. Sonhos gorados, seguramente dinheiro de que não se vai saber o rasto, e do que se construiu ficam os escombros. É o meio empresarial do país no seu pior. Vamos a ver se fica por aqui.
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