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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Telhados

A partir de uma foto que tirei do local onde costumam decorrer a aulas de pintura acabei por pintar  esta tela que mostra a matriz e uma chaminé na vila de Garvão, aqui bem pertinho (12 Km daqui), e dá para ilustrar a beleza do património urbano local, dentro do que a minha competência me permite. Pintar, mesmo sendo formas geométricas, realistas, e muito próximo de registo do concreto, acaba por dar um grande prazer e de permitir uma expressão de sentimentos que essa capacidade de reproduzir por desenho e tintas afinal é. Gosto assim de me basear no real figurativo, não que o abstrato não me atraia, mas a falta de uma referência para mim é uma grande limitação.

domingo, 23 de julho de 2017

Priolo

Hoje domingo vamos dedicar tempo a causas. O priolo, um pássaro endémico nos Açores, nomeadamente na parte oriental da ilha de S.Miguel, único local no mundo onde é conhecido e onde se encontra em extinção. Muito tem sido feito para reverter tal situação o que parece estará a acontecer. Mas a maior ameaça é o declínio da floresta laurisilva nas ilhas dos Açores, onde nidifica e se alimenta. Já alguns projectos foram lançados para o salvar, com algum sucesso. Decidi pintar rapidamente um esboço de dois priolos, e amanhã no ATL vamos trabalhar mais um bicharoco ameaçado. Espero que a criançada adira.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Regresso à aldeia

Feito em 2013, entretanto arrumado nos quartos dos fundos agora veio uma oportunidade de sair da obscuridade, mas para isso tive de fazer uns retoques para o tornar mais equilibrado, colocar-lhe mais mancha, pois era demasiado grande. Ainda assim não ficou "nos trinques". "Há sempre qualquer coisa que eu devia de saber, qualquer coisa que está para acontecer", como se diz na canção. Mas para já sai como está, até tem moldura coisa rara cá por casa. Trata-se de um dia assim chuvoso e foi feito na aldeia de Alcarias, a mais linda deste pequeno concelho, como toda a gente sabe. Ficou no meu estilo mais voltado para o cinzento, estávamos em Março do 2013 e não estava nada bem. Mas a força chegou para o pintar. Assim vai continuar a ser Espero !

Rua

Uma rua igual a muitas aqui do  Alentejo. Esta tem de especial fazer esquina com uma grande escadaria que acaba por conduzir ao alto da vila, onde por norma se situa uma capela. E neste caso não se foge à regra, a capela lá está de facto. A rua essa segue em frente com mais ou menos curvas, até se chegar à mesma capela, ao seu largo, mas de carro, pois o carro não sobe escada... Mais uma proposta de pintura, mais casa de listas azuis, mais varandas com ferragens, que cada vez são mais difíceis de fazer, devido à vista. A velhice avança, e eu não posso exigir de mim as mesmas faculdades. Atá já estou um pouco gágá, não é, sempre a repetir as mesmas coisas.

Mulher tomando chá

Aventurei pelo caminho da representação do corpo humano, coisa que raramente faço, por manifesta falta de competência. Algumas representações que tenho feito não tenho gostado e acabam destruídas. Agora fui desafiado e tentei corresponder ao desafio. Gosto de desafios. Assim fiz este esboço que acaba por não estar totalmente mal. O problema é que como trabalho pouco o corpo humano nunca chego a ter um verdadeiro desembaraço no desenho. Tendencialmente fujo para a caricatura onde me sinto mais à vontade. Afinal é mais o meu registo. Este "boneco" segue um pouco o traço caricatural, mas a "mulher tomando chá" ficou de acordo com a ideia que dela tinha antes de desenhar. Assim deve ser. Concretizar uma ideia que se teve, melhor se for com competência. E dedico este pequeno trabalho a quem me desafiou. (É um desenho sobre papel a tinta da china, pintado com acrílico)

terça-feira, 18 de julho de 2017

No amor não há culpa apenas erros de análise

Pois que melhor título para este casal que eu "fotografei" nesta tela, já com uns tempos, do que este processo em que os dois se põem em plena análise a ver os prós e contras do partir e do ficar. Se fico não como, se parto posso encontrar o diabo. Qualquer hipótese é uma escolha entre o mau e o muito mau. O que tem o amor a ver com isso ? Nada. Não têm a culpa de não se alimentarem de ar e vento. São bichos e o mais básico do espirito animal vem ao de cima, a sobrevivência !!! Por isso, armado em consultório sentimental eu digo, até é normal que cada cegonha escolha o caminho, nesse caso quem tem culpa se correr mal ? Como não sei responder acho que o que pode ter acontecido são erros de análise, "nobody 's fault". Agora deu-me para isto ! Mas no fim o autor da tela, "moi même", até nem se saiu mal. Agora vai para uma parede de um restaurante, Pelo menos aí não falta alimento. "Bon appetit".

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coisas assim

Há trabalhos que parece que nunca acabamos. Vão sendo adiados, relançados, mas como não agradam ficam órfãos das nossas mãos, e arrastam-se sem ninguém que lhes dê atenção, percorrem caminhos em vão e desses caminhos regressam sem fúria nem paixão, resignados ao canto atrás da porta do quarto. É o caso deste em que trabalhei hoje, a ver se lhe dou a dignidade devida. O lago da barragem da Rocha, que o inspira, já encheu, e estava cheio nos idos de 2010 quando o iniciei, já despejou, e hoje está quase seco, devido à seca extrema que vivemos. E ainda não atinei com a côr da água, que já nem existe. Esse sempre tem sido o motivo  do adiamento. A maldita côr da água, mas de cada vez que se corrige outras coisas têm de ser feitas. Um desatino. Hoje tirei de novo de tráz da porta e voltou para o cavalete e ficou assim, Nahhhh !!! Parece que ainda não é desta. Mas ele faz-me falta para satisfazer uma "encomenda". Sete anos é muito tempo para uma simples tela com um lago ao fundo. Mais uma vez Agustina, agora saída da sua História de Portugal em segredos, "Não fixamos aquilo que aprendemos mas aquilo que amamos", Este é manifestamente um mal amado !!!

domingo, 14 de maio de 2017

Alentejo à Janela

Durante o fim de semana da Feira de Garvão fiz no local esta janela, a partir de um modelo que está na Messejana. Ficou colorida, luminosa e bonita, para mim. Tem 54x65 e ninguém se importaria de espreitar à janela através deste cortinado. Tem também uma ferragem que permite apoiar os braços e deixarmo-nos estar a ver o que passa. E por ali não se passa, fica-se.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Works

Trabalhos que fiz ou acabei durante a Festas de Maio das Amoreiras Gare, onde estive no passado fim de semana, Algumas das capelas do BA interior, sempre brancas debroadas com o azul ou o amarelo ocre tipico. Um registo artesanal ingénuo e colorido e céus de final de tarde, num Alentejo simples e encantado.

sábado, 8 de abril de 2017

Entre o Barthes e o Zé Gomes

Mais uma pequena janela, bem procurada pode ser encontrada lá para os lados de Santa Luzia, uma simpática terrinha aqui do concelho, solarenga e branca, Depois pode ser posta numa parede, numa mesa de cabeceira, num pechiché ou mesmo numa estante carregadinha de livros, por exemplo entre estruturalismo do Barthes e a poesia militante do Zé Gomes, ou outra qualquer combinação onde fica sempre muito bem. Como dizem nos pacotes de margarina, trata-se de uma "sugestão de apresentação". O original é muito bonito, já a minha interpretação é o que é !

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Porcos

Quem diria que semelhante animal seria disputado para ter uma capital. Pois as diversas capitais do país procuram tirar partido da suas particularidades, e cada um escolhe a capital que quer para si em função da imagem que dá de si. O porco é um animal simpático, é mesmo o animal preferido da grande pintora Paula Rego, mas para outros é impuro, e detestável por encarnar o diabo. Assim no divertido filme "Um porco em Gaza", a única maneira mais ou menos aceitável pelo Islão para criar porcos em Gaza era fazê-los calçar meias, pois assim não pisavam o solo sagrado. Por isso pensei em fazer uma representação de tão distinto animal e por aqui fica um pormenor de uma tela que reconstruí, penso que a melhorei. Porco é porco, mas pode ser belo e insinuante.

sábado, 25 de março de 2017

Olhar pela janela

Uma das janelas exposta na Feira é esta, que normalmente vive na receção da UCC, e da qual as pessoas gostam particularmente. De vez em quando apetece-me regressar a coisas feitas há muito, e esta foi em 2012, tem 5 anos e foi na altura exposta na Biblioteca Municipal e mede 80x100, enorme para o meu  habitual. É alentejana claramente e está numa rua aqui da sede do concelho e o original está particularmente a precisar de recuperação. É muito bonita e penso que consegui reproduzir o jogo da luz e das sombras que fazem um estranho desenho sobre as cortinas pois o sol batia com intensidade na fachada. São detalhes da vila para as quais a maioria das pessoas não está atenta e cabe também a quem pinta trazer para a ribalta aquilo que está escondido e merece ser visto com olhos de ver. Nem sempre damos a devida atenção ao património urbano, ao que todos os dias olhamos sem ver, para usar uma terminologia que tenho usado muito ultimamente. O que é belo é intemporal e só mesmo a indiferença lhe pode fazer mal.

sábado, 11 de março de 2017

Colectiva

Exposição colectiva em Lagoa, no Algarve, na Escola de Artes onde durante três anos muito aprendi com a Prof Manuela Vale, isto até 2010. Todos os anos faz uma exposição com alunos actuais e antigos, o meu caso. Decidi colocar lá apenas uma peça, a tela que se pode ver na foto, talvez aquela que me deu mais trabalho de todas as que fiz, e que representa uma janela aqui mesmo da vila de Ourique, numa casa em frente da agência da CGD. A janela é complicada e o seu cortinado também. A tela tem 100x80, e geralmente repousa na minha sala de estar. A exposição tem material de alunos da Manuela, no caso esmagadoramente mulheres, e estrangeiras, os homens também lá são pouco dados às artes. A foto foi me tirada pela Pamela.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Praça D.Dinis

Este o painel que reproduz a Praça D,Dinis, no centro histórico da vila, uma vista em 360 graus. Foi feito em 2012, salvo erro ou omissão, composto por 4 telas, num  total um metro e sessenta por quarenta. Foi vendido e o resultado entregue a uma instituição do concelho, e penso que quem comprou gosta dele, tanto que o expôs publicamente, o que muito me sensibilizou. Acho que não sendo o melhor, isso não existe, corresponde bem ao que gosto de fazer. Agora a praça está a ser intervencionada, mas penso que só pode mesmo melhorar. É um ex libris de Ourique que parece uma sala de estar, onde neste momento não se está, pois não tem quase comércio, cafés, bancos de jardim, ou equipamentos urbanos, Vamos lá quando se vai ao cinema, aos  serviços camarários ou de passagem. É uma Praça muito bonita mas deserta. O centro da vila agora fica noutro local, junta da escola, paragem de autocarros, jardim e biblioteca, ou então no ... Pingo Doce.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Santa Luzia

Mais uma vila do concelho com a sua matriz altaneira pintada numa tela em acrilico de 50x40. Segundo percebi é do século XVII. sofrendo no entanto melhorias posteriores. Não sei mais sobre a sua história, mas gosto do horizonte em que se integra, é bonita simples e tem uma claridade que ofusca. Não sei se o resultado está bem conseguido, gosto, poderia talvez fazer melhor, mas trata-se de uma imagem que me agrada. A luz e a sombra valorizam, e é coisa que não falta por lá.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Vila de Garvão

Tenho ido por lá com frequência nas últimas semanas, e fui tirando umas ideias para apresentar em tela esta vila do concelho de Ourique, Já fiz várias telas esta é mais uma, mas uma vista particular, uma vista "de helicóptero" como a poderíamos imaginar. Ficou desta forma, depois de muito desenho e algum trabalho de pintura, ficou uma espécie de "desenho pintado", assim como aqueles desenhos para colorir que se retiram da net e se dão às crianças. Garanto não foi o caso,,, Tem 50x40, não é muito pequeno e para que aprecia estas minhas visões naturalistas, quase "naif", acho que nem ficou muito mau.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

S.Sebastião

Penso que esta capela de empena redonda é dedicada a S.Sebastião, aquele que foi martirizado com flechas. Diria que foi dedicada, pois dado que já não é dada ao culto, perdeu esse estatuto. É uma construção de que gosto particularmente, devido ao seu formato. Tenho curiosidade acerca do que lá dentro se encontra. Situada junto da estação de Garvão, é muito diferente das capelas do BA, diferente de tudo, Não sei quando foi dessacralizada, ou seja quando terá terminado o culto. Se alguém souber que me diga.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Velha Janela

Já fiz esta tela há alguns anos. Já lhe perdi o rasto, julgo que foi oferecida a alguém, e agora apenas resta uma foto. Era de um velho edificio aqui em Ourique que continua em ruina e a janela lá continua esventrada, triste, desmoralizada, pois o fim para que alguém a construiu já se esgotou, Todos os olhares através dela já foram olhados, todas as espreitadelas foram espreitadas, toda a luz que a atravessou já se esgotou, nada mais é. apenas uma ruina, mas uma bonita ruina. Os sues dono desprezaram, e todos apenas pedem que se recupere, mas primeiro destrói-se. É apenas uma velha janela, num velho edificio.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Garvão

Duas imagens,agora ambas terminadas, é o inicio de um conjunto que vamos tentar fazer sobre temas desta vila aqui mesmo ao lado. A Matriz é uma das mais bonitas e conservadas do concelho, e a vila tem vários pontos de interesse, embora a reconstrução tenha sido um pouco descuidada com o património construido, mas enfim ainda mantém alguma da sua traça, embora pessoalmente não a conheça há muito tempo. Gosto de fazer trabalhos acerca do património construído, talvez pelas minhas origens mais técnicas que artísticas...  Ah, entretanto começar a chover embora de forma pouco convincente... S. Pedro começar a dar atenção !

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

E onde está a chuva ?

Tem sido prometida e sucessivamente adiada. É para amanhã mas amanhã não vem ! depois voltamos ao mesmo. O frio, mas da chuva nem sinal, uma enorme desilusão. Não que tenha quintas e hortas, couves para regar, pasto para animais, mas sem chuva a primavera vai ficar mais feia, as flores que brotam por todo o lado vão ficar um pouco desmoralizadas. A barragem está quase seca, e a água se não cai do céu, não será da terra que brota expontâneamente. Uma hipótese será fazer umas orações, uma procissão, algo que sensibilize S,Pedro para esta dura realidade de privação. Dou o meu contributo e pintei a pequena igrejinha de Garvão, que até é Matriz, e onde podemos encomendar um pouco de dó ao Criador. Não está completa mas dada a urgência...