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sábado, 21 de novembro de 2015

Imperfeito 2

Continua a minha odisseia por campos alentejanos, pois foi para aí que a minha mão se encaminhou. Hoje optei por colocar arbustos na parte inferior, bem como simular algum restolho. Duas árvores bem cá da terra completam o cenário, e começa tudo a fazer mais sentido, com mais umas horas de dedicação, talvez umas 4 horas o que somado com as 6 já investidas vai para dez horas de trabalho. Enfim coisa pouca, pois isto requer muita camada sobre camada, muita paciência e tempo, sempre ao som de uma música, clássica ou outra, Dos Gipsy King a Beethoven, tudo pode acompanhar menos o silêncio, esse não me estimula. A tela ainda não está pronta, agora ainda falta "estragar" !

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Imperfeito 1

Pois após uma tarde de dedicação já evoluiu um pouco. Aqui é possível comparar e ver que o céu começou a tomar forma, a ter nuvens e volume, os campos começam a ter um pouco mais de vida e variedade de côr e os campos verdes começam a ser mesmo verdes. Ainda a procissão vai no adro...

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Imperfeito

Pois acabei uma discussão sobre a perfeição, e eis que pensei que não gosto de estar a pintar sozinho, então porque não partilhar o que fiz hoje ? E o que é ? Não sei, para já estou na fase de "fazer", tenho uma ideia mas essa está indefinida e é apenas um "work in progress", vai-se construindo, aos poucos. Para já cheguei a estas cores e estes "desenhos", parece um campo, mas também pode ser uma estrada, ou um arco iris, ou uma praia, uma ilha no horizonte, ou um horizonte sem ilha nenhuma. Será o que quiser que seja. A ver cenas dos próximos capítulos.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Estranha paisagem

Uma paisagem onde estão muitas nuvens, a planicie, um monte a perder-se no horizonte e até a lua, não deixa de ser estranha, e julgo que as cores não combinam bem, As nuvens são dificeis de fazer e nem sempre traduzem aquilo que queremos. Afinal a mão é livre a cabeça pensa mas ela não obedece. Pretendia uma paisagem quase de Inverno mas saiu uma dia estranho e sem alma como são muitos dos dias cinzentos-

domingo, 15 de novembro de 2015

Horizonte

Um casario na linha do horizonte, agora refeito, de uma aldeia que para mim é a mais bonita do concelho. Não digo qual é para não gerar invejas. Tenho receio de não lhe ter feito justiça mas quem dá o que tem... É uma tela pequena que até já estava feita, mas como acontece muitas vezes algum tempo depois tenta-se melhorar o que parece poder ser melhorado. Hoje a vista não estava particularmente bem, mas tentei inspirar-me no horizonte que se avista na direção nascente. Consegui não consegui, há sempre margem de melhoria.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Paisagem

Parecida com uma que aqui mostrei em papel, aqui apresento em tela, acrílico, 30x40, em técnica mista, ou seja, á pintura acresce a colagem para formar uma base mais irregular. A inspiração vem de mais um dia invernoso no Baixo Alentejo, com a visão da planície nos seus tons de Inverno, e a visão de dois pequenos montinhos, que quase não se distinguem na paisagem, mas estão lá. As nuvens também não prometem nada de bom.

domingo, 1 de novembro de 2015

Alentejo no Inverno

Uma pequena pinturinha em papel, com acrílico, para fazer fisioterapia da cabeça, das mãos e dos dedos, onde retomo ao Inverno por aqui. que naturalmente tem também muito de inspirador e nos conduz a outras cores . É assim como esticar os braços e as pernas para detentorpecer o corpo e libertá-lo do frio e da humidade que o tolhe.

sábado, 31 de outubro de 2015

Contra o cinzento, atirem flores !

Pois seria bom que o cinzento e o cinzentismo, pior do que a côr, uma atitude que nos leva a aceitar algumas coisas que parecem de "desaceitar", pudesse ser derrotado apenas com flores. Já lá vai o tempo em que acreditavamos nisso. No entanto perseguindo a minha obsessão pelos exercícios florais ficam aqui mais algumas, para dar a quem lhe falte. É apenas um exercício que estou a fazer para ver se me liberto do "quadradismo" das  linhas rectas e bem direitinhas, que vêm dos meus tempos do Desenho Técnico I e II, no saudoso IST, e da Geometria Descritiva do 7º ano do Liceu de Oeiras, coisa que diga-se sempre adorei, e tive as melhores notas da turma. Mas reconheço que é muito limitativo, não será ?

sábado, 24 de outubro de 2015

Van Gogh de chinelos ...

Baseado no célebre quadro do meu grande ídolo em pintura, "Amapolas", decidi também lançar mãos à obra e tornar-me assim num Van Gogh de chinelos, sim só muita ousadia, e ao mesmo tempo humildade me autorizou a tal aventura. E ao meu estilo e dentro das minhas fracas posses lá deitei os pés ao caminho e foi saindo algo que me agradou, e para mim foi um bom exercício. Habituado que estou a temas mais geométricos está-me a agradar estas flores feitas sem um desenho prévio, pois aqui tudo é apenas pintado, não havendo qualquer desenho inicial, o que repugna a minha formação de engenharia, muito quadrada e direitinha. Fica aqui a minha versão das "Amapolas", com o devido respeito para o maior pintor de sempre, no meu ponto de vista.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Persistir

Nestes momentos conturbados que estamos a viver, e que não antevíamos há um ano, há que persistir naquilo que torna a vida um pouco melhor, mais agradável e mais sustentável, tudo em nome de uma palavra difícil de atingir, a felicidade ! Assim a arte, ou melhor dizendo a beleza, seja aquilo que queiramos que seja, torna-nos melhores, mais aptos a compreender os outros, e desde logo a compreender o que nós somos. Uma jarrita de flores, e neste momento estou para aqui virado, pode ajudar a ver para alem do óbvio. Toda a representação é uma forma de criar a ilusão da realidade, da realidade de cada um, pois cada um tem o seu mundo particular, que vive e não compartilha com ninguém. Enfim deixemos a filosofia barata e olhemos as flores.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Caneca

Pôr umas flores numa caneca e oferecer a alguém de quem se gosta quando os olhos ainda estão semicerrados de uma noite mal dormida parece um gesto que tudo tem de normal não fosse a sua ...anormalidade. No entanto recordando ainda os ateliers da Stela, que há muito não se realizam, fiz este esboço para servir de modelo para o novo grupo que estou a acompanhar no Centro de Convívio cá da vila. E resulta pois qualquer pessoa, com poucas indicações, em duas horas executa o trabalho e sai com ele debaixo do braço.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Jarra

Porque não começar a semana invernosa que se espera, com flores e mais flores e uma jarra de vidro transparente a condizer. Nada nos impede para além da minha particular inépcia a fazer flores, mas agora, num estilo mais livre, cá me vou governando, É apenas um exercício, assim como um treino de ginástica mental antes de me atirar ao jogo, e saiu o que se vê para tentar amanhã no grupo incentivar alguém a fazer algo de parecido. Flores são sempre flores e inverno não é outra coisa que chuva e vento. Já por cá está e bate na janela com força.

domingo, 18 de outubro de 2015

Linha do horizonte

Uma linha que se avista quando se passa pelo IC1 no sentido Norte Sul, e se vê muito ao longe no horizonte, onde se adivinha uma vila aqui do concelho. Essa vila é Panóias e pintei este horizonte num pequeno acrílico de 40x30, muito bonito, e agora digo sem modéstia, pois a foto que tirei não lhe faz a devida justiça. Já teve para ser vendido mas o vlor pedido embora pequeno, não agradou ao interessado e assim mantenho-o na minha parede junto de outros horizontes, sendo que este me parece o mais conseguido de todos os que fiz. Fica aqui para apreciação, Já tem pelo menos dois anos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Planicie

Mais um pequenito óleo da planície alentejana. A imagem é vulgar, e vê-se aqui por todo o lado, sem a vista lhe ver o fim. Hoje dia de sol de outono a humidade começa já a estimular o verde e puxar pelas sementes que já nasceram. Assim os campos mudam da tonalidade castanha do verão para este verde intenso. O amarelo por enquanto não está lá, pois ainda não nasceram flores. É um tom mais primaveril. Há muitos motivos de inspiração em todas as estações do ano. A diferença mesmo é que se trata de um dos raros quadros a óleo que fiz. Confesso que esta técnica ainda me deixa pouco à vontade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Mulheres

As mulheres dão uma particular alegria ao cantar alentejano. Claro que apenas me limito a ouvir e pouco conheço da estrutura deste cantar, mas os homens em geral introduzem uma grande melancolia e um canto sofrido, Já as mulheres trazem a frescura que lhes é própria, para quem quiser ouçam o CD das "Papoilas do Corvo" e lá está um cantar alegre, por vezes malicioso e intencional. Já lá vai o tempo em que o cante era território de homens, aquilo a que chamo fase "feios, porcos e maus". Segue-se a fase de "bonitas, limpas e marotas". Fica aqui uma caricatura de um destes grupos, aqui misto, que também há.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Frutas

Fazem bem, e deve-se comer sem moderação. Agora se as pintar ficam em permanência na nossa cabeça e no nosso coração, por isso pensei em pintar o que estava a comer, uma maçã e uma pêra, o meu jantar em dia de tanta comida com mais um lauto almoço de aniversário.

domingo, 4 de outubro de 2015

Cantando

Em momento de aniversário do coral cá da terra, voltei ao tema, como sempre num registo algo caricatural, não dá para mais, mas podemos olhar para o cantar como o vemos, e para mim está muito presente a narrativa de "feios, porcos e maus", talvez errada, mas é o impacto da masculinidade (cada vez mais contestada) no cantar alentejano, no que ela tem de bom e "extravagante". Ficamos então assim... Neste caso é um acrílico de 40x30.