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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Composição decorativa

Nas aulas de Desenho do meu sétimo ano do liceu, onde era o melhor aluno, sobretudo pela minha facilidade a lidar com uma coisa que os colegas detestavam e eu adorava, a geometria descritiva, havia umas aulas em que se fazia uma "composição decorativa" assim una desenhos geométricos que nada representavam além de si próprios e acabavam por nada significar e nem contavam para a nota, Pois apliquei o mesmo principio ao tema da viola esta menos desconstruida do que num desenho anterior. Aqui fica em homenagem ao meu sétimo ano de liceu, e a todos os que não descobriram cedo que poderiam fazer uma vida nas artes, passando ao lado.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Redesenho

Uma viola campaniça também ser apresentada de uma forma um pouco menos óbvia, fazendo para isso apelo aos meus desenhos com a Stela Barreto e as aprendizagens nos seus seminários. A desconstrução não foi levada longe demais pelo que ainda vemos muito das linhas que compõem o instrumento musical, mas através de uma percepção que não é demasiado evidente. Apenas um pouco mais criativa e fazendo apelo a algumas "regras" do desenho cubista. Trata-se de uma tela em acrílico, 30x30 em papel texturado com gesso e colado sobre tela. Espero que gostem...

domingo, 9 de outubro de 2016

Viola


Regresso ao tema da viola campaniça, típica desta região do BA e quase extinta não fosse os bons ofícios de algumas pessoas. Estéticamente é um instrumento muito bonito, com as suas formas estreitas na "cintura", assim como uma "flausina", palavra em desuso, a sonoridade é para quem gosta e deriva das cordas de arame, pelo que é muito metálica. Para quem gosta mas de música tocada pouco entende é só o que posso dizer. Por mim fico-me pela estética...

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cantar

Faz parte das tradições deste local que me adotou, cantar, aqui também tocar a tradicional viola de cordas de arame. Aparentemente aquele a que chamam o Ti Manel Bento, terá sido um dos maiores tocadores de viola, sendo que a vila de Garvão lhe vai fazer homenagem quando passa o aniversário da sua morte (não tenho a certeza). Entretanto procurando inspiração nesses cantares, a aplicando algumas das técnicas do workshop da Stela, procurei uma imagem que reproduzisse tal tradição. Infelizmente ao colar borrei a pintura, mas na foto não se vê. Na realidade tenho mesmo de fazer outra pois esta não está para mostrar ao vivo. Aqui fica.

sábado, 26 de março de 2016

Vozes

As vozes do cante alentejano pintadas numa experiências que procurei fazer adoptando algumas das técnicas da pintura gestual. O resultado parece interessante, e das vozes apenas se avista a silhueta que neste caso foi pintada sobre uma silhueta desenhada e recortada. O trabalho é em papel texturado com gesso acrílico e depois colado sobre tela de 50x50. A colagem é um pouco complicada, pois quatro mãos ajudariam mais e evitavam males maiores, como bolhas de ar-.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Mulheres

As mulheres dão uma particular alegria ao cantar alentejano. Claro que apenas me limito a ouvir e pouco conheço da estrutura deste cantar, mas os homens em geral introduzem uma grande melancolia e um canto sofrido, Já as mulheres trazem a frescura que lhes é própria, para quem quiser ouçam o CD das "Papoilas do Corvo" e lá está um cantar alegre, por vezes malicioso e intencional. Já lá vai o tempo em que o cante era território de homens, aquilo a que chamo fase "feios, porcos e maus". Segue-se a fase de "bonitas, limpas e marotas". Fica aqui uma caricatura de um destes grupos, aqui misto, que também há.

domingo, 4 de outubro de 2015

Cantando

Em momento de aniversário do coral cá da terra, voltei ao tema, como sempre num registo algo caricatural, não dá para mais, mas podemos olhar para o cantar como o vemos, e para mim está muito presente a narrativa de "feios, porcos e maus", talvez errada, mas é o impacto da masculinidade (cada vez mais contestada) no cantar alentejano, no que ela tem de bom e "extravagante". Ficamos então assim... Neste caso é um acrílico de 40x30.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

S.Marcos

Uma vila do concelho de Castro Verde, onde o cante alentejano está muito vivo, é mesmo S.Marcos da Ataboeira. Visitei e deixou-me marca a pequena capela muito do sul, pela sua traça, pelo que decidi aproveitar os dois tema numa tela a óleo, quase naif. Ficou assim.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Património

Como era de prever o cantar alentejano foi mesmo designado Património Imaterial da Humanidade. É uma indicação muito positiva e que deve encher de orgulho todos os portugueses, incluindo os alentejanos, que não sou. Mas sinto o que devem sentir. Espero que não encarem esta designação como muitos alentejanos costumam encarar muitas outras coisas na vida, como uma dádiva, que estava em dívida há muitos anos, que foi feita justiça, e alguém deve continuar a pagar a dívida que existe para com eles, e esperar que o Estado cumpra o seu papel, o município cumpra o seu papel, Deus cumpra o seu papel, os politicos cumpram o seu papel, a Europa cumpra o seu papel, o ministro cumpra o seu papel, pois a eles não cumpre qualquer papel. Pois na realidade é aos alentejanos que compete o principal papel para colocar o cante na rota das musicas do mundo. Mas nada de ilusões. O essencial é que o papel social e de relação do cante se mantenha e seja incentivado. Estão de parabéns aqueles que não deixaram por mãos alheias e arregaçaram as mangas, e pelo que percebo os municípios, e em particular o de Serpa, estão de parabéns.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cante


Hoje ou amanhã pode ser o dia do anuncio do cante como Património Mundial, pela UNESCO. Tal como dizia Vitorino hoje na Antena 1, no cante não há stars, não há grandes artistas com carreiras internacionais de sucesso, no universo da World Music, mas apenas os cantadores a quem a musica pertence, e o povo rural de que emerge, digo eu. Daí a sua simplicidade e genuinidade. Por isso se a consagração vier nada de muito significativo mudará, pois não há industria, circuitos comerciais, processos de marketing ou grandes produtores ou empresários que apostem numa actividade que não gera rendimento ou dinheiro, mas apenas se assume como uma musica do povo, na qual boa parte dele nem se reconhece, pois a realidade social que lhe deu origem, um Alentejo rural, de proletários, está a desaparecer, e com ele até pode estar em risco o futuro, apesar dos esforços de alguns que o procuram promover junto da juventude. Fica aqui mais uma pequena tela sem pretensões.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cantar

Na véspera de podermos ter a notícia de designação do cantar alentejano como Património Imaterial da Humanidade, apresento aqui esta pequena tela com que tento representar os cantadores e cantadeiras, que se dedicam a esta forma de cantar, de forma simples, como amadores, de uma forma desinteressada, por amor, sem ganharem seja o que for que não seja o seguir uma rica tradição que se enraiza na actividade dos rurais, alegria pouca para grande exploração, durante muitos anos, condenados a uma vida de sobrevivência, a vida "a pão e água", e daquilo que iam apanhando. Os coros femininos, coisa que me parece mais recente, introduziu aqui uma nova sonoridade que só enriquece o cantar do Alentejo.

sábado, 15 de novembro de 2014

Monda

"Mondadeiras do meu milho, mondai o meu milho bem, não olheis para o caminho, que a merenda já lá vem".
Uma pequena tela com imagem da monda. Não está grande coisa, há que melhorar.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Campaniça

Esteve práticamente dada como extinta, é caracteristica do Baixo Alentejo, sendo uma viola com um formato de cintura fina, som metálico das suas cordas de arame, e tocada por eximios tocadores, que se perdem nos campos do sul, e dada a avançada idade arrastariam consigo o destino do instrumento. Alguém lhe deitou mão e deu-se um processo de recuperação que a coloca a lado de violas tipicas, nomeadamente a viola caipira brasileia como ficou provado nos espectáculos dados em conjunto na recente Feira de Castro. Já a tinha pintado, mas volto ao tema. Fica aqui a memória, mas também a realidade da viola campaniça e dos seus tocadores.

domingo, 19 de outubro de 2014

Ceifa

Já não existe, já não se faz desta forma, as mãos já não empunham foices, e mesmo os martelos só para pregar pregos nas paredes... Outros tempos ! Assim limito-me a reproduzir um imaginário distante em que as ceifas não eram feitas por potentes máquinas agricolas, e ainda bem que agora é assim. Fica a imagem.

sábado, 18 de outubro de 2014

Semear

Sei que já não se semeia assim, parece que até já não se semeia, os produtos nascem já nas prateleiras dos supermercados, já embalados, e prontos a saltar para a panela. É a evolução natural ! Ficam as imagens duras do tempo em que cada semente saía das mãos do homem que a deitava à terra, onde esperava o tempo necessário para germinar, crescer e ficar pronta para mãos do homem a colher. É desse mundo em que a terra era de terra, em que as mãos eram de carne e osso que procurei a recordação.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ganhões 2

É um trabalho que já não se faz desta forma, pois as máquinas substituiram o homem, mas fazia~se. Malhar era a palavra utilizada, e procurei representar essa actividade dura, num trabalho decerto dificil, pesado e mal pago. Fica aqui a recordação.

domingo, 28 de setembro de 2014

Caricatura

Mais uma imagem caricatural do cante, que como se sabe é muito dominado por coros masculinos, apesar do crescendo dos grupos femininos. A imagem é apenas uma representação onde procuro salientar a alrgria de cantar, mesmo para os homens duros, vindos do trabalho, quando ainda havia trabalho claro. Dos campos, das minas, agora muitos são reformados e vivem nos suburbios da capital. Mas parece que a realidade vai mais longe e muitos jovens estão a aderir a esta expressão artistica grupal. Estes são mesmo FPM.

sábado, 27 de setembro de 2014

Cantadeiras

O cante alentejano há muito que deixou de ser a expressão de "feios, porcos e maus" (sem desrespeito...), quero dizer com isto que cada vez se encontram mais grupos corais femininos, que rivalizam com os melhores, e retirou aos homens a exclusividade nesta forma de expressão artistica, cito apenas três exemplos bons, "As Papoilas do Corvo", "As Ceifeiras de Entradas" e "As Atabuas", isto aqui mesmo ao ladinho. Tentei inspirar-me para esta telazinha. As caras não são de marilynes  mas é mesmo assim que vejo o seu encanto.

domingo, 21 de setembro de 2014

Cantadores

Agora que a catarata saiu de uma das vistas e entrou uma lente intra ocular, teria de experimentar qual o verdadeiro significado, a sua eficácia e pelos vistos valeu a pena. Assim meti mãos à obra e procuro concretizar uma ideia batida que já tem um ou dois anos, fazer alguns trabalhos inspirados no cante alentejano, e este é um dos primeiros esboços, e quatro ou cinco que já fiz e podem-me inspirar para coisas maiores e melhores. Aqui fica para um domingo, e não esquecer que estreou "Alentejo Alentejo" de Sérgio Treffaut, que parece ser bom e bem feito, foi feito no quadro da candidatura do cante a património mundial. Aqui fica apenas um primeiro esboço, sendo as caras um pouco esquisitas mas não é defeito é feitio.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Retorno com as cantadeiras

Após curto interregno para molhar os pés, a mais não me aventuro, regresso às origens. Venho acompanhado com este par de cantadeiras, e seus acompanhantes nas violas. Ainda não está totalmente pronto, mas dá uma ideia do que tenho procurado fazer, pois neste período não parei.