domingo, 11 de agosto de 2013
Campanha
Começam a ver-se os primeiros sinais de campanha cá pela terra, sendo que hoje vi o primeiro grande outdoor, para já único, pois a vida está dificil. Trata-se do candidato Pedro Carmo, actual presidente a candidatar-se ao terceiro e último mandato, pelo menos em Ourique, e apresenta-se pelo Partido Socialista. Para o melhor e para o pior as autárquicas são muito personalizadas na figura do candidato, mas confesso desde já que não gosto da imagem de barba por fazer e mão na cara, uma imagem que me transmite "despreocupação", "desplicência", procura-se mas não se obtem um ar "negligé". A despreocupação é compreensível pois tudo lhe deve indicar que aqui são "favas contadas". Na realidade desde os tempos de Raúl dos Santos, anterior presidente, os progressos são notórios, e neste concelho empobrecido e desertificado muita coisa aconteceu, e muita coisa mudou. Concluiram-se obras que estavam entaipadas, fizeram-se outras, resolveu-se boa parte do sufoco financeiro, e respira-se melhor. Erros deve ter havido, todos os cometem. Assim penso que o candidato ganharia qualquer que fosse o partido que o apoiasse, e toda a gente gosta de votar no candidato que "vai ganhar". Excesso de optimismo, irrealismo, não, é apenas uma opinião.
sábado, 10 de agosto de 2013
Pessoal não docente
Durante algum tempo de há dez anos para cá tenho acompanhado escolas em sessões de avaliação. Agora só pontualmente. Mas em todos os relatórios, em todas as avaliações, em todas as escolas de vários níveis de ensino, um problema é sempre levantado, a quantidade e a qualidade do pessoal não docente. Administrativos, assistentes operacionais, pessoal da cozinha, das reprografias, etc, em boa parte os "contínuos" dos velhos tempos, pessoal fundamental para assegurar as funções para que a escola funcione em termos burocráticos, disciplinares, controlo de entradas e saídas, boa ordem, segurança entre outras. Sempre percebi que o pessoal era pouco, desmotivado pelos salários baixos, e pouco organizado. Foi também um grupo sobre o qual houve grandes reduções de pessoal, sendo que escolas há que funcionam pelo pessoal desempregado colocado pelos centros de emprego, por vezes até pelas associações de pais, sem formação e sem vontade. Quando o governo pede a lista do pessoal que está a mais, arrisca a receber uma lista em branco, pois o que devia fazer era, já que o centralismo do Ministério que era "para impludir", indicar às escolas quais as tarefas que devem deixar de ser executadas. Pode escolher entre deixar as portarias desertas, deixar os espaços sem vigilância, entregar os corredores à sorte de que nada se passe de grave, não passar certidões, ou deixar de atribuir apoios sociais. Tem muito por onde escolher. Numa coisa terá razão, as coisas não podem ficar na mesma, mas pode escolher que fiquem ainda piores.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Visita
Durante esta semana, por dois dias tive uma visita por aqui, coisa rara... Estava a acabar o almoço e eis que uns olhitos me espreitaram por detrás da máquina de lavar, olhou para mim tentei que saisse pela porta da cozinha , mas não, voltou para o seu buraquinho, era um rato. Tinha um ar simpático. E não voltou a aparecer. À noite estava a ver a TV e não é que o bicho, talvez intrigado com as palavras usadas, algumas não entenderia, como SWAP, chegou-se perto e passou a correr para tras de um móvel, e por lá andou. Fechei a porta da sala convencido que por lá ficaria, mas com surpresa no dia seguinte de manhã, no escritório enquanto tomava os meus medicamentos, saiu por ali, junto da secretária, e como tinha a porta aberta, consegui fazê-lo sair para o terraço onde arranjou pouso. Reparei que era mais acastanhado que cinzento, focinho curto, rabinho muito curto, ainda consegui pegar nas orelhitas. Era fofo e ar limpo. Pareceu-me um bicho que na net descrevem como um rato do campo de rabo curto, e cuja foto anexo. Uma foto da net pois não o fotografei... Á hora do almoço ainda tentou entrar na porta, mas dei por isso e lembrei-lhe que não era convidado. Até agora nunca mais o vi. Já tenho saudades, volta que estás perdoado !!!
Urbano Tavares Rodrigues (1923 - 2013)
Faleceu hoje, escritor do mais produtivo que a literatura portuguesa conheceu, percorreu todas as áreas, do conto, novela, ensaio, ao romance, livros de viagens. Apenas julgo que jamais escreveu poesia.Foi dos poucos escritores que visitou a União Soviética, integrado numa missão a convite da União dos Escritores da URSS, missão conturbada, e que deu origem a um livro em 1973, imediatamente apreendido. Comunista desde sempre. alentejano de Moura, e ao que vem na biografia, de origens abastadas. A intervenção social era permanente na sua escrita. Nos idos do final dos anos 60 inicio dos 70, talvez fosse dos escritores mais lidos e procurados. ao lado de um Fernando Namora ou Alves Redol, numa altura em que a literatura light era desconhecida. Para minha vergonha apenas li um livro seu, "Os insubmissos", publicado em 1962, comprado e lido pelos idos 1970, numa Feira do Livro onde ele ocupava sempre muito espaço na barraquinha da Bertrand. Nunca foi de grande exposição pública e teve um posicionamento cívico invejável, desde antes do 25 de Abril, e serviria de exemplo numa época em que os valores cívicos andam tão por baixo. Agora que morreu talvez lhe façamos justiça, a começar por mim.
Sombra
Durante a manhã um local muito fresco permite andar um pouco a quem tem necessidade, desde que se tenha forma de lá chegar. É o jardim do Castelo de Ourique donde a vista se perde e a sombra está presente. Talvez um pouco seco e mal cuidado, fruto do Verão. Alguns estrangeiros por ali passam todos os dias, para verem a vista e por aqui se sentarem e usufruirem. Um belo local que merece um pouco mais de atenção.
E ao quarto dia ...
Regresso após três dias de ausência, não fui de férias, pois estou sempre de férias... mas sim de visita à minha segunda casa para nova rotina. Tudo bem, dentro do esperado, embora me sinta invadido por um cansaço anormal, peso na coluna, vista preocupantemente mais ineficaz,e outros sintomas infernizadores, mas a que já me habituei e já estão "inscritos", como diz o filósofo José Gil, no meu ADN. Desejo a mim mesmo um bom regresso, e aos visitantes destas páginas a certeza de que só motivo forte me inpede de fazer comentários a propósito e a despropósito.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Painel em construção
No ATL estamos a costruir um grande campo com colagens, assim como um painél em construção para ilustrar o campo que nos rodeia, Ainda agora começou, com os pequenotes do costume, muito pouco sossegados mas alguns com capacidades que não se espera. Enfim comunicam a sua energia para desgaste das nossas cabeças, para tamb+em para que se renovem os neurónios. Fica aqui mas não está pronto.
sábado, 3 de agosto de 2013
Melão
Este fim de semana em Figueira de Cavaleiros, Festa do Melão, onde está um dos melhores melões do país, para além de melancia e meloa. Melão muito doce, e muito bom na temperatura devida. Cuidado aos diabéticos, é o meu caso, que não podemos abusar deste produto tão apreciado, pois o açucar está lá, muito ajudado pelo sol do Alentejo. Vale a pena ir lá comprar, pois o melão é muito barato, mas quem não pode ir este fim de semana, os vendedores mantêm-se por lá até inicio de Setembro, e há lá sempre melão do bom. Ali entre Ferreira e Santa Margarida do Sado fica esta Figueira que dá melões...
Além do mais é a terra de nascimento de duas pessoas muito amigas...
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Sorte
Sócrates, talvez Teixeira dos Santos, recusou a proposta de contratos que permitiria uma "solução" do tipo da Grécia, e que iria permitir esconder dívida pública, fazendo financeamentos fora do perímetro do Orçamento, feita pelo Citibank, onde um actual governante teve um papel " de que não se recorda". Sócrates, ou Santos, teve sorte, se tivesse aceite hoje estaria a ser grelhado no grelhador da comunicação social. Mas cuidado, pois o que são as PPP senão a mesma estratégia, a tal desorçamentação que permitiu contrair dívida, e fazer grandes buracos financeiros mantendo um deficit "impecável".
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Agosto
Inicia-se um mês que não traz acalmia. Muito temas dos ultimos meses atingiram um climax de irresponsabilidade e de politica barata. Refiro só dois casos, o multipalavreado caso dos SWAPS, palavra que não é palavra, e que nos tem arrastado para um lodaçal de opiniões, verdades, mentiras, embustes e dessimulações. Surge hoje mais uma situaçáo de um Secretário de Estado que tentou vender este tipo de contratos ao amterior Governo. Outro caso é o das candidaturas autarquicas de Seara, Menezes entre outros do PSD e PCP. Não há palavras. E este mês parece vir a ser uma "silly season" não pelos temas tontos que a costumam caracterizar, mas sim pela forma tonta como se estão a tratar os temas sérios.
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