quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Prémio José Afonso

Este ano atribuido ao grupo "Quatro ao Sul" e ao seu CD "Desmudado de tudo". A inspiração está no cante alentejano sendo o grupo constituido por quatro conhecedores do cante e da viola campaniça, José Barros, Pedro Mestre,José David e Rui Vaz. Já ouvi alguns temas e gostei, sendo que eles são membros em simultâneo dos Gaiteiros de Lisboa, Navegante e Campaniça Trio. Está à venda no site da Ocarina se ainda houver. O clip foi gravado na Igreja Matriz de Ourique, que nunca vi por dentro pois passa o ano fechada... abrindo muito raramente.

Segurança no emprego

Novo chumbo do TC, e voltamos de novo à segurança no emprego. Relembro aos nossos bem intencionados juizes, cuja "segurança no emprego" é garantida pelo Estado e pela Constituição, que o mundo não é assim para todos. A garantia básica de segurança no emprego, que é um valor constitucional mas não uma norma específica, é dada pela sustentabilidade, saúde financeira e económica do empregador, que são as empresas no seu todo, ou o Estado. Ora, uma empresa obrigada a manter o posto de trabalho de uma actividade extinta ou a manter um empregado inadaptado ao posto, após feitas credíveis tentivas de formação, não está no bom caminho e é um mau principio para se manter próspera. Será que os senhores juizes, com o devido respeito, não entendem isto, e o PS que introduziu estes conceitos, deve vir agora assobiar para o lado ?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Os privilegiados 3

Terminei a leitura do livro de Gustavo Sampaio que tenho aqui referido várias vezes. Apenas mais alguns privilégios para terminar. Desde logo o regime de subvenções vitalícias, que parece ser uma "portuguesice", pois segundo o autor, noutros parlamentos não se pratica, mas apenas um subsídio de integração no máximo de dois anos, não acumulável. Aqui é definitivo e acumulável, embora tenha sido já cancelado em 2005, no entanto ainda hoje se atribui a quem "adquiriu os direitos" e continua a aumentar o número de beneficiários. Quando o sistema foi criado, o Presidente Eanes vetou, mas regressada a lei ao Parlamento obteve os 2/3 de votos para impor a aprovação. Depois o mito de que em Portugal os políticos ganham mal. Talvez ganhem, mas vejam-se os números. Salário médio de um deputado, 3294,52 euros. Mas devido a um generoso sistema de remunerações suplementares, tais como, despesas de representação, ajudas de custo, apoios ao alojamento dos que vivem fora de lisboa, prémios de presença, a média sobe para 5686,6 euros, o que é razoável (falamos de uma média ). Mas se for comparada com outros Parlamentos, onde os suplementos são muito menores ou quase inexistentes, e não há 13ºmês nem subsidio de férias, comparamos este número com, 6488 euros no Reino Unido, 6717 euros na Suécia, 7382 na Dinamarca ou 7668 euros na Alemanha. Esqueci-me de dizer que são médias mensais... Parece que se compararmos salários de outras profissões perdemos por muitos, mas nos políticos é maior a aproximação... Se não quiserem comprar peçam numa Biblioteca Municipal, como eu, mas leiam que vale a pena.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

António Ramos Rosa (1924-2013)

Faleceu ontem um grande poeta português. Revejo um pequeno poema. "Se me detivesse/neste quarto em pleno dia/o rumor do silêncio branco/poderia encher um tronco/de silêncio/até à fronte/Assim seria a curva/branca/do dia/do poema". Deteve-se.

domingo, 22 de setembro de 2013

Outono

Inicio do Outono apresenta-se quente, e vai ser quente sobre muitos aspectos, decidi por isso comemorar com umas rosas fotografadas hoje de manhã, no jardim de Ourique e que ofereço a uma menina que faz hoje anos, mas nem vai ler este meu comentário. Isto faz recordar uma Verão muito peculiar para mim, pois foi passado todo no Alentejo, e talvez pela primeira vez tive a verdadeira sensação do que é o calor de verão no Alentejo. Uma verdadeira sauna, mas uma sauna que convida a olhar, reflectir, repensar. Este ano não houve saídas, praia ou outras benesses, Só Alentejo profundo, luz clara e calor que agora se prolonga. Outono pode ser o inicio de um ano que nos vai escaldar os bolsos, os ossos e o coração (para quem o tem...) Os que têm fé que rezem, os que não têm agarrem-se bem, pois o que aí vem não é para cardíacos.

sábado, 21 de setembro de 2013

Não havia necessidade

Aqui neste concelho de Ourique penso que as eleições "já estão ganhas", claro o povo tem a ultima palavra e temos do respeitar, mas passa-se aqui um pouco do que passa em Lisboa, um candidato presidente, cujo trabalho merece alguma confiança, e uma série de candidatos que compõem o ramo, pois não têm nem trabalho nem apoios políticos suficientes. Daí compreender mal a necessidade de uma campanha com muitos meios, uma campanha rica para promover um candidato que toda a gente conhece, e cujo trabalho é aceite como positivo, e alguns truques de mau gosto, como a gratuitidade dos transportes anunciada a 8 dias das eleições, e ainda por cima, hoje, ao abrir a caixa do correio, uma grande surpresa, um maço com três documentos dobrados e distribuidos pela mesma mão, um convite para um comicio PS amanhã,na praça D.Dinis, um jornal de campanha com as caras de todos os candidatos e as "promessas" eleitorais, e um folheto da Cãmara Municipal, anunciando os transportes gratuitos a partir de 23 de Setembro, e respectivos trajectos e horários. Acho que misturar as coisas não fica bem, independentemente da justeza da medida, caso haja dinheiro para a pagar, pois pagar para transportar "ar" fica muito caro, melhor criar un serviço de taxis a pedido para buscar as pessoas quando necessitarem, subvencionado pelo Municipio. Mas esse é outro problema, distribuir folhetos da Cãmara juntamente com propaganda do PS é que fica mal, e o candidato nem precisa disso para nada. Como dizia o outro "não havia necessidade".

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Quatro, quatro e meio, cinco

Parece um jogo, parece um leilão, parece um acaso, uma sorte ou uma fatalidade. São os números de deficit para 2014. Afinal é uma negociação. Mas o silêncio é a melhor arma de uma negociação. E cada vez se fala mais, demais e nos piores sitios. Aí todos estão a prejudicar a país, sobretudo quando se fala em ambiente de comício autárquico.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Poupar em 2013 (8) - andanças de um cidadão indefeso pelos labirintos da TMN

Decici prescindir de um telemóvel de mensalidade e passar para um pré-pago. Pagava todos os meses entre 15 e 17 euros mas jamais gastava mais de 20% do valor, pois faço poucas chamadas, pelo que o restante, pouco ou muito ía direitinho para os cofres da TMN. Assim achei melhor pagar só o que gasto. Tentei fazer essa alteração na linha de apoio ao cliente, mas a "linha geral" é impingir o M4O, e sendo eu clinte do MEO pensaram que seria presa fácil... que torna e que deixa, só vantagens, uma simulação, a quinta maravilha, levava a passar a factura do MEO de 70 euros actuais para 95 euros, OOppsss, mas eu quero é baixar a factura e não aumentar, pois se aos meus 70 do MEO somar 15 da TMN pago hoje 85 e não 95. Mas que é melhor, tudo numa factura, está sempre ligado, sem limites, pode ter 2 telemóveis, um para cada mão, e até um em cada pé... facto é que não consegui fazer a mudança, pois teria de ser mesmo muito mal educado com o operador do call center e não queria chatices. Hoje passei na loja TMN da Guia, Algarve, e após espera de quase meia hora, já consegui fazer a mudança que queria, mas não sem antes ter de "falar com um colega" da menina que me atendeu, pelo telefone,e que não acrescentava qualquer valor no atendimento, era apenas um comercial, que após vários salamaleques, confirmações e verificações idiotas, queria-me convencer de novo a aderr ao M4O, depois que seria mais caro alterar, por fim pagava 10 euros em vez dos 15, até que tive de dar dois gritos e dizer-lhe ao que vinha. Uma via sacra. No fim tudo se resolveu mas foi uma verdadeira corrida de barreiras...

Os privilegiados 2

Continuo a leitura do excelente livro de Gustavo Sampaio, factual e sem conclusões demagógicas. Dentro dos privilégios tipificados ficamos por um segundo tipo chamado "fluxo de ex políticos para as grandes empresas". Aí apresenta-se todo o tipo de casos mais ou menos legais, sendo que nas 20 empresas do PSI20 (incice da Bolsa de Lisboa), encontram-se 16 ex politicos apenas nos Conselhos de Administração, mas o número ascende a 60 se considerarmos todos os orgãos sociais dessas empresas.Apenas 4 não contrataram ex governantes. O grave é que muitos estão a gerir em situações que foram por eles decididas enquanto governantes. A recordista é a EDP, com 12 cargos em orgãos sociais exercidas por ex-governantes, seguindo-se a GALP com 8 e o banco BPI com 6, tudo empresas "amigas" da economia como se sabe, sobretudo a EDP e a Galp... Em Portugal existe uma lei que regula estas situações, mas ou é ignorada, ou a lei faz esquecer uma coisa maior, a ética. Segundo o autor, em paises como a Dinamarca e a Suécia, não há qualquer lei, mas raro é encontrar ex políticos em empresas com as quais tenham tido interferência enquanto governantes, pois entende-se que oa eleitores penalizariam os partidos com tais práticas e os próprios ex governantes entendem que é "prática" socialmente condenável. Aí somos nós eleitores que temos de tirar conclusões. Mais um pequeno aperitivo para lerem esta obra.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O idiota útil

Seguro ao dizer que "até as agências de rating reconhecem que estamos no mau caminho", colocou-se no grau zero da política, pois com a troyca por cá, colocar os seus argumentos em linha com os das agências de rating é uma idiotice, mas é util aos da troyca pois reforça os seus argumentos. De certeza que o que Seguro chama "mau caminho" não é o mesmo a que a Standard and Poors apelida de "mau caminho", mas parece que sim. Que estupidez... e que tristeza !