Procurei fazê~la em óleo e aqui está. Talvez demasiado "simples", mas não posso pôr o que não está lá... o próprio modelo e menos complexo do que parece e eu sou apenas artesão e fraco. De qualquer forma fica aqui e fica na Messejana, vamos melhorando conforme se puder.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Tempos incertos
Transitamos para tempos de Inverno, para o final da semana mudará a hora e mergulhamos na escuridão. Em paralelo PPC apresenta o seu OE 2004, vai ser aprovado e mergulhamos no lixo, onde já se está meio atolado, financeira, económica, social, cultural e em termos de valores. Os tempos estão incertos, e as noticias, reais, verdadeiras, falsas, boatos, mexericos, intrigas e outras "novidades" postas a circular, assustam as pessoas, deixam em pânico os pensionistas, espantam os funcionários, enervam o Arménio, fazem o Seguro delirar no seu cocktail de banalidades, promovem a reencarnação do mestre da vaidade e da dissimulação, Sócrates, que agora anda numa "ferifoga" mediática, reanimam aquilo que matam no dia seguinte, o chamado "segundo resgate", que é posto a pairar sobre as nossas cabeças como um papão, ou aceitam ou levam com ele, temos de escolher entre a morte lenta e a escravidão, numa incerteza permanente, vil e triste. Mais nada ! (na foto o horizonte incerto da minha janela esta manhã)
sábado, 19 de outubro de 2013
Tomara
Não sei explicar mas é uma das canções de Vinicius que mais gosto, onde está a voz de Maria Creuza e do poeta. Uma pérola do amor / abandono, da alegria / triste. Até já foi genérico de novela, o que mostra a sua capacidade para tornar popular o que é belo. Vale a pena ouvir.
Vinicius de Morais cem anos
Faria hoje 100 anos se tivesse sobrevivido a tanto tabaco, a tanto whisky, a tantas mulheres, a tantas rimas, a tantas canções, a tanto mundo, a tanta poesia, a tanta música, a tanta liberdade, a tanta ditadura, a tanta ipanema, em resumo a tanta "vagabundagem". Mas não sobreviveu, morreu a 9 de Julho de 1980, aos 67 anos, mas deixou um legado que mudou o Brasil, e todos os luso-falantes, que se revêm na sua poesia, na sua postura no mundo, e no seu enorme contributo para aquilo a que se chama abreviadamente a MPB. Por isso é um nome maior que me deixa uma enorme saudade, uma enorme melancolia, quando penso nos espectáculos que fez nos anos 70 no Teatro Villaret em Lisboa, e que assiti numa decrépita TV a preto e branco, onde a sua linguagem a sua comunicação chocava com aquele mundo cinzento que tinhamos em Portigal, e que conhecia bem no Brasil, donde foi retirado da diplomacia, pois era diplomata de profissão. Retirei dos meus "tesourinhos" pessoais um livro de 1969, o primeiro de Vinicius publicado em Portugal, "O poeta apresenta o poeta", onde o grande Alexandre O´Neil apresenta Vinicius, e dois CD's que recomendo onde o poeta canta com Toquinho, seu companheiro de sempre, Maria Bethania e Maria Creuza, mas que deve ser dificil encontrar. Já agora o endereço de um site que lhe é dedicado no Brasil aqui. Para que na voragem da imbecilidade a que estamos expostos não se esqueçam os maiores. Saravah !!!
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
OCS em Ourique
São espectáculos raros por aqui, a Orquestra Clássica do Sul (antiga Orquestra do Algarve), dirigida pelo maestro Cesário Costa, esteve ontem em Ourique e fui ver, numa rara saída nocturna. O programa incluía Dvorak e Haydn, e gostei do estectáculo, embora me pareça que as condições sonoras da sala não são muitos favoráveis para este tipo de actividade com grandes orquestras, pois o pé direito do palco é baixo. Mas melhor que nada, melhor ter que não ter. A sala bem guarnecida de público, bastantes estrangeiros, mas gente interessada e não apenas em mostrar a roupa. Fica a foto da praxe, mas não deu para encore. Paciência.
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Incongruências factuais
O Governo vai aumentar o IUC e o ISVA para os carros a gasóleo por razões importantes e por "ser justo", pois são veiculos mais poluentes. Depois aproveita e aumenta os impostos sobre os veiculos elétricos, numa taxa ainda maior que para os veículos a gasóleo, será porque "dão choque" ???
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Memória de Adriano
Parece que foi ontem, mas passaram 41 anos, hoje, sobre a morte de Adriano Correia de Oliveira, o mais simples, o mais triste, o mais melancólico, o mais sensível, o mais certeiro, o mais poético, o mais demarcado, o mais intimo, o menos exuberante, o menos conhecido, o menos "põe-te em bicos de pés", dos cantores de baladas dos anos 60 e 70. Quando uma simples canção dava cadeia, um poema o exilio, uma música uma censura. Nesse tempo foi temperado como muitos outros. Morreu cedo e deixou obra. Um homem como "já não se usa", nos tempos descartáveis, das máximas, das frases feitas, dos slogans, dos paulocoelhos (disse paulo não disse passos...), das frases mágicas que dão a solução sem ser preciso sequer pensar ou escrever, que não sejam comentários aparvalhados ou sms, das frases estampadas na pedra de um wallpaper no mundo digital. Adriano (e muitos outros) se assistissem a tudo isto teriam perguntado, "foi para isto ? "
Janela decorativa
Fica em Messejana e é um bonito exemplar das janelas que vão aparecendo pelo Baixo Alentejo e estou a tentar que seja transformada numa tela pintada a óleo, para quebar algum enguiço com o óleo. "Gordo sobre magro" explicaram-me e estou a tentar passar essa frase à prática, veremos se resulta. Por aqui as aldeias e vilas procuram uma decoração exterior que não corresponde a standards repetitivos, cada janela e porta tem uma personalidade própria, cada telhado só serve naquela cabeça, e cada chaminé naquele telhado. Há um estilo, chamemos assim, mas nada mais do que isso, e é isso mesmo que me agrada. Posso pintar todos os dias um objecto arquitetónico diferente sem me repetir durante um ano. Para quem acha monótono o Alentejo, que abra os olhos.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Grupo que quer aprender (4)
Mais um belo trabalho do grupo que vou procurando animar e desenvolver o gosto pela pintura. Agora temos um gato que nos olha intrigado. É um gatinho jovem que encanta e julgo que a tela encanta também a sua autora cujo talento é inegável. è o seu segundo trabalho em acrílico.
Recordação
Esta foi a primeira tela digna desse nome que fiz. Estávamos em 1998, portanto tem 15 anos, e por lá continua com uma moldura, que na altura se punha semmpre, um óleo sobre tela, feito nuns meses em que tive umas aulas com o pintor Zé Cordeiro, um brasileiro naif, que tem muita boa produção e pode ser encontrado facilmente na internet. Eram outros tempos, ainda trabalhava, mas a vida estava prestes a levar voltas de muitos graus. Como facilmente se percebe é uma imagem do Aqueduto das Águas Livres, e afinal não andava muito longe do que faço hoje. A evolução não tem sido muita, ou dito de outra forma, não se deixa de ser quem se é, ou num estilo de auto comiseração e citando Pacheco Pereira, "quem nasceu lagartixa não chega a jacaré" !!!
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