sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Outras conversas

Mais um debate quinzenal hoje, por breves momentos parece que fiquei animado, com os desafios para debater aparentemente aceites pelos contendores principais, PPC e Tó Zé. Sol de pouca dura, pois em breve já estavam enredados em expedientes processuais para "defesa da honra" e outras patetices parlamentares, enquanto rapidamente os problemas do país passavam a segundo plano. Continuo a seguir estes debates com atenção, embora aproveite para fazer outras coisas enquanto os acompanho. Mas outras conversas são precisas para que não se condenem os próximos anos a uma situação larvar, seja quem for que governe, pois serão estes protagonistas mais prováveis do nosso futuro nos próximos anos para o bem e para o mal. Mas porque esta gente não se entende para fazer o que é preciso, enquanto temos tempo, pois ao contrário do que parece, ou do que se quer fazer crer, continuamos na beira do abismo, e é nesse terreno a esboroar-se que estes políticos guerreiam.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Eterno

Cento e cinco anos para o realizador de cinema, para o corredor de automóveis ou para o campeão de salto em altura, Nasceu em 1908, tinha o meu avô 7 anos, reinava D.Carlos, e quase não havia automóveis. Será eterno ?  Podemos detestar, não é o caso, mas que trabalha trabalha ! e até já pediu a prenda ao secretário de estado, o "guito" para mais um filme. E vão lá falar-lhe da crise ...

ENVC

Todos os dias estas iniciais nos entram porta a dentro, a entrada dos estaleiros, as pessoas a passar, um operário com um enorme rolo de mangueiras às costas, não sei para que serviriam numa empresas que há dois anos nada faz, nada produz, e tudo gasta. Todos os dias a mesma imagem enjoa. Como dizem os açoreanos "pescada aos três dias enfada". A imagem é a mesma e deve ter anos, mas a novela muda cada minuto que passa, de privatização a concessão, devolve dinheiro já não devolve, readmitidos já foram 400, 1000, 120, 140, 160. A Martifer já foi portuguesa, angolana, russa, chinesa, tudo no mesmo dia, já meteu tribunal, comissão parlamentar, polícia judiciária ou GNR, sem nada se ter passado, uma coisa é certa, e essa parece a mãe de todas as notícias, 600 out !!!! Qual estratégia para o mar, política de recursos marinhos, exploração da plataforma continental, alargamento da dita, navios de cruzeiros, barcos de pesca, ferries, asfalteiros para fazer auto estradas no fundo do mar, nada disso que nessa não podiamos pôr portagens, um chorilho de mentirolas, ficção, invenção pura e simples ou especulação jornalistica. E isto tudo sobre o futuro de 600 pessoas. Mas que presente de Natal amaldiçoado, esta gente não se enxerga e não poderá estar calada, a tentar resolver problemas em vez dos ampliar ???

Frio

O frio tomou conta dos ossos, o inverno aproxima-se, o Natal já cá está com as figuras do costume, e quais são, pois a Popota, a Leopoldina, já são mais famosas que o Pai Natal lançado pela Coca Cola, e este há muito destronou o Menino Jesus dos meus tempos de menino, em que punha o sapatinho no lar da cozinha, junto da chaminé, e esperava toda a noite, para de manhã lá ter uma prendinha dentro das posses de meus pais. Aqui em Ourique, curiosamente existem nas janelas estandartes do dito Menino, mais do que aquelas horrorosas escadas com o Pai Natal a subir nas varandas. Certo que todas vêm do mesmo lado, ie, a RPC, e as suas lojas, o grande bastião do "comunismo", é o maior exportador de panos com o Menino estampado, escadas com Pai Natal, árvores do dito, iluminações, bolas decorativas, associadas a uma religião que nada lhes diz, e fabricadas por mulheres e crianças escravizadas, por um regime que eu chamo "o mais hipócrita do mundo", pois em nome de grandes ideais, se ainda se lembra deles, explora como nem os capitalistas fizeram nas mais cruéis descrições dos livros de Emyle Zola. É o ar dos tempos, e estes estão cada vez mais gélidos, e pessoas como eu sentimo-nos cada vez mais, pessoas a mais, num mundo que já nos custa a compreender. Deixo aqui uma foto do Castro da Cola, tirada hoje. Tem tudo a ver, pois funda-se no mais ancestral que estas terras possuem, o tempo dos guerreiros, mesmo que imaginários. e prefiro esse chão ao das popotas daninhas.

Nadir Afonso (1920 - 2013)

Morreu hoje. Arquitecto, pintor e muito mais, transmontano de sete costados, deixa uma obra extraordinária mas talvez pouco conhecida dos portugueses, talvez por não ser do tempo da arte espectáculo e do marketing cultural. Nos anos quarenta já pintava assim como se mostra na imagem. Um homem muito à frente do seu tempo talvez mais reconhecido internacionalmente que no seu país, embora já lhe tenham dedicado uma fundação sediada em Chaves, sua terra natal, e a inaugurar em breve.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Cidades

No Mundial do próximo ano Portugal joga em Salvador, Manaus e Brasília. Conheço Manaus, Salvador e em Brasilia apenas fiz uma paragem de duas horas, num voo, mas sem sair do avião. Isto em 1995, já lá vão quase 20 anos. Nos tempos em que estava em condições de viajar, coisa que agora está longe dos meus horizontes. De Salvador recordo uma cidade emocionante, um verdadeiro retábulo onde se mistura o melhor do Brasil e de Portugal, onde a cultura negra e branca floriram numa cultura própria, onde a religião cristã se transformou nos terreiros de orixás. Uma cidade onde se recorda a velha Lisboa, as cores são tão nossas que nos fazem rever uma Lisboa que já desapareceu, ou se calhar só existiu na nossa imaginação. Manaus marca para mim a exuberancia do verde. Mas sem encanto. Na altura, à noite milhares de baratas saiam à rua, os esgotos tinham as tampas abertas, e uma humidade suja estava por todo o lado, e em todo o lado se sentia a presença do Amazonas, e a cidade parecia um enorme estaleiro onde por todo o lado se viam passeios esventrados, ruas esburacadas, lojas de pechibeque, electrodomésticos, electrónica, que derivavam de ser zona franca e os brasileiros terem o hábito de lá ir fazer compras desse material, que depois era amontoadao em aviões cheios de caixotes. Duas realidades bem diferentes, da emoção de Salvador, que nos toca bem fundo, a uma Manaus desprezível e cheia de lixo e baratas. Mas isto foi há quase 20 anos, hoje será talvez muito diferente, assim espero.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela

De poucos se pode dizer, como dele, que o seu trajecto pela vida permitiu que deixassem o mundo melhor do que o encontraram.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Alegria

Não há tristezas
Nem alegrias
Na nossa vida.
Assim saibamos,
Sábios incautos,
Não a viver.

Ricardo Reis, Odes

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Caminho

Esta a estrada rumo a Lisboa, um caminho que não quero percorrer, pois na maioria dos casos só o faço por más razões, idas a consultas, hospital ou visitas algumas forçadas. Um caminho que perfiro na sua versão descendente, rumo ao sul, onde me sinto bem, a calma, o silêncio controlado, a rotina que a minha autonomia, embora limitada ainda permite, e a música sempre presente no dia que se alonga, mas que é pacífico. O sul é para mim a toca, o local e o estado de espírito que me ajuda a ultrapassar cada dia, um de cada vez.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Manhã

Hoje de manhã um belo dia de Outono pelo Baixo Alentejo. O jardim do miradouro onde costumo fazer os meus passeios, interrompidos pelo frio intenso dos últimos e parece que também dos próximos dias, está nesta foto de hoje de manhã. Um prazer para respirar.