quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Renascer

Três anos sobre a data do meu segundo dia aniversário, um dia especial em que a vida e a morte se uniram numa estranha aliança que reverteu a meu favor. Não que me queixe, Deus me perdoe,  mas que me deixa a questionar a estranheza deste nosso mundo, deixa. Nesta exacta hora a que escrevo estava o Black&Decker a abrir o meu externo, de onde iria retirar aquele musculo que nos comanda para desviar a circulação, e colocar um outro. Reconheço que se fazem milagres, mas se do coração agora está tudo bem, ainda hoje não recuperei de muitas das mazelas que quatro anos de insuficiência cardíaca provocaram, mais três de medicação imunosupressora, corticoides, e outros mimos da farmacologia. Naturalmente pior para o meu dador, e isso ajuda-me a suportar as dificildades, a aceitar o sofrimento e agradecer a dádiva que me permite escrever este post. Por isso estive em silêncio durante esta semana que hoje termina. Obrigado.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Prova

O estado como patrão tem direito a fazer a prova aos professores, mas apenas aqueles que se candatam para a carreira docente. Para todos os restantes a prova é o reconhecimento de que os sistemas de avaliação existentes não servem para nada. agora também me parece que havia coisas mais importantes do que comprar esta guerra com os professores, já tão castigados, vilipendiados e mantios num regime de contratação iníquo.

Prenda

Seguro e PPC deram hoje uma prenda ao país, o acordo sobre o IRC. Independente do conteúdo do acordo em detalhe, que não conheço, o simples facto de se ter chegado a um acordo é uma excelente notícia, pois é destas coisas que precisamos e menos de palavreado, demagogia e conversa fiada.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sol

Quando nasce é para todos, disponível na planície hoje de manhã um pouco antes das sete horas. Anunciava um dia frio, o que se confirmou, mas a partir da tarde uma invasão negra que mais pronunciava chuva e trovoada. Não são nuvens mas uma escuridão que metia medo. Não sei o que prefiro. Quando no verão costumo dizer que para mim, para as minhas condições cardíacas o inverno é melhor, pois o calor reduz-me a uma grande inanidade, diria mesmo moleza, e jamais dispenso duas horas de sesta. Mas quando chega o inverno, o frio prende-me ao sofá á salamandra, e as saídas tornam-se mais dificeis, com impacto na mobilidade. Assim o sol é esperança de um dia mais quente menos trôpego, e mais luminoso. Essa luminosidade que me alimenta. mas em simultâneo me chateia a vista. O sol é para todos mas nem todos vêm nele o mesmo sinal. Na foto agorinha mesmo acabado de nascer.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Uma vida


Foi hoje a enterrar Mandela. Dele tudo já se disse e algo que se diga apenas repetirá o que milhares já disseram num unanimismo que, embora merecido, chega a irritar. Tanto lugar comum, tantos seguidores, tantas juras de eterna fidelidade, já cheiram a esturro, Vejam só o exemplo do execrável Zuma, actual presidente, um crápula da pior espécie, corrupto, violador, polígamo, entre outros mimos , a fazer juras deste tipo. Mas para que retomo o tema ? Apenas para recordar como este fim de vida enterra também um dos últimos grandes lideres do século passado que se moviam por ideais. Ele foi de comunista a libertador, nada percebia de economia e finanças, mas não deixou de ser o que era, pois era um político na dimensão da palavra. Hoje temos sobretudo manipuladores de dinheiro, de mercados, gente sem sentido de estado, sem dimensão, veja-se só o triste espectáculo de Cameron no funeral, de Hollande, Rajoy, PPC , para não falar de Berlusconi. Mesmo Obama, um dos melhores mas ainda assim onde está a dimensão das convicções ? As ideologias parecem mortas, e é preciso vir a Igreja, chega a ser estranho, através de uma personalidade impar, o Papa, para nos recordar que as ideologias ainda existem, e as políticas não são todas iguais. Que bofetada meu Deus, a personalidade mais "política" do inicio do século acaba por vir de um sector que deveria estar a cima das "políticas". De resto tudo raso, rasteiro, sem chama e sem alma, gente que se move por "pragmatismos" sem programa e sem orientação. Esperemos que a história não se repita e não tenhamos de tudo recomeçar de novo, com mais um Hitler, e talvez surjam então os novos Churchill, De Gaule, Brandt ou outros, sobre os restos de uma nova hecatombe. Deus nos livre...

sábado, 14 de dezembro de 2013

Eu mesmo

Não gostando muito da promoção pessoal, fica aqui a foto de alguém cheio de frio hoje de manhã no mercado fazendo umas pinturas. Agradeço a quem a tirou, um jovem que normalmente está noutra banca com a namorada a vender umas pequenas prendas. Curioso o que me aconteceu, que foi, repentinamente, alguém disse, "esta casa é a minha", e era mesmo !!!

Mercado

Hoje "Mercado da nossa terra" em Ourique, Por lá estive, foi a terceira vez, e gosto do ambiente, embora muito frio, o que me obrigou a protecção especial. Agora é nitido que a participação diminui, quer quem venda, quer quem compre ou apenas visita. Contratriamente ao que pensava o Natal afastou gente e não aproximou. Para mim, que não tenho interesse comercial, tudo bem, gosto de lá estar embora me canse um pouco, mas julgo que é de pensar numa boa utilização deste recurso que é bom, pode gerar alguma saída para quem quer vender mas deve passar duma fase inicial um pouco improvisada. Fica aqui uma foto da minha "banca" com o meu "artesanato" e eu ben agasalhado vou pintando. Uma manhã diferente.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Amália ( ? - 2013)

Morreu hoje a lontra Amália, imagem da obra mais excepcional da saudosa Expo 98, o Oceanário de Lisboa. Foi há 15 anos e vivíamos num país em que tudo parecia possível, e ao que dizem, fui uma entre 17 milhões de pessoas que a viram. Hoje sabemos como estávamos enganados, mas aquele momento alto já ninguém nos tira. Pensámos que seríamos uma capital dos Oceanos, um país que teria um papel numa Europa em expansão, onde o equilíbrio ambiental, o crescimento e a prosperidade iriam conviver e dar-nos o melhor, perante a imagem da simpática lontra. Afinal lontras eramos nós, mas resigno-me e aceito que mais vale uma ilusão bem vivida que a desilusão permanente. E aquele momento do país, como dira uma senhora ex ministra sempre detestada, "foi uma festa". Ficam as canas dos foguetes para se apanharem.

Outras conversas

Mais um debate quinzenal hoje, por breves momentos parece que fiquei animado, com os desafios para debater aparentemente aceites pelos contendores principais, PPC e Tó Zé. Sol de pouca dura, pois em breve já estavam enredados em expedientes processuais para "defesa da honra" e outras patetices parlamentares, enquanto rapidamente os problemas do país passavam a segundo plano. Continuo a seguir estes debates com atenção, embora aproveite para fazer outras coisas enquanto os acompanho. Mas outras conversas são precisas para que não se condenem os próximos anos a uma situação larvar, seja quem for que governe, pois serão estes protagonistas mais prováveis do nosso futuro nos próximos anos para o bem e para o mal. Mas porque esta gente não se entende para fazer o que é preciso, enquanto temos tempo, pois ao contrário do que parece, ou do que se quer fazer crer, continuamos na beira do abismo, e é nesse terreno a esboroar-se que estes políticos guerreiam.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Eterno

Cento e cinco anos para o realizador de cinema, para o corredor de automóveis ou para o campeão de salto em altura, Nasceu em 1908, tinha o meu avô 7 anos, reinava D.Carlos, e quase não havia automóveis. Será eterno ?  Podemos detestar, não é o caso, mas que trabalha trabalha ! e até já pediu a prenda ao secretário de estado, o "guito" para mais um filme. E vão lá falar-lhe da crise ...