sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Diabéticos
Mais uma do interior "ostracizado". Um programa de apoio aos diabéticos promovido pelo Centro de Saúde, aqui em Ourique, com sessões mensais, dedicadas a temas específicos, para as quais fui convocado por telefone pode ser uma mais valia, quando se sabe a prevalência desta doença e a dificuldade de muitos em lidar com ela. Gosto destas atenções, que fazem lembrar que os serviços públicos servem para prestar "serviço público", e que o SNS sempre tão vilipendiado, a começar pelos utentes que não perdem oportunidade para "malhar", é uma mais valia real na vida do cidadão, mesmo no interior, diria mesmo, sobretudo no interior. Para lançar este programa foi organizada uma sessão/palestra e uma exposição com alguns trabalhos alusivos. Parabéns.
Sorte
Sortear carros pelos contribuintes é para mim quase insultuoso. É de um mau gosto confrangedor, e é uma imagem miserável que se passa para o país, de que a sorte é algo de relevante, e uma vertente fundamental para que um governo miserabilista recolha fundos. Quando se corta o que se sabe, mesmo sendo um "bom negócio" cheira a chico-espertice que tresanda. Transformar o Estado numa tômbola gigante é feio, mesmo que seja eficaz.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Tribunais e outros tais
Este meu post vai ser apedrejado, vilipendiado e o pior, ignorado ! Porquê tais reações, porque eu estou de acordo com o encerramento de tribunais hoje anunciado, diria mesmo, do alto da minha ignorância jurídica, que até peca por ser pouco. Na realidade esta ministra loura nada tem de burra, e quando resistiu às investidas do bastonário Marinho Pinto, nada a derruba. Pena não haja mais ministros como ela. Reparem o desperdício de cerca de 300 tribunais num país tão pequeno e na era informática. Interessante a reacção de dizer que ao fechar tribunais, finanças, postos da segurança social se desertifica. Pois estes serviços devem ser dimensionados em função da necessidade, e não são eles a criar a necessidade, se não há tráfego há que limitar os serviços, os serviços reaparecerão se existirem empresas, actividade económica, gente a fixar-se e não o contrário. Já agora digo aos que falam do interior desertificado que nunca tive tanta qualidade nos serviços como desde que decidi morar no interior "ostracizado". Não tinha médico de família, passei a ter, não tinha serviço de saúde em casa, passei a ter se precisar, demorava horas nas finanças, passei a demorar minutos, nos registos predial, comercial ou civil tudo se trata em minutos, e a funcionária é a mesma, na segurança social ajudam a tratar de tudo, nas finanças se for preciso preenchem os impressos, penso um balcão de atendimento chegaria, uma espécie de micro-loja do cidadão. Percebo que os autarcas afiem as garras, estão no seu papel, mas ainda assim só critico que não se tenha optado pela "mãe de todas as reformas", reduzir por fusão o número de municípios e a partir daí redimensionar todos os outros serviços, através de níveis de atendimento, onde não justifica cento de saúde abre-se uma "extenção", onde não justifica um tribunal abre-se um balcão, que pode acumular com as finanças, ou registos. Podem atirar pedras, mas não podemos continuar a querer um hospital e uma universidade em cada concelho, quando o próprio concelho não tem dimensão para existir, e por vezes só serve para atrapalhar e, claro, empregar uma estrutura de gente que vive desse enorme empregador que nos estrangula. Agora para se fazer isto é preciso pensar, coisa que os nossos governantes não parecem interessados, e os da oposição optam pelo politicamente correcto, exceptuo entre outros a "loura" que nada tem a ver com a raça asinina. Muito bem senhora ministra !
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
O que compete ao Estado
Proporcionar aos cidadãos o acesso à educação, formação, cultura, parece ser uma das competências de um estado europeu ( talvez não fosse o mesmo no Burkina Faso ...) daí parecer estranho que por cerca de 1% do buraco de BPN se aceite vir a vender a tão falada coleção de 85 quadros de Juan Miró, que em boa hora para o país o doutor Oliveira e Costa, comprou e escondeu, mostrando mais estatuto cultural que o actual secretário de estado, quem havia de dizer. Deus escreve direito por linhas tortas... digam o que disserem Oliveira compra Xavier vende, assim será recordada a história, ou de como um secretário cujo orçamento é de 0,08% do OE, ainda sente "necessidade" de ser solidário. Não terá sido já demais quando aceitou tal orçamento ?
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Golpada Americana
Hoje voltei ao cinema, não ao DVD, mas à sala. E fui ver aquele que dizem ser o filme mais "oscarcizado" deste ano, "Golpada Americana" ( tradução atabalhoada de "American Hustle"). É um filme competente, com um conjunto de excelentes actores, argumento baseado numa situação real, passada nos EUA dos anos 70, em que um conjunto de congressitas e senadores foram apanhados numa rede de corrupção, caindo num logro criado para os apanhar, urdido pelo FBI com o apoio de um casal de vigaristas, que foram forçados a participar para salvar a pele, e a batuta de um agente sedento de notoriedade mas pouco competente e menos zeloso. A história nada tem de extraordinário, nunca tanto quanto o percurso da vida dos diversos protagonistas, que procuram, à sua maneira, seguir o sonho de "boa vida com pouco esforço". Daí a justeza do titulo "americano", na realidade os sonhos das personagens tem tudo de americano, ou de como a América se projecta em cada uma delas. No final tudo volta ao normal, a mulher fica com o bandido, o casal romantico fica junto e com a criança, meia duzia de politicos irrelevantes são apanhados, o autarca tem uma leve condenação, pois só quer o bem do seu povo; e "business as usual" os mafiosos permanecem no negócio, e o agente incompetente regressa ao anonimato de onde nunca devia ter saído. É cinema, cinema bem americano e bom cinema, mas que mereça um tsunami de Oscares, não me parece. (nota para os saudosos dos anos 70, como eu, a banda sonora contem muitas pérolas da época).
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Assustador
Pela primeira vez a extrema direita surge à frente nas sondagens para as Europeias em França. Não sabemos se se concretiza, mas assusta saber que um partido xenófobo, anti-europeu, nacionalista, poderia chegar ao poder se as eleições fossem legislativas, e este sucesso da Frente Nacional liderada por Marine Le Pen, deve-se muito à falta de esperança no projecto europeu, e ao desempenho do medíocre François Hollande. Mas não só em França, que dizer de Itália onde palhaços se sucedem na politica, ou mesmo da circunspecta Holanda, ou a progressiva Finlândia, onde a extrema direita também se prepara para cantar victória, e como comentar uma Aurora Dourada na Grécia totalmente nazi, a colocar muitos deputados. A Europa está a ficar diferente, mas cada vez se parece mais com aquilo que queremos esquecer.
Hospitais
A presidente da APGH, em entrevista hoje na Antena 1, afirma que muitos dos gestores hospitalares não cumprem a lei dos compromissos para poder comprar produtos básicos hospitalares. Segundo Marta Temido, penso que assim se chama, entre ser condenado por desobediência ou por homicidio por negligência optam pela primeira condenação. Diria que se a afirmação não viesse donde vem eu teria duvidas em acreditar, tal a enormidade. Recordo que esta lei obriga a que todas as compras do Estado só possam ser feitas quando houver garantia de receitas que as paguem. Parece uma medida de elementar bom senso, mas se uma empresa só produzisse uma encomenda com a garantia de que esta será paga, a economia estaria paralisada. Assim vai-se "driblando" a lei para poder servir os utentes, como muitos médicos alteram a prescrição para evitar que doentes que residem a 200 km do Hospital apenas recebam medicamentos hospitalares para um mês, como é a regra, e assim pouparem deslocações inúteis e riscos evitáveis. Parece impossível que a palavra flexibilidade não diga nada aos nossos legislsdores, e que se empurre a responsabilidade para cima dos que têm de dar a cara. É sempre o mexilhão que apanha com o bater da onda...
Janela na minha rua
Parece que tenho uma rua por aqui, mas não, a "minha rua" é a que passa em frente da minha casa e dedicada à memória de um grande homem, Norton de Matos. Na minha rua há muitas janelas, casas, portas, vegetação, mas é pequena a minha rua. Depois, como uma boa rua alentejana, as casa estão bem pintadas, brancas, com a cal que todos os anos as mulheres repõem, pois caiar é tarefa delas (aliás pergunto-me muitas vezes qual a tarefa que cabe ao homem alentejano, para além daquelas que a natureza lhes atribui ..) e têm listas azuis ou amarelas, muros caiados, e toda a gente tem um ou dois "canitos", que utilizam a minha rua também como WC, o que é um pouco menos simpático. Esta uma das janelas da minha rua, é igual a muitas outras mas quem tem familiares por detrás da janela atribui um valor particular, o valor das memórias, o valor das vivências o valor do afecto. Fica aqui uma das janelas da minha rua, em acrílico 20x20.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
100 anos
Uma centena de anos é o tempo que tem este filme, pois passa hoje o centenário do primeiro filme de Charlie Chaplin, com a sua figura de vagabundo Charlot composta conforme a conhecemos, e que talvez seja a imagem mais conhecida e reconhecida do mundo do cinema. O filme é "Charlot periodista" (Making a living) e foi apresentado em 1914. É uma figura que apaixona, que de forma tão simples contem todos os bons sentimentos que as pessoas podem ter, se no mundo só pudesse existir uma pessoa eu gostava que fosse Charlot.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Vistas
Quando ler começa a ser dificil, e os principais motivos que me ocupam passam pela visão, os olhos desiludem e desapontam, e acabam numa grande preocupação. Vamos manter o alerta e não deitar toalhas ao chão.
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