domingo, 10 de agosto de 2014
Chamar a música
Um tema do CD "Voz e Guitarra" de que gosto particularmente, um clássico que ganhou o Festival da Canção mas numa versão para voz e guitarra de Samuel Úria, que penso muito bem conseguida, sem tirar brilho a Sara Tavares que o canta, bem, no original. Assim se chama a música para nosso prazer. Este CD que tenho em audição tem muitas pérolas deste tipo, e ele próprio é uma pérola enquanto objecto, com desenhos originais de todos os artistas que nele participam, num album com quase 100 páginas. Excelente e baratíssimo na FNAC. Ouçam.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Homens do leme
Estamos bem servidos de lideranças, a julgar pelos recentes acontecimentos. Pelos vistos não podemos confiar em ninguém, politicos, financeiros, homens de negócios, sindicalistas, jornalistas, todos alinham pelo mesmo diapasão, e será que podemos viver sem eles.? A decepção é geral, e felizmente o povão parece ter mais bom senso que os "homens do leme", o caso do BES está a provar isso à saciedade. Enquanto os ratos fogem, oo pessoal aguenta firme. como dizia o outro "e não se pode exterminá-los?"
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Partida
Hoje pela manhã cedinho as andorinhas começam a sua concentração para a debandada. Com o avançar do verão vão procurar outras paragens, fazer um pouco de "turismo", pois por aqui já não encontram "governança", e nesse aspecto não são as únicas. Muitos outros também vão pelo mesmo caminho deixando para trás o tal povo que não se governa nem se deixa governar... A foto é de hoje aqui à minha porta no terraço.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Ao sol
Uma exposição que é um "roteiro temporário de arte contemporânea" parece uma coisa aliciante, por isso quando procurei os espaços da exposição "Ao sol" aqui no concelho uma palavra apenas veio à minha boca: espanto! Não pela dimensão, pela qualidade do exposto, pela "utilização da tecnologia para desenvolver novos meios de expressão artistica" como se refere nos textos que a publicitam, não, mas pela sua irrelevância, pela sua quase ausência de expressão artistica, pela incompreensível ausência de senso artistico. Confesso que não visitei tudo, vi na Biblioteca Municipal, onde é prciso perguntar para encontrar a peça, que se resume a uma "cearinha de natal", procurei na CGD mas não encontrei, vi em Garvão duas fotos pequeninas de um mau gosto impressionante, o video estava desligado. Se calhar tive azar, as outras 3 obras que faltam eram as que devia ter visto, mas francamente que decepção. Brinca-se com os pobres, pois pelas parcerias feitas cheira a que para se fazer esta tristeza foi preciso dinheiro. Ao menos que juntassem as peças num local, sempre disfarçava a sua insignificância. Prometo que ainda tentarei ver o que resta, se encontrar claro !
Casinha
Hoje o desafio era representar a própria casa, e respectivos animais de estimação se os houvesse. Após alguma turbulência meninos e meninas lá conseguiram sair-se dos seus trabalhos, e apresentar como puderam o resultado esperado, nalguns casos surpreenderam, noutros nem por isso, mas dferam o seu melhor, com a cocentração possivel, e o talento que baste. Ficam aqui alguns resultados.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Trabalhos
Entusiasmadas com um novo trabalho, assim uma espécie de natureza morta com dois objectos e uma jarra com algumas flores. O trabalho tem um desenho muito simples, essa a vantagem e as indicações vão sendo dadas pouco a pouco e todas fazem o mesmo trabalho. embora com um toque muito pessoal.
Atenção
Hoje mais uma sessão. A atenção das pessoas mostra que estão concentradas naquilo que estão a fazer. Assim é facil acompanhar o grupo e manter o interesse das pessoas. Para mim também me ocupa a fragilidade que é nitida, e me comunica energia uma energia suplementar.
domingo, 3 de agosto de 2014
O Senhor Ricardo Henrique
Em poucos dias o senhor Ricardo Henrique causou na padaria que dirigia um rombo de cerca de 3 000 milhões de euros. Meteu no bolso, não, deu para a caridade, não, acendeu charutos com as notas, não. Por uma decisão quase só sua, decidiu "salvar" uns amgos que tinham perdido muito dinheiro, e como havia ali uns trocos que não estavam a fazer nada, "emprestou" aos amigos, ou a si próprio, que ele sabia falido, mas mesmo assim "confiou". Pode dizer-se cada um faz o que quer com o seu dinheiro, verdade, o problema é que o dinheiro não era dele, ele julgava que sim, pois para ele o que é deles é meu. E assim o senhor Ricardo Henrique arruinou a padaria, fazendo perder o pão a muitos, ou pondo-o em risco, e como ele até sabia disso, diz-se que actuou "com dolo". Assim o senhor Ricardo Henrique devia estar preso, por gestão danosa, mas não, nem deu qualquer explicação, e em breve está dono do muitas padarias, com o dinheiro que "pôs de parte" num mealheiro que tem guardado numas ilhas com nome de crocodilo. Se em vez de padarias, se falasse de bancos ou de telecomunicações, seria o mesmo. O senhor Ricardo Henrique afinal está em todo lado, "é dono de tudo isto" e conta com os seus amigos como eles contaram com ele.
sábado, 2 de agosto de 2014
Pandora
Vi hoje o filme de Albert Lewin, "Pandora", filmado em 1951, e estreado em Portugal em Março de 1952, isto é 7 meses antes de eu ter nascido. Reeditado agora é um filme a ver ou rever. Alguns dados. Pandora na mitologia grega é a primeira mulher, a Eva, criada pelos deuses a pedido de Zeus. Mas como sempre na mitologia grega, os deuses não são ingénuos, e cada um deu-lhe uma dádiva, a beleza, a inteligência, por aí fora, assim Pandora, ao contrário de Eva, não foi criada para comer a maçã, mas para "ser" ela própria a maçã !! Foi oferecida a Epimeteu, que a desposou, mas que tinha uma caixa onde guardava todos os seus bens, Pandora tinha a curiosidade entre as suas qualidades, como todas as mulheres, e embora proibida, abriu a caixa e toda a riqueza de Epimeteu se esquivou, ficou apenas a "esperança", e daí nasceu a riqueza do mundo. Agora imagine-se que Pandora é desempenhada por Ava Gardner !!! No filme, passado na aldeia piscatória de Esperanza, unico bem que ficou na caixa de Pandora, e Pandora é uma americana deslumbrante, cruza-se com Henrik, um "holandês errante", que chega solitário num iate, sem tripulação, desempenhado por James Mason. Aqui o mito de Pandora cruza-se com a lenda do "Flying Dutchman", que deu uma ópera de Wagner, nesta lenda um holandês que matou a esposa injustamente, por suposta infidelidade, é condenado à morte, mas foge, sendo condenado pela sua consciência, a um vida eterna num navio fantasma, solitário, condenado a uma vida sem morte, durante séculos, até que encontre a redenção, o que sucederá quando encontrar uma mulher que por ele se apaixone, e seja capaz de dar a vida por ele, libertando-o da sua própria vida. Seguindo a ideia de que " a dimensão do amor é a dimensão do que fores capaz de perder por ele", essa dimensão na lenda é a dimensão da vida. Assim a mulher que representa todas as mulheres, atraente para todos os homens, vai prender-se a este amor quase funesto. Filme de culto para muitos, reeditado agora, vale a pena apesar dos seus 63 anos.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
50 000
Sendo pouco dado a auto.contemplação, pois nada há para contemplar, quero hoje manifestar contentamento, agradecimento, reconhecimento a todos os que passam pelo blog que alimento, pois passaram ontem as cinquenta mil visualizações (excluindo a auto-visualizações...), desde que iniciei de forma mais permanente em Junho de 2010. Para um blog pessoal, que não fala de culinária, economia doméstica, viagens, só mesmo por amizade alguém perde uns minutos do seu dia a ler alguma coisa que eu escreva. Num registo pessoal, sem pretensões que não seja comunicar estados de alma, recordações, projectos, o dia a dia sem piedade, as rotinas e o extrordinário, mais raro. Agradeço ainda mais aos que por vezes deixam o seu comentário sempre apreciado. Obrigado. Para ilustrar este numero e para me dar sorte deixo como imagem uma nota de 50 000 dongs, que deve ser uma pipa de massa, mas no Vietnam, com imagem de um dos meus heróis da juventude. Alguém o identifica ?
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