No segundo dia de viagem estava destinado para conhecer a capital, Oslo, e alguns dos pontos de interesse. A temperatura era amena para Agosto, 14 ou 15 graus durante o dia, uma caloraça durante a noite, pois os hoteis estão mais pensados para o frio, e em pleno verão apresentam grossos edredons, que temos de afastar do nosso corpo de latinos. A cidade é pequena, talvez 300 000 pessoas, sem grande monumetalidade, pelo que começamos pelo ponto que mais me interessava, o Museu Munch, sendo que aprecio particularmente este pintor, Edvard Munch, autor do celebrado "O Grito", que não pude ver ao vivo pois tinha sido roubado no ano anterior, por uns manfios que pura e simplesmente entraram pela porta da frente, tiraram o quadro da parede e sairam por onde entraram, numa prova do "à vontade" que se vive no país. Deste quadro existem 4 versões todas do autor, e muitas réplicas que estão expostas, sendo que um dos originais valeu 120 milhões de dólares num leilão em 2012.
Dado que a cidade é pequena fizemos várias visitas a pé, ao Parlamento, Palácio Real, onde se podem visitar os jardins, e quase entrar dentro do Palácio. As construções são simples, e os noruegueses aproveitam bem o pouco sol, nas esplanadas, que estão por todo o lado. De tarde estava pensada um visita ao Museu Viking, que fica já fora de Oslo,em Bigdoy, situada em frente do Oslo, mas na "outra margem" do fjord, sendo que o acesso se faz por barco ou autocarro, sendo que este o contorna. Optou-se por ir de autocarro e regressar de barco, sendo a distancia talvez metade da de Lisboa a Almada. O museu mostrava alguns dos aspectos das navegações viking, sendo o mais emblemático um enorme barco viking, onde se fizeram ao Atlântico, com as famílias, muito antes do descobridores portugueses. Próximo fica ainda o Museu Kon Tiki, que não se visitou, e que recria as viagens do cientista Thor Heyerdhal numa barcaça, de nome Kon Tiki.
O regresso foi de barco, mas nada de catamarans ou coisas afins, apenas uns pequenos vapor, que levavam umas 50 pessoas, e vão ligando as duas margens logo têm passageiros suficientes. Voltamos à praça junto á margem onde se situa o Municipio e o Edificio do Nobel, onde é apresentado o Nobel da Paz, unico em Oslo, dados que os restantes são em Estocolmo. Tomado o elétrico e de novo o comboio, regressamos a Ski. As maioria das estações de caminho de ferro até lá são em madeira, o que me surpreendeu e os arredores são compostos mais por pequenas vivendas com quintal verde do que grandes prédios. Viajou ao nosso lado no comboio uma rapariga que regressava a casa. e na estação em que saiu tinha o cão à espera dela, que mal saiu veio ter com ela e acompanhou no regresso a casa. Isto dá uma boa ideia da dimensão da vivência local. No dia seguinte esperava uma viagem longa até Bergen.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Revisão
Hoje dia de revisão na minha segunda casa. Ontem os enfermeiros estiveram em greve em todo o Centro Hospitalar, que inclui além de S,Marta, S.José, Capuchos. Estefânea e a MAC. Mais um dia de esperas, recolhas, exames, receitas, e outras actividades de diagnóstico, para um resultado sempre esperado com ansiedade e muito desconforto. O sofrimento esse tem de ser esquecido, pois vejo muitos a sofrer mais ainda, e a combater pela vida, no seu limite, como eu bem conheço. Que vá por lá muitas vezes acaba por ser um bom indicio.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Noruega, destino improvável 2
Para mim foi uma experiência nova. Pela primeira vez fiz uma viagem totalmente planeada por mim na net, e com todas as escolhas de percursos, marcações, pagamentos, bilhetes de comboio, barcos e autocarros na net, com a particularidade de todos serem transportes publicos. No terreno nãeo houve quaisquer improvisos ou modificações, e as surpresas foram boas, apenas uma decepção, mas arranjou-se. Primeiro escolhi os percursos a fazer, partindo do principio de que numa viagem de 7 dias, teria uma gama limitada, com um país tão grande em extenção. Assim fiquei por Oslo e Bergen, e não passei para Norte, seria para outra viagem que planeava fazer. Vi quais os trajectos propostos pelo Turismo local, que em geral se compunham de uma mistura de vários transportes, barco, comboio e autocarro, comprados num voucher único, com todas as indicações de locais e horas onde se devia esperar, e que foram sempre cumpridas ao minuto, apesar de tudo ser muito simples, sem estradas exuberantes nem autocarros espampanantes. Os hoteis foram marcados, com uma confirmação por telefone para dar uma hora de chegada mais exacta. Primeira surpresa o facto de a maioria dos hotéis estarem cheios, com dificuldade de marcar, sobretudo os mais baratos. Assim na hora de partir estava tudo marcado e confirmado, e fez-se bem, pois no terreno não há lugar a improvisos. A partida deu-se a 16 de Agosto, no Porto, na altura unica base da Ryanair em Portugal, e ia-se preparado para um dia no aeroporto de Stansted, com umas cartas de jogar, livros e mapas para ler. Chegamos a Londres pelas 10h, e a espera prolongou-se até às 19h, mas duas horas antes a fila formou-se com muita gente em fila no nosso voo de Oslo, gente exuberante, com camisolas de clubes de futebol, cachecóis e muitas crianças acompanhadas com o pai. No voo percebeu-se que tinha havido um jogo do Arsenal em Londres., e os noruegueses vieram a Londres com os miudos ver a bola e regressavam, Eram noruegueses adeptos do Arsenal. Pudera com viagens a este preço... Chegou-se a Oslo pelas 21h, a Oslo não a Torp, a 110 km da capital, mas como previsto lá estava um autocarro, de que já tinha bilhete que nos levou e aos arsenalistas eufóricos à capital, por estradas desertas, sem autoestrada, mas que chegou à central de camionagem em Oslo, no mesmo edificio da estação de comboio, onde pelas 0h10 tinha um comboio que levava a um vila dos suburbios, chamada Ski, onde tinha marcado hotel e se chegou pela 1h00, e mal entramos na porta estava já um funcionário a receber e desejar boa noite. Impecável. Tudo batia certo com a net.
Noruega, destino improvável 1
Agora que muitos estão de férias, sendo que para mim as férias são apenas uma boa recordação, gostaria aqui de recordar um percurso feito há verca de 10 anos, e que para muitos estaria fora das suas escolhas, até das minhas, mas que me causou uma grande satisfação, falo da Noruega. Um país caro, distante, pouco veraneante, de clima instável, assim fora das decisões dos que buscam a praia, o calor e a multidão. Daí nesses idos de 2005, ter pensado tal viagem, e hoje adoraria lá voltar, mas já não pode ser, pois o mais longe que posso ir é mesmo a bela Ericeira. Estava à procura de bilhetes para uma ida a Londres, ou coisa parecida e apercebi-me que na Ryanair a partir do Porto, fazia-se a viagem para Londres barata, e poderia ir a partir dali para a Irlanda, Lituania ou coisa parecida, quando me apercebi que por mais 1 centimo, acreditem que é verdade, poderia fazer a viagem Londres Oslo, com o regresso por 10 euros, bolas, bingo !!! Porque não tentar? Apenas um contra, teria de passar um dia inteiro em Standsted, pois chegava do Porto pelas 10h e partia para Oslo pelas 19h, com chegada a Oslo próximo das 21h, e a chegada não era bem a Oslo, mas a um aeroporto a cerca de 110 km de Oslo, Sandefjord Torp ... pois a Ryanair lá fora não tem benesses. Mesmo assim pesados os prós e contras parecia uma boa solução de conhecer um novo país, fresco no Verão, gelado no Jnverno, assim tratava-se agora de organizar tudo o resto, e partir na aventura. A viagem ir-se-ia revelar surpreendente relevando para o dominio dos mitos as opiniões prévias que indiquei. Segue em próxinos episódios.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Telas
Hoje passamos para trabalhos em tela. O sindrome do desenho, como fazer quando ainda não se fez ou se acha que não somos capazes. Uma ajudinha do "professor", passa despercebida, e uma vontade de fazer que é permanente e tudo ultrapassa. Primeiro cobre-se a tela, depois procura-se um motivo, um tema, enfim, uma galinha com os seus pintos "why not ?". Tudo é melhor que ficar "encodornido" em casa.
Pleno voo
Já me faz confusão o mecanismo decisional que leva as centenas de andorinhas a deciciram pela concentração, mas quem dá o tiro de partida ? Hoje apanhei um desses momentos belos em que partem e a partir de uma ordem que vem sabe Deus de onde levantam para a sua migração. Apanhei-as em pleno voo no seu momento de decidir, partir ou ficar, sair agora ou mais tarde.
Meet
Este não é um meet para espairecer de horas e horas na net, nem para conhecer novos amigos, ou para partilhar cromos nem para trocar pacotinhos de pó. para bater records de insultos policiais, ou provocar lojistas indefesos e ainda menos para assaltar ou esfaquear pessoas. Não, a natureza é muito mais simples, natural e previsivel. Nem precisa de discussão, polémica ou discriminação. Ainda por cima estas pequenas aves são simultaneamente brancas e pretas, não pode haver dúvidas e de novo se concentram para a partida.
Le Havre
Como se sabe Le Havre é uma cidade francesa, mais, uma cidade portuária no Norte de França, rota das emigrações ilegais para Inglaterra. É também o titulo de um bom filme do realizador finlandês Aki Kaurismaki, exactamente sobre a temática da emigração ilegal. Um grupo de ilegais é descoberto num contentor, entre eles o jovem Idrissa, que foge e é "adoptado" por uma pequena comunidade de gente pobre, idosos em fim de vida, um engraxador e a esposa em risco com cancro, uma padeira, um merceeiro, que se vão organizar para com as suas magras posses ajudar Idrissa a encontrar a mãe já emigrada em Londres, passando ao lado do "comissaire de police". Este filme é um verdadeiro libelo anti-Front National, e mostra uma França solidária, que nos dias de hoje nos parece improvável. Uma obra de 2011 mostrando como todos estamos no mesmo mundo lutando por uma sobrevivência cada vez mais desigual.
domingo, 24 de agosto de 2014
Homens do largo
Uma das mais alentejanas das canções de Vitorino, cantada pelo próprio, mas também por Janita, para mim claro !!! Não que tenha muito mais a ver com o cante, mas tem muito a ver com aquilo que encontramos em todas as aldeias do Alentejo, os homens num largo, pleno da luz, mas carregado de melancolia, gosto particularmente do verso "ainda mal se vê já ali vem", a claridade da luz não deixa ver com nitidez, e alguma magreza desfoca a nossa vista.
Não interessam frios,
já é hora das trindades
tosse ao desafio com os cães
colado à brancura da parede dos quintais
ainda mal se vê já aí vem
Uma bucha dura navalhinha de cortar
venha mais um copo pr´aquecer
Tem a alma fria de tanto tempo passar
lá vem mais um dia pr´a esquecer
Sentado num-banco espera sempre o vento norte
o sol posto dita a sua sorte
já não espera mágoas nem dá danos a ninguém
dorme e já não volta amanhã
Uma bela canção de domingo, pode ouvir-se no album "Raiano" de Janita, de 1994.
já é hora das trindades
tosse ao desafio com os cães
colado à brancura da parede dos quintais
ainda mal se vê já aí vem
Uma bucha dura navalhinha de cortar
venha mais um copo pr´aquecer
Tem a alma fria de tanto tempo passar
lá vem mais um dia pr´a esquecer
Sentado num-banco espera sempre o vento norte
o sol posto dita a sua sorte
já não espera mágoas nem dá danos a ninguém
dorme e já não volta amanhã
Uma bela canção de domingo, pode ouvir-se no album "Raiano" de Janita, de 1994.
Borboleta
Uma borboleta pintada em pedra, as tais pedras vindas directamente da Zambujeira para a minha mão, ficou aqui mais um exemplo do que a vista ainda me permite, cada vez mais mais complicado de compatibilizar com as pinturas. É mais um exemplo do que meninos e meninas podem fazer agora na próxima terça feira, pois vamos pintar em pedra.
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