segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ingénuo

Os que me conhecem sabem que não me ajeito na pintura das flores, não encontro motivação. Mas ingénuamente em 1999 foi uma das primeiras telas que fiz, ainda sob a orientação do meu velho mestre o pintor naif brasileiro Zé Cordeiro, que nos  deu os primeiros ensinamentos. Assim saiu este tremendo vaso de flores, feito a óleo e que há pouco tempo recuperei da minha antiga casa, agora da minha filha. Cá fica a atestar que tudo tem um começo, sem medos, pois tudo se pode alterar, melhorar ou salvar... e até destruir!. Este fica assim para a posteridade.

Impecável

As primárias do PS decorreram de uma forma impecável, uma afluência enorme, o que se esperaria pois tratava-se de um eleitorado mais politizado, uma noite eleitoral curta, sem sondagens, ao estilo dos velhos tempos, em que a política ainda entusiasmava as pessoas. Nesse aspecto ajudou um pouco a reconciliar as pessoas com a politica, mesmo que daqui possa não vir nada de especial. Deu alguma esperança a muitos mas apenas a uma imensa minoria, não esqueçamos. Eu próprio me inscrevi como simpatizante e votei logo de manhã. Como suplemento vimos-nos livres de um personagem pardacento e sem chama. Um processo que correu bem, agora só não sei para que servem as Directas, pois já nada há a decidir.

domingo, 28 de setembro de 2014

Caricatura

Mais uma imagem caricatural do cante, que como se sabe é muito dominado por coros masculinos, apesar do crescendo dos grupos femininos. A imagem é apenas uma representação onde procuro salientar a alrgria de cantar, mesmo para os homens duros, vindos do trabalho, quando ainda havia trabalho claro. Dos campos, das minas, agora muitos são reformados e vivem nos suburbios da capital. Mas parece que a realidade vai mais longe e muitos jovens estão a aderir a esta expressão artistica grupal. Estes são mesmo FPM.

sábado, 27 de setembro de 2014

Cai a noite

Após uma tarde tumultuosa, chuva, granizo e nuvens grossas, que se seguiu a uma manhã de sol eis que o sol regressa e fura o cinzento da tarde antes que a noite caia. E desta réstea tirei esta imagem eram cerca de sete da tarde, hoje aqui no terraço. Mal observei deixei tudo e fotografei. Apenas os irritantes fios electicos incomodam a imagem e cortam-na em duas. Mas afinal são os mesmos em que pousam as andorinhas. Estão perdoados !!!

Cantadeiras

O cante alentejano há muito que deixou de ser a expressão de "feios, porcos e maus" (sem desrespeito...), quero dizer com isto que cada vez se encontram mais grupos corais femininos, que rivalizam com os melhores, e retirou aos homens a exclusividade nesta forma de expressão artistica, cito apenas três exemplos bons, "As Papoilas do Corvo", "As Ceifeiras de Entradas" e "As Atabuas", isto aqui mesmo ao ladinho. Tentei inspirar-me para esta telazinha. As caras não são de marilynes  mas é mesmo assim que vejo o seu encanto.

Falhar

Ontem à noite o escritor Pedro Chagas Freitas. esteve aqui na Feira do Livro em Ourique. Escritor, formador, animador, comunicador, nadador salvador, publicista, jornalista, ou outra coisa que não sabemos, talvez palerma, a fazer fé na sua biografia publicada no seu site. Penso que é uma nova geração entre a escrita e o marketing, entre o romance e a auto ajuda, entre a publicidade e a escrita criativa, aquilo que ele mesmo chama "ilusionismo linguistico". Comunica muito bem, é hábil no uso das redes sociais, e é um bom promotor do seu produto. Basta ver o título extraordinário que encontrou para o seu ultimo livro, "Prometo Falhar". e em subtítulo "o amor acontece quando desistimos de ser perfeitos". O Edson Athaide não faria melhor, e é um guru da publicidade. Procura leitores e fãs, e aproxima-se de uma estrela pop, mas no final dou-lhe o beneficio da dúvida. De algumas coisas que li digo que escreve muito bem. Vamos ver o Chagas. Pelo menos o público feminino caiu a seus pés !!!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Serafim

Ontem, no quadro da Feira do Livro da Biblioteca Municipal, aqui em Ourique, assisti à apresentação do livro "A minha boca parece um deserto" de Jorge Serafim. Para além de um talentoso declamador, contador de histórias, animador de créditos firmados, incluindo na TV, escreve muito bem e não só para crianças. O livro, com a imagem de um livro para jovens, ficciona o problema da falta de água, e escreve por exemplo, acerca do pai amargurado pela seca,  
"Está mal-encarado, as arrelias consomem-lhe a figura. Os dias não se lhe fazem úteis. Pergunto á minha mãe o que se passa e ela responde renitente. O pai está assim porque o céu amuou com a terra. Nem água vem nem mágoa vai ! E se lhe pergunto porquê, a minha avó dá logo um ar da sua desgraça. Porque os homens secam imteligência e florescem burrice! A maior parte das vezes não entendo as coisas que a minha avó diz. Quanto mais a ouço, mais enigmado fico, enrolando compreensão em resposta nublada. Mas, ela, ríspida acrescenta, se não começa para aí a chover... Vai tudo por mágoa abaixo ! Ai vai, vai!"
Uma escrita de uma grande beleza, tudo menos óbvia.
As ilustrações são de José Francisco, e estão num registo que tem algo de gótico, é muito bonita. Por 10 euros um belo objecto, comprei com dedicatória para a neta. A Feira decorre até sábado vale uma visita, vá lá !!!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Debates

Hoje terceiro debate, e impressiona o nivel de agressividade entre pessoas do mesmo partido, e a forma como o Seguro dá tiros nos pés em nome de ter o "prémio" de vir a ser primeiro ministro. Costa também se deixou arrastar para momentos de absurda sobreposição de argumentos que não tiveram vantagem para ninguèm. Para mim continua tudo como antes, ou seja, vamos escolher personalidades, capacidades negociais, capacidades de gerar consensos, percursos politicos e experiências. E nesse aspecto acho Costa mais preparado e mais capaz de promover mudança. Como se dizia nos comentários da SIC, Seguro fechou o debate a dizer "se querem mudança votem em mim se quiserem manter tudo votem em Costa", até parece que é Costa o actual lider. Estranho.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nevoeiro

Manhã de nevoeiro cedinho e mais um dia de encontro, no ponto de encontro do costume. Lá estão alinhadinhas e prontas para a partida, as andorinhas são aos milhares e quase todos os dias proporcionam este espetáculo completamente à borla. A mim fascinam-me.

Sensibilidade

A Dona Perpétua tem algumas dificuldades auditivas, baralha-se um pouco com as letras, mas tem uma enorme sensibilidade, e não precisa de ouvir muitas palavras para saber o que quer fazer e fá-lo bem e sempre com muito sentido e bom gosto. Aqui estou eu a dar algumas indicações e a aprender alguma coisa com a Dona Perpétua, hoje de manhã nos Palheiros, onde cheguei depois de um aborrecido furo num pneu. No entanto tive Deus por mim.