segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Galinhas
Hoje segunda feira de atelier de pintura para as senhoras da Aldeia de Palheiros. Estamos a acabar a primeira tela, sendo que para a maioria é a primeira que fazem na sua já longa vida, O trabalho é todo delas, apenas ajudei no desenho e algumas pinceladas dadas. De resto faz-se a vontade das alunas. Querem galinhas, fazem galinhas ! Neste caso até levaram a familia... Bom para por na cozinha. Esta tela é da senhora Leonarda e ficou alegre não acham ?
domingo, 19 de outubro de 2014
Ceifa
Já não existe, já não se faz desta forma, as mãos já não empunham foices, e mesmo os martelos só para pregar pregos nas paredes... Outros tempos ! Assim limito-me a reproduzir um imaginário distante em que as ceifas não eram feitas por potentes máquinas agricolas, e ainda bem que agora é assim. Fica a imagem.
sábado, 18 de outubro de 2014
Sábado
Era sábado e estava sol, tal como hoje. Dis 18 de Outubro, mas de 1975,
um ano agitado, em que tudo acontecia e as esperanças estavam no auge.
Acabado de fazer 23 anos, o curso ainda a meio, tinha previlegiado o
trabalho, mais que o trabalho, o estar no trabalho, condição importante
para estar activo naquele ano de brasa em que tudo era política, em que o
amanhã não se adivinhava e o mês seguinte, podia ser tudo, pois tudo
estava em aberto. As coisas compunham-se com muito pouco, e o pouco era
suficiente, pois a ambição pessoal era nada, tudo se centrava no
colectivo, ou disso estavamos convencidos. Por isso casar, sendo importante, era apenas mais um passo numa aproximação intima, amável mas muito ingénua, pois eramos levados por uma grande ingenuidade, uma grande vontade de viver em conjunto, mas não de uma forma isolada e voltada para o interior. A vida naqueles anos era uma exaltação, um pretexto de intervenção, e sê-lo-ía por mais algum tempo. Por isso tudo foi muito simples, mas bonito, claro que sim. Foi assim um sábado irrepetível, e cumpriu-se aquilo que ali ficou acertado, apesar das palavras naquele tempo já valerem pouco, "até que a morte os separe".
Diabo na cruz
Não é nenhuma novidade mas o grupo "Diabo na Cruz" é muito original, pois mistura o rock com a inspiração do folclore mais tradicional, ou se quisermos, mais "popular", e o título dos seus albuns atestam, "Roque Popular" e "Virou !!!". Alia a isso letras bem construidas e por vezes de um "non-sense" arrasador, por vezes surrealistas, outras hiper-realistas, mas sempre com os pés na realidade portuguesa. Neste clip que aqui publico, a canção "Vida de Estrada" é mostrada apenas pela sua letra, e convenhamos que está muito bem "apresentada"... Contraditória como o nome do próprio grupo, pois já imaginaram o diabo na cruz ???
Semear
Sei que já não se semeia assim, parece que até já não se semeia, os produtos nascem já nas prateleiras dos supermercados, já embalados, e prontos a saltar para a panela. É a evolução natural ! Ficam as imagens duras do tempo em que cada semente saía das mãos do homem que a deitava à terra, onde esperava o tempo necessário para germinar, crescer e ficar pronta para mãos do homem a colher. É desse mundo em que a terra era de terra, em que as mãos eram de carne e osso que procurei a recordação.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Cat in a bag
Prossegue a paixão da gata Mia pelas malas da dona. Parece que é um local onde gosta de dormir, embora também goste de estar junto ao monitor do computador, de preferência a olhar para a dona (ou a sentir-se dona...), até o sono chegar. Agora está adoentada, já tem 12 anos, é diabética e toma insulina todos os dias, sem problemas. Haja quem lha consiga dar !
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Lancheira
Visto em DVD o filme indiano "A lancheira" de Ritesh Batra. Um filme que recomendo, leve, triste, mas bonito. A história faz lembrar aqueles namoros em que os meninos deixavam bilhetinhos para as meninas debaixo das carteiras da escola. No circuito das lancheiras que as esposas enviam aos maridos com o almoço para o trabalho, e distribuidas como se se tratasse de um circuito de correio, a lancheira vai ter a mãos erradas, e aí começa uma singela relação entre duas almas solitárias e infelizes. Só que uma delas é alguém em processo de reforma, a caminhar para a velhice, a outra uma mulher ainda jovem casada tratada com indiferença pelo marido. A relação parecia ter tudo para florescer até ao dificil frente a frente. E não digo mais.
Ganhões 2
É um trabalho que já não se faz desta forma, pois as máquinas substituiram o homem, mas fazia~se. Malhar era a palavra utilizada, e procurei representar essa actividade dura, num trabalho decerto dificil, pesado e mal pago. Fica aqui a recordação.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Orçamento
Foi entregue hoje o OE 2014. É uma confusão e quanto mais explicam menos se percebe. Cada um lê o que quer. Quem lê aumento de impostos, vê aumentos. Quem lê redução, vê redução. Quem lê cortes, vê cortes. Quem lê que o combate à fuga reverte, vê reversão. Quem lê menores pensões, vê pensões mais baixas. Na realidade está lá um pouco de tudo !!! Para mim leio que a odiada CES não será reconduzida, ou melhor, é mas para pensões superiores a 4617 euros, a mim não me toca, quem me dera !!! Agora de resto só vejo palavras vãs, e metas inatingíveis, como a do deficit de 2,7 %. Mas afinal todos os governos fizeram Orçamentos para a fotografia, Sócrates incluido. Agora a ideia de devolver aos contribuintes a receita do combate à fuga fiscal acima do valor orçamentado, são palavras que apoio, mas têm um defeito, são só palavras ...
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Promessa
Ontem esteve um dia horroroso, a chuva e a depressão invadiu as ruas e as cabeças. Por aqui pela planicie alentejana a água não foi poupada. Daí hoje de manhã a minha curiosidade despertou cedo, pelas 6h30, e passada meia hora a dar pedaladas decidi abrir as portadas e vejo esta promessa de um dia claro. Prometeu e está a cumprir. O sol nasceu já pleno de cores e decidido a dar ânimo aos desvalidos... e conseguiu. Fica o registo para os amantes de "nasceres do sol".
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