domingo, 26 de outubro de 2014

Vulgar

Vi hoje "Railway man",  e fiquei com a certeza que boas intenções não chegam para um bom filme. Embora a história tenha potencial a abordagem é vulgar, previsivel e sem chama, e os actores, Colin Firth e Nicole Kidman, por si não chegam para lhe dar o que não tem. Penso que não vale a pena ver.

sábado, 25 de outubro de 2014

Tigran

Se havia dúvidas, e não havia, de que o jazz é uma maravilhosa linguagem universal, temos aqui mais uma prova. Alguém pensaria que a Arménia poderia produzir um génial pianista de jazz, de apenas 27 anos ? Pois aí está ele, Tigran Hamasyan, que aqui executa um solo de piano, de sua autoria, com cerca de 10 minutos. Também canta, improvisa, e faz " vocalese". Quando se apresenta em quinteto tem ainda uma excelente cantora armena de nome Arena Aghbabian, não é o caso aqui. Para quem gosta de jazz fica maravilhado com esta prestação, e tudo o que apresenta é de sua autoria. Gosto muito. Por uma coincidência curiosa este grande músico toca hoje em Portugal no Centro das Artes das Caldas da Rainha. Tem já três CD gravados.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mar 2

Pintura de Manuel Gamboa, presente na exposição "O Mar e as Artes". Trata-se de um pintor de Lagoa, mas de grande projeção, presente em muitas coleções. Fará 90 anos em Abril próximo e ainda pinta.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Mar

Fui ver a exposição "O mar e a arte", no Convento de S.José em Lagoa, com artistas do concelho, e cujo tema é a relação com o mar. Dentro das telas saliento estes  "Lugares de água" de Clara Andrade. Verdadeiramente muito bom, talvez o melhor dos expostos, para mim.

Aurora

Na proxima semana esta imagem recua uma hora no tempo. Quando abri a portada, 8 da manhã mais coisa menos coisa já o sol parecia despontar num dia que se revela como um verão de S.Martinho adiantado. vamos ver qual a factura a pagar por tal benesse. No entanto chegará já no domingo a hora de inverno e o sol terá de se apressar... À noite será a tristeza generalizada. Nem quero pensar que às seis da tarde será noite cerrada. De facto não teria paciência para viver na Islãndia !

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pinceladas

Agora também no Centro de Convívio de Ourique vamos procurar um grupo para "aprendizes" de pintura. O gosto é tudo, e os talento vem por acréscimo, com a prática. Claro nem todos podemos ser Julios Pomar, Paulas Rego ou Van Gogh, só para citar alguns, mas o objectivo é conviver e desenvolver de forma inteligente o lado artistico que cada um tem cá dentro no cantinho do coração, e todos temos qualquer coisa a descobrir. Começou ontem dia 21, e será todas as terças, e nada se paga, a não ser uma pequenina contribuição para o material. É mesmo dar só um pouco de tempo. Para quem gosta, claro !

Campaniça

Esteve práticamente dada como extinta, é caracteristica do Baixo Alentejo, sendo uma viola com um formato de cintura fina, som metálico das suas cordas de arame, e tocada por eximios tocadores, que se perdem nos campos do sul, e dada a avançada idade arrastariam consigo o destino do instrumento. Alguém lhe deitou mão e deu-se um processo de recuperação que a coloca a lado de violas tipicas, nomeadamente a viola caipira brasileia como ficou provado nos espectáculos dados em conjunto na recente Feira de Castro. Já a tinha pintado, mas volto ao tema. Fica aqui a memória, mas também a realidade da viola campaniça e dos seus tocadores.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Telecom

A desvalorização bolsista da PT é mais do que um problema "lá deles", dos que são accionistas, gestores, trabalhadores ou até clientes da PT. O valor da empresa, de facto, não se resume ao valor bolsista, mas quando se vê a empresa dividir por dez o seu valor na bolsa no ultimo ano, e percebermos que está nas mãos de uns pardacentos gestores brasileiros de que nem o nome se sabe, que por falta de liquidez a podem vender a "quem der mais", incluindo um grupo francês de má fama, chamado ALTICE, e que nada tem a ver com as telecomunicações, é apenas um abutre financeiro que faz raides sobre presas frágeis, perceberá o risco em que estamos quando temos a jóia da coroa das empresas tecnológicas em Portugal, a preço da "uva mijona". Qualquer um a pode comprar, e despedaçar os seus activos para vender a retalho ao melhor preço. Um país não pode estar à mercê destes humores, desta gente sem escrupulos, e os homens de punhos de renda, Salgado, Granadeiro, Bava, também não saem bem desta história, pois são os primeiros responsáveis por esta quase tragédia nacional. E não estão na cadeia !!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Filomena

Grande filme de Stephan Frears, com Judi Dench, candidato a vários Oscares em 2014. O argumento é poderoso e vai buscar práticas criminosas feitas em nome da Deus. Agora atacamos, com razão o Estado Islâmico, mas grandes crueldades foram feitas em nome de Jesus Cristo, nomeadamente nos conventos na Irlanda, onde raparigas eram submetidas a grandes desumanidades. Como "as boas raparigas vão para o céu, as más para todo o lado" esta má rapariga decidiu já no final da vida procurar o filho que lhe foi retirado e dado para adopção, ou vendido, por uma moral castradora e cruel. Não que seja novidade mas devemos ver.

Pessoas

Não gostando da auto promoção não resisto a publicar aqui a foto duma pessoa importante na minha vida, chamada "eu próprio". Como diria alguém " o maior projecto da minha vida sou eu próprio", mas publico porque este foto foi agora desenterrada das catacumbas onde se encontrava, e mostra a minha imagem quando tinha 22 anos, foi tirada em Setembro de 1973, ou seja tem um pouco mais de 40 anos, no decurso do meu Inter Rail, e encontrava-me em Lund na Suécia onde passei para visitar o meu amigo que na altura me acolheu por uns dias. Ía também ver o ambiente para um possível "salto", caso viesse a ser necessário, mas não foi, pois sem eu saber estavamos a sete meses do 25 de Abril e do fim da ditadura. Fica aqui a imagem tão sebento como verdadeiramente me encontrava, com uma gabardina surrada. Tomava um balde de café choco, como era o que havia naquelas terras nórdicas, e sem saudades de Portugal, excepto da bica. Mesmo no regime fascista a bica sempre foi incomparável... com a zurrapa que se vendia nas democracias nórdicas.