segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Patxi
Faz parte de uma geração de cantores espanhóis que fizeram época, e tiveram muito sucesso em Portugal, de que faziam parte Serrat, Manolo Diaz, Paco Ibañez, o grupo Aguaviva, entre outros. Trata-se de Patxi Andion e é conhecido pela sua voz rouca e nasalada. Ainda está no activo, coerente com os seus melhores tempos, compõe e faz espectáculos. Ontem esteve no teatro TEMPO, em Portimão. Fui ver, aproveitando uma oferta de bilhetes da Antena 1. Verdade que já não me toca como tocava, mas continua em grande estilo, trovador inveterado, o basco dedica-se agora a um registo mais intimista. Acompanhava-se a si mesmo na guitarra, e de tudo prescindiu, menos de um diálogo permanente com as pessoas que lotavam a sala, em bom português. O público, esse era dos 50 anos para cima, e todos iam à procura de rever velhos momentos. Não ficaram desiludidos.
domingo, 2 de novembro de 2014
Regresso a casa
Após muitos anos de afastamento regressam a casa duas serigrafias do mestre Cruzeiro Seixas, que comprei há muitos anos. Mostro aqui uma delas, a outra terei de fotografar pois não se encontra na net (eu pelo menos não encontro). Cruzeiro Seixas, ainda vivo com 94 anos, é talvez o único surrealista português ainda vivo, e que se mantém fiel ao surrealismo ainda hoje. Ao contrário da maioria dos grandes artistas, manteve-se sempre muito presente no mercado da serigrafia, considerada por muitos uma actividade "menor", mas que muito contribui para "democratizar" a arte, tornando-a acessível a muitos. Agora está de novo na minha parede. Depois mostro a outra, que é um pouco mais ousada.
sábado, 1 de novembro de 2014
Feriado 2
Faz hoje 4 anos escrevi um post com este título, "Feriado", pois na altura era feriado, hoje não. Nesse post, com uma foto de um prato de "arroz de marisco", um dos meus pratos preferidos, agora banido, simbolizava que como me sentia, mesmo que visse esse prato na minha frente eu não o provaria sequer, tal o meu fastio, a minha fragilidade e a "rejeição" que a comida me provocava. Nesses dias duros, nada me fazia levantar da cama, a cama era o meu quarto, a minha casa de banho, o meu jardim, o meu passeio, o meu cinema, o meu computador, a minha rua, e foi da cama que coloquei esse post, e falo dele por ser o mais visitado de todos os que coloquei, talvez por razões de mera coincidência do mundo digital. Nesse feriado, a minha esperança mantinha-se, apesar dos prognósticos, o moral estava em baixo, e ao adormecer ouvia o bater descoordenado do meu coração, o que me deixava em pânico, e foi aí que me tornei dependente do Lorenin, pois só queria uma coisa, adormecer e ver o sol do dia seguinte. Apenas um dia de cada vez e sem deixar que a luz se apague, hoje como há quatro anos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Modiano
Acabei a leitura do livro do recém nobelizado Patrick Modiano, "Na rua das lojas escuras", naturalmente movido pela curiosidade que a atribuição do Nobel despertou em mim. O escritor é pouco conhecido fora de França, e em França a ministra da cultura não foi capaz de citar um titulo de seu mais recente Nobel. Este livro venceu o prémio Goncourt em França, em 1978, sendo uma obra com alguns anos. É uma escrita interessante, um romance quase policial, em que se trata a reconstrução da memória, de alguém que a perdeu e a vai, não diria retomar, mas vai construindo, como um puzzle. O ambiente parece ser o mais habitual no autor, a França ocupada pelos nazis, e vai tecendo a sua própria memória muitos anos depois, a partir de uma escuridão onde nada existe. Como argumento daria um grande filme, pois o fio da narrativa agarra-nos. No entanto a mim parece-me um "pequeno livro", e creio que este autor é um grande escritor de pequenas obras, Não estão lá teses, filosofias, causas, não é um Saramago, ou um Vargas Llosa mas não arriscaria apreciação acerca da validade ou não de um Nobel. Vou ler mais algumas obras.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Luz da manhã
Um tela do autor americano de que muito gosto, Dan McCaw, onde vemos uma extraordinária luz de uma manhã encoberta. É um nascer do sol muito particular, intimo, incerto e místico. Dan McCaw é considerado um neo-expressionista, e as suas telas são sempre algo indefenidas a imagem tem de ser quase procurada no meio de uma amalgama de cor. ou quase ausência dela. Gosto deste nascer do sol que não o é de todo, apenas o "nascer" da luz do dia, e serão estes os dias que aí vêm.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Dois passos
Vi hoje o documentário "Twenty feet from stardom", vencedor do Oscar para melhor documentário em 2014. Em Portugal tomou o nome "A Dois Passos do Estrelato" e está disponível em DVD. Excelente, incontornável para quem gosta muito de música, é o meu caso !!! Neste filme mostra-se o papel das "vozes de apoio" no mundo da música, do talento enorme que se encontra por detrás de grandes estrelas, e de como essas vozes são muitas vezes o som que determina o que ouvimos, mas por outro lado mostra a impossibilidade de estas vozes extraordinárias, fazerem carreira a solo, mesmo as que tentaram. Assim, Stevie Wonder, Joe Cocker, Bruce, Sting, Stones, Michael Jackson e muitos outros contaram com estas vozes para criarem o seu sucesso. No entanto nomes como Judith Hill, Lisa Fisher, Darlene Love, Merry Clayton, apesar de terem vozes poderosas não nos dizem nada, e todas participaram nos maiores sucessos das estrelas que referi, e tentaram carreiras a solo. Mas não chega uma voz poderosa.
84
Mais uma autofotografia, a segunda "in all my life", enquanto fui acompanhar os 84 anos da minha mãe. Agradeço a foto à Inês, a filha mais velha, também na foto. Oitenta e quatro é já muita idade, suportável para quem tem saúde mas pesado para quem sofre, e é o caso. Tenho pensado muito na velhice, na perda, entre outras coisas, da saúde, e no sofrimento que a idade nos pode trazer. Quando se mantém a cabeça viva e o corpo não acompanha, instala-se a depressão e a falta de projecto de vida vai-nos azedando, e se nós já somos azedos, transforma-nos em alguém de dificil convívio. A vida tem de ser algo mais do que sobreviver, não é ?
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Dilma
Foi reeleita, mas confesso que apesar do seu passado de luta, do seu presente de "esquerda", e dum futuro que ninguém conhece, esta mulher não me inspira a menor simpatia nem confiança. Porque será ? Talvez pela corrupção galopante que tomou conta do PT, talvez pela arrogância que sempre demonstra, talvez pela frieza da sua postura, não esquecer que lhe corre sangue do leste da Europa. Não sei explicar mas não gosto mesmo nada. E depois esta coisa de um presidente, Lula, indicar a sua substituta parece mais coisa de uma monarquia do que a boa tradição republicana.
Pincéis
Hoje foi dia de pinceladas nos Palheiros, e a maioria das "alunas" terminaram as suas telas, para a maioria será a primeira. Por enquanto não tenho fotos para mostrar, onde se vejam os trabalhos, mas os trabalhos feitos satisfazem, sendo alguns muito alegres, o que é uma luz, no dia a dia, da artrite, do reumático, da solidão ou dos isolamento, coisas que se procuram combater naquela associação Nossa Terra, e pelo que vejo vão conseguindo. Ainda bem que há quem se preocupe com estas pessoas, tratando-as como iguais e não como "idosos". A mim enche-me o coração poder dar esta pequena ajuda. A mim também me ajuda, talvez seja quem mais ganha com a experiência. A foto é da primeira sessão que lá fiz, ainda em Junho.
domingo, 26 de outubro de 2014
Carreiras
O país está nas mãos dos Carreiras. É o Tony, é o Michael, é o David, dominam tudo e todos, é as cantorias, são as jovens aos gritos, as casadas histéricas, as cinquentonas apaixonadas, que apesar da menopausa mostram cartazes a manifestar "Toni faz-me um filho", pudera !!! Os maridos contemporizadores ! Entrevistas nas "melhores" televisões, divórcios analisados por comentadores, alguns apresentadores mais bem pensantes que se rendem a colar a sua imagem ao sucesso da família Carreira. Apre já chateia !!! Teremos mesmo que os aturar a toda a hora ? Felizmente temos a Antena 1 que os ignora, qualquer dia ainda são chamados à pedra, por afrontarem os interesses da família. Não me digam, que eu sei, só ouve quem quer, claro era o que faltava, a tortura terminou no 25 de Abril, mas a toda a hora levar com os Carreira em cima é demais. Poupem-me !
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