domingo, 9 de novembro de 2014
Muro
Caiu há 25 anos e não deixa saudades. Muro de Berlim, da Vergonha, imagem fisica da imagem verbal inventada por Churchill, a "Cortina de Ferro", que separava o Leste do Ocidente, o chamado Mundo Livre, do Império Soviético, Berlim cidade sitiada, mas na imagem dada pela imprensa parece que era Berlim Leste a cidade cercada quando na realidade o Muro cercava Berlim Ocidental, para impedir a fuga de alemães do Leste, de todo o Leste, Berlim Ocidental era assim uma cidade onde só se podia chegar de avião. Familias foram separadas no dia em que se começou a construir o Muro, pessoas foram encerradas numa cerca como de animais se tratassem. Mas nada de ilusões, com a queda do comunismo não acabaram os Muros. Ouve muros na Austrália, hoje há Muros na Palestina, em Ceuta, e até há Muros entre o México e os EUA. e o Mar Mediterrâneo não estará transformado num enorme Muro ? Os Muros vão permanecer enquanto houver homens que queiram cercear a liberdade de outros homens, e isso há cada vez mais !!! Não poderemos esquecer, mas convém relembrar.
sábado, 8 de novembro de 2014
House of Cards
Estarei atrasado eu sei, mas comecei agora a ver a 1ª temporada desta série, com Kevin Spacey, e realizada por David Fincher. Não vou dizer nada de novo, pois já muitos disseram que esta série é excelente. Tudo bem feito, bons actores, grande realizador e um argumento muito bom, que envolve o triangulo política, jornalismo, interesses, e apresenta-nos com total crueldade, os bastidores do mundo da política, com comentários dos próprios acerca do cinismo das suas manobras. Dizem cada vez mais que as séries da actualidade superam o cinema e literatura, na qualidade do que apresentam, na actualidade dos temas, na realização. qualidade dos argumentos e da representação. Acredito a julgar por esta e outras, e House of Cards vale a pena ver. O argumento todo ele se compreende muito bem, tudo é muito claro, e muito intenso, como se quer numa série de televisão.
Morta ?
Regresso após 2 dias de ausência forçada. E mostro aqui uma natureza morta, que foi iniciada em 1999, encostada, esquecida, anos e anos fechada num armário e de lá saiu há alguns dias para ser terminada. Não é o meu forte mas é um bom exercício para principiantes como eu. Umas frutas numa taça, um pano que cai sobre uma mesa e uma tentativa de trabalhar a luz e as superficies arredondadas. Podia estar melhor, podia, mas nesse caso não seria da minha autoria pois duvido que a pudesse fazer muito melhor. Não sou nenhum Cezanne... Portanto ao fim de 15 anos pode-se dizer que finalmente está "morta". É assim quando se basculha os fundos dos armários esquecidos encontra-se sempre despojos do tempo. É o caso.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Incompetentes ?
Deste post podemos dizer que "a ignorância é atrevida", que é injusto, errado, incorrecto, mania de falar daquilo que não se sabe, coisa vulgar na internet. Tudo isso é verdade, além deste post ser politicamente incorrecto, inconveniente, incapaz e idiota. Tudo verdade !!! Mas não resisto a dizer o que pode ser uma grande asneira, quando vemos os timorenses, e Xanana entre outros, acusar os juizes que expulsaram de incompetência, apesar de me parecer que para a incompetência a expulsão não é solução aceitável, mas retomando, se calhar os timorenses dizem na sua ingenuidade aquilo que muitos portugueses pensam da justiça e dos juizes, e não ousam dizer. Será que Deus escreve direito por linhas tortas ? E esta gente que aqui em Portugal tudo fazem, pois acham-se acima de qualquer critica, não será mesmo ... incompetente ?
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Cruzeiro Seixas
Tinha referido em post anterior que a minha parede tinha recebido duas serigrafias deste autor surrealista, mas só mostrei uma pois esta segunda não encontrei em nenhum local da net, o que será uma raridade, Dela existem 200 exemplares mas há muitos anos que a comprei e tem imagens de conteúdo maçónico e fálico. Gosto dela mas já está um pouco danificada. Fica aqui uma foto.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Secador
Para uma pintura em acrilico rápida um secador de cabelo pode ser útil entre outros artefatos. Aqui vemos a sessão de hoje e a dona Graciete a manusear tal aparelho, para começo de trabalho. Começaram agora uma segunda tela, para consolidar o trabalho feito na primeira, e agora a paisagem alentejana parece ser o motivo inspirador. De resto os suportes variam, e até a dona Isabel trouxe uma telha para pintar. é preciso é gente satisfeita. São telhas pinta-se telhas !!!
Patxi
Faz parte de uma geração de cantores espanhóis que fizeram época, e tiveram muito sucesso em Portugal, de que faziam parte Serrat, Manolo Diaz, Paco Ibañez, o grupo Aguaviva, entre outros. Trata-se de Patxi Andion e é conhecido pela sua voz rouca e nasalada. Ainda está no activo, coerente com os seus melhores tempos, compõe e faz espectáculos. Ontem esteve no teatro TEMPO, em Portimão. Fui ver, aproveitando uma oferta de bilhetes da Antena 1. Verdade que já não me toca como tocava, mas continua em grande estilo, trovador inveterado, o basco dedica-se agora a um registo mais intimista. Acompanhava-se a si mesmo na guitarra, e de tudo prescindiu, menos de um diálogo permanente com as pessoas que lotavam a sala, em bom português. O público, esse era dos 50 anos para cima, e todos iam à procura de rever velhos momentos. Não ficaram desiludidos.
domingo, 2 de novembro de 2014
Regresso a casa
Após muitos anos de afastamento regressam a casa duas serigrafias do mestre Cruzeiro Seixas, que comprei há muitos anos. Mostro aqui uma delas, a outra terei de fotografar pois não se encontra na net (eu pelo menos não encontro). Cruzeiro Seixas, ainda vivo com 94 anos, é talvez o único surrealista português ainda vivo, e que se mantém fiel ao surrealismo ainda hoje. Ao contrário da maioria dos grandes artistas, manteve-se sempre muito presente no mercado da serigrafia, considerada por muitos uma actividade "menor", mas que muito contribui para "democratizar" a arte, tornando-a acessível a muitos. Agora está de novo na minha parede. Depois mostro a outra, que é um pouco mais ousada.
sábado, 1 de novembro de 2014
Feriado 2
Faz hoje 4 anos escrevi um post com este título, "Feriado", pois na altura era feriado, hoje não. Nesse post, com uma foto de um prato de "arroz de marisco", um dos meus pratos preferidos, agora banido, simbolizava que como me sentia, mesmo que visse esse prato na minha frente eu não o provaria sequer, tal o meu fastio, a minha fragilidade e a "rejeição" que a comida me provocava. Nesses dias duros, nada me fazia levantar da cama, a cama era o meu quarto, a minha casa de banho, o meu jardim, o meu passeio, o meu cinema, o meu computador, a minha rua, e foi da cama que coloquei esse post, e falo dele por ser o mais visitado de todos os que coloquei, talvez por razões de mera coincidência do mundo digital. Nesse feriado, a minha esperança mantinha-se, apesar dos prognósticos, o moral estava em baixo, e ao adormecer ouvia o bater descoordenado do meu coração, o que me deixava em pânico, e foi aí que me tornei dependente do Lorenin, pois só queria uma coisa, adormecer e ver o sol do dia seguinte. Apenas um dia de cada vez e sem deixar que a luz se apague, hoje como há quatro anos.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Modiano
Acabei a leitura do livro do recém nobelizado Patrick Modiano, "Na rua das lojas escuras", naturalmente movido pela curiosidade que a atribuição do Nobel despertou em mim. O escritor é pouco conhecido fora de França, e em França a ministra da cultura não foi capaz de citar um titulo de seu mais recente Nobel. Este livro venceu o prémio Goncourt em França, em 1978, sendo uma obra com alguns anos. É uma escrita interessante, um romance quase policial, em que se trata a reconstrução da memória, de alguém que a perdeu e a vai, não diria retomar, mas vai construindo, como um puzzle. O ambiente parece ser o mais habitual no autor, a França ocupada pelos nazis, e vai tecendo a sua própria memória muitos anos depois, a partir de uma escuridão onde nada existe. Como argumento daria um grande filme, pois o fio da narrativa agarra-nos. No entanto a mim parece-me um "pequeno livro", e creio que este autor é um grande escritor de pequenas obras, Não estão lá teses, filosofias, causas, não é um Saramago, ou um Vargas Llosa mas não arriscaria apreciação acerca da validade ou não de um Nobel. Vou ler mais algumas obras.
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