terça-feira, 18 de novembro de 2014
Ruralidade
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Novas telas
Hoje estive na Aldeia de Palheiros, como todas as segundas de manhã e iniciaram-se novos trabalhos, aliás alguns já vêm da semana passada. O entusiasmo permanece e as senhoras não se poupam a dar-me mimos, hoje foram espinafres, mas já recebi ovos, feijão verde, compotas, doce de tomate e de outras deliciosas frutas, o que eu interpreto como sinal de satisfação e de reconhecimento, sinais que aprecio particularmente, pois tudo isto é feito ou colhido com as suas próprias mãos. É um dar e receber constante que é uma lição. Obrigado.
domingo, 16 de novembro de 2014
Casével
Hoje de manhã passei por lá, a pequena aldeia de Casével, e parei o carro mesmo em frente da sede das Vozes da Planície. A aldeia estava quase deserta, o céu tinha nuvens grossas que pareciam prometer chuva. Fotografei de novo a Torre e a pequena capela mesmo ao lado. O silêncio estava por todo o lado e o cheiro a terra húmida lembrava bem onde se estava. Poderia ouvir o som das Vozes acompanhadas pela viola campaniça. Mas não, por isso os trouxe até aqui para que se possam ouvir, na sua simplicidade e sem pretensões que não seja dar continuidade a tradições de muitos anos e que não podem ser interrompidas. A poucos dias do anuncio do resultado da candidatura do cante alentejano a património da Humanidade, aqui ficam para ouvir.
Inverno
Com o aproximar do Inverno a humidade toma conta dos campos e o verde domina. Começam também as primeiras flores silvestres, e agora já estão um pouco por todo o lado, como estes minusculos malmequeres apanhados em flagrante hoje de manhã nos campos de Castro Verde. É a natureza a renovar o seu ciclo independente da vontade dos homens pois estes dela fazem parte. Não é bonito nem feio, lindo ou horrível, é o que é !
sábado, 15 de novembro de 2014
Espirito
Estou a ouvir o album relativo ao concerto de Rodrigo Leão comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril. A única parte da comemoração que não criou polémica ! Cinco estrelas. Sendo um concerto sobretudo instrumental tem quatro faixas vocais com as vozes de Camané e Celina da Piedade. Excelentes interpretações. Tem um CD e um DVD.
Monda
"Mondadeiras do meu milho, mondai o meu milho bem, não olheis para o caminho, que a merenda já lá vem".
Uma pequena tela com imagem da monda. Não está grande coisa, há que melhorar.
Uma pequena tela com imagem da monda. Não está grande coisa, há que melhorar.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Anéis ou dedos ?
Foi anunciada hoje a privatização de 66% da TAP. Não é novidade mas é triste. Depois da EDP, PT, REN, ANA, CTT; etc tudo acaba em mãos privadas e sabe-se lá prever as consequências de tais decisões, estas sim, irrevogáveis ! Vender anéis e ficar com os dedos é apenas uma figura de estilo, pois aqui não há anéis nem dedos, mas empresas cula venda pode comprometer o interesse nacional, a segurança do país independente e livre. É todo um programa que está agora a concluir-se e que deixa nas mãos do Estado tudo o que dá prejuizo, e transfere para o privado o que é ou pode vir a ser lucrativo. Não gosto.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Natureza
Afinal ainda não estava morta... Decidi mudar o pano que estava mal conseguido. Afinal não é mesmo o meu forte, mas com esta mudança talvez tenha melhorado um pouco. Um verdadeiro exercício de paciência. A quadricula pintado com milhares de pinceladas. Como se diz. quem não tem que fazer...
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Legionário
Não se fala de outra coisa que não seja o surto epidémico pela bactéria "legionela", e o país está em pânico, e a ignorância como sempre toma a vanguarda, por mais que gente mais sabedoura se esforce por esclarecer, a percentagem de asneiras por metro quadrado cresce, basta dar uma breve passagem pelas "antenas abertas", para perceber que o desconhecimento está em alta, e como sempre " a ignorância é atrevida". Agora não espero que atinja aqui o Alentejo profundo, pois se por acaso chegasse a mim teria morte certa, claro, o meu estado não está preparado par tal bicho tão agressivo. Fica o desabafo !
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Dora Bruder
Em 1942 um anuncio num jornal, os pais procuram a sua filha desaparecida. Em Paris, uma Paris ocupada pelos alemães, numa França dividida entre duas realidades que eram duas faces da mesma moeda, os ocupantes, e a zona livre, na realidade composta pelo regime pró nazi de Vichy. A filha desaparecida é Dora Bruder. Filha de judeus, escondida pelos pais enquanto judia, numa cidade onde é perigoso existir, só resulta rastejar, entre os criminosos e os colaboracionistas. O internamento era o mais normal para quem era fora do normal. Vinte anos depois alguém procura Dora Bruder, a partir do anuncio, e percorre o seu caminho nas ruas, nos prédios que se julga ter habitado, nas escolas onde possa ter estado, nas prisões onde uma adolescente terá sido presa, com prostitutas, comunistas, desamparados, judeus e outros "anormais", nos campos onde terá sido internada, nas manhãs geladas de 1942, nos vagões que a terão transportado, nos campos onde terá terminado sua curta vida. Dora Bruder é um excelente pequeno livro do nobelizado Patrick Modiano. Onde reconstrói um enorme puzzle, de uma Paris cidade de escuridão, servidão e desumanidade, em 1942, dias de chumbo, onde o homem foi predador do próprio homem. A ler.
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