sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Boa solidão

Manhã na planicie alentejana, hoje com sol, frio, verde, azul, intensa, fresca e com cheiro a campo. Um privilégio poder tirar esta fotografia quando me apetecer. É a solidão boa !

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Desmoralizada

Está um pouco desmoralizada mas é muito bonita. Esta manhã fotografei-a em Garvão, uma vila mesmo aqui ao lado, onde vou por vezes. O sol batia apesar do frio, que me empurrava para a rua.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Wave

No alto mar podem-se passar fenómenos estranhos, como "nascerem" grandes ondas que nos assusta só de pensar. Tentei imaginar como seria. Um pouco mas ou menos "em forma de assim".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Uma tela feliz

Segunda feira dia de atelier de pintura na Aldeia de Palheiros. Cada uma faz o que lhe dá gosto, como pode, como sabe, "with a little help from my friends". Aqui a dona Graciete optou pela imagem do Alentejo feliz, ingénuo, naturalista e simples.É claro que hoje com o frio estavamos todos "entenguidos", mas que importa o frio se sobra a vontade ? Deculpem estar de costas...

Muralha

A muralha e o rochedo ao longe contrapõem uma imagem de mar assustador. Tentei transmitir essa imagem indomável, mas pintar o mar não é para todos. Para mim é um exercício onde procuro aperfeiçoar a mão, ocupar a mente e auto-aprendizagem numa lógica de "tentativa e erro".

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Baixa mar

Estamos num sábado de inverno. As temperaturas previstas levam a gelar, ou a esfregar as mãos junto da lareira. Mas lá fora o mar estende-se na maré vazia e a espuma contrasta com o azul de um mar gélido do sudoeste alentejano. Sim é da Zambujeira que estou a falar, onde o mar e a costa alentejana se juntam numa harmonia só quebrada pelas ondas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Gregos

Agora que só se fala da Grécia, do Alexis, do Varufakis, do Syriza, também quero meter a minha colherada. A colher de um ignorante, que se limita a acompanhar o que se passa, a ler o que se escreve e a ouvir o que outros dizem. Além de ter cabeça para pensar. E desde já digo, não gosto do Syriza, detesto o ar de "dandy" do sr. Tsipras, odeio o ar "metal" do Ministro das Finanças, e julgo que esses "bonecos" não estão em sintonia com um povo que agoniza, que me desculpe o público feminino que, eu sei, está apanhado por estes dois "sedutores" ! Depois acho que quem deve, deve muito, não começa por decidir gastar muito mais, sabendo que é com o dinheiro dos outros. Não vai comigo, aquela politica exibicionista e de espectáculo que vão usando para tentar conquistar os corações dos europeus. Melhor seria começarem por propor humildemente um plano detalhado para resolver ou adiar a solução da sua crise, mas mostrando serem gente responsável. Não seguiram por aí, é pena. Ninguém gosta de ser chantageado, e os europeus já estão cansados dos erros dos seus politicos, para agora ainda aturarem as asneiras dos gregos. É demais!

Onda

É uma imagem clássica e embora sem muita originalidade, continua a esmagar. A força do mar e de uma onda  comunica energia, desafia os equilibrios mais estáveis, e coloca-nos perante a nossa pequenez. É apenas água...  Tentei pintar essa imagem avassaladora a partir de uma foto muito corriqueira na net. Não sei se consegui, mas tentei ! O ponto branco na imagem é o flash quando a foto foi tirada, pois esta tela está emoldurada com  um acrílico que não é anti-reflexo...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Arrasador

Vi agora um filme com alguns meses, disponivel agora no video club do Meo. "Em parte incerta", de David Fincher, com Ben Affleck no papel principal e Rosemund Pik no principal papel feminino, que lhe mereceu candidatura a Óscar em 2014. De título original, bem mais apropriado "Gone Girl", é um filme que nos surpreende e deixa num estado de choque, pois apresenta-nos tudo o que pode haver de hipocrisia no ser humano, e nessa grande instituição chamada "casamento". Não que os casamentos sejam todos como este, não que as mulheres sejam como esta, afinal é duma psicopata que se trata, ou que a ficção nos apresente um caso habitual, normal, ou pelo memos frequente. Não. Apenas nos surpreende, e nos apresenta um mundo virado do avesso, em que o que parece não é, e o que é nem parece. Como as mesmas imagens, perante mais informação, são outras imagens, como entre a "amazing Amy", e a "bastard Amy", nem vai um passo. Achei excelente, e vi duas vezes de seguida, pois à primeira não entendemos totalmente a surpresa. A ver.

Mar

Prolongada ausência que hoje termina. Muitas vezes temos de parar para pensar um pouco. Parar para uma revisão. Parar apenas pelo simples acto de parar, fazer um intervalo, com a garantia de que esse intervalo é mesmo um intervalo, não é o fim de nada e pode ser o principio de muitas outras coisas. Nada como recomeçar com uma imagem da natureza mais selvagem, mais pura e mais imaginada, tão real, tão perto, mas tão distsnte. Pintar o mar é díficil. Nem mesmo sei se consigo, assim fui fazendo várias tentativas. Comecei há quatro anos, num bloco de telas que me foi oferecido quando estava apenas com a imagem da morte à minha frente, e o caminho era estreito, escuro, longo, guiado por uma luz muito ténue ao fundo. Depois deixei, mas entretanto a luz foi aumentando e acabei por passar por ela para o outro lado desse tunel. Agora retomei o tema, o "mar" quero eu dizer, e aqui está um deles. Quando parece que estou a regressar ao caminho das pedras, relembro o mar, que imagem mais forte do que esta para aquilo que é eterno !