segunda-feira, 4 de maio de 2015

O homem mais detestado do país

Coitado, coube-lhe a tarefa de defender uma causa perdida, defender um decisão idiota tomada por um assessor que ganha rios de dinheiro, defender o indefensável, dizer que o branco afinal é cinzento e o preto é branco, argumentar sem argumentos, contestar números que toda a gente viu que estão certos, fazer um retrato desfocado de uma coisa mais nitida que céu limpo, afirmar que está tudo bem quando todos vêm que está péssimo. Porta voz forçado de quem não quer dar a cara, é o idiota de serviço. É o porta voz do Sindicato dos Pilotos, um papel que ninguém quereria nem para o seu pior inimigo. Qual sempre em pé, não verga apesar dos golpes dos jornalistas que o tratam como merece, abaixo de cão.

Preparativos

Para quem pensa que as "coisas" nascem feitas fica aqui a nota doss preparativos por gente dedicada para a Feira que é já no próximo fim de semana em Garvão. Mais uma forma de recolher alguns fundos que eles fazem falta para manter as actividades e as pessoas apoiadas. No interior também é assim, nada é oferecido.

Ponte

A Maria Domingas optou por coisas menos óbvias e pelos vistos gostou. Um estilo Van Gogh, sem ofensa para o génio incompreendido, e para os seus amarelos e outras cores. Esta jovem senhora é talentosa e tem gosto, e uma idade avançada que não a impede de procurar outras maneiras de ocupar e de conviver.

Flamingos


Mais um trabalho de grupo da Aldeia. Agora são flamingos rosados retirados de uma foto que os ilustrava em plena ilhota. Um dos trabalhos da dona Graciete, que na sua insegurança, quem não tem quando se aventura por terras nunca dantes navegadas, levou o barco a bom porto. Não sendo um trabalho perfeito, que a palavra não tem aqui aplicação, manifesta a vontade de representar algo de belo. E nós temos de reconhecer que conseguiu. com dedicação e esforço. Há que continuar.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Primeiro

Venho aqui recordar aquilo que o Primeiro de Maio recorda, a luta dos trabalhadores de  Chicago em 1886, para conquistar o direito a uma jornada de trabalho de 8 horas. Não estamos a falar de fins de semana, de férias, muito menos de férias pagas, estamos a falar de trabalhar sem horário, até ter ordem de ser solto, como os animais que ontem vi na Ovibeja, acorrentados na sua cela. Esta era a realidade antes da jornada de Chicago. Vem isto a propósito da nova moda de trabalhar sem direitos, de trabalhar sol a sol, com remuneração miseráveis. Assim a memória de Chicago ainda é actual 129 anos depois. E não é preciso ser comunista para o reconhecer, pois nos actuais "paraísos" comunistas a situação não é muito diferente. Basta pensar na situação que nos é relatada acerca da RPC,  onde milhões de chineses vivem acorrentados sem direitos a teares, linhas de produção ou lojecas. A ganância não tem ideologia.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ovibeja

Hoje foi visita à Ovibeja. Para mim foi a primeira vez, aproveitando a boleia da Nossa Terra que proporcionou a ida de um grupo. Muita gente, muitos grupos de idosos e muitas crianças de mãos dadas a fazer filinhas. É um acontecimento social à imagem do Alentejo, embora esperasse um pouco mais. Para além de pavilhões dedicados à pecuária, e aos comeres alentejanos, enchidos, queijos, doçaria, vinho e azeite tudo com bom aspecto mostrando aquilo que é a essência da sua actividade. Depois os municípios, sendo que Ourique estava em versão minimalista, quatro porcos decorativos e um "garçon" a cortar tiras de presunto, numa palataforma exterior, é tudo o que existe neste pequeno concelho. Este ano um pavilhão dedicado ao cante, mas em ano de património da humanidade, merecia mais e sobretudo melhor. Enfim, uma manhã cansativa, terminada com uma sande de secretos grelhados gigantesca, mas que me consolou, consolou ! Em falta o artesanato, que também o há por cá, mas se calhar  ao preço que é cobrado aos artesãos não justifica a presença.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Fazer as pazes ?

A Comissão Parlamentar do BES terminou os seus trabalhos com aprovação do relatório por todos os partidos, coisa rara neste Parlamento. Se a forma como foi gerida por Fernando Negrão, a competência mostrada pelos deputados participantes, já nos tinha mostrado que se pode fazer política sem chicana, demagogia e impreparação, este último acto foi a cereja em cima do bolo. Este deve-se muito a um deputado, desconhecido para muitos, Pedro Saraiva do PSD, vindo de Coimbra. Para mim é conhecido, embora não pessoalmente, claro. Foi vice-reitor da Universidade de Coimbra, e é uma pessoa de uma competência e metodologia de trabalho a toda a prova, e é uma referência em Portugal na área de Qualidade, sendo um dos seus experts. Questiono-me o que faz na política, pois dela não precisa, mas afinal quando os bons entram na política fazem a diferença, seja qual for o partido em que estejam. Ficou provado que também há gente preparada e humilde na política. Não dão nas vistas mas fazem muito bem o seu trabalho.

Florida

Mais uma primeira tela, agora da Cândida, no grupo do Centro de Convívio. Com cuidado, delicadeza e trabalho simples mas dedicado conseguiu como todos que temos sempre alguma coisa a dar. Julgo que ultrapassar uma dificuldade nos deixa sempre um pouco mais felizes.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Interrupção

Forçada por problemas com o computador, uma paragem que me obrigou também a entrar em despesas, por a máquina anterior entrou em colapso. Após sete anos de bons e leais serviços também não poderia exigir mais. Ainda assim ressuscitou e agora vai ainda trabalhando, mas fiquei privado dele durante uns dias. Regresso de novo para continuar a reflectir acerca de tudo e de nada. Um bom hábito.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Paisagem

Para mostrar que a paisagem se planeia, se protege e é património. Vejamos aqui um exemplo, com esta bela pintura de flores, que pululam no Baixo Alentejo, e depois como isso se destrói por uma construção ruinosa, bem como fios elétricos e outra tralha "tecnológica". Ora valha-nos Deus.