segunda-feira, 25 de maio de 2015

Impressões

Segunda é dia de ir à Aldeia. Hoje ficam aqui as "impressões" da Leonarda, que optou por uma "paisagem" que requer um estilo mais ou menos impressionista. Trata-se de um "work in progress", ou seja em bom alentejano  "na tá acabaaado". Ainda está ali muito trabalho para fazer mas pela reacção da autora gostaria que já estivesse, pois já se nota aquela impacienciazinha de chegar ao fim. Tempo, tempo é um dos principais ingredientes para fazer uma tela interessante. Vamos a ver !

domingo, 24 de maio de 2015

Cortar

A loira mais esperta do país, Maria Luís, voltar a lançar sobre os pensionistas mais uma ameaça, em nome da sustentabilidade da Segurança Social. Cortar de novo as pensões, incluindo as actuais. Pessoalmente jamais poderia concordar com tal, mas independente disso, pois jamais alguém gosta que lhe retirem algo, a sustentabilidade depende de tantas coisas que esta pode ser a chamada "solução preguiçosa", feita por ter resultados imediatos, baixando assim os custos para o Estado, mas longe de por si garantir sustentabilidade, apenas adia a sua queda. Então que fazer ?  Ora a sustentabilidade depende de se garantir mais receitas e diminuir despesa. Mas quais ? O grande factor de desequilibrio é a situação económica que gera desemprego, aí tudo é errado, mais despesa com subsidios, menos receita com a quebra de salários. Por isso tudo o que crie emprego ajuda, e quanto melhores os salários mais ajuda. Um segundo problema é a baixa natalidade. Menos a pagar e mais a receber. E qual a razão numero um desse problema? A situação económica do país que leva muitos jovens a adiar ter filhos até terem como os "financear". Por isso digo que o que há é que pôr a economia a funcionar, coisa que esses cortes a fazerem-se só atrapalha. Tenha calma senhora doutora, se não se quer transformar numa loura burra...

sábado, 23 de maio de 2015

Avenidas Periféricas

Cada vez mais "modianesco" acabei a leitura de "Avenidas Periféricas" um livro do nobelizado Patrick Modiano, de 1972, mais um pequeno livro deste autor que faz uma grande obra composta por prquenos livros, sendo em todos os que li, e já li quatro, o mesmo pano de fundo, a França ocupada pelos alemães e as cumplicidades, as tramas, dessa ocupação, e de como muitos a superaram. Praticamente sem edição portuguesa, e a pouca que havia esgotada, Modiano está agora a ser objecto de reedição e começa a estar disponível. Neste livro persegue a memória do pai, um judeu que vive de esquemas, junto com um bando de gente que sobrevive à ocupação fazendo apelo ao que o homem tem de pior. Ou não fosse a ocupação o aviltamento de uma nação e de cada um em particular, estimulando os "extremos" da capacidade humana, de resistir ou de trair, de viver ou rastejar. Quanto mais leio mais gosto de  Modiano.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Elvis on a bed's dog

Pois a propósito de gatos falemos de cães ! Ao falar de cães falamos do Elvis. Parece que fala, tal a convivialidade que estabelece à sua volta, metendo-se no coração das pessoas. Durante estes dias de visita hospitalar para as minhas "revisões" convivi umas horas com o "feioso" e a sua amabilidade é exemplar, muito afectuoso, e sempre atento e disposto a adoptar as pessoas que não conhece. Aqui está numa cama onde gosta de "bater" umas sornas...

Gatinhos

Estes foram pintados pela Cidália depois de uma laboriosa sucessão de dias de esforço e dedicação. Foi o primeiro trabalho mais complicado a levado até ao fim, e ela sabe bem o trabalho que deu, e se não está obra perfeita, está pelo menos um bom esforço e um exercício bem conseguido para um iniciado. Faz parte de um grupo que temos no Centro de Convívio cá na terra. Um trabalho sem pressas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Flores do meu jardim

Parece um titulo de um livro de poesia do Augusto Gil. Não, decidi fotografar os meus vasos de sardinheiras e chamar a isto jardim. Aqui não há canteiros, alegretes, flores tropicais e outras que mais. Não apenas umas pobres sardinheiras que insistem em dar nas vistas. Espero que o calor do Alentejo não as transforme em palha. Agora vou fazer uma interrupção para visita hospitalar e espero que aguentem a falta de água.

Segredos

Mais um segredo de polichinelo do Alentejo profundo, aquele onde não há jornais, na versão do nosso ex primeiro Cavaco Silva. Licor de Poejo e Licor de Bolota, é bom, não faz muito mal, é artesanal, e as vendas revertem para boas causas, pode-se beber fresco, ainda melhor. As pequenas garrafinhas custam 5 euros e são obtidas na Associação Nossa Terra, para quem quer provar mais um sabor, que só os porquitos conhecem bem, e não me consta que sejam burros !

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Spotify

Sou um ignorante em muitas das disponibilidades da net, mas para mim, apreciador inveterado e furioso de música descobri agora, só agora, o Spotify, que por bluetooth me permite ouvir na aparelhagem a melhor música (e a pior claro!), toda a música ou quase toda, com muito boa qualidade sonora, sem chatices, de borla, ou por pouco dinheiro, pois até encaro tornar-me assinante. Com isto podemos esquecer os CD, os ficheiros, as cassetes piratas, pois na realidade não necessitamos de ter a posse fisica da musica para poder usufruir dela. Se quiser posso comprar um ou outro CD se tiver algum interesse particular, mas para já foi a descoberta do ano. Muito bom !

Concentradissimas

Sócio, se queres estar concentrado dedica-te á pintura, parece ser aquilo que esta imagem nos transmite, parafraseando um conhecido anuncio de muito mau gosto ! De facto esta manhã na Aldeia era tal a concentração que por vezes não se ouvia uma mosca, coisa rara quando estão presentes cerca de uma dezena de senhoras, em geral não muito silenciosas. O motivo é que estavam numa fase dos trabalhos que exige concentração, mesmo quando para obter um resultado o esforço é grande. É uma batalha com a tela, uma luta que para nós já passados dos 60 exige muito da cabeça, que por vezes já se nega. È uma manhã muito diferente dos outros dias. Os neurónios batem uns nos  outros, a mão ajeita-se, os olhos escolhem !

domingo, 17 de maio de 2015

Nuvens

"Nuvens que andam no ar" é um último CD do grupo "Ganhões de Castro Verde". Agora que o cante alentejano, após a consagração na UNESCO, se tornou uma moda mais audível, estes velhos grupos parece que ganharam um novo ímpeto, sendo que não se posicionam para um comércio musical no mundo da música, ou da "world music" como agora se baptizou. É pena, o mundo não sabe o que está a perder ao ignorar os cantares destes grupos corais que nascem dos confins dos tempos em que o Alentejo era o "celeiro da nação". Já agora Portugal também devia dar um pouco mais de atenção e se não fora os municipios já tudo se teria afundado. Ouçam, primeiro estranha-se depois entranha-se.