quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Pedras
De regresso após uma pausa forçada. Voltei ao ATL onde as férias dos pequenos acabam por ser mais agitadas do que parece. Hoje dedicaram-se a pintar umas que vieram diretamente da Zambujeira. Talvez por infuência do "professor" foram para os peixes e as joaninhas. Depois de desenhadas e pintadas, e muitos quilos de paciência ainda acabou por sair este bando de pedras pintadas que cada um leva para casa.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
Borboletas
Hoje foi dia de borboletas no ATL, e os meninos e meninas atiram-se a pequenas telas de 15x20 para apresentar as suas ideias. Para além de algumas um pouco menos conseguidas temos algumas muito bonitas, pois pintar sobre tela não é fácil não, e afinal para quase todos foi uma "premiére".
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Márcia
É já um valor seguro na cena musical em Portugal, embora muita gente ainda não conheça esta cantora, compositora, que escreve canções para si e para vários artistas. Agora tem novo CD já o terceiro, de nome "Quarto Crescente", e é muito bom. Um misto de musica portuguesa com brasileira pois trem um produtor brasileiro. Fica aqui um exemplo do seu talento e um clip bem feito que é um mistério para mim.
Final de ano
Terminei na passada segunda feira um ano de sessões de pintura na Aldeia de Palheiros. Recordo que quando me contactaram para fazer este atelier estava internado em S. Marta, onde estive 3 semanas. Depois de ter alta fizeram-se os contactos e iniciámos a 23 de Junho do ano passado, apenas houve uma interrupção no Natal. Agora interrompemos cerca de um mês durante Agosto para logo recomeçar lá para Setembro. Para terminar este ciclo tive direito a oferta de almoço, uma bela galinha caseira no restaurante lá da terra. Pudera foram 53 sessões semanais, e muitos trabalhos feitos, algum convívio e muito reconhecimento e consideração que só posso agradecer. Por aqui nem sempre é hábito agradecer, e este grupo tem dado muito de si, esse o melhor reconhecimento. Obrigado.
terça-feira, 28 de julho de 2015
Crianças visitam a velha Matriz
Uma tela que representa uma hipotética visita das crianças á Matriz centenária de Garvão, e decidi colocar uma moldura dado que é para oferecer e ser "rifada" para ajudar a financear o batismo de voo dos pequenos do ATL. O estilo é um pouco naif e as cores quentes são o calor mesmo do Alentejo. As crianças vistam o velho monumento em boa hora recuperado. Uma homenagem e uma paixão.
Still Alice
Um excelente filme que passou despercebido e com o qual Julianne Moore ganhou o Óscar de melhor actriz este ano. "Meu nome é Alice" do título inglês "Still Alice", relata a situação de uma professora universitária a quem é diagnosticado Alzheimer Precoce, e do seu percurso de queda, dos expedientes que usa para combater a perda de memória até se esquecer de si mesma, de quem é, da sua cara da sua família. Tudo se pode perder e é tão rápido, mas apesar disso "ainda é Alice". Um murro para quem não viveu tais momentos.
Mais um dia no ATL
Após uns dias de ausência forçada regresso com um bom motivo. Mais um trabalho de terça feira no ATL. Hoje a maioria dos meninos e meninas foram para a piscina mas os mais pequenotes tiveram de levar com as pinturas, as tintas e os pincéis. Esforçam-se e tentam dar o seu melhor embora muito "contidos", pois a confusão era menor. Hoje apareceu o "retrato", da prima, da sobrinha ou até o auto retrato. Ficam aqui algumas das "obras".
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Força de vontade
Na foto a srª Perpétua mostra o seu montinho em tela. Dadas as dificuldades que tem é grande o esforço e mostra muita força de vontade para fazer os trabalhos que tem feito. Bonito. Gosto de participar nesta pequena odisseia.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O galã do filme que nunca vi (Omar Sharif 1932-2015)
Morreu hoje, os galãs não são eternos na vida real, mas na tela nunca morrem. Em 1966 estreia em Portugal "Doutor Jivago", uma grande produção de David Lean, lembro-me bem passar no Saldanha em frente ao Monumental, onde um cartaz gigantesco mostrava um casal, que saía do cartaz de grande que era, e um comboio que se via no horizonte. Tinha 14 anos, já era rapazola, mas a classificação "maiores de 18 anos" era aplicada de forma implacável, e aplicava-se a qualquer obra onde se desse um beijo, ou se visse um casal apaixonado, era o caso. Assim nunca vi este filme nem depois mais tarde, não sei porquê. Passado durante o Revolução de Outubro, na Rússia, tema proibido na altura, mesmo quando filmada na lógica de uma produção hollyoodesca. A música de Maurice Jarre foi um enorme êxito que se ouvia na rádio a toda a hora. Provavelmente cheio de cortes, lá estreou e foi um enorme sucesso. O egípcio Omar Sharif, já com "Lawrence da Arábia" no curriculo, era o galã, que fugia da Revolução. Não sei se seria assim um enorme actor, mas marcou uma época na minha juventude. Hoje morreu. A doença de Alzheimer foi mais forte.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Crónicas de um Verão Quente (3)
A inconsequência da UDP e dos grupos ML era total. Aí tiro o chapéu ao PCP que sempre se comportou como um verdadeiro partido, uma instituição que sabia que as circunstâncias passam mas os ideais que defendem prosseguem, e poderiam perder muitas batalhas, esperar 100 anos se for preciso mas ganhar a guerra. No dia 11 de Março de 1975, enquanto os grupos a que pertencia gritavam contra os capitalistas, e faziam manifestação para "nem mais um soldado para as colónias", atacavam as nacionalizações, que chamavam "capitalismo de estado", faziam ocupações, o PCP nacionalizava, ocupava lugares na administração, nas empresas do estado, a preparava as eleições de 25 de Abril de 1975 que julgavam ganhar. Na realidade, para desânimo dos comunistas e de toda a chamada esquerda revolucionária, o PS, a que chamava-mos um "partido burguês" ganharia as eleições em toda a linha, e a partir daí Mário Soares desenharia com redobrada legitimidade toda a estratégia contra o Governo de Vasco Gonçalves, de apoio aos militares moderados e culminaria com o 25 de Novembro. Entretanto o Verão aquecia, além da meteorologia desse ano prever calor, politicamente era tórrido, o país dividido em dois, as sedes do PCP ardiam sobretudo no Norte, no Alentejo as ocupações de herdades eram agora acompanhadas pelos militares de esquerda, por todo o lado floresciam as comissões de trabalhadores e moradores. Entretanto nós na UDP íamos dando "uma no cravo outra na ferradura", isto é, apoiar e promover essas lutas com as bases disponíveis, mas sempre numa lógica anti-PCP, o que reconheçamos era dificil de explicar e de entender pelo povo, que via nesse partido a imagem de muitos anos de luta contra o regime, vá lá explicar porque lhes chamava-mos "traidores", "revisionistas", "social fascistas" e outros mimos...
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