sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Deixem a Segurança Social em paz

É apetitoso mexer com os fundos da Segurança Social e da ADSE, corta daqui, retalha acolá, um palavrão muito falado "plafonamento", ora horizontal, ora vertical, agora a fazer o pino, está a assustar os portugueses, uns usam os fundos da ADSE para cobrir o deficit, outros querem usar os da Segurança Social, que pelos vistos já são escassos, para apoiar o reordenamento urbano, ou ainda mais inventivo, financiar com as portagens ou com o defunto imposto sucessório. Enfim, imaginação não falta quando se trata dos fundos da Segurança Social, ora são esses fundos que nos pagam as pensões, e não só, subsidios de desemprego, entre outros. É assunto muito sério, por isso em primeiro lugar "deixem a Segurança Social  como está" não mexam se não sabem, se  andam a experimentar. Depois disso, se há que equilibrar as contas, peçam para quem sabe fazer as contas que as faça, Bagão Félix por exemplo, e depois sentem-se à mesa Governo e Oposição e tomem decisões prudentes e fundamentadas. É o minimo que temos de exigir.

Onzes de Setembro

Todos os anos faço o post dos meus onzes de Setembro. Do mais recente nada preciso de dizer pois todos os media, politicos e jornalistas o recordam justamente. Por isso prefiro falar do "outro", daquele dia onze de Setembro de 1973, faz hoje 42 anos, em que um Presidente da República eleito democráticamente morreu baleado no seu gabinete, cercado por um grupo de militares que corporizou um golpe de estado, contra o seu governo socialista, capitaneados pelo inesquecível Augusto Pinochet. Falo de Salvador Allende, a maior esperança dos inicios dos anos 70, em que a América Latina era uma coutada das multinacionais americanas. suportadas por ditaduras unipessoais, e onde os dedos de uma mão eram mais que suficientes para contar as democracias. Allende, mostrava que se podia evoluir por meios pacíficos, e sempre mostrou uma pose de estado e uma vontade de respeitar o voto de quem o elegeu. Eu sei, para além dele muitos outros morreram, "desapareceram", ou foram deportados para o resto da vida. Uma cortina negra caiu sobre o Chile, e só muitas décadas depois o pais regressou à democracia, e mostrou-se que não foi a ditadura que trouxe o progresso económico, apesar do apoio dos liberais da escola de Chicago como Milton Freedman, mas sim a democracia. Recordo de novo Allende, um exemplo da minha juventude, um homem integro e completo. Este também é um onze de Setembro que não devemos esquecer.

Noite

Vi ontem o documentário "A noite cairá", filme feito sobre o documentário realizado com as imagens que os militares captaram quando entraram nos diversos campos de concentração nazis, no fim da Guerra. A história é que esse documentário nunca chegou a ser concluído, embora estivesse perto disso, com todas as imagens, umas captadas por ingleses, americanos e até russos, pois a sua montagem foi interrompida, e as imagens guardadas no segredo, sob o pretexto de que era politicamente inconveniente após a guerra estar de novo a recordar tais imagens, que apenas provocariam mais reacção negativa, apatia e até revolta na Alemanha, país que se queria reconstruir em paz e sem reabrir feridas. Apenas os americanos avançaram com a sua parte no filme e o mostraram. Agora tudo foi recuperado e muitas imagens reaparecem. O mais curioso é que ao ver aquela gente nos comboios, gente desesperada,  esperando o pior, e a alegria da libertação vem à cabeça as imagens  que vi ontem na Macedónia, onde debaixo de chuva torrencial, homens, mulheres e crianças eram violentadas pela polícia aos berros e com matracas perante o mesmo desespero e ninguém naqueles governos hipócritas, eles próprios que representam povos que foram massacrados no passado associa a sua prática com as práticas dos anos 40, Lamentável. Como dizia alguém "Vemos, ouvimos e lemos não podem ignorar". Será que estes Governos têm olhos, ouvidos e boca, ou apenas estão agarrados a um poder sem valores ?

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Costas

Não é o que pensam, as "costas" são  bolos tradicionais do Alentejo,  muito simples, pouco doces e que se podem comer com queijo, ou rechear com gila, tipo "enfarta brutos", com erva doce, e a forma de um pãozinho de leite. Gosto destas "costas", e também gostava do outro, mas nos últimos tempos a desconfiança instalou-se pois não gosto nada que me aliciem com promessas para amanhã por conta de resultados a obter no futuro, tomara que fosse verdade pois muito teria a recuperar.  Assim enquanto as "costas" nós sabemos o que são, este "costa" é uma surpresa. E a surpresa surpreendeu. De facto Costa teve um desempenho positivo, como lhe competia, pois aqui o papel é de desafiador. Talvez espicaçado pela "sondagem" que dava vitória a Passos, a tal que abrangeu 385 respondentes, uma mistificação, Costa  mostrou que sózinho vale muito mais do que  um saco cheio de Lelos, Césares, Estrelas e outros aves. Acredito que possa ser um bom governante, mas ser bom governante não é fazer apenas o que é "popular". Para isso ao Costa prefiro as "costas".

Voar

Já algum tempo tenho tentado apanhar aquele momento mágico em que algo se transforma e a um sinal adivinhado as andorinhas todas, sem uma só ficar para trás, levantam voo para o seu destino, que pelos vistos todas sabem qual é. Quem lho indicou foi a eternidade de anos de viagens de gerações e gerações, que vão cravando a garra no seu ADN de forma que estes hábitos lhe são intrínsecos. Um mistério, mais um da natureza. Desta vez apanhei-as, pode não ser espectacular mas é lindo vê-las levantar voo com uma extraordinária sincronização.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Debandada

Todos os anos o mesmo espectáculo, a partida das andorinhas, já começou há algum tempo mas agora é maciça. Pudera, o verão caminha para o fim e por aqui a comidinha, e o tempo começa a dar sinais de mudança. Concentram-se aqui em frente do meu terraço para a viagem acordada que lhes está no ADN.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A força do preconceito

Vi agora o filme "Jogo da imitação", já de 2014, e vencedor de um Óscar. Uma história extraordinária baseada na vida de Alan Turing, o homem que durante a Segunda Guerra descodificou o código Enigma, permitindo aceder às mensagens de guerra dos alemães. Com isso calcula-se encurtou a guerra em dois anos e ajudou a poupar mais de um milhão de vidas. Apenas tinha um pequeno defeito, era homosexual e nessa altura isso era ilegal e só dois caminhos podia escolher, a prisão ou a castração quimica. Optou por um terceiro: suicidou-se.

Voadores 2

Mais um grupo de bichos voadores, feitos já há algum tempo. Estes bichos atraiem-me pela sua beleza e pela facto de serem efémeros, o que nos recorda todos os dias que a vida, a beleza, o charme, tudo que em nós nos aumenta o ego acaba por ser efémero, Deus, ou alguém, tem na mão acabar com as nossas ilusões, vejam as borboletas.

"Uberizava-me" se pudesse

Verdade, se pudesse era cliente da Uber, de que hoje se fala pelo protesto dos taxistas. E não posso porquê ? Porque me falta um smartphone. internet móvel e residir em Lisboa, Porto ou Faro. É sabido que a classe dos taxistas é talvez da mais odiada do país. Sem razão ? Não com muitas razões !!! Verdade que há bons e maus em todas as profissões, só que nos taxistas a percentagem é maior e os maus são péssimos, gente ao nível quase da delinquência, estraga a imagem dos bons que também existem. Pessoalmente uso sempre táxi quando me desloco ao hospital, e donde saio sempre muito fragilizado. Pois nessa situação e no passado recente já fui vitima de verdadeiro bullying por parte de taxistas irritados, malcriados e torpes, que me ofenderam do pior, só porque o trajecto era curto, ou porque, perante a evidente escolha de uma percurso "pouco usual", o questionei se "não seria melhor por outro trajecto". As ofensas foram inqualificáveis que nem as posso reproduzir aqui. Além disso o estado da frota é repelente, o aspecto de muitos deles causam-me medo de entrar no carro. Por isso que venha a Uber e "que se lixem" os taxistas, que é o mesmo que eles pensam dos clientes. Claro façam a Uber pagar os seus impostos e exijam uma concorrência leal. Agora aqueles pugilistas ao volante, muitos deles verdadeiros ladrões legalizados, não me merecem o mínimo respeito.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Help

Não hão-de as senhoras gostar, o "professor" também dá uma ajudinha quando é preciso, para combater as pressas, o desânimo, as indecisões. por isso muitas vezes não "há pano para mangas", pois as chamadas são constantes, e muitas precisam de um pequeno empurrão, pois "já estou parada" é a frase mais ouvida. Parar é que não !!!