sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Sonhadores
"Dizem que sou um sonhador, mas não sou o único", está escrito ou pode-se "imaginar". John Lennon, um dos heróis da minha juventude faria hoje 75 anos, andaria de bengala, tomaria leite quente no lugar doutras "coisas brancas", tomava conta da casa, enquanto Yoko daria entrevistas, e passearia por Central Park onde receberia os cumprimentos de "old friends", isto se não tivesse sido assassinado, afinal por um fã tresloucado. Desde sempre se saberia que a coisa podia acabar mal. Como acabou para outro icon da minha juventude, Che Guevara, outro sonhador, embora mais "assertivo" e mais disposto a tornar os seus sonhos realidade, mesmo que tivesse de passar potr cima do cadáver de muitos homens e mulheres, eles também sonhadores mas com outro tipo de sonhos. e cuja morte hoje se relembra, pois ocorreu a 9 de Outubro de 1967, aliás quando me tornei seu "admirador" já o exército boliviano se tinha encarregue de lhe acabar com os sonhos. Jamais se encontraram estes dois homens, nada tinham em comum que não fosse sonharem, mas como diz o outro "pelo sonho é que vamos" !!! A foto claro que é um milagre do photoshop ...
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Nascer
De entre as fotos das férias na Islândia que a minha filha passou na semana passado na Islândia está este nascer do sol espectacular (ou será pôr do sol ? ), que me transmite um forte sensação de contraste de vida que irrompe das profundezas pelo dia a dentro. Muito bonito.
63
É o numero mágico deste ano. 63 primaveras, verões, outonos ou invernos, o que se queira, mais do que o que passou interessa o que está para vir, e aí, a vida é tão bonita que mais um minuto, um dia, uma semana, um mês ou um ano é sempre bom. Arranja-se sempre ocupação para lhe dar conteúdo. Venham eles.
Familia
Aproveitei o aniversário para tirar uma foto de família, uma foto de sofá onde estou com as minhas filhas, a Inês, de 37, e a Joana, de 33, e claro o cão Elvis jamais poderia deixar-se excluir, pelo que fez pose em cima das minhas pernas, pois tem sempre de estar em cima das pessoas. Também pertence à familia assumidamente...
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Medo ?
O resultado das votações é aquilo que eu chamaria a vitória do medo ! O medo do regresso ao governo Sócrates, o medo da crise, o medo de apostar no incerto, o medo da diferença e do diferente, o medo do desconhecido, mesmo que o conhecido nos seja desagradável. Mas temos razão para ter medo ? Penso que sim ! Na realidade os exemplos recentes, entre eles a Grécia, mostra-nos tudo o que não queremos, embora tenhamos já um pouco de gregos, e daí agarrar aquilo que será, pela experiência já vivida, um caminho que parece passar ao lado dessa crise ! Já não queremos arriscar sonhos presentes pagos por rendimentos futuros, nem cantos de sereias que nos assustam. Se é para ter medo, afaste-se o medo !
Flores
Mais um trabalho terminado, e o cliente satisfeito ! A srª Leonarda conclui com facilidade após algum impasse, mas um fundo com sombreado feito com as pontas dos dedos acabou por dar o toque que fazia falta. Ficou bem. E o tempo acaba por dar sempre solução as nossas insatisfações.
domingo, 4 de outubro de 2015
Amarelo
Se não fosse o mau gosto que seria do amarelo. Discordo, discordo e muito. O amarelo é de facto a cor que salienta mais a luz, num fundo escuro, e enche de alegria o mais abandonado dos jardins, é o caso do jardim do miradouro que manifestamente já terá tido melhores dias. Pouco pessoal, substituição de plantas a fazer, muita ervas, alguma secura agora a recuperar, equipamento destruido, quando lá vou, com frequência, só diz "ajudem-me". E tem mais visitas do que parece, pois a vista é bela. Salve-se o amarelo.
Cantando
Em momento de aniversário do coral cá da terra, voltei ao tema, como sempre num registo algo caricatural, não dá para mais, mas podemos olhar para o cantar como o vemos, e para mim está muito presente a narrativa de "feios, porcos e maus", talvez errada, mas é o impacto da masculinidade (cada vez mais contestada) no cantar alentejano, no que ela tem de bom e "extravagante". Ficamos então assim... Neste caso é um acrílico de 40x30.
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Pinturas do cante e outras músicas

120 anos
Estamos a comemorar 120 anos sobre a primeira projecção cinematográfica, a 28 de Dezembro de 1895, os irmãos Lumiére fizeram com um equipamento que inventaram a projecção das primeiras imagens em movimento. Leon Gaumont assistiu a essas primeiras projecções e vem a criar uma industria cinematográfica que popularizou o cinema na primeira metade do séc XX, e se mantém até hoje. Para comemorar esses 120 anos o Pública está a publicar uma colecção de DVD com a parceria da Gaumont, onde os filmes de ouro da Gaumont se disponibilizam. Vi o primeiro "O vagabundo de Montparnasse" de 1958, com um par de actores extraordinários, de que só m,esmo um velho como eu se poderia recordar, Gerard Philippe e Anouk Aimée. Gerard morreria de cancro um ano após este filme com 36 anos, e Anouk ainda vive com 83 anos. O tema do filme é a vida trágica do grande pintor Amadeo Modigliani, ele próprio morreu aos 35 anos, na mais total miséria física, de tuberculose, quase mendigando para alimentar a família, sem vender quadros que hoje atingem muitos milhões de dólares. A sua companheira, Jeanne Hébuterne, suicidou-se com 21 anos, no dia seguinte à morte de Modi, grávida de 9 meses. Uma história aterradora, habitual retrato da miséria em que viveram os mais geniais criadores do inicio do séc XX. Filme muito belo, de Jacques Becker.
sábado, 3 de outubro de 2015
Reunificação
Muita gente já não se lembra ou não sabe o que querem dizer as iniciais RFA e RDA, ou a palavra Stassi, ou quem foi Honecker ou mesmo Koll, Willy Brandt ou Schmit, agora que se fala de muros afinal qual foi o Muro inspirador. Muita gente não lembra mas foi apenas há 25 anos que a Alemanha se reunificou, e daí para cá encetou o caminho de integrar os chamados alemães de leste, nas condições da Alemanha democrática e desenvolvida. Dois paises de regimes tão diferentes, acabaram por se fundir, e dar origem a uma potência invejável. Com o fim da RDA, terminou as últimas esperanças dos burocratas comunistas de fazer na Europa o que nunca conseguiram fazer em mais lado nenhum, um estado rico, justo, distribuidor de "cada um segundo as suas capacidades a cada um segundo as suas necessidades", e para isso a RDA pretendia vir a ser uma montra, afinal foi-se a ver e era uma montra de repressão, corrupção, pobreza vivida em silêncio, poluição incontrolável, tristeza, desesperança, obscurantismo, desconfiança até da própria sombra. Só uma coisa se perdeu, o inesquecível arquipoluente Trabant, para o qual era melhor inscrever a criança quando nascia, pois o prazo de entrega podia ser de mais de 25 anos...
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