segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Visita de "estudo"

Aproveitei para uma foto nas oliveiras
Visitantes "estudam" o azeite com uma sopinha de pão
Hoje não houve pinturas, e no seu lugar fez-se uma visita à firma Oliveira da Serra, em Ferreira, num âmbito mais alargado. Uma visita de estudo, como se dizia nos tempos da escola, em que se conhecia um processo ou um espaço, depois se regressava e se escrevia um texto, ou se fazia um desenho. Neste caso vimos como se produz o azeite em tempos de globalização, sim porque estamos a falar de 200 000 litros de azeite por dia, o meu avô que era capataz de um lagar dos antigos, nem quereria acreditar que tal fosse possível !  Começámos pela origem de tudo, a azeitona pequenina, preta ou verdinha, e fiz-me fotografar junto de árvores tão mágicas !  Depois as descargas, o transporte, centrifugação, decantação, descarga, e no final fomos convidados para provar as diversas variedades de azeite ali produzidas. Um pouquinho de pão é molhar num pratinho, para saborear este produto tão  típico daquilo que é o berço da civilização, o Mediterrâneo.
Spray de azeite, Não levar para o "banheiro".
As velhas latas de azeite

Até encontrámos as velhas latinhas de azeite e algo que desconhecia, azeite em spray, para pulverizar as saladas, apenas há que ter cuidado, não o levar para o "banheiro" onde pode ser trocado com o desodorizante, e as axilas não precisam de lubrificação... Agora vamos fazer o desenho !

domingo, 25 de outubro de 2015

Viena

O sonho de qualquer apaixonado por música, o meu caso, é assistir a uma ópera em Viena. Concretizei esse sonho em 1995, e em vez de uma assisti a duas, em dias diferentes, e na Ópera Nacional, e pela Companhia Nacional de Ópera. Os espectáculos foram o "Otelo" de  Verdi, e as "Bodas de Fígaro" de Mozart, e logo Mozart na sua cidade, uma combinação perfeita. Para estes espetáculos existem meses de antecedência de reservas, pelo que a hipótese de chegar, comprar bilhete e entrar, é bastante remota. Mas na realidade foi isso que aconteceu. Em condições muito particulares veremos, mas exemplares acerca da forma como a música é vista na Áustria. Estávamos de visita a Viena, por motivos profissionais, mas como sempre nestes casos aproveitou-se para fazer um pouco de turismo. Devo dizer que na época de Ópera existem representações todos os dias, em duas sessões, á tarde e à noite, sendo que o espetáculo da tarde difere do da noite, e nos dias seguintes podemos ainda ver espetáculos diferentes, o que dá a ideia do que é, em termos de montagem e desmontagem, de organização e de número de artistas envolvidos.

De visita à cidade e ao edificio da Opera Nacional, apenas para uma vista de olhos, pois jamais pensaria assistir a um espetáculo, consultámos o programa, e naquele dia à tarde estava em cena o Otelo de Verdi. Constatámos que pessoas compravam bilhete, e entravam, o que me deixou espantado. O que era então ? Apesar de tudo estar esgotado, havia um conjunto de bilhetes que só podiam ser vendidos na próprio dia, e quem chega primeiro compra. A questão é que esses bilhetes só permitiam ver o espetáculo de pé, num local previligiado, mesmo atrás da plateia ( na foto um pequeno rectângulo atrás da ultima fila ) e de frente para o palco, e tendo por apoio uns corrimões onde as pessoas podiam apoiar-se para estarem mais "confortáveis. Comprámos bilhete que era muito barato, e entrámos embora o espetáculo só começasse dentro de duas hora, fomos ver o lugar que estava destinado e era um espaço aberto com 4 ou 5 alinhamentos de corrimões de apoio, onde as pessoas penduravam cachecois para reservar os lugares, e assim fizemos. Deixamos os  nossos cachecois, pendurados voltámos a sair e fomos dar uma volta . No regresso ocupámos os lugares, e durante cerca de 3 horas assitimos de pé a um espetáculo fabuloso duma cenografia maravilhosa e excelentes cantores, e como havia a possibilidade de dois dias depois assistir ás "Bodas de Fígaro", lá voltámos para o mesmo procedimento. Nos dois casos a representação estava esgotada para os restantes lugares, mas estes lugares baratos e de última hora estão sempre disponiveis para os amante de musica que não se  importem de passar 3 horas ou mais  ( as óperas são sempre muito longas) de pé apenas apoiados num  corrimão. Grande musica merece grande esforço. Para mim, vinte anos depois até subir a minha rua me atrapalha. Outros tempos! Mas na lista dos locais visitados onde diz "Ópera em Viena" está para sempre um visto !!! Esta já ninguém me tira ! Agora ouço em CD ou no Spotify ... música para paraliticos... paciência !!!

Nomear

O que é que Sócrates, Passos Coelho, Santana, Durão têm em comum ? Pelo menos uma coisa, todos no seu final de mandato procuraram  salvaguardar os seus mais indefectíveis colaboradores, assessores, consultores, apoiadores, amores, e outros que tinham sido escolhidos por motivos políticos e agora em fim de ciclo, devem ser aconchegados nalgum "colinho" do Estado, pago pelos contribuintes, mesmo que para isso não tenham nem competências nem experiência. É uma "paga" pela sua fidelidade e pelo seu "afecto" aos lideres. Aqui não há que negociar, todos estão de acordo. È a dança do desempregado.

Marcelo

Quem pense que é o "candidato" da direita que se cuide. O candidato da direita não faz comicios na Voz do Operário, nem aborda um discurso nos limites do não cavaquismo, inteligente, claro e sem afrontamentos ideológicos. Todos gostámos de seu alinhamento, em que corta com a sua tradição de comentador. e desenvolve um discurso voltado para o futuro, no exacto momento em que as decisões e discurso do PR geram tanta controvérsia. Assim acena a um eleitorado de centro esquerda e dá passos de gigante para uma vitória logo na primeira volta. Tira assim partido da sua grande notoriedade e faz-nos  crer que está á  altura das responsabilidades. Procura assim dar KO ao candidato "redondo", e atirar para o voto de partido a candidata Maria de Belém.  Em grande parte para Marcelo vai ser um passeio.

Everest

Fui ver ontem, mas a versão em 2D, pois aqui não há condições para 3D. Para quem gosta de aventura e de superação, e aceita que a natureza é sempre mais forte, e não fica desiludido quando esta vence, deve ver este filme. Por muitos apelidado de "longo e monótono", para mim julgo ser a imagem da realidade do longo caminho que atrai muita gente para um objectivo, apenas porque ele está lá ! Ou seja "porque sim".  Só assim se compreende (?) o aceitar este desafio que se sabe poder ser fatal, desafio ao medo, que é claro nalgumas das personagens, desafio a um poder que não podemos controlar, a um poder que não sabemos quando se vai abater sobre nós. O ser humano também é feito por este tipo de pessoas. Claro que o filme não passa ao lado de alguns pormenores tais como, a escalada do Everest se ter tornado num negócio, e de se ter facilitado em certas regras, talvez por aquilo que disse atrás. E quando se falha, depois é sempre possível explicar as razões, o difícil é prever a falha. O final é triste e previsível. Ainda assim valeu a pena. Veria de novo, agora em 3D, claro !

sábado, 24 de outubro de 2015

Cão feio

Faço referência na minha apresentação a um cão feio, parte integrante da família. como compete a pessoas que respeitam os animais. é o caso. Pois aqui se apresenta o tal animal. Agora que os animais estão representados na AR, não só pelo partido PAN, mas também por muitos que eles próprios se apresentaram a eleições e foram escolhidos. sem desprimor para os verdadeiros "bichos", temos mais razão para os tratar com as nossas melhores condições. De facto este que aqui se apresenta, é um primor de afectividade e de gosto pela brincadeira, estando sempre disponível para "conhecer" pessoas e negociar com elas. Aceita todas as coligações, não é de esquerda nem de direita, mas é sempre do lado donde vêm os biscoitos. Assim fossem alguns dos que se sentam na AR...

Van Gogh de chinelos ...

Baseado no célebre quadro do meu grande ídolo em pintura, "Amapolas", decidi também lançar mãos à obra e tornar-me assim num Van Gogh de chinelos, sim só muita ousadia, e ao mesmo tempo humildade me autorizou a tal aventura. E ao meu estilo e dentro das minhas fracas posses lá deitei os pés ao caminho e foi saindo algo que me agradou, e para mim foi um bom exercício. Habituado que estou a temas mais geométricos está-me a agradar estas flores feitas sem um desenho prévio, pois aqui tudo é apenas pintado, não havendo qualquer desenho inicial, o que repugna a minha formação de engenharia, muito quadrada e direitinha. Fica aqui a minha versão das "Amapolas", com o devido respeito para o maior pintor de sempre, no meu ponto de vista.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Persistir

Nestes momentos conturbados que estamos a viver, e que não antevíamos há um ano, há que persistir naquilo que torna a vida um pouco melhor, mais agradável e mais sustentável, tudo em nome de uma palavra difícil de atingir, a felicidade ! Assim a arte, ou melhor dizendo a beleza, seja aquilo que queiramos que seja, torna-nos melhores, mais aptos a compreender os outros, e desde logo a compreender o que nós somos. Uma jarrita de flores, e neste momento estou para aqui virado, pode ajudar a ver para alem do óbvio. Toda a representação é uma forma de criar a ilusão da realidade, da realidade de cada um, pois cada um tem o seu mundo particular, que vive e não compartilha com ninguém. Enfim deixemos a filosofia barata e olhemos as flores.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Hábitos

Existem bons hábitos e maus hábitos, devemos guardar uns e rejeitar outros. Em Portugal existe um bom hábito que é quem ganha as eleições governa, quem perde faz oposição. Assim só uma grande ambição pode levar um líder respeitado como Costa a fazer o contrário. Até porque o PS teria mais poder efectivo se permanecesse na oposição, negociando dia a dia as aprovações na AR, do que terá no poder, nas mãos da extrema esquerda. Aí tudo terá de  ceder para se manter. E nós a pagar !!! Já vêm pedir a nacionalização da TAP, dos transportes, repor salários e pensões, e donde virá o dinheiro para isso uma vez estamos com os cofres cheios, mas de dívidas ?

Novo visual

Após seis anos de escrita neste blog, sempre com a mesma imagem, vi agora uma oportunidade para mudar de visual, cortar o cabelo, fazer a barba e outras coisas. Perguntarão, como foi capaz ? Pois apenas com a preciosa ajuda de alguém que me criou a imagem que vêm, a Joana Farias, que sabe fazer destas coisas!  O blog já se colou à pele, apesar de os blogs já terem tido melhores dias, pois com o Facebook e outras redes, nem é preciso pensar e expôr as nossa ideias, basta compartilhar meia dúzias de loas copiadas dos sites brasileiros, fotos de gatinhos a fazer o pino, ou imagens para alimentar o nosso ego. Nem é preciso viver, pensar, pois há sempre um guru que disse aquilo que nós sempre pensámos. Este blog foi criado por curiosidade em 2009, em 2010 tornou-se parte integrante da minha luta pela vida, aquando do transplante em que estive vários meses entre a vida e a morte. Do diário que na altura escrevi saiu um blog específico chamado "Dicionário de um transplante", que está agora encerrado, pois o que havia a escrever está escrito. De 2011 para cá tem servido para as minhas reflexões, actividades, pinturas, leituras, músicas, pessoas. Interessa a alguns embora perceba que me interessa muito mais a mim mesmo, o seu primeiro cliente. Agora mudou pela primeira vez de imagem, espero que dure e obrigado Joana. (Deixo o seu link se houver interessados em lavar os seus blogs).