terça-feira, 17 de novembro de 2015
Nevoeiro
Amanheceu com nevoeiro cerrado logo muito cedinho, quando abri a portada do terraço, nada se via, mas eis que rapidamente o esplendor do sol alentejano rompeu. Na foto desta manhã ainda podemos ver o nevoeiro a retirar pela direita baixa e a luminosidade a tomar conta de tudo, o verde a tomar conta de tudo, e a planicie a meter-se pelas minhas janelas a dentro. Nem parece que estamos no mesmo mundo dos atentados.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
O Estado
Vivemos agora os ecos dos atentados de Paris. Terminou a fase "operacional", fica o medo, aquilo que os terroristas mais desejam, entramos na fase da retaliação, ainda assim limitada, passamos para a "celebração", com muitas declarações, minutos de silêncio, bandeiras a meia haste, estado de emergência, passaremos depois às "medidas concretas", e aí já se percebeu que nem todos pensam o mesmo, pois os interesses de cada estado sobrepõem-se, e enquanto os terroristas preparam o próximo golpe, o acordo vai sendo protelado, até próximo do esquecimento, até que nova carnificina nos acorde de espanto, e recordaremos nessa altura a sexta feira treze de Novembro, como agora recordamos o Charlie Hebdo. O problema é que estes terroristas são especiais !!! Constituem um auto proclamado Estado, maior que o Reino Unido, e que tem uma ambição expansionista testemunhada na foto, têm uma estrutura de poder, um "presidente", o califa, dois primeiros ministros (para a Síria e para o Iraque), governos, fundos que lhes vêm das contribuições dos "estados amigos" que os há no Golfo, do petróleo e do seu tráfico, das vendas de raridades arqueológicas, entre outras, Estado que é posto ao serviço de uma prática ultra radical, que preconiza o regresso à era medieval, ao puro Islão, à Sharia, tendo como filosofia a crueldade absoluta, o terror e o medo sobre os seus e os outros, num gesto de purificação, servido por hordas de gente radical, que ganhou os valores da crueldade sanguinária, muitos são jovens europeus convertidos pela ausência de alternativas mobilizadoras dispostos a por ao dispôr deste "Estado" os seus conhecimentos adquiridos nas escolas ocidentais. Combater esta realidade, é dificil, e compatibilizar com interesses contraditórios ainda mais. Assim, quando eliminamos lideres ditatoriais, como Saddam, Kadafhi ou Bashar, estamos a abrir as portas a formas ainda mais brutais de poder. Aí a solução passará por combater um estado com as armas dos outros estados, que a ele se opõem, e em simultâneo travar a radicalização forçada de jovens, sobretudo as segundas gerações dos emigrantes muçulmanos. Tempos complicados aí vêm, mas se nada se fizer o, medo pode tomar conta de nós e estimular "estados fortes" na Europa, com a ascenção dos extremos politicos, coisa que já estamos a assistir.
domingo, 15 de novembro de 2015
Horizonte
Um casario na linha do horizonte, agora refeito, de uma aldeia que para mim é a mais bonita do concelho. Não digo qual é para não gerar invejas. Tenho receio de não lhe ter feito justiça mas quem dá o que tem... É uma tela pequena que até já estava feita, mas como acontece muitas vezes algum tempo depois tenta-se melhorar o que parece poder ser melhorado. Hoje a vista não estava particularmente bem, mas tentei inspirar-me no horizonte que se avista na direção nascente. Consegui não consegui, há sempre margem de melhoria.
Amores perfeitos
Não sei se serão tão perfeitos assim, ou mesmo se serão amores perfeitos, Apenas sei que despertaram a minha atenção hoje enquanto fazia o meu passeio matinal no jardim. O sol estava quente, sem exagerar, e o estado de degradação geral do jardim, chamou a minha atenção para estas flores pequeninas e tão perfeitas. Um regalo para a vista no meio de tanta erva por cortar, plantas entregues á sua sorte, e ramos secos. Enfim um oásis mo meio do deserto de abandono e mau cuidado. Jardineiro precisa-se, ou então um reforço de verba, pois regar só não chega.
sábado, 14 de novembro de 2015
"O dia mais feliz da minha vida"
Esta semana, turismo de saúde, S.Marta e outras consultas, e aproveitei para umas voltas. Em vez de visitar um museu decidi visitar o "zoo humano" (como diria Desmond Morris), e ver coisas que há muito não via, onde o humano é o centro de atenção. por exemplo andar de metro em Lisboa, caminhar (ou arrastar-me...) na Avenida, visitar o Colombo, e dentro do centro comercial ver a FNAC, a loja, pois em geral compro na FNAC via net, e finalmente a Primark, onde jamais tinha entrado, embora já me tenham oferecido roupas lá compradas. Recordo que quando da abertura da Primark em Matosinhos, foi feita uma reportagem televisiva, onde milhares de pessoas dos bairros sociais se apinhavam à porta, e uma delas qualificou esse dia como o "dia mais feliz da sua vida", daí o meu título. É bem pior do que eu pensava, pois julgava a loja pelas roupas oferecidas, que foram escolhidas a dedo ! Mas afinal o que é a Primark ? É uma enorme loja de roupas de uma cadeia irlandesa, assim como a "Ryanair da roupa", É o "low cost" da gama baixa da roupa, expositores a perder de vista, milhares de pessoas, que não escolhem roupa, "colhem" a roupa, como se estivessem a apanhar maçãs, sempre mais de uma peça de cada, pois os preços são a nível da feira dos ciganos, 2, 3 euros, por camisas, 1 euro por uma duzia de meias, no ar o cheiro intenso das fibras de péssima qualidade, e toda a gente de saco na mão, como se estivessem a comprar batatas, a peso e não à unidade. Um verdadeiro fresco acerca do consumo para a classe mais modesta, roupa que nem vale a pena lavar, compra-se usa-se e quando tiver o cheiro insuportáveçl do suor e do surrado deita-se ao lixo. É o que se chama "um novo paradigma". E para completar a indignidade esta roupa é feita no Bangla-desh, India, Birmânia, Indonésia, Filipinas, naquelas fábrica que desabam e deixam milhares de "escravos" pagos a um dólar por mês, debaixo dos destroços. Este foi de facto "o dia mais feliz da minha vida". como dizia a Soraia Marlene, moradora no Aldoar, no dia da inauguração de mais uma catedral do "low cost" textil... este o zoo humano que devemos apreciar !
Raminhos
Fui ver ontem o actor, "stand-up" praticante, ou apenas um contador de histórias. Quem esperava ir lá rir à gargalhada frustou-se um pouco, pois Raminhos decidiu contar a história da sua curta experiência de pai, num registo de anti-pai herói. Resultou, embora o espectáculo tenha sido demasiado longo, e por vezes um pouco chato, pois não havia necessidade de tanto "detalhe". Tocou os mitos do pai, do marido, do amigo, e os lugares comuns que alimentamos acerca das crianças, aproveitando para isso a "experiências" das próprias filhas, participantes involuntárias no show, aquilo a que noutros contextos chamaríamos "exploração de trabalho infantil". Não vamos por aí, pois o registo afectuoso e "babado" abre a porta de tudo ter sido feito "por amor" paternal. Decerto a maioria não estaria à espera destas "Marias", embora a linguagem forte e agressiva, tenha arrancado alguns risos, mas raros, pois não estamos perante um "show" verdadeiramente humorístico. Um espectáculo do quotidiano, contado num tom pessoal. Fica um grande esforço de quase duas horas de ininterrupto monólogo, e algum improviso.
Sangue
Não esperava ter de escrever acerca de Paris, tão breve e de forma tão triste, acerca da cidade luz, que ilumina a cultura europeia, que é a capital de uma Europa de liberdade, de tolerância e de multiculturalismo. O atentados de ontem, promovidos já se sabe, pelos mesmo que em nome de uma fé, aceitável, praticam as maiores atrocidades, mesmo sobre aqueles que partilham da sua mesma fé. Mas aqui a fé é outra. Essa gente só conhece a linguagem da vingança, do olho por olho, onde maior a liberdade mais dela tiram partido para os seus fins, que são destruir essa liberdade, destruir uma cultura que se opõe ao seu fanatismo que faz frente com a indiferença e a aceitação á sua sede de sangue, unica forma de, segundo eles, purificar as ofensas ao seu Deus, que também é o nosso afinal, ofensas essas que passam pelo simples facto de existirmos e vivermos de acordo com os nossos principios de respeito e aceitação dos outros. Mas o mais interessante é que muito provavelmente, estes atentados terão sido perpetrados por cidadãos europeus, treinados na Europa, por europeus. Temos então de nos questionar sobre o que fizemos de errado, para que estes europeus tenham optado pelo fanatismo contra a moderação, pelo radicalismo extremista, contra o respeito pelas opções dos outros, pela imposiçoo da sua fé aos outros, pelo sangue inocente que em lado algum a sua fé preconiza. Não esperava que tal se passasse na mais bela cidade do mundo, onde em vez de usufruir do que ela tem para dar se actue com indiferença para com esses valores e destrua, vidas, património, cultura, humanidade. Paris não merece.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Rio de Janeiro
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| Majestosa paisagem do Corcovado, de cortar a respiração |
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| Secreto desejo de ir ao Carnaval do Rio já está dado por perdido |
É a democracia, estúpido !
Se não entendes como é que um líder politico derrotado se torna primeiro ministro, como é que partidos de menos de 10% de votos, põem o país à espera das suas decisões, como é que partidos para quem a democracia é "instrumental" (ou seja apenas uma etapa por onde se tem de passar, a chamada democracia burguesa, para atingir mais altos níveis de "democracia" popular), agora enchem a boca, se não entendes como é que partidos que defendem projectos contraditórios, estão unidos só porque são contra alguma coisa, se não entendes mesmo porque é que um líder perdedor chega à AR cheio de si e nem se dá ao luxo de falar, reservando-se para um momento em que já ninguém lhe pode fazer perguntas, se não entendes porque é que partidos que não se entendem numa única moção para derrubar um governo, acham que se vão-se entender para tomar medidas difíceis, se não entendes como é um líder credível pode acreditar que governar é distribuir leite, mel e rosas, num país meio falido por culpa da sua área politica, se não entendes mesmo nada disto, e eu também não, é fácil de explicar... É a democracia, estúpido !!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Santiago de Compostela
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| Em Santiago de Compostela no ano 2000 |
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| A cerimónia do Botafumeiro |
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