quinta-feira, 19 de novembro de 2015

E agora ?

Tenho sido contra a atitude de Costa ao querer transformar a sua derrota em vitória, e tenho expriamido os meus receios sobre o futuro de acordos oportunistas contra natura. Mas o mal que era para fazer está feito. O Governo foi derrubado, objectivo numero um, mas agora há que avançar, e não entendo o que espera Cavaco para chamar Costa e meter-lhe na mão a "batata quente" ? Quem precisa mais de ouvir, os vendedores de castanhas ? os professores de dança '? os pintores de paredes ? Quem chama a isto manobras dilatórias tem razão, Cavaco até parece advogado, como se sabe são os especialistas destas manobras. Eu sei  que vou nomear Costa, só não sei quando, parece dizer, parafraseando Durão Barroso há uns anos. Agora tem de cerrar os dentes e nomear Costa para que este prove que a sua "geringonça", como diz o outro, funciona.  "Só nos podem causar dano esperas", como dizia a canção.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Imperfeito

Pois acabei uma discussão sobre a perfeição, e eis que pensei que não gosto de estar a pintar sozinho, então porque não partilhar o que fiz hoje ? E o que é ? Não sei, para já estou na fase de "fazer", tenho uma ideia mas essa está indefinida e é apenas um "work in progress", vai-se construindo, aos poucos. Para já cheguei a estas cores e estes "desenhos", parece um campo, mas também pode ser uma estrada, ou um arco iris, ou uma praia, uma ilha no horizonte, ou um horizonte sem ilha nenhuma. Será o que quiser que seja. A ver cenas dos próximos capítulos.

Amigos antibióticos

Hoje é o dia europeu do antibiótico, e já vimos que há dias europeus para tudo. Aproveitam este dia médicos, enfermeiros, técnicos da saúde e outros comentadores encartados falarem "contra" oa antibióticos, para mais  ser o dia contra os ditos, pois todos falam do seu uso excessivo, imprudente e inadequado. Quem sou eu para rebater. um leigo, nem me parece correcto fazê-lo pois sei que esses alertas têm razão de ser. Agora como individuo que pertence à tribo dos imunodeprimidos, e esta "depressão" não se trata com Prozac, os antibióticos estão para mim, como o Valium para os psicóticos... Assim tenho de resgatar aqui a honra perdida dos tais, que se não existissem meia humanidade teria desaparecido, como aconteceu na primeira guerra mundial, durante a qual se amputava, cortava e morria por qualquer infeção agora considerada banal, pois a penicilina só foi descoberta por Fleming em 1928, exactamente como sintese da experiência adquirida durante a guerra. Não digo que me tenham salvado a vida, mas já muitas vezes me aliviaram de situações que a complicarem-se teriam consequências, no meu caso, imprevisíveis. Ora que vivam os antibióticos !

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Estranha paisagem

Uma paisagem onde estão muitas nuvens, a planicie, um monte a perder-se no horizonte e até a lua, não deixa de ser estranha, e julgo que as cores não combinam bem, As nuvens são dificeis de fazer e nem sempre traduzem aquilo que queremos. Afinal a mão é livre a cabeça pensa mas ela não obedece. Pretendia uma paisagem quase de Inverno mas saiu uma dia estranho e sem alma como são muitos dos dias cinzentos-

Nevoeiro

Amanheceu com nevoeiro cerrado logo muito cedinho, quando abri a portada do terraço, nada se via, mas eis que rapidamente o esplendor do sol alentejano rompeu. Na foto desta manhã ainda podemos ver o nevoeiro a retirar pela direita baixa e a luminosidade a tomar conta de tudo, o verde a tomar conta de tudo, e a planicie a meter-se pelas minhas janelas a dentro. Nem parece que estamos no mesmo mundo dos atentados.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O Estado

Vivemos agora os ecos dos atentados de Paris. Terminou a fase "operacional", fica o medo, aquilo que os terroristas mais desejam, entramos na fase da retaliação, ainda assim limitada, passamos para a "celebração", com muitas declarações, minutos de silêncio, bandeiras a meia haste, estado de emergência, passaremos depois às "medidas concretas", e aí já se percebeu que nem todos pensam o mesmo, pois os interesses de cada estado sobrepõem-se, e enquanto os terroristas preparam o próximo golpe, o acordo vai sendo protelado, até próximo do esquecimento, até que nova carnificina nos acorde de espanto, e recordaremos nessa altura a sexta feira treze de Novembro, como agora recordamos o Charlie Hebdo. O problema é que estes terroristas são especiais !!! Constituem um auto proclamado Estado, maior que o Reino Unido, e que tem uma ambição expansionista testemunhada na foto, têm uma estrutura de poder, um "presidente", o califa, dois primeiros ministros (para a Síria e para o Iraque), governos, fundos que lhes vêm das contribuições dos "estados amigos" que os há no Golfo, do petróleo e do seu tráfico, das vendas de raridades arqueológicas, entre outras, Estado que é posto ao serviço de uma prática ultra radical, que preconiza o regresso à era medieval, ao puro Islão, à Sharia, tendo como filosofia a crueldade absoluta, o terror e o medo sobre os seus e os outros, num gesto de purificação, servido por hordas de gente radical, que ganhou os valores da crueldade sanguinária, muitos são jovens europeus convertidos pela ausência de alternativas mobilizadoras dispostos a por ao dispôr deste "Estado" os seus conhecimentos adquiridos nas escolas ocidentais. Combater esta realidade, é dificil, e compatibilizar com interesses contraditórios ainda mais. Assim, quando eliminamos lideres ditatoriais, como Saddam, Kadafhi ou Bashar, estamos a abrir as portas a formas ainda mais brutais de poder. Aí a solução passará por combater um estado com as armas dos outros estados, que a ele se opõem, e em simultâneo travar a radicalização forçada de jovens, sobretudo as segundas gerações dos emigrantes muçulmanos. Tempos complicados aí vêm, mas se nada se fizer o, medo pode tomar conta de nós e estimular "estados fortes" na Europa, com a ascenção dos extremos politicos, coisa que já estamos a assistir.

domingo, 15 de novembro de 2015

Horizonte

Um casario na linha do horizonte, agora refeito, de uma aldeia que para mim é a mais bonita do concelho. Não digo qual é para não gerar invejas. Tenho receio de não lhe ter feito justiça mas quem dá o que tem... É uma tela pequena que até já estava feita, mas como acontece muitas vezes algum tempo depois tenta-se melhorar o que parece poder ser melhorado. Hoje a vista não estava particularmente bem, mas tentei inspirar-me no horizonte que se avista na direção nascente. Consegui não consegui, há sempre margem de melhoria.

Amores perfeitos

Não sei se serão tão perfeitos assim, ou mesmo se serão amores perfeitos, Apenas sei que despertaram a minha atenção hoje enquanto fazia o meu passeio matinal no jardim. O sol estava quente, sem exagerar, e o estado de degradação geral do jardim, chamou a minha atenção para estas flores pequeninas e tão perfeitas. Um regalo para a vista no meio de tanta erva por cortar, plantas entregues á sua sorte, e ramos secos. Enfim um oásis mo meio do deserto de abandono e mau cuidado. Jardineiro precisa-se, ou então um reforço de verba, pois regar só não chega.

sábado, 14 de novembro de 2015

"O dia mais feliz da minha vida"

Esta semana, turismo de saúde, S.Marta e outras consultas, e aproveitei para umas voltas. Em vez de visitar um museu decidi visitar o "zoo humano" (como diria Desmond Morris), e ver coisas que há muito não via, onde o humano é o centro de atenção. por exemplo andar de metro em Lisboa, caminhar (ou arrastar-me...) na Avenida, visitar o Colombo, e dentro do centro comercial ver a FNAC, a loja, pois em geral compro na FNAC via net, e finalmente a Primark, onde jamais tinha entrado, embora já me tenham oferecido roupas lá compradas. Recordo que quando da abertura da Primark em Matosinhos, foi feita uma reportagem televisiva, onde milhares de pessoas dos bairros sociais se apinhavam à porta, e uma delas qualificou esse dia como o "dia mais feliz da sua vida", daí o meu título. É bem pior do que eu pensava, pois julgava a loja pelas roupas oferecidas, que foram escolhidas a dedo !  Mas afinal o que é a Primark ? É uma enorme loja de roupas de uma cadeia irlandesa, assim como a "Ryanair da roupa", É o "low cost" da gama baixa da roupa, expositores a perder de vista, milhares de pessoas, que não escolhem roupa, "colhem" a roupa, como se estivessem a apanhar maçãs, sempre mais de uma peça de cada, pois os preços são a nível da feira dos ciganos, 2, 3 euros, por camisas, 1 euro por uma duzia de meias, no ar o cheiro intenso das fibras de péssima qualidade, e toda a gente de saco na mão, como se estivessem a comprar batatas, a peso e não à unidade. Um verdadeiro fresco acerca do consumo para a classe mais modesta, roupa que nem vale a pena lavar, compra-se usa-se e quando tiver o cheiro insuportáveçl do suor e do surrado deita-se ao lixo. É o que se chama "um novo paradigma". E para completar a indignidade esta roupa é feita no Bangla-desh, India, Birmânia, Indonésia, Filipinas, naquelas fábrica que desabam e deixam milhares de "escravos" pagos a um dólar por mês, debaixo dos destroços. Este foi de facto "o dia mais feliz da minha vida". como dizia a Soraia Marlene, moradora no Aldoar, no dia da inauguração de mais uma catedral do "low cost" textil... este o zoo humano que devemos apreciar !

Raminhos

Fui ver ontem o actor, "stand-up" praticante, ou apenas um contador de histórias. Quem esperava ir lá rir à gargalhada frustou-se um pouco, pois Raminhos decidiu contar a história da sua curta experiência de pai, num registo de anti-pai herói. Resultou, embora o espectáculo tenha sido demasiado longo, e por vezes um pouco chato, pois não havia necessidade de tanto "detalhe". Tocou os mitos do pai, do marido, do amigo, e os lugares comuns que alimentamos acerca das crianças, aproveitando para isso a "experiências" das próprias filhas, participantes involuntárias no show, aquilo a que noutros contextos chamaríamos "exploração de trabalho infantil". Não vamos por aí, pois o registo afectuoso e "babado" abre a porta de tudo ter sido feito "por amor" paternal. Decerto a maioria não estaria à espera destas "Marias", embora a linguagem forte e agressiva, tenha arrancado alguns risos, mas raros, pois não estamos perante um "show" verdadeiramente humorístico. Um espectáculo do quotidiano, contado num tom pessoal. Fica um grande esforço de quase duas horas de ininterrupto monólogo, e algum improviso.