segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Dia de cão
Fico a tomar conta deste canídio durante uns dias, e este é daqueles a que a terminologia "dia de cão" não se aplica, ou aplica mas de outra maneira. Basicamente este cão tem uma boa vida, aquela a que todos os animais, incluindo os humanos deveriam ter. Aqui na foto a acordar de uma noite dormida. Qual casota, relento, ou rua do desconsolo, nada menos que o sofá da sala e a cabeçorra nas almofadas do "papá". O primeiro, e único latido da manhã, foi quando apareci estremunhado na curva do corredor. Nada de ladrar a carros, motorizadas ou gatos vadios. A refeição da manhã não foi obtida em nenhum caixote do lixo, mas sim da saqueta do Royal Canin, que trincou de uma só vez. Depois saída para as necessidades, e primeiro desentorpecer das pernas no jardim aqui ao lado, onde escrutinou todas as esquinas dos muros para escolher a mais mal cheirosa para deixar a sua marca, que repetiu em vários locais. Nada de vaguear ao acaso, mas tudo programado pela trela extensível. Daí para o carro foi um salto, onde descobriu a enorme proteção para bancos onde se instalou. Depois enquanto carregava o carro assistiu de camarote, com a patorras sobre as costas do banco e a cabeça feiosa e espreitar pela mala entretanto aberta. Uma alegria, que se adensou quando foi recebido no local do atelier como a estrela da companhia. Claro ficou preso num pé de mesa, a vida não é perfeita. Regresso, mais passeio, e sorna a tarde toda. "What a perfect day " !!!
O velho
Procurando ajudar a Rosário na sua busca da "perfeição", por vezes estrago mais do que ajudo, mas tem de se arriscar e "o velho" procura sempre não interferir com o estilo que cada um quer imprimir ao trabalho que faz. Muito repeitinho é bonito assim todos ficam satisfeitos. Cada um tem de fazer o seu caminho, caminhando. Mais uma tela terminada. Apenas precisa de um pouco mais de arrojo e
não ter medo de tentar e errar.
não ter medo de tentar e errar.
Estatuto
Do alto dos cerca de oitenta anos há um estatuto que temos de assumir, e quem somos nós para dizer que está bem ou mal, melhor ou pior, quando quem o fez usou toda a sabedoria acumulada, que podia dispensar qualquer forma de aprendizagem de algo de novo, mas ainda assim se disponibiliza para fazer coisas que nunca fez, na sua longa vida, e não está ali em processo "ocupacional" mas com vontade de brindar as pessoas com coisas da sua lavra. Será que seremos capazes de o fazer aos sessenta, não me parece, pois muitas pessoas não aceitam expor-se aos outros, como acontece sempre quando mostramos algo que veio de dentro. Mais um trabalho da Perpétua, que tem um estilo próprio, e com a qual por vezes a comunicação é difícil, por surdez, pelo que deve ser a pessoa do grupo que menos influencio-
domingo, 29 de novembro de 2015
Foto de familia
Hoje foi domingo de família, um daqueles raros dias em que a família se junta, raro devido à dispersão das pessoas, não por sermos muitos, mas calhou e tive também uma noticia inesperada. Houve cozido de grão, enfim alentejanices, tarte de requeijão passeio ao sol, e o cão aproveitou para obter novos registos na sua enciclopédia de odores. No final acabou com a foto da ordem, uma selfie do conjunto num enquadramento de janelas pintadas pelo próprio. Um dia que não esperava. Fica o registo para memória futura.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Sofrimento
É de morrer a rir ! Um dos argumentos dados por uma das recém deputadas BE para acabar com os exames do 1º ciclo, é "acabar com o sofrimento inútil das nossas crianças". Até entendo, que parece que vamos entrar num ciclo em que o Parlamento "burguês" (como lhe chamava nos tempos da extrema esquerda) quer decidir tudo, desde a hora do nascer do sol ao tamanho das saias, e portanto a senhora deputada deve achar-se uma "autoridade" em educação, coisa que não é. Quem tem de propor estas decisões são os especialistas e não os políticos. Sobre o "sofrimento" toda a gente sabe que a vida não é o canto de sereias que o BE pensa, e julgo útil que as crianças mais cedo que tarde saibam o que é avaliar, prestar contas, preparar-se para um exame, muitos fará na vida, para que o trabalho do dia a dia culmine numa decisão que foi preparada. Outra questão é saber se avaliar apenas com exames é correcto. Não, não é, mas ninguém quer isso, pois no actual sistema o exame só conta com 30% da nota final. Já que estão numa fúria anti exames (e o PS não tuge nem muge, pois quer salvaguardar o seu poder), aproveitem e acabem com os exames de condução, os exames de admissão na polícia, os exames na magistratura, para juízes, e aproveitem acabem com alguns exames médicos que causam tanto sofrimento... mas que idiotice !
Assembleia
Penso que a nossa maioria de esquerda começa mal. Numa ânsia infantil de revanche, vai aprovando diplomas avulso só para alterar decisões isoladas do anterior Governo, justas ou não. Sem projecto, fora de qualquer contexto, parece que lha falta o ar, e não há tempo a perder, acabam-se com provas, sem substituir por nada, cortam-se taxas, reverte-se concessões ou tenta-se, tudo à pressa, mostrando bem a falta de consensos sobre o longo prazo e previlegiando consensos em volta de detalhes da governação, sobre os quais há acordo mínimo. Parece que querem aproveitar agora que tem maioria pois podem perdê~la. Que falta de senso ! Se calhar amanhã aprovam a mudança da hora do nascer do sol, o peso do quilograma, ou o comprimento do metro linear. Só há uma palavra, é infantil !
Cante
Faz hoje um ano que o cante alentejano foi considerado Património Imaterial da Humanidade. Hoje aqui pela terra comemora-se com a inauguração de um monumento, aliás bem conseguido, e com um espectáculo à noite. Quanto a outras consequências não estou à altura de avaliar não sei se de facto a projeção deste cantar aumentou, se teve mais impacto no ensino, na economia ou noutras áreas. Afinal podemos apenas concluir que foi uma decisão justa, e que se calhar com ela não há muito mais a fazer do que salvar de uma extinção ou desmotivação esta forma de cantar enraizada no povo. E já não será pouco.
Manhã
Ainda estamos no Outono, mas os campos apresentam já um colorido típico de Inverno. Hoje de manhã aproveitei o sol e fui para os campos de Castro, cheguei a um local de nome Ameixeira. Uma seta apontava afinal para coisa nenhuma, alguma coisa, mas em ruínas. Um caminho apontava para um monte abandonado, uma chaminé que não vê fumo nem fogo decerto há alguns anos, mas uma cor amarela está por todo lado, são pequenas flores que formam um imenso tapete que apetece fotografar. É o Alentejo profundo, aquele que me inspira, assim tivesse talento para o passar à tela. Bem tento ! Fica uma foto dessa incursão pelos campos largos e verdes, ou não estivessemos em Castro Verde. Um passeio pelo silêncio, mas um silêncio que fala.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Imperfeito 4
Gira Sóis
A encomenda era um mural na parede de uma sala, composto por girassóis, na Associação Futuro, da vila de Garvão. Acedi ao pedido com a disponibilidade de sempre, pois para mim estes trabalhos não são trabalho são prazer. Fazer coisas que por certo não faria por minha iniciativa. Um desafio afinal. Meti mãos à obra e ao fim de quatro manhãs ficou pronto, espero que do agrado do "cliente". Decidi introduzir dois bicharocos muitos comuns por cá (agora ausentes) para dar um ar mais completo a esta "certidão" tirada da planície alentejana. Nunca tinha feito um trabalho tão grande, pois falamos de cerca de quatro metros por metro e meio de altura. Gostei do resultado e penso que quem viu gostou. É algo que se só pode fazer com amor, e isso deve ser entendido pelo "cliente", disso não estou totalmente certo.
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