quarta-feira, 8 de junho de 2016
Recap
Nada se fala mais que da recapitilização da CGD, a Recap. Para os partidos da esquerda é um imperativo nacional, um acto patriótico, uma obrigação de todos os bons portugueses. Pois é, só que a situação que a origina em nada difere da resolução do BES ou Banif, do caso BPN ou BPP. Gestores incompetentes, compadrio, decisões de risco assumidas para ajudar amigalhaços. O contribuinte esse paga. Se for banco privado aqui del rei, se for a pura CGD é um acto de esquerda. Vamos dar um exemplo de como buraco da CGD é tão patriótico. Nos tempos do funcionário bancário Vara, no balcão de Vinhais, mais tarde administrador, Berardo pede 100 milhões para comprar acções do BCP. Deu como garantia "as próprias acções", coisa segura. Esas acçõs desvalorizaram mais de 10 vezes, Berardo não paga, e diz que a CGD pode activar a garantia. Excelente, a CGD recebe 10 milhões dos 100, e 90 milhões são uma "imparidade" que o contribuinte vai pagar. Assim o acto patriótico da recap vai ajudar a meter 90 milhões no bolso de Berardo, saidos directamente do OE. Que patriótico não é amigos do BE e PCP ! Por isso defendo como outros mais uma comissão parlamentar de inquérito da CGD. Esperemos que os deputados das esquerdas mantenham o rigor que tiveram em outras CPI.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Cortiça
Um trabalho do grupo de pintura em Garvão, e mais um da talentosa Bárbara, que através do seu empenho, gosto e persistência tem produzido coisas muito bonitas. Neste caso estamos com as árvores do Alentejo e uma reprodução artistica, sendo que neste caso não se partiu de nenhuma referência em particular, mas sim de diversas fotos para atingir o trabalho aqui fotografado. Eu julgo que ficou muito conseguido nomeadamente a cortiça. Pena que a foto não ficou muito bem, mas essa é já uma pecha em que caio sempre.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Mar
Mais um trabalho do grupo de pintura em Garvão. Alguém decidiu representar o mar, coisa que desde logo é um desafio de monta para iniciados. E na realidade saiu um trabalho de muito interesse, bem trabalhado com vida e movimento. Um verdadeiro mar em revolta contra a praia que o comprime. Gostei particularmente dos vários azuis utilizados, algum quase verde. Muito bem ! Temos por ali muito talento na realidade.
Eu
A imagem mostra a minha presença no almoço de sábado na Aldeia de Palheiros. A imagem mostra aquilo que realmente sou, um "old man" a caminhar para o ocaso. Os olhos mal se abriam tal o cansaço que sentia, os músculos cediam, e o aspecto era de alguém que fazia um esforço. mas não chegava para as encomendas. è mesmo assim que sinto a evolução do meu estado e contra isso "batatas", a força da gravidade é mais forte e tudo me convoca para baixo, por mais que tente disfarçar. "An old man" em declínio. Bem faço por não parecer, mas a fotografia nãp faz milagres...
Cachorro
A Maria José concluiu mais um trabalho, agora dedicado aos seus animais de estimação cão e gatinhos. Os gatinhos não são apenas tema de partilha no Facebook decidiu pintá~los naquilo que eu já chamei um passo maior que a perna. Apesar de tudo não ficou mal e penso que ficou satisfeita com o resultado. E tem razão para isso. Perfeito não ficou mas para um primeiro avanço no tema nem está mal. Claro houve algumas ajudas, "ma non tropo", e afinal o que está lá o "professor" a fazer senão para ajudar. Trabalhos concluidos são sempre um sinal positivo a a seguir outros se seguem. No final do mês vamos interromper mas "há mais marés que marinheiros".
domingo, 5 de junho de 2016
Cozido
Ontem fui convidado para o almoço anual da Aldeia de Palheiros. Correu bem embora pudesssem estar mais pessoas. Saliento aqui o cozido de grão que foi servido de forma generosa. Não sei quem fez, como foi feito ou onde, mas posso garantir que foi dos melhores que jamais comi. Fui um pouco alarve mas estava saboroso e irresistível, pois adoro grão de todas as maneiras. Sendo um prato tipico do Alentejo, estava sem sopas de pão, que é como eu gosto. O serviço foi simpático, e o esforço para reunir os naturais da Aldeia é muito meritória. Mas tenho a ideia que muitos não reconhecem esse esforço. Enfim, não se pode ter tudo, mas as pessoas que conheça na Nossa Terra não são de baixar os braços.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
São "folores"...
As flores são um erro de casting nas minhas telas, ou seja sou lá vou por engano e raro não me arrepender com o caminho percorrido. Não que enjeite as flores, não até gosto, mas é aquela falta de jeitinho, aquela "mala pata", aquela coisa desengonçada em que transformo qualquer intenção floral. Por isso a estas nem lhes chamo flores, mas "folores", um erro ortográfico nas minhas pinturas, mas alguém já tinha começado e deixado que nem a meio e eu optei por terminar, e assim ficou.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Cortiça
Cortiça essa matéria prima tão caracteristica do Alentejo a partir da qual mil coisas se podem fazer. Mas antes de ser cortiça é casca de sobreiro que podemos querer pintar nos quadros em que reproduzimos as maravilhas do BA. Hoje colocou-se o problema no grupo de pintura em Garvão e a melhor solução será o uso de uma espátula ou um velho cartão multibanco. E assim se fez. O resultado foi "bestial", como se pode ver na imagem da tela ainda incompleta.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Dia da criança
Para já apenas poderei dedicar este dia a pensar num projecto de criança que se encontra aconchegada por debaixo desta mão, e que dentro de um mês vai iniciar o seu processo de sobrevivência neste mundo cheio de incertezas. Nascerá e trará consigo um nome, um ADN que vem de tempos longinquos, e vai dar vida a genes que partiram há muito, sem esperança de continuidade. Afinal não! A vida perdura para além da morte e onde há vida esta parece que contagia, que se desdobra, multiplica e persegue a necessidade de se manter, de seguir um destino que esteve desde sempre traçado. Não esteve, pois não acredito em predestinações nem nas mensagens escritas na pedra. Essas foram os homens que as escreveram e quem somos nós seres pequenos e liliputianos para determinar seja que destino for ? Dentro de um mês Deus revelará o segredo que guarda, e nós humanos aceitaremos sem pestanejar o que nos destina, como estivesse escrito desde sempre por Ele, mas ainda assim vamos pondo e modelando uns "pauzinhos na engrenagem".
Mustang
Candidato este ano nos Óscares a melhor filme estrangeiro, vi agora o filme turco Mustang, do realizador Deniz Erguven, e fiquei maravilhado. A Turquia é um tema actual, pela sua situação geo-estratégica. pela sua vontade eterna de adesão à UE, pela sua mistura de país feudal e industrializado, pelo seu islamismo que reaviva cada vez que precisa de ganhar batalhas políticas, e pela sua democracia de fachada, fundada numa sociedade arcaica, obscurantista e violadora dos básicos direitos humanos, em particular dos das mulheres. Mustang é a história de cinco adolescentes que por uma vez fizeram o que todas as meninas fazem no Ocidente, ou talvez um décimo do que estas fazem, mas observadas foram denunciadas à avó e tio que delas cuidam, pois sãos orfãs. Perante os desacato de tomar banho vestidas no mar, junto com rapazes, são encerradas em casa, grades nas janelas, e para evitar problemas vão sendo casadas com jovens respeitáveis mas que não conhecem, em arranjos com os pais. O filme descreve a forma como as cinco irmãs reagem a tais imposições, e a maneira como isso afectou as suas curtas vidas. Já sabíamos mas contado é outra coisa.
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