terça-feira, 11 de outubro de 2016
Fui ver ...
A exposição da pintora Stella Andrea, presente na Biblioteca Municipal de Ourique, chamada "Cor Local" e onde o Alentejo está presente por todo o lado, com uma técnica aprimorada, pena o pouco espaço e as condições de exposição estarem aquem dos mínimos para a quantidade e qualidade do exposto. Agora que criaram por cá uma "Casa dos Artistas" talvez tudo melhore. Vale mesmo a pena ver pois a técnica é excelente, e além do mais a autora embora holandesa ( ao que julgo) reside aqui pelos campos... pelo que tem noção da cor destes locais. Deixo apenas um exemplo, mas chamo a atenção para os quadros com representação do mar do sudoeste alentejano, Bolas !!!
Redesenho
Uma viola campaniça também ser apresentada de uma forma um pouco menos óbvia, fazendo para isso apelo aos meus desenhos com a Stela Barreto e as aprendizagens nos seus seminários. A desconstrução não foi levada longe demais pelo que ainda vemos muito das linhas que compõem o instrumento musical, mas através de uma percepção que não é demasiado evidente. Apenas um pouco mais criativa e fazendo apelo a algumas "regras" do desenho cubista. Trata-se de uma tela em acrílico, 30x30 em papel texturado com gesso e colado sobre tela. Espero que gostem...
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Chuva (Apresentação 13)
Já sei que hoje apanhaste a primeira chuva. Chuva é isso mesmo, a água que molha os outros mas não te molha a ti, vens na conchinha escondida e protegida desses pingos que não sabemos de onde vêm, mas que refrescam o ar, e fazem as faces mais rosadas. Nessa ilha, que já é a tua casa, tens de te habituar a esses pingos que aparecem sem esperar e surpreendem o melhor dos passeios. Faz parte, sem chuva nem seria Londres.
Bom tempo
Mais um dia na Aldeia, e afinal uma manhã bem passada, tempo de qualidade, que nos inspira. Procuro dar uma ajuda e apoiar quem tem mais dificuldade, o dificil é ir evoluindo mas lá chegamos. A experiência vale por si mesma independentemente do resultado, o qual afinal também tem sido bom. Cada vez que lá vou venho de lá melhor.
A Rapariga no Comboio
Ando longe dos best sellers, e este é um dos livros mais vendidos deste ano que agora deu filme. Li o livro e recomendo. O filme não vi mas dizem que ficou a léguas, apenas vi a apresentação e vi que de facto o ambiente não é o mesmo. Porquê ? Porque os direitos comprados para a Dreamworks levaram o filme para New York quando o original se passa em Londres. Gosto do ambiente do livro, das três personagens femininas que protagonizam o livro, desde logo a principal personagem, Rachel, que está feita num caco. Tudo perdeu na vida, e vegeta em viagens de comboio suburbano, em que alimenta a sorte da vida dos outros com os quais tudo está bem. É sempre assim, com os outros está tudo melhor do que connosco e ali nas barbas de Rachel tudo se passa e nada está bem. Gosto do enredo, muito bem feito, sendo o primeiro romance da autora. Um livro de facto arrebatador, que nos mostra a vida suburbana. Leiam, quanto ao filme se calhar se lerem não valerá a pena gastar mais...
domingo, 9 de outubro de 2016
O sabor da água ( Apresentação 12)
Segundo informação parece que não gostas do novo sabor da água. Como assim se não bebes água mas leite ? Mas para fazer leite precisas de água. Certo ! A água numa ilha sabe sempre um pouco a mar, pois esta rodeada por ele. Aqui no continente sabe um pouco a terra, pois ela está por todo lado. Assim embora os físicos digam que ela é incolor, insípida e inodora. isso é conversa de cientista não deves acreditar. A água sabe sempre à casa onde estamos. Agora essa ilha é a tua casa e vais ver, nada como sabor a casa. É só mais uns dias...
Napoleão
Fui ver já há cerca de uma semana na Biblioteca Municipal a performance de Napoleão Mira e Reflect, que tem andado por aí a promover um CD com palavras ditas (lembram-se do Mário Viegas...) e música electrónica, palavras e música de muita qualidade, e valeu bem a pena. Embora sala não totalmente cheia, estava muita gente que seguiu com atenção e no final agradeceu. Uma boa aposta da Biblioteca na promoção da palavra e da palavra bem dita, pois a potência vocal do escritor e o poder interpretativo fizeram muito pelas boas palavras. Aqui na terra estas apresentações são raras, talvez por falta de meios, digo eu, pois quando vejo o dinheiro que se deve gastar com um evento totalmente ignorado, sem público, elitista e desligado da realidade chamado Artes Performativas 2016, que se justificaria num município onde a oferta cultural fosse consistente, caso de Almodovar ou Castro Verde, mas aqui em Ourique não faz qualquer sentido, mas quando vejo isto, penso que não faltará dinheiro, falta é juizo aos decisores...
Viola
Regresso ao tema da viola campaniça, típica desta região do BA e quase extinta não fosse os bons ofícios de algumas pessoas. Estéticamente é um instrumento muito bonito, com as suas formas estreitas na "cintura", assim como uma "flausina", palavra em desuso, a sonoridade é para quem gosta e deriva das cordas de arame, pelo que é muito metálica. Para quem gosta mas de música tocada pouco entende é só o que posso dizer. Por mim fico-me pela estética...
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Miró e os meus botões
Foi inaugurada a exposição Miró em Serralves e eu adoraria ir ver, mesmo que vá de gatas... Gosto muito do artista, e da sua estranha simplicidade. Na cerimónia de inauguração estive o mundo da política, artes e socialite, e eu a ver aquilo achei que faltava ali uma pessoa, Oliveira e Costa, esse mesmo, o visionário que desencantou estas obras sabe-se lá onde e as trouxe para o cofre do BPN, pois espero que tenha sido convidado. E digo com os meus botões, se o Eng Sócrates foi convidado, justamente, para inaugurar o Túnel do Marão, porque carga de água o Oliveira e Costa não foi para inaugurar a Exposição Miró ??? (desculpem os membros do clube de fãs...)
Avião (Apresentação 11)
Agora por esta hora já conheces o que é essa caixa fechada que se projecta pelo céu, próximo de Deus e próximo das nuvens que o envolvem. Apenas não queria que a conhecesses tão cedo mas casa é casa, e é altura de a conheceres. Hoje foi esse dia em que o avião foi casa. Imagino os olhitos a procurar compreender. Nada para perceber é apenas um regresso ao local onde tudo teve início. Agora podes apreciar melhor o que é "ver lá do alto".
Subscrever:
Mensagens (Atom)





