sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Novos colos (apresentação 14)

Tinhas o colo da mãe, o colo do pai, o colo de quem pegar, e para onde te transferes sem protesto nem resignação, pois esses olhitos de curiosidade estão sempre a prescrutar novas experiências que tentam perceber e integrar. Agora estes novos colos ainda não me parece que estejam devidamente explicados, devidamente compreendidos. Falo dos colos virtuais, daqueles em que estás sem perceberes como, é colo para o avô, o colo possível para a distância fisicamente inultrapassável, o Skype por exemplo ou outras formas de receber colo, mas não de dar colo, por enquanto. Assim entendo que não te sintas aconchegada em tal colo virtual, mas talvez nem imagines ainda o quanto "estás" mesmo num colo de penas. Para mim assim é !

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Prenda

Agora há "alunas" que oferecem como prenda ao "professor" seus próprios quadros. Aqui vai um exemplo de uma prenda de Natal feita durante a aula e expontâneamente oferecida ao professor que pouco ensinou. Sabe bem receber, mas assim ainda melhor, Ainda por cima um galo que pode ir para a panela na consoada.

Rua de aldeia

Mais uma ruela, casas, chaminés e outros atractivos da uma aldeia alentejana, É parecido com outros que fiz mas não é igual e cada recanto terá o seu encanto particular. É uma tela de pequenas dimensões, como gosto, e procurei reproduzir de acordo co desenho que fiz. Enfim mais uma recordação da aldeia das Alcarias em Ourique. Para um feriado porque não aproveitar e visitar as aldeias desconhecidas do concelho, Basta olhar e saber ver para o encanto surgir. Talvez muitas vezes as pessoas que aqui nasceram não dêm o valor a este património que em muitos casos está em ruína.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

"Demo" cracia e Renzi

O povo tem sempre razão. será que sim ? Ora assistimos cada vez mais a casos recentes em que o povo não tem tido razão, ou melhor, pensa que tem razão, mas está a ser manipulado por profissionais da demagogia verdadeiros troca tintas que deformam os factos, mentem, inventam "resultados", dizem venenosas meias-verdades, ocultam outra metade. Os exemplos são conhecidos, desde o Brexit potenciado por verdadeiros demagogos e mentirosos compulsivos, Johnson ou Farage, até à sempre discutida eleição de Trump, uma nódoa política, um vigarista, trambiqueiro e aldrabão encartado, de que vamos ver a catástrofe que será, e agora na Itália onde o "povo" manda para casa o melhor primeiro ministro que o país teve nos últimos 10 anos, no mínimo, Renzi. Assim tem razão quem diz, e não se pode mudar o povo ??? Isto é democracia ? eu preferia dizer "demo" cracia !!!

Duas telas

Duas pequenas telas que procuram representar a paisagem da Aldeia de Alcarias, aqui no concelho, aquela que é talvez a sua mais bonita localidade. As imagens ainda foram aproveitados de um caderno de desenhos que fiz já há uns 3 anos na Aldeia. Momentos para mim muito agradáveis, pois também tinha outra vista, e foi um trabalho que adorei, embora tivesse ficado um pouco aquém. Foram o resultado de um fim de semana chuvoso.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Sol

Pois temos aqui um nascer do sol tirado do meu terraço. Mas não foi hoje não, foi no sábado passado faz hoje oito dias, e muito gostaríamos hoje de ter o mesmo dia, mas não. O inverno começa a tomar conta de tudo, a humidade avança, o bolor cresce, os  pés gelam, a casa fria, e por todo o lado o desconforto instala-se, o nariz funga, a tosse aparece, o conforto só é obtido a custo de muita electricidade, alguma lenha e muita roupa. Vamos então atravessar esse deserto com os pés molhados e a solidão nos cabeçalhos. Está-se bem. A melancolia de nada serve. Aspira-se ar gelado, tapa-se a cabeça e vamos dormir.

Dois tocadores exóticos

Na mostra estão estes dois tocadores de viola eu diria exóticos, pois a sua imagem aparece um pouco deformada e a sua caricatura é um pouco exagerada. Eu vejo desta forma e procuro que o desenho se afaste daquilo que seria o registo retrato, que manifestamente não arrisco. è um tema que me tem atraído nos últimos tempos até porque se encontra em alta, com o interesse cada vez maior pela música deste recanto. Justamente aliás, pois a sua genuína tradição é quase rara neste país cada vez mais reconhecido pela suas tradições musicais. Alguém diria há uns anos atrás que artistas portugueses teriam este reconhecimento ? As Marizas, Zambujos e outros são apenas casos mais óbvios, mas a lista é interminável e eu gosto disso, e isso muito contribui para que o país goste de si mesmo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Quanto melhor melhor

Jerónimo de Sousa hoje encheu-me o coração de alegria. Disse algo que talvez tenha passado despercebido mas que para mim é um verdadeiro programa, algo que deste lado do espectro político escasseava, uma imagem de bom senso, de positivismo e de confiança, para quem imaginava, eu não, novos Kerenskys, para quem não sabe, a imagem do idiota útil. Jerónimo disse que para nós comunistas "quanto melhor melhor". Isto para se referir aos resultados de um governo que é do PS, e que Jerónimo apenas tolera, embora se saiba o quanto a vida deste Governo deve ao PCP, nem que seja apenas a sua neutralidade, mas é mais do que isso. Não há greves, contestações, reinvidicações impossíveis, tudo está na lógica de que o que vier é bom, desde que não seja o regresso de Passos Coelho. Quanto melhor melhor, para o melhor e para o pior... ainda bem.

Viola

Mais uma viola campaniça tocada por um artista acompanhado por uma quadra bem humorada e retirada de um livro bem antigo acerca dos cantares do Baixo Alentejo e que diz

Por ser pequeno, menina
Não me mostres tão má cara
Da semente pequenina
Nasce uma grande seara.

Mais uma das idiosincrezias alentejanas de um alfacinha convertido. Náo quero que o tom caricatural possa ser mal entendido, pois procuro revelar a imagem colorida e luninosa que está por detrás destas músicas melancólicas.

Mostra

Este algum material que está exposto na Mostra de Artesanato que se encontra até 7 de Janeiro no Posto de Turismo de Ourique. São 10 telas de várias dimensões, e preços variados que estão patra venda ou apenas para serem vistos. Acho que estou onde sempre quis estar pois é mesmo de artesanato que se trata, Neste caso todas as telas têm o mesmo tema, os coros e a viola campaniça típica do BA e salva de morte certa pelo artista Pedro Mestre que a reanimou e repôs no mundo. É tudo muito colorido e muito barato, para o tempo ocupado e material usado (nada de chineses). Como se diz, quem não tem que fazer...