domingo, 18 de dezembro de 2016

Populistas, graças a Deus !

Hoje fala-se muito de populismo, populistas para aqui e para ali. Ao chamar populistas a alguém parece que estamos a ofender essa pessoa, a escarnecer o político de que se fala. Temos muitos exemplos de populistas, sendo que o mais famoso se chama Trump. Mas afinal o que é ser populista ? como caracterizar um politico populista, distinguir de um político popular, ou de um simples demagogo, sendo que a demagogia parece ser uma das "ferramentas" preferidas dos populistas, assim como o martelo para o carpinteiro, ou o martelo mais a foice para o comunista. Pois ontem o apreciado professor Viriato Soromenho Marques deu a mais sintética, definição do populista, tão sintética que temos de pensar nela para a compreender. Disse ele "populistas é alguém para quem a realidade é uma opinião"... E esta ? E exemplificou. Para o populistas as alterações climáticas são  uma questão de opinião e não uma realidade. assim pode distorcer a realidade e "adaptá-la" ao seu ponto de vista. Outro exemplo os refugiados. Para eles o sofrimento concreto dessas pessoas é apenas um "ponto de vista". Assim vendem a ilusão de que tudo pode ser o que não é desde que a gente "ache  que não", ou outras são o que são "porque sim". Por isso são tão perigosos. Ele mesmo diz Trump será uma tragédia, só falta saber a dimensão dela.

Azar

Mais dois dias de internamento em S. Marta neste caso apenas para fazer um exame a que já me habituei apesar de ser algo chatinho, um cateterismo. Isto é um "arame" introduzido" na artéria radiar, ou na fémural, neste caso foi na radial, no pulso, e vai subido até ao coração onde vai "cuscar" o que se passa nas coronárias, lesões, e outras novidades inconvenientes. Neste caso tive azar, saiu-me a cama treze, assim estive em jejum até ás oito da noite, e já nem sabia para que lado era o mar... Definitivamente a greve de fome jamais seria uma forma de luta para mim... depois tudo acabou em bem, apesar da incomodidade do exame, mas como já é o sexto que faço, sei que umas vez corre assim outras assado e o melhor é estar pronto para tudo, até que fique um bocado de "arame" preso nalgum engarrafamento da circulação sanguínea...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Geometrias

Pois com as formas básicas pode construir muitas composições que alimentam o sonho de avós e netos. Esta tela foi feita por uma pessoa já avó, e que durante todo o tempo apenas dizia que não estava nada de jeito, que aqui tinha de ter mais um traço preto, ali mais uma coroa amarela, além que não, ali que a côr não era aquela, acolá que não estava bonito. mais além que estava feio. Afinal depois de tanto comentário a avó acabou por acabar e espero que a neta reconheça o trabalho e o esforço para fazer mais alguma coisa para os outros, alguma coisa bonita e que agrade. Este o segredo da história por detrás da vida, quando nada agrada até que o resultado afinal convença.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sofá (Apresentação 16)

Com o apoio do canto do sofá agora estás já sentada a brincar com as coisas simples que ocupam as mãozitas de qualquer bebé. Tem outra vantagem, agora o teto deixou de ser o melhor panorama e podes olhar em frente e ver à tua volta. Os teus olhitos pretinhos agora nunca param pois a toda a hora surgem novos focos de interesse, novidades que tens de captar, ver e compreender. Com a ajuda do sofá... e da mãe que agradece começar a ser ela mesma um pouco menos sofá...

Com a telha

Sim também se pode fazer uma telha e colocá-la à entrada de casa com o nome do ninho. Ficou bem bonito e pode ser sempre a forma certa de tornar o exterior personalizado. Boa ideia.

Montinho

Um trabalho terminado pela senhora Perpétua, mais um montinho alentejano feito do alto dos seus já oitenta anos e da muita dedicação, e ela gosta mesmo da pintura, mesmo com todas as dificuldades inerentes. A cor agrada-lhe, e toda a ajuda que recebe aceita e é bemvinda, não desiste, é muito pontual e cumpridora. òptimo estar com pessoas assim.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Triste e solitário

Novo trabalho dos Rolling Stones, agora que são septagenários. Nunca fui um grande fã da "maior banda de rock do mundo", vamos lá saber porquê, mas desta feita convenceram, com um conjunto de canções todas elas do "blues" tradicional americano, bem interpretadas e com muito "swing". Já ouvi tudo várias vezes, vantagem de ter "streaming" para os fãs é de ficar rendido, para os não fãs, meu caso, ficamos arrependidos de não ser. Grande fdp este fulano que parece que o tempo dela conta ao contrário... que inveja ! Ao que parece até foi pai outra vez, e as "pedras ainda rolam ".

Fui ver ontem Jorge Palma no Teatro das Figuras em Faro. Deus sabe que me custou, mas talvez não volte a ver, Foi a primeira, será a última. Sacrificio bem empregue, pois o homem com todas as qualidades e defeitos só pode ser genial ! Este espectáculo tem por base o disco " Só" que editou há 30 anos, e a fazer juz Palma apresenta-se só, apenas com o seu piano como acompanhamento. Improvisado, anárquico, belo, intimo, cru, melancólico, alegre, em preto e branco, mal enjorcado, credível, com momentos de génio, com momentos de falha, tudo  o que é da natureza humana lá se encontra, cantou bem, cantou mal, tocou de forma extraordinária, acompanhou-se como se de uma orquestra se tratasse. A páginas tantas, parou e tocou de enfiada os três andamentos da Sonata nº8 para piano, opus 13, de Beethoven, como se de um concerto clássico se tratasse, e ali ficámos extasiados a ver quando é o músico ligeiro se enganava, mas o músico clássico não deixou. Depois arrancou com Leo Ferré. Leonard Cohen e Bob Dylan, como se o seu talento não fosse suficiente. Terminou a cantar " Portugal Portugal, enquanto estiveres à espera ninguêm te pode ajudar". Terminou, não ! O público pediu encore, e Palma voltou e tocou mais seis músicas. Parecia que ainda estava a gostar mais do que o público.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Colher (apresentação 15)

Agora através de um pequeno video feito por telemóvel tive a comprovação do facto. A neta já come com colher.  Acabou a ditadura da mama, natural ou não, mas o limite do leite é apenas o acesso a uma pequenina parte do mundo dos sabores. Agora começa a aventura da descoberta dos sabores, das texturas e das cores na comida. Pois tudo passa a ser muito diferente, e é ver a boca a seguir a colher e a colher a trazer para a boca a variedade que é saboreada sem choraminguices. Pelos vistos gostas mesmo da colher. Já é altura de ser mais pessoa, e menos lactente. O leite é para os bebés...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Planície

Casével, que represento nesta pequena tela é uma antiga vila do concelho de Castro Verde. Plana tem uma torre da Igreja Matriz que vem dos longinquos no seculo XIV e que corta a planicie duma forma abrupta. De resto fiz uma paisagem primaveril, talvez para esquecer este principio de inverno. Gosto do local e a vila e branca, plana e cheia de ruelas sinuosas.