quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Expressão verbal (Apresentação 24)

Ontem nos teus sete meses fui presenteado com um video de treze segundos em que por várias vezes exprimias um ma ma ma ma ! Claro que a mãe ficou em êxtase, o avô entontecido, o pai deve ter racionalizado. Para ti é palrear, para nós vemos as primeiras palavras a aparecer no horizonte. Cada um vai ver o que quiser, e fica feliz com aquilo que interpreta, quanto a ti é apenas mais um passo, de todos os passinhos que constituem a vidinha que agora começas. Nada de especial, então ? Não o especial é mesmo a felicidade que nos vais dando.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Susto virtual (Apresentação 23)

Esta historieta poderia chamar-se "de como um olá em Ourique assusta uma criança em Cambridge, ou as maravilhas do mundo virtual ". Ontem durante mais uma sessão do "Skypevisão" esta se inicia sempre da mesma maneira, com a imagem do bebé de olhos muito abertos, a mirar o iPhone da mamã, e o avô totalmente embasbacado do outro lado da linha, no seu portátil, a dizer "Olá Francisca !!!" . Nisto ela faz um olhar assustado e desata num berreiro e esconde-se nos braços da mãe assustada perante este "desconhecido" que entra pela casa a dentro e fala para ela a partir de um ecrã de nove polegadas, aquela imagem falante que lhe chama pelo nome  não se sabe de onde vem ! Depois logo se acalma, mas entre este olá e a reação assustada vão mais de dois mil quilómetros de uma relação virtual, ainda assim babada, mas real no susto que provoca. Uma interação improvável mas que provocou choro lá longe... e umas lagrimitas por cá. Ourique Cambridge, Cambridge Ourique, o mesmo combate ! Tão cruel mas que chique ! Fazer chorar a criança pela internet, o último grito da tecnologia, na falta de melhor !
(PS: a criança na imagem é apenas um modelo retirado dum banco de imagens e não a verdadeira Francisca)

Dentes e tudo (Apresentação 22)

Pois chegou o tempo de os dentes começarem a aflorar nas gengivas. Essa coisa que te vai ajudar a morder, a comer ou a roer. Essa é uma nova fase em que tudo arrastas para a boca, e tudo serve para os ajudar a romper a timidez e aparecerem à luz do dia. Era um momento esperado, embora ninguém lhes tenha dito que deviam apresentar-se ao serviço. Os dentes e tudo o resto que os meses trazem e já são quase sete, apenas faltam três dias, São descobertas atrás de descobertas tudo ao redor é alvo de minuciosa observação num mundo pequenino que todos os dias muda.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A "nódoa" e o espertalhão

Toda a gente já percebeu que existem fortes suspeitas de ter acontecido o que jamais se pensou ser possível. Um presidente norte americano, do mais poderoso país do mundo estar "capturado" pelo líder do país seu maior inimigo. Muitos são os indícios pois nós não conhecemos os relatórios dos serviços secretos americanos, de que Putin desenhou uma estratégia que ajudou a eleger um "amigo", e se calhar mais do que isso, parceiro de negócios, e ser parceiro de Putin não augura nada de bom. Agora questiona-se mesmo que Putin pode ter informação acerca de Trump que se for conhecida pode pôr em causa Trump. Daí esta nódoa política defender com unhas e dentes Putin contra o seu proprio presidente e contra a informação de várias agências americanas. A ser verdade imagine-se a consequência para o mundo ter um presidente americano ignorante e impreparado, o que já seria grave, manipulado por um "espertalhão" da política internacional, anti democrático e sem escrúpulos, O mundo será a partir de agora um lugar a evitar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Pescoço (Apresentação 21)

Segundo pude constatar na última skypevisão percebe-se um pescoço que não se salientava até aqui. Faz muita diferença, agora a cabeçinha declarou a independência relativamente ao resto do corpo, e é toda a diferença para quem vai deixando de ser bébé. Estamos perante uma menina que se movimenta e a cabeça agora olha com intenção e mais precisão. Vira-se para os outros e interroga com os olhos. Procura descobrir numa imensa curiosidade. Todos os dias te descobrimos coisas novas, visíveis mesmo a mais de 2000 km. Tal a intensidade.

Wild horses,,,

Este o primeiro trabalho de uma nova participante no grupo em Ourique. Não estará a maior perfeição do mundo, mas com alguma ajuda e algum gosto, após alguns trabalhos mais simples em papel, optou por fazer uma primeira tela e não saiu mal. Ao desenho dei alguma ajuda mas o essencial já foi realizado por ela, Não estamos a fazer picassos, mas a apurar o gosto e a vontade de aprender alguma coisa nova todos os dias. Aprecio particularmente estas pessoas que estão disponíveis para arriscar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Recomeçar

Não cansa quem alcança ! Retomámos hoje as actividades na Aldeia, e ainda assim logo mais um trabalho terminado. Neste caso uma composição em torno de instrumentos musicais, muito colorida e a transbordar energia. Mantém-se a animação.




domingo, 8 de janeiro de 2017

Tinha razão

Não sou ninguém para fazer comentários sobre a morte de alguém tão enorme como Mário Soares. Apenas posso aqui humildemente dizer de uma vez por todas, tinha razão ! E porque digo isto ? Porque vivi o periodo antes e imediatamente após o 25 de Abril, na minha juventude por volta dos 20 e poucos anos, a ver neste homem um "inimigo" supostamente pela direita, como se a nossa actividade de esquerdistas inconsequentes se pudesse sequer aproximar da visão e dimensão deste homem. Onde ele queria construir a democracia, nós queriamos destruir, Onde ele transmitia tolerância, nós o radicalismo intolerante. Falava a nossa incapacidade e a nossa inexperiência, ou outras ideologias sem bases humanistas, apenas vinha nos livros que devoráva-mos. Aonde ele queria um país progressivo, nós um vago internacionalismo  balofo. Vi ontem de novo o debate Soares-Cunhal, e percebi o que já há muitos anos tinha entendido. Aos seus argumentos, Cunhal respondia com chavões, slogans e frases ocas e vazias. Mário Soares tinha razão, e nós, esquerdistas infantis apenas tinhamos prosápia, perigosa prosápia que nos podia ter levado a uma guerra civil !

Mulher

O ano começa mal, ou melhor começa da maneira do costume, Mais uma mulher entre a vida e a morte, depois de um rocambulesco episódio de "violência doméstica ", que incluiu todos os capítulos de um livro de horrores. De abalroamento, a rapto, de sequestro a atentado à integridade, de violação a tentativa de homicídio ! Mas os homens estão loucos ? Dizia-se que numa mulher não se bate nem com uma flor... Pois assim deveria ser. Na realidade poderemos dizer que a mulher é talvez o ser mais bonito da criação, e o mais complexo, tenho duas filhas, várias relações, e sei do que falo. Para o homem é uma fonte de amizade, vida, prazer e para muitos, não será o meu caso, uma verdadeira dependência prende a sua inutilidade e incapacidade de se auto-valer à vida da sua companheira. Porque carga de água terá de a maltratar a este nível. A posse, a ignomínia, o ciúme doentio, o alcoól, a incompetência são factores que potenciam esta violência contra natura. O homem violenta-se, condena~se, rasteja como um verme quando comete tais actos. Como dizia o outro, este "macho latino" não se pode exterminar ?

sábado, 7 de janeiro de 2017

Temores

De acordo com o que ouve, se vê ou se imagina, estamos cada vez mais a ser reféns dos nossos temores, que são cada vez mais imprevisíveis e inverosímeis. Se até há algum tempo a vida era uma linha vermelha que não se atravessava, para nós próprios e para os outros, agora ela é desprezada por outros valores " maiores", incluindo a nossa própria vida. Morre-se não de doença, por amor ou por velhice. Morre-se por uma ideologia, por mais disparatada que seja, morre-se porque alguém nos obriga, por um impulso de vingança, para retaliar algo que se passou há muitos anos a muitos quilómetros de distância, que nem sabemos se aconteceu. A vida tornou-se assim numa arma que se arremessa sobre os outros, que nem sabemos quem é, e de que forma nos tocou. Os temores vêm muito desse desconhecido que podemos vir a conhecer, desse acontecimento que não está previsto e cuja probabilidade é baixa. A ideia é criar o medo, não se estar bem em nenhum lugar, para que nenhum lugar nos pareça seguro. A ideia é não ter qualquer ideia que não seja guiada pelo instinto do animal que mora dentro de nós. O nosso medo agora não é racional é puro instinto de defesa.