segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Back to the market

Pois regressei este sábado ao mercadinho. Já se tinha publicado por outras mãos. Porquê, afinal não é o melhor local para vender, mas esse não é o objectivo. Para ser franco gosto de estar por lá. pintar ao vivo no local, as pessoas gostam de ver, e estas actividades deveriam ser incentivadas. Infelizmente não é assim e pude constatar o estado lamentável em que se encontra uma instalação com 3 ou 4 anos, onde eu estava quando da sua inauguração, e estava impecável para ser um mercado a sério, que afinal nunca foi. Várias ocupações a cargo que instituições pouco cuidadosas, e sobretudo o desinteresse do municipio levou ao estado em que que o vi , mobiliário partido, torneiras destruidas, e outras malfeitorias que já não serão corrigidas. Podemos dizer que os municipes o votaram ao desinteresse, mas nem tanto. nos primeiros tempos muita gente visitava e mesmo agora se a oferta crescesse decerto as pessoas voltariam.

Voltar à juventude

Mais um trabalho da senhora Perpétua, um registo simples e ingénuo de um monte alentejano, quando os oitenta regressam à juventude, e os anos deixam de contar.Perfeito, imperfeito, bonito gesto, e um bom regresso para quem já viveu muita vida. A ocupação do tempo. a possibilidade de oferecer algo de si, a vantagem deste atelier organizado com "afecto", como agora "sui dizer-se" !

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Marcelo

Há um ano foi eleito, eu diria mesmo, entronizado. A sua popularidade televisiva foi uma passadeira vermelha. Muitos tinham receio de que o professor, comentador, conhecido pelo seu rápido pensamento multidisciplinar, pouco sono e um pouco volátil, hiperactivo, trouxesse a sua instabilidade para a presidência, com os riscos inerentes. Afinal nada disso se passou, o país adaptou-se e agora até gosta do seu estilo consensual, próximo, afectivo, interveniente, presente, oportuno, tolerante, amigável, e tudo isto sem tirar espaço a ninguém. Num momento em que são eleitos tantos demagogos, a intolerância parece ser uma qualidade, a ignorância disfarça-se atrás da cortina do egocentrismo, temos sorte em ter por presidente este homem. Graças a Deus, nem tudo corre mal em Portugal.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Flores secas

Mais um trabalho terminado do atelier da Aldeia agora aquilo que parecem flores secas junto a um lago, ou será um lago salgado junto de flores, ou será um lago seco junto de flores salgadas... é na dúvida que está o interesse.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Nada discretos

Foi notícia já há algum tempo que o "nosso" município gastou 25 000 euros em fatos de trabalho do pessoal municipal. Não estou contra nem me parece mal. O pessoal deve estar protegido, em segurança, deve ver e ser visível. Nada a criticar, mas, há sempre um mas, já repararam que agora quando saímos à rua, nas ruas do concelho estamos sempre a ver funcionários municipais, pois a farda não é "nada discreta", e os funcionários já não têm onde se "esconder", nem podem "tomar um cafezinho" que não esteja o "vox populi" em cima, e ver, ou comentar. Não é mau, quem não deve não teme, mas expôr assim o pessoal, não havia necessidade, podia ser uma "roupinha" um pouco mais discreta, pois para alguns não valeria a pena exporem-se tanto.

Silêncio

Fui ver o último filme de Martin Scorcese, "Silêncio". Excelente, na minha opinião. Para além de uma excelente adaptação do livro de Shusaki Endo, que li há muitos anos, lança ideias para a actualidade, em que uma religião pretende a "conversão" da outra, tal como há 400 anos no Japão os missionário católicos pretendiam, alargar a fé onde já existiam outras fés, no caso o budismo. Hoje o catolicismo caminha numa dimensão ecuménica, convive bem com outras religiões, embora ainda subsistam focos de fricção entre cristãos, ou entre o islamismo e os cristãos. Na altura a expansão da fé colidia com muitos interesses e este filme mostra e documenta essa realidade. Fica para mim a admiração pela pulsão da fé que movimenta os "convertidos", a dimensão da sua resistência que parece ser a dimensão da sua fé, mas porquê? O que lhes trouxe a condição de cristãos que lhes permite resistir a tanta atrocidade. Vale a pena ver e pensar.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Falou e disse

A "nódoa" tomou posse. Emproado do alto da sua popa amarela com o ar mais sério do mundo, falou ao povo e em nome do povo que lhe passou procuração exclusiva, Não precisa intermediários, representantes, congressistas, senadores, governadores, nada. Ele é Deus, abaixo dele o povo, a partir de agora é assim, e ele determina que a partir de agora os dias andam para trás, o sol nasce quando ele der autorização. Volta-se à Revolução Industrial, reinventa a siderurgia, a forja, o torno, e os empregos voltam para a América (para ele a América começa na fronteira do Canadá e acaba no muro que dá para o quintal, o México). O resto são os bárbaros.

E disse !  Todos os políticos antes dele foram gente que enriqueceu à custa do povo, ele não que é pobre e sem rendimentos, para o provar nem paga os impostos ! Todas as politicas anteriores foram uma carnificina, com ele será diferente, até vai banir as armas nas ruas, como é sabido ! Com ele só se compra "coisas" americanas e só se empregam americanos, de preferência brancos e loiros ! Mas gostava que os outros povos também comprassem umas Coca-Colas...

Mais disse que Deus  (ele mesmo) vai abençoar a América, que as fronteiras fecham-se, que vai construir túneis, pontes, auto estradas, aeroportos, rampas, escadas, urinóis, e outras "facilities", só não disse se à imagem dos chapéus vermelhos da campanha, que diziam "Made in China" no interior, também vai ser a China que vai emprestar o dinheiro para pagar isso tudo ! Se é assim tem que dar uns "retoques" no seu discurso egocêntrico e deixar de acusar os chineses de causar a chuva, a peste e os furacões. A ignorância também tem limites !

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ante projeto

Dando ao ante projeto feito para a tela que fizemos com o grupo terapeutico da diabetes uma utilização, em vez de o deitar no lixo, fiz esta tela colando sobre tela a folha de papel cenário com a mancha, após ter "guerreado" com ela e com o frasco da cola, pois colar numa tela com 100x50 não é tarefa fácil, e depois de colado o papel cenário há ainda muito a fazer. Assim com colagem sobre colagem lá consegui que ficasse colado e sem bolhas, ou melhor consegui disfarçar as bolhas com colagens posteriores. Ficou razoável e agora será entregue ao Centro de Saúde para que façam o que melhor entenderem.

Fresco

Hoje de manhã a caminho da minha ginástica, era bem cedo e a temperatura era de três graus negativos e o painel de instrumentos do carro não me deixa mentir. O mito do Alentejo quente e abrasador ne Inverno dá lugar a um Alentejo gelado. O sol brilha, o dia é claro, mas a temperatura "arreganha". Saio cedo, não sei estar em casa a preguiçar e para nunca. Está tudo bem quando... começa bem.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Já temos saudades

Amanhã ultimo dia da presidência Obama, hoje deu a última conferência de imprensa, Parece que já temos saudades. Perante a tragédia do que aí vem, a grosseria, a idiotice, o despropósito dos comentários, a irrelevância das ideias ou da falta delas, os comentários acintosos e a ignorância elevada a instituição, já se sente falta de Obama, do seu elan, das sua palavra fácil e bem humorada, da sua educação, do seu estilo "casual", da sua leveza, mas também de uma visão da política, que tem em conta as pessoas, que respeita os aliados, no seu multilateralismo, que respeita as diferenças. Nem tudo foi perfeito, lidou com um congresso que não dominava, mas sempre transmitiu aos americanos e ao mundo uma imagem de tranquilidade, de previsibilidade, fazendo o que o mundo ocidental espera que uma presidente americano faça. Não inventou, não fez rupturas perigosas e sempre pesou as suas palavras. O "fanfarrão desbocado" deveria por os olhos nele, e a sua esposa "Barbie" inspirar-se um pouco em Michele para não dizer asneiras, não exibir a sua futilidade de forma tão exuberante. Já agora, em que parece que a "nódoa" não sabe onde acaba o negócio privado e começa o público, e não distingue a Casa Branca da Trump Tower, quando nomeia a família para os cargos públicos, inspirando-se no seu ídolo Putin, poderia também inspirar-se na postura de probidade moral e pessoal de Obama. Já temos saudades e temo que no futuro tenhamos muito mais. Deus nos proteja de mais este "terramoto".