terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Mafiosa
Continuo a ver na RTP2, mas já vai na temporada 4, a série francesa "Mafiosa" com Hellene Filliéres no papel de uma jovem corsa, que "herdou" do pai a liderança de um brutal clã mafioso na Córsega. Advogada prestigiada, abandona a sua vida para dirigir o clã Paoli, onde pontuam ela e seu irmão, ela com muitos miolos mas pouca resistência física, ele o irmão com musculos mas sem nada na cabeça. Um metáfora da realidade homem mulher muitas vezes. Ela acaba por ganhar "musculo" e tornar-se numa verdadeira chefe da máfia, onde só há homens, ele nunca chega a ganhar massa cinzenta. Para quem gosta destes enredos recomendo vivamente, e com este argumento criam-se situações curiosas. Mais uma "profissão" de homens que as mulheres invadem...
A porta mais bonita da vila
Toda a gente gostaria de ter esta porta mas não tem. Porque quando se recupera muitos parece não gostarem da terra onde vivem. Não será o caso dos donos desta linda porta, que por acaso até conheço. Gosto muito e julgo que eles também gostam muito da terra, pelo que a enriquecem e não deixam ao mau gosto tomar decisões. Um dia destes faço-lhe o retrato.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Redonda
Mas porque carga de água uma igreja será redonda. Não imagino, apenas posso pensar que agora já não é igreja, nem capela, mas talvez um armazém onde se guardam resto do que já foi uma igreja, e os bichos devem-se deliciar a devorar madeiras, altares, púlpitos, e outras coisas saborosas. Bem feito, quem a mandou construir redonda ? O circulo é uma forma em que todos os pontos estão há mesma distância do centro, pelo que o Deus desta igreja não é nenhum em particular, mas todos são equidistantes na fé. Um mau princípio para tempos e fés tão fiferentes ! Não admira o seu destino. Nenhuma fé a quiz como sua !
Strange Window
Primeiro estranha-se... Quem se daria ao trabalho de fazer uma janela como esta, só mesmo num tempo de mão de obra barata, pois não se fez uma mas quatro, só nesta empena. E porquê pintar a parede de verde quando podia ser branca, como todas as paredes. Mas não, quiseram mesmo fazer diferente. E a beleza está nessa diferença, de quem não se poupa a esforços para que as coisas fiquem como queremos, diferentes de todas as outras, com um ar mourisco. A foto foi tirada por aqui, mesmo há poucos dias pelo redactor. Gosto.
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Parece um ano
Faz amanhã um mês que o senhor da foto tomou posse. Nem dá para acreditar. O pesadelo tem um mês mas parece um ano, Estamos fartos desta figura de opereta que nos entra porta a dentro com o enorme ego de quem pensa que ter dinheiro tudo permite, de ofender as mulheres, insultar jornalistas, apalpar o rabo, dizer banalidades, comprar militares, destratar povos inteiros, desligar o telefone a chefes de estado, mentir sem vergonha, atacar juízes, espezinhar instituições, ele um cobarde que nem foi à tropa maltratar heróis de guerra. Sem fim à vista vai "tweetando", decretando, falando no seu "programa" anedótico. mas não é tão parvo quanto parece. "Os meus negócios first" parece ser a realidade que se esconde por detrás das idioteiras que vai dizendo, do seu discurso demente e dos seus homens de mão, sem experiência e sem valores. Se num mês já nos enjoou, daqui a um ano estamos a vomitar cada vez que virmos a sua marrafa amarela !!!
Colo (apresentação 26)
Durante estes dias tive uma oportunidade que tem sido rara. Pegar ao colo. E assim percebo melhor como cresceste. De repente oito meses, e no colo a cabeça procura tudo ver tudo espreitar tudo captar. Parece que dia após dia estás diferente, maior vivacidade, a vida pulsa e a energia é tal que a comunica aos outros. No chão os braços já suportam o peso do corpo, as pernas ficam bem firmes a fazer força. No colo posso sentir como a pele é macia e o cabelo tem toque de veludo. Intimo e pessoal.
Almadanada
Depois de ler "Nome de Guerra", pensamos que é escritor, depois de ver os painéis da Gare Marítima de Alcântara, pensamos que é decorador, depois de vermos os cartazes da "Canção de Lisboa", que é publicitário, depois de vermos o "Retrato de Fernando Pessoa", que é pintor, depois de vermos as dezenas de auto-retratos, que é um criador de marcas, depois de vermos os vitais da igreja de Fátima, que é um vitralista, depois de lermos o Manifesto Anti Dantas, que é um polémicos, depois de vermos os desenhos a grafite, que é apenas desenhador, depois de vermos as fotos da sua nudez, talvez seja um performer, depois de vermos os azulejos nos prédios, que é um construtor civil, depois de vermos a sua passagem pelo Zip Zip, que é um oposicionista, depois de vermos algumas das suas tapeçarias, será um nacionalista, depois de vermos as decorações feitas para a sede da Gulbenkian, será um matemático. Afinal não é nada disso, e é isso tudo ao mesmo tempo. Um artista completo, moderno, dado à alternativa, dado ao outro lado. anti mediocridade, anti pequenino, que procurou a "utilidade" da sua arte expressa em tantos modos, em "tantas plataformas", como agora se diz. Fui ver a exposição de Almada, e todos os bons portugueses lá deviam ir !
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Amadeo
Fui ver hoje. tinha de ir ver, e fui, a exposição de Amadeu de Souza Cardoso, em Lisboa no MNAC. É moderno, e simultâneamente popular, pois os motivos do norte de Portugal estão todos lá. Os seus caminhos cruzaram-se com os grandes do inicio do século XX, e pisou terrenos de expressionismo, cubismo, só fez uma exposição em Portugal e morreu aos 31 anos, o que poderia ainda ter feito se tivesse vivido mais 50 anos. Infelizmente a pintura foi mais longe que a medicina e morre na epidemia de pnemónica. Saliente este quadro da exposição, "Vida dos instrumentos" onde dá vida a instrumentos musicais. usando a desconstrução dos objectos tipica do cubismo.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Porta fechada
Uma porta bem fechada é a porta de entrada da estação dos caminhos de ferro de Garvão. Com tábuas, madeiras, se fecharam os buracos por onde entrariam os ratos, mas o caruncho ameaça corroê-la, Para obviar mais intromissões a REFER decidiu por um bom cadeado. Nada disto será notícia, nem novidade, passou-se há muitos anos, Agora apenas resta uma ruína embora uma bela e bonita ruína que o tempo vai devorando. Somos, no interior cada vez mais um conjunto de lindas ruínas. Mas vamos reconstruí-las, nem que seja na tela.
Mares 2
Um dos mares pintados durante o workshop, num período de menos de duas horas. A boa escolha das cores, as pinceladas dadas e a sua forma, os pincéis usados e o treino da mão. Tudo conflui para o resultado, mas a ajuda de Deus também conta, pois só Ele comando o acaso. E o acaso tem um grande papel aqui. Foi turbulento, animado, algumas pessoas animaram-se, outras desanimaram, todas se divertiram. Não esqueçam isto é para se ver ao longe... nada de olhos em cima a ver os detalhes....
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