Existem neste país apenas cinco concelhos em que em média as mulheres ganham mais do que os homens, o que é uma preciosidade rara. O ideal seria que ganhassem todos aproximadamente o mesmo. Desses cinco concelhos referimos Ourique, Mértola, Castanheira de Pêra, Nordeste e Lajes do Pico, dois nos Açores e três no interior. Nada de anormal, todos têm em comum serem pequenos em população, o que significa que basta que uma gerente bancária seja substituida por um homem, para se alterar o resultado. Temos pena, mas em estatística as pequenas amostras têm este comportamento, para o bem ou para o mal. Até aqui tudo bem ! Até que se compreende que qualquer dos cinco municípios saliente esta situação factual, fruto sobretudo do efeito da pequena amostra que representam, e do grande orientador de muitos dos resultados que se obtêm... o acaso !!! Agora que um destes municípios venha dizer em comunicado
"Os dados divulgados (...) confirmam o sentido do trabalho de anos de construção de uma comunidade com novos equilibrios" ou "os resultados dão-nos alento para continuar a trabalhar na concretização dos apoios sociais" ou "São indicadores positivos que nos interpelam a prosseguirmos o caminho do combate às injustiças. às desigualdades e às expressões de violência nas comunidades"
Só pode provocar uma barrigada de riso. tal a ignorância que demosntra, alguém que não resistiu à tentação de números sedutores, obtidos por simples cálculo, para daí tirar conclusões de foram obtidos por políticas bem definidas ! (até poderia chamar oportunismo, mas não quero ofender ninguém... ) Não gosto de política feita assim mesmo que venha de um partido de que gosto !!!
terça-feira, 14 de março de 2017
Giracôr
Este o grupo representado na colectiva em Lagoa, acompanhado da professora Manuela. Como normal nestas coisa a presença feminina é esmagadora, pois apenas vemos três membros do sexo forte, que para este efeito é muito fraquinho. E dos três um deles não é bem um aluno, o Brian Mehl, que é um grande artista e gráfico, com obras extraordinárias, onde muito me inspirei pois dadas as diferenças de nível pinta realismo, obsessão pelo detalhe, execução perfeita de quem tem formação. Lembro que entre muitas coisas o Brian produziu os rótulos das garrafas do vinho que o Clif Richard produz no Algarve. De resto um grupo de apenas alguns dos muitos alunos da Manuela que nos incentivou sempre a trabalhar, e a errar e superar os erros, sem criticas destrutivas ou excesso de intervenção. Gosto.
segunda-feira, 13 de março de 2017
Old man painting
Hoje de manhã até estava bem ! Na minha frente de batalha para ajudar a combater a solidão, a desertificação, a desocupação, pelas artes e pela ocupação positiva da mente. Lembrei-me da neta e de como gostaria da acompanhar, dedicar algum do tempo que vai para outros, alguns que não mereceram o meu tempo. Mas nada pode combater a distância, apenas mitigar, aproximar e permitir que este "old man painting" continue a sua actividade, capaz de se automotivar, de fazer das frquezas forças, e das forças tudo o que de melhor for possível. Afinal, nesta altura sou apenas um "old man" com algum jeito, e estes grupos compensam outras coisas que me faltam. Se as tivesse se calhar não seria um "old man painting" e não se perdia nada !
Também já tive 39 anos, mas usava fato e gravata !
Esta foto é dedicada à minha filha Inês que hoje completa 39 anos. O pai diz-lhe que também já teve 39 anos, há 25 anos atrás, usava fato e gravata, coisa de que já se esqueceu, e tinha saúde, um bom ar e uma razoável boa disposição, apesar de tudo o que se abateria sobre ele nesse ano de 1992. Aqui podemos vê-lo. com a sua eterna mania de ficar na ponta das fotografias, será então o primeiro a contar da direita, com os colegas a quem chamavam "Comité de Direção", da fábrica de que todos temos muitas saudades, pois correspondeu a um ponto alto das nossas vidas. Aqui comemoravamos a saída da linha de produção do veículo meio milhão, é obra, que se tinha conseguido após cerca de 12 anos de laboração. Por isso Inês, nada deve ser dado como certo, mas umas perdas não preconizam outras, nem são premonitórias. Trinta e nove anos é talvez o fim da nossa juventude, e a partir de agora cada ano é uma conquista, no emprego, na vida, e na nossa "carreira" que nos vai conduzir ao declínio. Mas até esse se deve poder gerir, e integrar na nossa felicidade, a felicidade de ser vivo, e repara que não digo "estar" vivo, aqui se justifica a nossa lingua distinguir o ser do estar !!!
domingo, 12 de março de 2017
Offshores...
O caso das offshores parece começar a tomar contornos previsíveis, mas de modo a ficarmos mais "descansados". Foi descoberto que cerca uma boa parte do valor das transferências provinha da compra da PT pela Altice. Já se sabia. Agora sabe-se que uma parte ainda maior será dinheiro transferido do BES para contas da PDV (Petróleos da Venezuela). Ora esse dinheiro era depósito de dinheiro pertencente à PDV que apenas foi transferido para o seu dono, não havendo lugar a impostos. Foi apenas problemático pois ajudou a descapitalizar ainda mais o BES, já na beira da resolução. Assim a PDV "safou o seu", um bom serviço prestado a Chavez, ou ao seu sucessor. Nada a dizer. O dinheiro já era deles, e assim safaram-se de ser "lesados do BES". Se repararem hoje o velho Jerónimo, amaciou o tom com que falou no assunto. Pudera. Agora o que é mais estranho é que tenha sido escolhido para cobrador de impostos um homem tudo fez na sua vida profissional para "ajudar" as empresas a fugir aos ditos. Ele há coisas...
Vedações
Para que servem as vedações ? Para nos proteger do exterior e impedir que "entrem", ou para nos proteger no interior e impedir que "saiam" ? Com grandes interpretações de Denzel Washington e de Viola Davis (Óscar para melhor actriz em papel secundário 2017), o filme "Vedações" relata a vida de um casal Rose e Max, seus filhos, sua amante, seu amigo, seu irmão demente na América dos anos 50, onde os negros viviam dentro de "vedações" construidas pelo segregacionismo, e o preconceito. Uma família quer ter uma vida normal e decente, mas nem tudo está acessível. Pode-se tocar música mas não jogar basebol. Pode-se carregar os bidons do lixo mas não conduzir o camião. Mas não é o preconceito o cerne deste filme, é o drama de um pai que quer reproduzir junto dos filhos os seus valores de submissão, mas para estes já é tarde e outros valores se levantam. E de uma mulher que de forma heróica, como sempre nas mulheres, quer equilibrar o amor entre os contrários, e ao mesmo tempo queria ser feliz. Quase uma peça de teatro, sem efeitos, sem exteriores, e um diálogo e argumento que vale pelo resto. Denzel, também realiza. Estamos cada vez mais perante um Clint Eastwood negro !!!
sábado, 11 de março de 2017
Colectiva
Exposição colectiva em Lagoa, no Algarve, na Escola de Artes onde durante três anos muito aprendi com a Prof Manuela Vale, isto até 2010. Todos os anos faz uma exposição com alunos actuais e antigos, o meu caso. Decidi colocar lá apenas uma peça, a tela que se pode ver na foto, talvez aquela que me deu mais trabalho de todas as que fiz, e que representa uma janela aqui mesmo da vila de Ourique, numa casa em frente da agência da CGD. A janela é complicada e o seu cortinado também. A tela tem 100x80, e geralmente repousa na minha sala de estar. A exposição tem material de alunos da Manuela, no caso esmagadoramente mulheres, e estrangeiras, os homens também lá são pouco dados às artes. A foto foi me tirada pela Pamela.
Viver dá muito trabalho
Parece uma daquelas evidências, um lugar comum do qual toda a gente se queixa, apresentando várias e diversas razões para que o dia a dia nos pareça nem sempre muito divertido, nem sempre muito sexy, nem sempre muito animado, Claro não temos as queixas da formiga pisada a qualquer momento. Não temos a queixa do carapau pequeno, apanhado, queimado e comido sem contemplações e sem aviso prévio. Não temos a queixa da lagosta cozida viva sem lhe pedir licença, isso sim vidas cansativas e perigosas. Mas a nossa não faz inveja, e nem para isso é preciso que nos cruzemos com alguns daqueles doidos islâmicos, nem com as fomes endémicas do Sudão do Sul. Aqui mesmo no meio do conforto, o cansaço assalta-nos, e o "ofício de viver" parece uma tarefa trabalhosa, quando a terra nos chama, a vida respira com dificuldade e o sofrimento toma conta de algumas das nossas horas. As horas mais dificeis em que a doença parece querer apossar-se do sopro vital, e tudo, mas mesmo tudo, se faz para a sacudir, a rejeitar, a esquecer, retirar-lhe espaço, potência, travar, procurar o caminho para lá das pedras. Viver dá muito trabalho quando as pernas te pesam, quando voltar atrás para apanhar uma meia caída no chão se torna num acto heróico, e os olhos te recusam o essencial do que te prometeram. Um momento pessimista, e o pessimismo tem de dar lugar ao optimismo, mesmo o "irritante" como agora se diz...
sexta-feira, 10 de março de 2017
Praça D.Dinis
Este o painel que reproduz a Praça D,Dinis, no centro histórico da vila, uma vista em 360 graus. Foi feito em 2012, salvo erro ou omissão, composto por 4 telas, num total um metro e sessenta por quarenta. Foi vendido e o resultado entregue a uma instituição do concelho, e penso que quem comprou gosta dele, tanto que o expôs publicamente, o que muito me sensibilizou. Acho que não sendo o melhor, isso não existe, corresponde bem ao que gosto de fazer. Agora a praça está a ser intervencionada, mas penso que só pode mesmo melhorar. É um ex libris de Ourique que parece uma sala de estar, onde neste momento não se está, pois não tem quase comércio, cafés, bancos de jardim, ou equipamentos urbanos, Vamos lá quando se vai ao cinema, aos serviços camarários ou de passagem. É uma Praça muito bonita mas deserta. O centro da vila agora fica noutro local, junta da escola, paragem de autocarros, jardim e biblioteca, ou então no ... Pingo Doce.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Santa Luzia
Mais uma vila do concelho com a sua matriz altaneira pintada numa tela em acrilico de 50x40. Segundo percebi é do século XVII. sofrendo no entanto melhorias posteriores. Não sei mais sobre a sua história, mas gosto do horizonte em que se integra, é bonita simples e tem uma claridade que ofusca. Não sei se o resultado está bem conseguido, gosto, poderia talvez fazer melhor, mas trata-se de uma imagem que me agrada. A luz e a sombra valorizam, e é coisa que não falta por lá.
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