sexta-feira, 31 de março de 2017
Pequena janela
Retomei o meu artesanato das pequenas janelas, formato 15x20. Já fiz decerto algumas dezenas, muitas vendidas, outras oferecidas, outras dadas, outras emprestadas, em casa tenho zero ! São janelas reproduzidas a partir de fotos que eu tiro a janelas do concelho e das suas diversas aldeias e vilas e que podem ser penduradas, num conjunto, ou colocadas em pé com um parafuso de suporte, ou encostadas, pois gostam de estar no meio dos livros, como se vê no imagem, na minha estante. Dão-se bem e não "guerreiam". Por mim gosto, são coisas simples, locais e coloridas, e registam coisas que podem desaparecer, uma das que fiz, um original lindissimo aqui à saída da vila, já deu lugar a uma janela de alumínio, modernaça, funcional, mas igual a milhares de outras ! Vou registando !!!
Terraço
O dia nasceu embrulhado, no meu terraço. Nem carne nem peixe, logo pelas sete da menhã parecia que a terra e o céu se envolviam numa nuvem de algodão em rama, enquanto a claridade do sol procurava romper e vingar. Uma claridade que se reflectia nos pilares do terraço com uma cor branca que tudo envolvia. Curtos reflexos do sol mostravam o que se iria seguir. Talvez sol talvez chuva como se fizera prever, o dia imprevisível. Hoje vou dedicar o dia a trabalhos "pendentes", restos de compras por fazer, pinturas por pintar, telas para corrigir, posts por escrever, realidades comezinhas por realizar, um dia em que a neta já gatinha, a filha já voa, as costas ainda doem, e se começa a tratar do "IRS paga paga esquece esquece", e do "IMI, agora por aqui". Dedico a tarde ao Rachmaninoff, bonito, romântico e "cool", por enquanto, ouço o pianista Sequeira Costa, alguém que Portugal esqueceu, se calhar para bem dele. Ás vezes é melhor que Portugal se esqueça de nós, pelas razões atrás expostas, entre outras !
Longe
O Alentejo profundo tem destas imagens, Obtida junto à estrada que liga Castro a Beja, a percebe-se aqui a noção de longe e de profundo, e porque se diz que "é pertinho, são só vinte quilómetros". Pois aqui o longe fica muito perto. porque entre nós e o longe fica uma planura sem fim. Aqui não há longe nem perto, tudo é perto sem ser longe. Não se trata de uma questão de linguística mas uma questão particular de geografia ! Desta forma se está por cá e mesmo os que não são de cá estão sempre pertinho ! Voilá !
domingo, 26 de março de 2017
Primeiro dia da mãe (apresentação 31)
Não é confusão não ! Na ilha o dia da mãe comemora-se hoje, e a menina F tem a sorte de o poder comemorar duas vezes, se acrescentarmos o que se comemora em Portugal, Para já este é o primeiro da tua curta vida, e de certa maneira ainda fazes parte dela, da mãe que tens aí mesmo ao lado, em cima da qual estás a passar muitas horas, e ela até gosta ! Para ser normal já deste uma prendinha, daquelas que se preparam na creche para "as melhores mães do mundo", que afinal são mesmo quase todas. Um texto, escrito na lingua inglesa, e no qual impressões foram feitas com a palma da tua mão pequenina para que não se esqueça como era pequena, daqui a uns anos. A mãe está de parabéns, e já agora o teu avô também, pois fez parte desse "processo criativo", não é ?
sábado, 25 de março de 2017
De gatas e de pé (Apresentação 30)
Agora o mundo começa a ser visto de outra maneira. De cima para baixo como se de repente tivesses levantado voo e tudo pode ser visto sem obstáculos, um mundo em movimento. Não se distingue já se te deslocas ou se deslizas. Vais de gatinho e agarrada a qualquer apoio as pernas a fazer força e ficas de pé a desfrutar a façanha conseguida. Agora só falta andar. A cabeça, os bracitos, as mãos nunca param mexem remexem e finalmente a boca abre-se num sorriso de orelha a orelha. Estamos de pé !
Olhar pela janela
Uma das janelas exposta na Feira é esta, que normalmente vive na receção da UCC, e da qual as pessoas gostam particularmente. De vez em quando apetece-me regressar a coisas feitas há muito, e esta foi em 2012, tem 5 anos e foi na altura exposta na Biblioteca Municipal e mede 80x100, enorme para o meu habitual. É alentejana claramente e está numa rua aqui da sede do concelho e o original está particularmente a precisar de recuperação. É muito bonita e penso que consegui reproduzir o jogo da luz e das sombras que fazem um estranho desenho sobre as cortinas pois o sol batia com intensidade na fachada. São detalhes da vila para as quais a maioria das pessoas não está atenta e cabe também a quem pinta trazer para a ribalta aquilo que está escondido e merece ser visto com olhos de ver. Nem sempre damos a devida atenção ao património urbano, ao que todos os dias olhamos sem ver, para usar uma terminologia que tenho usado muito ultimamente. O que é belo é intemporal e só mesmo a indiferença lhe pode fazer mal.
Arnaldo, o louco
O mui antigo educador da classe operária, Arnaldo Matos, sem suspeitas de islamista radical, e sem simpatias seguramente por causas de origem religiosa, mas com alguma probabilidade com distúrbio mental veio ontem nos jornais fazer aquilo que só mesmo o "estado islâmico" conseguiu fazer, defender os atentados de Londres, a chacina de civis inocentes sem exceção, e encontrar assim alguma lógica racional naquilo que é apenas um fenómeno de radicalismo fundamentalista, de um fanatizado, que decidiu imolar-se em nome de uma ordem da desordem. Ao que se leu, o homem defendeu estas práticas num editorial do Luta Popular, orgão central do MRPP. Apenas se tornou notícia pela raridade de tal posição, pela sua aberrante conclusão, e pelos argumentos que eu já não lia há muito. Mas atenção que no passado, há 40 anos muitos defendiam o mesmo, embora felizmente sempre gritaram muito alto mas ninguém escutava. Agora o homem enlouqueceu de vez, e como advogado com algum sucesso, deveria além de expulso da Ordem, ser internado com urgência num hospital psiquiátrico, talvez na Madeira, Ele há coisas !!!
sexta-feira, 24 de março de 2017
Na Feira do Porco Alentejano
Na Feira do Porco Alentejano, no meio de vários produtos genuínos do Alentejo estou com as minhas coisas a pintar na "casinha" da Associação Futuro, durante parte do fim de semana, procurando promover a Associação e eventualmente vender alguma coisa a favor da mesma. O ambiente é algo agitado mas consigo abstrair tudo e dedicar-me ao que quero fazer. Fui interrompido por muitos, muita foto e coisas assim, certo que isto não estava bem planeado, mas seja pelo melhor. Faço o que gosto com a melhor concentração, e estes também são produtos genuínos do Alentejo, pois todas as telas que faço são de temática local, a parte de fotos que eu mesmo obtenho, Nada de internet ou fotos retiradas dos sites, Paciência, mas é assim que quero fazer, apesar das limitações fotográficas. As janelas que se vêm na foto também são telas que pintei com 80x100.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Estrada
Esta estrada leva até à Feira do Porco Alentejano, o evento que se realiza cá pela terra neste fim de semana. Desta vez vou estar por lá na "casinha" da Associação Futuro, enfim tem de ser, e o que tem de ser tem muita força. É sabido o meu desapego a estes acontecimentos festivos, e para ser franco as festividades do porco não me entusiasmam, mas até percebo que se faça, já me parece mais discutível a presença da TVI e do Somos Portugal, com os Eirós deste mundo aos pinotes e a musica pimba no máximo. Não havia necessidade de dar para esse peditório. Deus perdoa-lhes este dinheirinho mal gasto !!! Então estarei por lá "mañana por la mañana". E nas outras "mañanas".
We aren't affraid
Vivemos neste local onde até as árvores estão solitárias, e rejeitam companhia. Como poderíamos ter medo neste mundo enlouquecido onde o inesperado, o insólito, o brutal, o despropositado, o sem sentido parece ter tomado sentido. Um objecto de gozo e prazer transforma-se em arma, um gesto normal é uma ameaça. Claro que espalhar o pânico, incentivar o medo, criar inquietação é o objectivo. E como dano lateral, matar infiéis. Mas para nós que estamos aqui pelo Sul nada se nos aplica ! Assim espero. A calma dos campos, as cores do Sul, os ares perturbam qualquer terrorista, isto é demasiado parecido com o Médio Oriente para se ver viabilidade em alguma acção desse tipo, estamos todos muito sossegados, nesta feliz letargia, já somos meio mouros, não nos ligam e ainda bem. Terrorista que se preze prefere as melhores cidades, as melhores ruas, aquelas onde há gente normal e muita. Não é caso. Assim não tenho dúvida "we aren´t affraid" !!!
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