terça-feira, 11 de julho de 2017
Mar
Um mar tirado a ferros de uma das alunas mais talentosas e que gosta mesmo de pintar. Já é um bom começo. Foi várias vezes alterado, procura das melhores soluções, a pintura é tudo menos instintiva e de solução rápida. É muito difícil tudo parecer simples, e mesmo para alguém que se apaixona por ela, caso da minha aluna, o trabalho é custoso, quando o próprio professor é apenas um autodidacta sem formação específica. O mar revolto a mistura da areia com a água está bem conseguida. O resto o tempo há-de aperfeiçoar.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Liberdade
Nos grupos que tenho tentado animar uma palavra que respeito é a liberdade de criar. Aqui o objectivo não é ser o melhor mas fazer aquilo que somos capazes para expressar algo que nos vai na alma, e mcomunicá-lo a alguém. Estre trabalho foi feito pela aluna Cidália, e foi um pedido expresso de uma familiar, que queria algo de parecido com esta ideia. Aqui a criação tem esses limites, a baliza de uma "encomenda" ou de uma prenda que queremos fazer a alguém. Arregaçou mangas e conseguiu. Perfeito, não ! Mas que pediu perfeição? Fazer um mar é uma tarefa complicada e carece de muita prática, domínio do movimento. A preto e branco tem ainda menos por onde jogar. Mas fiquei feliz com o resultado da Cidália, pois vi o que se esforçou para atingir, e claro estamos a falar de adultos com muita vontade de fazer, o que me apaixona. Acho triste desperdiçar talento, vontade. Assim ficou, e penso que já está nas mãos do seu destinatário. A mim, modesto autodidacta dá-me alegria que os alunos consigam lá chegar, partindo com muita esperança para uma tarefa impossível á partida.
ATL em 2017
Começou a semana passada e hoje entrei para mais uma sessão de iniciação na Pintura. 16 meninos e meninas em Garvão, contam pelo quinto ano com a minha participação, agora em apenas quatro sessões pois o cansaço não ajuda. Este ano o tema geral são os "estranhos bicharocos", acossados, perseguidos e quase extintos. Decidi começar com o camaleão, simpático réptil, dos poucos, que por estas terras está em risco. Apesar da sua estranha imagem é um doce. Um lagarto com pernas, muda de côr em função do habitat, tem uma visão espacial, e come os insectos projectando a língua pegajosa. Tudo coisas horripilantes. Os meninos aderiram ao bicho e fica aqui um exemplo dessa adesão.
domingo, 9 de julho de 2017
Vi e gostei
São do inicio dos anos 80, já após os meus melhores tempos, jamais poderia ver ao vivo, mas este ano a RTP mostrou em directo, será serviço público, não sei ! Sei que gostei bastante do espectáculo dos Depeche Mode no Alive 2017. Não sendo fã inveterado desta banda sou apesar de tudo apreciador destas bandas que são anti acústicas, e fazem da sonoridade eletrónica o seu forte. Aprecio a sua perenidade e admiro uma banda de sexagenários (ou quase) a ser aplaudida e acompanhada por tanta juventude. Bonito de ver, muitos ficaram pelo caminho, ou estão agora na irrelevância, mas estes são verdadeiros sobreviventes, apesar de não terem mudado grande coisa ao seu registo inicial. Uma música que agrada, não causa transtorno, cheia e bem ritmada. Os anos 80 no seu melhor revistos sem saudosismos trinta anos depois, Não é para todos.
Animal de pequeno porte
Um pequeno animal muito rico nas suas propriedades. A principal, ou aquela que mais me interessa é o mimetismo, isto é a sua capacidade de adaptar o seu aspecto exterior ao meio em que se integra, adquirindo a sua tonalidade. Daí ser sempre comparado a determinadas pessoas, aquelas que usufruem dessa propriedade, sendo aquilo que não são, porque isso lhes permite uma vantagem. São os "camaleões". Estão presentes um pouco por todo o lado, da política aos bombeiros, da Protecção Civil, aos Comandos Distritais, passam por ser gestores pessoas que geriram nada, e aparentemente atendiam chamadas telefónicas. No "Sexta às Nove" da RTP tantos foram os citados que até arrepia. Mesmo que não seja verdade para todos, a alguns tal se aplicará com as consequências que todos vimos... Mas que coisa. O animal até é um animal engraçado, muito acossado, o que o leva a estar ameaçado, e o seu habitat até já travou demolições na Ria Formosa, pois julgo que o Algarve é o local do país onde ainda os podemos encontrar, embora durante mais de dez anos de estadia nessas terras apenas encontrei três. Os outros, os que apenas lhe tomam o nome estão por todo o lado e sempre prontos a aproveitar as oportunidade, sobretudo no Bloco Central, onde as diferenças são poucas e o mimetismo é mais fácil de aplicar. O animal da imagem foi produzido em cativeiro por este vosso criado.
sábado, 8 de julho de 2017
Bipolar
Um país bipolar parece ser o nosso. Sentado aqui no meu sofá não saio, não vou ao café, não convivo muito, mas isso dá-me a possibilidade de observar. vejo na televisão. ouço da rádio, leio na net, ou nos jornais, e do que vejo o traço da bipolaridade está lá. Ontem estava tudo no melhor dos mundos, seríamos os maiores, um ministro sem rasgo era comparado com Ronaldo, os indicadores indicavam para o céu, num país "adorado" por hordas de turistas, e campeões, eurovisões e outras embirrações. "Derepentemente" muda a onda, e umas chamas, uns roubos, a baleia azul, passamos da fase maníaca para a depressiva. Volta a tristeza, as demissões consumadas ou pedidas, os suicídios virtuais, ou reais, os políticos da oposição arranjam finalmente discurso, depressivo para variar, e os que governam, pouco habituados à crítica, responde com palavras atabalhoadas, explicações complicadas, que parece esconderem algo. Bem fez o Costa, deixa os afectos para o homem do costume, as explicações para um ministro que se safa sempre, e vai a banhos até que a onda passe, gosta mais da fase maníaca, que volta dentro de momentos.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
As armas e os barões assinalados
Talvez quando Keil do Amaral escreveu o hino não estivesse a pensar nesta perspetiva, a de que armas podiam ser roubadas ao próprio exército, por alguns que decerto contaram com a ajudinha de alguns barões, pois se temos barões na Força Aérea que se atravessam na compra dos paposecos e do toucinho fumado, quando falamos de armas, os valores em jogo serão de outra escala, e terá decerto valido a pena pôr muito em risco neste negócio das Arábias... Vale sobretudo de as coisas correrem como na maioria dos casos, isto é, muita conversa, muito político a exigir o que não fez quando foi Governo, e o querido Presidente a exigir a verdade "toda", como se noutros casos se tivesse conhecido apenas a verdade "em parte". As Glock continuamos sem saber quem as roubou. Esperemos assim que "as armas estejam em boas mãos", como se dizia há uns anos, para que a nossa consciência repouse, afinal alguém deu uso a uma coisa que não era utilizada. Esperemos... espera não custa. ( Estou confuso de tal maneira que troco Camões por Keil do Amaral, e os Lusíadas com o Hino Nacional... Bolas !!!)
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Whiplash, vontade sem limites
Vi "Whiplash" já do ano passado, curioso que é do mesmo realizador que este ano fez o aclamado "La La Land". É dos filmes mais incentivadores que vi desde sempre. Para quem não conhece o enredo, é simples e resume-se a uma jovem que sonha em ser baterista de jazz. Para mim tem ainda esse suplemento, pois adoro jazz, e jamais vi algo que elevasse tanto o esforço de alguém que quer muito, muito que até vai conseguir. Teimosia, obsessão, fixação, excesso, quando se quer tudo vale. Esforço, trabalho, irracional, animal, preparado para tudo e para todos os trambolhões, os desânimos, os desaforos. Quando se quer muito, até desistir pode ser uma forma de conseguir ! Vencer a barreira de alguém que parece nascido para nos contrariar, para deitar ao chão, e nos diz na cara que essa é uma forma de incentivar... de destruir o lado de auto comiseração que há em nós, o lado medíocre que se conforma com a média, o lado que nos pede descanso na luta, que abranda o guerreiro, que propõe tréguas, que levanta a bandeira branca a léguas do objectivo, que propõe a paz de espirito quando o mar está por atravessar. Grande lição, grande filme pequeno, pequeno grande filme !
Visita ao avô (Apresentação 34)
Este fim de semana a Francisca visitou o avô, um dos avôs, eu mesmo em pessoa. Tinha feito o seu primeiro ano no dia 17 de Junho, e agora já não é bem um bébé, mas uma rapariga muito simpática, cheia de gracinhas, gostando de agradar, como todas as raparigas, sempre disposta a presentear com mais uma gracinha, mais um sorriso, mais um dedo espetado, mais uma bochecha escancarada mostrando a sua mais recente aquisição, um dúzia de dentinhos. Dormiu aqui pelo Alentejo, tomou banho na sua piscininha, e correu tudo por aqui, de pé, a gatinhar ou pela mão do avô. Uma benesse, conviver com esta vida em grande efervescência, um docinho a pequenina. A energia que comunica encheu o meu ego, afinal algo ali ainda me pertence, um bocadinho do sorriso, uma réstea daquele olhar intenso, um pouco daqueles dedinhos bem feitos. Avô babado, claro que sim. Rendido a tanta simpatia.
terça-feira, 4 de julho de 2017
Regressar à vida
Depois de um intervalo de mês e meio ressuscitei. Intervalo deu para pensar, recuperar alguma da energia perdida, combater o calor que me derruba, partir em aventuras interiores, dormir, ouvir as músicas do dia, e depois disso tudo decidir se a energia que se gasta na Facebook, Blog e etc, ´tem retorno. Decisão final, não tem ! Não tem retorno, é teclar por teclar, é escrever por escrever, os meus "amigos" estão mais interessados em projectar o seu ego, ou o ego de gurus brasileiros que não existem e se existissem diriam lugares comuns. Mesmo assim aceito que as minhas palavras são lidas por uns poucos amigos, alguns conhecidos e muitos desconhecidos. Por outro lado o meu blog, que é apenas um repositório do que aconteceu, do que criei ou do que inventei, vem de anos, e não quero perder o seu ADN, aquele que me trouxe a paz e e me manteve à tona quando o pesado braço da morte me empurrava para baixo. Assim regresso, até quando não sei. As minhas fotos ficam desfocadas, as minhas palavras ficam gastas, as minhas ideias fazem refluxo nas bordas do cérebro e retornam ao interior expressando apenas vazio. Por isso o esforço em expressar o meu sentimento e a minha falta de partilha, Por aqui vamos uma estrada comprida, que se percorre sem saber bem em que sentido se vai.
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