domingo, 23 de julho de 2017
Sobre os telhados
Uma vista sobre os telhados de uma vila cá do concelho para mostrar que Alentejo não é só campo, planície, borrego, porco e outras "paisagens", também o património construído tem que se diga e apresenta pontos dignos de inspiração. Aqui vemos o pormenor da chaminé e ao fundo a Igreja Matriz. Claro que algumas construções não integram bem o conjunto mas também não podemos ser fundamentalistas, temos de viver no conforto. Felizmente já não há antenas de televisão e poucos cabos elétricos. A luz essa está lá toda como é normal aqui para o sul, e faz as delícias de qualquer um interessado na pintura, pois ela realça tudo e faz contraste com uma sombra tão intensa como a luz. Um desafio.
Priolo
Hoje domingo vamos dedicar tempo a causas. O priolo, um pássaro endémico nos Açores, nomeadamente na parte oriental da ilha de S.Miguel, único local no mundo onde é conhecido e onde se encontra em extinção. Muito tem sido feito para reverter tal situação o que parece estará a acontecer. Mas a maior ameaça é o declínio da floresta laurisilva nas ilhas dos Açores, onde nidifica e se alimenta. Já alguns projectos foram lançados para o salvar, com algum sucesso. Decidi pintar rapidamente um esboço de dois priolos, e amanhã no ATL vamos trabalhar mais um bicharoco ameaçado. Espero que a criançada adira.
sábado, 22 de julho de 2017
O passado e o presente
Estamos em momentos diferentes, em contextos, realidades e suposições diferentes. Passado é passado, presente é presente. Mas será que é mesmo assim ? Será que seríamos o que somos se não tivéssemos aquele passado, será que aquele passado foi premonitório deste presente? Assim a vida é. Um rio em que águas do passado conduzem a uma foz que muda todos os dias, pelo que o rio tem de procurar todos os dias a sua foz. O presente não é mais do que o acumular de muitos passados, interagindo uns com os outros, uns que se perderam, outros que persistem, outros ainda que irrompem sem sabermos de onde. Agora certo certo, é que não podemos modificar o passado, vivê-lo de outra forma da que foi vivido, remendar esses dias, embora se possa olhar para eles de outra forma, ter deles uma opinião que evolui como o nosso amadurecimento. Afinal o presente também já é passado, e o passado até pode vir a ser presente. Temos olhar para a vida com toda a relatividade. Certo as águas não voltam a passar de novo por debaixo da ponte, mas outras águas virão, água é sempre água.
A casa
"A casa" é uma das mais lindas canções escritas por Rodrigo Leão para Adriana Calcanhoto, e publicada no disco "Alma Mater" talvez já com dez anos, onde Adriana canta como sempre. Deixo aqui o video que alguém construiu, um scrap, e que escolhi porque pode ler a letra que é a de uma maravilhosa canção do amor perdido e recuperado. Ler com atenção. Mais uma grande canção de Rodrigo Leão que acompanha com o seu "ensemble".
Rodrigo Leão e Scott Matthew
Fui ver ontem em Faro, no Teatro das Figuras, e foi bom, para quem gosta da magia da música de Rodrigo Leão, da voz melancólica de Scott, e das maravilhosas canções que escrevem. Ouviu-se um pouco de tudo, os dois juntos, só o Scott com guitarra, só o "ensemble" de RL, onde prepondera a violinista Viviana Tupikova, russa que trabalha há muitos anos com o músico português sendo a autora dos belos solos de violino que aparecem em todos os trabalhos de Rodrigo Leão, um espetáculo muito emotivo e cheio de secretismo. Valeu a pena fazer mais 200 km para os ouvir.
sexta-feira, 21 de julho de 2017
Levanta-te e caminha (Apresentação 36)
Hoje a neta Francisca seguiu finalmente o eterno conselho de Jesus. Começou a caminhar, a andar sobre os seus pés, sem apoios, dúvidas ou incertezas. Como se desde sempre soubesse que é assim que tem de ser. Eu não vi em pessoa, mas uma pequeno vídeo precioso confirma e ajuramenta o acontecimento. Sempre pronto para deduções apressadas diria, era o cabelo que lhe pesava. Agora ficou mais leve e ela que se levanta. Agora já pode fugir. Cuidado ela é muito despachada !!! O avô como sempre admira os acontecimentos como se nunca tivessem acontecido.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Barbara Weldens
Sabem quem é ? Nem eu !!! Jamais ouvi esse nome nem identificava como cantora francesa. Pois ouvi hoje, pois foi noticia quando morreu em palco durante um espetáculo, aparentemente vitima de electrocução. Tal como o saudoso Jimi Hendrix. Como tenho o Spotify fui logo ouvir a Bárbara e fiquei agradado com o seu primeiro e único álbum, saído em Fevereiro, Para se ver de que artista se trata ganhou em 2010 o prémio Jacques Brel como revelação, E agora participava num festival Leo Ferré. Tinha 35 anos. Impressiona-me que alguém morra assim, uma artista em pleno local onde era suposto dar felicidade aos outros. Triste.
Regresso à aldeia
Feito em 2013, entretanto arrumado nos quartos dos fundos agora veio uma oportunidade de sair da obscuridade, mas para isso tive de fazer uns retoques para o tornar mais equilibrado, colocar-lhe mais mancha, pois era demasiado grande. Ainda assim não ficou "nos trinques". "Há sempre qualquer coisa que eu devia de saber, qualquer coisa que está para acontecer", como se diz na canção. Mas para já sai como está, até tem moldura coisa rara cá por casa. Trata-se de um dia assim chuvoso e foi feito na aldeia de Alcarias, a mais linda deste pequeno concelho, como toda a gente sabe. Ficou no meu estilo mais voltado para o cinzento, estávamos em Março do 2013 e não estava nada bem. Mas a força chegou para o pintar. Assim vai continuar a ser Espero !
Rua
Uma rua igual a muitas aqui do Alentejo. Esta tem de especial fazer esquina com uma grande escadaria que acaba por conduzir ao alto da vila, onde por norma se situa uma capela. E neste caso não se foge à regra, a capela lá está de facto. A rua essa segue em frente com mais ou menos curvas, até se chegar à mesma capela, ao seu largo, mas de carro, pois o carro não sobe escada... Mais uma proposta de pintura, mais casa de listas azuis, mais varandas com ferragens, que cada vez são mais difíceis de fazer, devido à vista. A velhice avança, e eu não posso exigir de mim as mesmas faculdades. Atá já estou um pouco gágá, não é, sempre a repetir as mesmas coisas.
Viver ao lado
Viver é bom. Viver com, será menos bom. Viver sem, é pior ! Viver para, é redutor. Viver de, é dependência, Viver se, é inaceitável ! Viver quando, é transitório. Viver mas, é duvidoso. Viver para além, é demasiado. Viver apenas é como viver se. mas mais inaceitável. Afinal se viver é bom como é que se deve viver? Talvez viver ao lado !
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