segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Santiago de Compostela

Em Santiago de Compostela no ano 2000
Na minha "peregrinação pessoal" pelas cidades da vida cabe hoje recordar Santiago de Compostela, onde fui por duas vezes, em 1997 e no ano 2000, nunca a pé, pois não sou homem para essas aventuras, mas sempre bem instalado de carro. A cidade é conhecida por ser um dos locais de peregrinação mais importantes da Europa, afecto à imagem do apóstolo Tiago, que ali se encontra sepultado, ou é suposto ali estar. A cidade, vulgar nas suas imediações, detém um centro histórico medieval onde a pedra é rainha, e os monumentos históricos abundam. E desde logo o maior de todos, a Catedral centro de todas as atenções, e local de grande tráfego de visitantes, entre peregrinos, turistas e arrivistas que ali aportam.
A cerimónia do Botafumeiro
Os rituais são interessantes, desde a oração com os dedos metidos num buraco e a cabeça encostada num dos pilares que seguram a majestosa catedral, a visita ao túmulo do apóstolo onde se pode deixar um papelinho com um desejo, um pedido a Santiago, que com grande probabilidade será realizado, e o climax a cerimonia do "Botafumeiro", todos os dias realizada pelas 11h00, e que pode ser entendida como uma benção de acolhimento a todos os que visitam a cidade, impressionante, pela música que a acompanha, pela enorme dimensão de cadinho onde se encontra aquilo que se queima, incenso, e a dimensão em altura da cúpula onde balança como um pêndulo o enorme vaso que lança fumo sobre a cabeça dos visitantes. A cerimónia demora cerca de meia hora, e senda uma actividade religiosa ela cala fundo mesmo dentro daqueles que têm uma fé mais ténue. Fiquei impressionado das duas vezes que assisti. Ali vivemos a nossa pequenez, e ninguém vem de lá igual. Depois temos toda a actividade social da cidade, a boa comida galega, as filas infindáveis de peregrinos que vêm de todo o mundo, e que dão à cidade um ar cosmopolita, mas com moderada dimensão. è uma cidade a que se deseja regressar, pois acolhe bem, tudo está preparado para receber, pois disso vive e disso se alimenta.

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