sábado, 8 de abril de 2017

Sentar... firme ! (apresentação 33)

Se até aqui parece que havia dúvidas acerca da transição de posições, de pé ou de gatas para sentar, agora isso são sopas de mel ! Sentada vê-se tudo melhor, claro, e podes controlar tudo à volta e espiar o que os pais estão a fazer. É mais uma evolução no caminho do caminhar ! Melhor que deitada, sentada, melhor que sentada de pé ! Tudo ao contrário do que se diz dos alentejanos, mas não faz mal, afinal todos têm razão a seu tempo.

Entre o Barthes e o Zé Gomes

Mais uma pequena janela, bem procurada pode ser encontrada lá para os lados de Santa Luzia, uma simpática terrinha aqui do concelho, solarenga e branca, Depois pode ser posta numa parede, numa mesa de cabeceira, num pechiché ou mesmo numa estante carregadinha de livros, por exemplo entre estruturalismo do Barthes e a poesia militante do Zé Gomes, ou outra qualquer combinação onde fica sempre muito bem. Como dizem nos pacotes de margarina, trata-se de uma "sugestão de apresentação". O original é muito bonito, já a minha interpretação é o que é !

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Fábio o justiceiro

O jovem presidente comunista da freguesia de Carnide, pelos vistos partidário da acção directa, mandou arrancar os parquímetros no centro histórico da vila, para impedir a EMEL de cobrar estacionamento, e além de mandar, passou à acção. Eu até achei piada, a EMEL está mesmo a pedi-las, pois manda pagar primeiro e depois logo se vê do parque para os moradores e dos arranjos que pelos vistos se comprometeu. Talvez o Fábio se tenha excedido, mas fica pela imaturidade dos seus 31 anos, pois tenho ouvido referir que é um bom autarca, e que não hesita na defesa dos seus "fregueses". Agora voltaram a plantar os ditos parquímetros, aguardo as cenas dos próximos capítulos pois o problema é que agora não há nada mais radical a fazer. Não penso que o Fábio queira mandar partir aquilo tudo...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Porcos

Quem diria que semelhante animal seria disputado para ter uma capital. Pois as diversas capitais do país procuram tirar partido da suas particularidades, e cada um escolhe a capital que quer para si em função da imagem que dá de si. O porco é um animal simpático, é mesmo o animal preferido da grande pintora Paula Rego, mas para outros é impuro, e detestável por encarnar o diabo. Assim no divertido filme "Um porco em Gaza", a única maneira mais ou menos aceitável pelo Islão para criar porcos em Gaza era fazê-los calçar meias, pois assim não pisavam o solo sagrado. Por isso pensei em fazer uma representação de tão distinto animal e por aqui fica um pormenor de uma tela que reconstruí, penso que a melhorei. Porco é porco, mas pode ser belo e insinuante.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Horror

Hoje vimos imagens de mais um ataque com armas químicas no "sítio do costume". Agora em Khan Shaykhum, mais ou menos a meio caminho entre Damasco e Alepo. Mais de uma centena de mortes, onde muitas são mulheres e crianças. Como pode a alma humana descer tão baixo ? Quem fez ? Ninguém, ou melhor, foram os outros. Sendo que o local é dominado por forças que contestam Assad, tudo aponta para o ditador implacável, que não se limita no seu "combate ao terrorismo", com a ajuda de Putin, o homem que se horroriza com atentados no Metro de S.Pittersburgo, combate terrorismo com mais terrorismo. Os homens conhecem o principio dos vasos comunicantes desde os tempos de Pascal, no século XVII, mas cada um pensa para dentro como se um horror na Síria não produzisse um horror em qualquer outro lugar. Só que o horrível não justifica o horroroso. Tudo isto mostra um mundo em que não queremos estar, mas porque é que esta gente não percebe que não temos outro local para ir ?

A gatinha gatinha (apresentação 32)

Parece uma redundância mas não é. Por um lado temos um substantivo por outro um verbo, ou seja uma coisa ou uma pessoa que desenvolve uma acção. Vem a propósito da menina F que francamente já gatinha despachada de quarto em quarto, agarrada põe-se de pé, mas depois não sabe o que fazer com essa postura vertical, pois tudo puxa para o chão, e a força da gravidade não ajuda nada. Assim se passaram nove mais nove meses e vemos que agora se desloca, sem ser preciso alguém a carregar. Se independência é alguma coisa isto já é independência. Perigosamente independente.

Floral

Gosto bastante do trabalho da Dona Catarina. Uma composição floral sem espinhas, muito interessante e sem se confundir com nada. Apenas pétalas na insegurança da Dona Catarina, sempre descrente das suas capacidades e sempre a querer agradar à sua filha, aparentemente a sua destinatária dos trabalhos que faz, e faz tudo para lhe agradar, como seria normal. Estas pessoas na realidade não gostam de gastar o seu tempo para nada, têm do tempo uma visão utilitária, o tempo tem de servir para alguma coisa. É esse sentido que acaba por tornar útil aquilo que não passaria de lazer, de ocupação de tempo livre e eu gosto que seja assim, sermos úteis é uma grande retribuição.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Pequena janela

Retomei o meu artesanato das pequenas janelas, formato 15x20. Já fiz decerto algumas dezenas, muitas vendidas, outras oferecidas, outras dadas, outras emprestadas, em casa tenho zero ! São janelas reproduzidas a partir de fotos que eu tiro a janelas do concelho e das suas diversas aldeias e vilas e que podem ser penduradas, num conjunto, ou colocadas em pé com um parafuso de suporte, ou encostadas, pois gostam de estar no meio dos livros, como se vê no imagem, na minha estante. Dão-se bem e não "guerreiam". Por mim gosto, são coisas simples, locais e coloridas, e registam coisas que podem desaparecer, uma das que fiz, um original lindissimo aqui à saída da vila, já deu lugar a uma janela de alumínio, modernaça, funcional, mas igual a milhares de outras ! Vou registando !!!

Terraço

O dia nasceu embrulhado, no meu terraço. Nem carne nem peixe, logo pelas sete da menhã parecia que a terra e o céu se envolviam numa nuvem de algodão em rama, enquanto a claridade do sol procurava romper e vingar. Uma claridade que se reflectia nos pilares do terraço com uma cor branca que tudo envolvia. Curtos reflexos do sol mostravam o que se iria seguir. Talvez sol talvez chuva como se fizera prever, o dia imprevisível. Hoje vou dedicar o dia a trabalhos "pendentes", restos de compras por fazer, pinturas por pintar, telas para corrigir, posts por escrever, realidades comezinhas por realizar, um dia em que a neta já gatinha, a filha já voa, as costas ainda doem, e se começa a tratar do "IRS paga paga esquece esquece", e do "IMI, agora por aqui". Dedico a tarde ao Rachmaninoff, bonito, romântico e "cool", por enquanto, ouço o pianista Sequeira Costa, alguém que Portugal esqueceu, se calhar para bem dele. Ás vezes é melhor que Portugal se esqueça de nós, pelas razões atrás expostas, entre outras !

Longe

O Alentejo profundo tem destas imagens, Obtida junto à estrada que liga Castro a Beja, a percebe-se aqui a noção de longe e de profundo, e porque se diz que "é pertinho, são só vinte quilómetros". Pois aqui o longe fica muito perto. porque entre nós e o longe fica uma planura sem fim. Aqui não há longe nem perto, tudo é perto sem ser longe. Não se trata de uma questão de linguística mas uma questão particular de geografia ! Desta forma se está por cá e mesmo os que não são de cá estão sempre pertinho ! Voilá !