Mostrar mensagens com a etiqueta Resitentes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Resitentes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 7 de julho de 2013

Resistentes (6)

Ainda muitos quintais resistem ao excesso de calor e apresentam exuberantes as flores mais típicas deste verão agora, sem piedade. Como este muro fotografado hoje de manhã na Aldeia das Alcarias. A claridade está por todo o lado e uma imensa luz branca invade tudo e obriga a que os olhos se fechem.

sábado, 30 de março de 2013

Resistentes (6)

Estamos em pleno período da Páscoa onde a doçaria está presente com toda a sua exuberância. Para além daquilo que podemos encontrar em todos os supermercados, igual em todos, vale a pena procurar aquilo que é tradicional, genuino de cada local. Aqui chegamos à pequena pastelaria tradicional "Dias e Rosário", onde encontramos os resistentes de hoje, contra ventos e marés, fazem da sua pastelaria, e também residência, um ponto de encontro para  quem gosta dos doces alentejanos. Assim a Dona Graça e marido, de forma muito simpática vão adoçando o nosso coração e resistindo à crise e ao declínio do interior como podem, e pelos vistos podem, com muito trabalho e dedicação. Encontramos por ali as belas queijadas de requeijão, as popias e as costas, as popias caiadas e os folhados de gila, agora na Páscoa o folar de requeijão, e o folar de gila , tradicional aqui do Sul, do qual só sei que não lhe posso tocar, devido aos diabetes. Encontramos ainda a pastelaria mais vulgar, como pastéis de nata, queques, bolos de arroz, mas isso encontra-se em todo lado. Vendem ao público mas também abastecem vários locais de venda da região de Ourique. Tudo está arranjado e cuidado, pois a fábrica fica mesmo atrás do minúsculo local de atendimento, apenas com uma vitrine pequena e uma arca frigorífica. Faz bem ás pessoas.

terça-feira, 5 de março de 2013

Resistentes (4)

Apesar da crise, indiferentes a ela, permanecem por estes campos do Baixo Alentejo, conduzindo aquilo que agora parece ser uma das grandes riquezas do Alentejo, passada a era do cereal e do célebre e salazarento "celeiro da nação", a pecuária, nomeadamente a criação de ovinos, bovinos e suínos. Hoje quando vinha pela planície, numa estrada de fraco piso, eis-me rodeado da bicharada. Tirei foto, e falei com o pastor que tomava conta de mais de 200 ovelhas e borregos. Gordos e limpos, respiram saúde, e saciam-se na verdura que está por todo o lado. O pastor esse resiste e nem a chuva o mete dentro de casa, que não pode, pastoreia por ali próximo de Ourique Gare, e os canitos seguem-no com uma obediência carinhosa. Mas ele resiste, resiste até à chuva e vento, afinal o futuro também passa por ali.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Resistentes (3)

Um restaurante de beira de estrada, na Aldeia de Palheiros, que mais parecia uma gruta escura, que viveu muito do trânsito para o Algarve, antes da A2 estar completa, o Coimbra, acabou por entrar em decadência e fechou há alguns anos. Esteve fechado por algum tempo, e espantosamente, um casal que já explorava um pequeno restaurante na Aldeia dos Fernandes tomou conta do negócio, reabriu com obras de melhoria e foi reconquistando os clientes, o segredo está apenas em boa comida, bom serviço, aspecto limpo e preços aceitáveis em doses bem servidas. Manteve o serviço de buffet, para uma paragem rápida, e foi o primeiro a beneficiar da crise, quando o trânsito começou a voltar em força ao IC1. Agora não faltam clientes, e a memória dos passantes que lá paravam antes, agora é uma bela ajuda. Por isso se mantém o nome velho num nome novo, Novo Coimbra. Não sendo referência gastronómica, é bom, e um exemplo de resistência.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Resistentes (2)

A mesma entidade que promoveu o Centro de Cuidados Continuados de Garvão, que foi inaugurado oficialmente a 18 de Dezembro, e que já aqui referi, prepara-se também para avançar para a criação de um Lar para idosos, aproveitando umas antigas instalações ferroviárias que estão há anos desocupadas. Para estas pessoas da Associação Futuro de Garvão não há limites, e tudo fazem para promover a sua terra, muitas vezes contra alguns imobilismos, ou mesmo más vontades. Seguramente com prejuizo do seu tempo pessoal, priveligiam o serviço aos outros, e tentam que a sua terra não morra, por falta de perspectivas, empregos ou infraestruturas. Compreendem aquilo que os portugueses deviam entender todos, que temos de começar por contar com nós mesmos em primeiro lugar. Só no Centro já se criaram cerca de 30 empregos, o que é muito, mesmo para a dimensão do concelho de Ourique. Agora poderão vir a criar mais alguns. Promovendo boas vontades, procurando apoios, fazendo formação, procurando prestar serviços remunerados, os meios vão aparecendo e nem posso imaginar a "ginástica" a fazer para honrar os compromissos que estão envolvidos. É de louvar tais pessoas que não se resignam e merecem integrar a galeria dos resistentes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Resistentes (1)

Lanço aqui uma nova série de posts em que pretendo valorizar aqueles que numa vila do interior profundo, Ourique, mantêm os seus micro negócios, passando sangue, suor e lágrimas, mas não vergam à pressão das grandes superfícies, do Governo que detesta a pequenas empresas familiares, do Ministério das Finanças braço armado dessa política de destruição, onde apenas se valoriza os grandes, os exportatores, os inovadores, o sucesso, os que pagam muito imposto, unica coisa que interessa a este Governo liberal. A economia real faz-lhes fastio.
Aqui temos uma grande superfície da cadeia Pingo Doce, que tudo vende, tudo devora impingindo os seus produtos, com larga aderência da população devido à qualidade de produtos e preços, nem sempre os mais baixos como demonstrarei em breve. Vende também peixe, oriundo do Chile, da Grécia (de aquacultura), de Espanha, não consta que se abasteça localmente (posso estar enganado).
Do outro lado temos uma peixaria pequenina onde normalmente me abasteço, onde o peixe é bom, o atendimento do melhor, peixe fresco, bem escamado, limpo, leva sal se quisermos, temos dois dedos de conversa, no Pingo Doce a menina da peixaria parece contrariada e a tudo mostra má cara, e os preços muito parecidos. Este ano, graças ao sr. Eduardo  e esposa, únicos fumcionários e donos da peixaria, bati o record de comer a boa sardinha assada, a boa dourada de mar, ou um peixinho para as sopas alentejanas, safio, mero, cherne, ou outro. Se for mal servido, e nunca aconteceu, há um rosto, uma pessoa a quem falar. Porquê mudar se se é bem servido?
A variedade não é muito grande mas chega para satisfazer o gosto por peixe pequeno, e por vezes peixe maior como pescada, peixe espada, ou outro vendido à posta. Vão resistindo apesar da idade e nós temos o dever de não deixar morrer este tecido comercial que anima a vila e lhe dá vida, coisa que começa a faltar, e mantém activas pessoas que de outro modo estariam a viver do Estado. Claro que também vou ao Pingo Doce, mas apenas para aquilo que me interessa e não é tudo. Penso que aos poucos teremos de ir valorizando este comércio que permite as pessoas manterem-se activas. É um bem valioso que o pretensiosismo e o novo-riquismo de muitos despreza.