sábado, 10 de maio de 2014

Terraço

Dois fins de semana, um deles alargado, passados no hospital ainda servem para valorizar o meu terraço neste fim de semana de sol. Certo que agora lido mal com o sol, que quase me tira a visão por completo, mas o sol não tem culpa, pois até a luz do ecrã do computador me encandeia... é triste a oftalmologia deixar alguém chegar ao estado em que vou entrando pouco a pouco, e Deus sabe qual o limite. Mas deixemos as queixas e voltemos a terraço onde este vaso de rosas pequenas, anãs ou como lhe queiram chamar florescem. Foi oferecido há muitos anos e vai sobrevivendo às intempérides, para renascer na primavera como se nada fosse, e agora até me faz companhia na solidão da planície, onde pouco parece passar-se. A casa, o terraço e as flores abrem janelas numa vida que tende a tornar-se pouco suportável, são estas pequenas janelas por onde entra uma réstea de luz que ocupam a mente, e rompem o isolamento. Ainda bem que existem.

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