quarta-feira, 18 de julho de 2018

A ida e o regresso

A vida no campo tem destas coisas. É preciso ir e regressar. Aonde ? Lisboa claro, ou outra qualquer cidade pois aqui apenas o essencial está disponível, mas aquelas necessidades pontuais implica sair. Neste caso aproveitei a ida ao hospital, a que chamo a minha segunda casa, para gastar dinheiro nalgumas coisas de que precisava, resolver alguns pendentes, visitar a neta, e procurar o reforço da sua energia. Boa sensação aquela da neta me ver lá no fundo da rampa e vir a correr de bracitos abertos para o vovô, o que mostra bem como o sangue se reconhece como por telepatia. De resto na ida vamos vazios e no regresso trago a energia, apesar do enorme cansaço, que me é transmitido por aquele afecto bom e incondicional como só mesmo o avô comunica. Era o mesmo com o meu avô, e ainda hoje me lembro como me sentava na sua perna como me tornei sportinguista só porque ele o era. No regresso sabe bem reencontrar o meu quadrado, arrumar as compras feitas, colocar os livros na prateleira, comer o pão que ficou esquecido, fechar a gaveta entreaberta, ou abrir as portadas para entrar a luz. Sim há sempre luz à minha espera, uma porta encostada, uma lâmpada esquecida acesa. Uma mensagem para enviar com a mensagem de sempre: já cheguei a casa.

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